© Medprev, 2026, live
Todos os direitos reservados

• Tempo de leitura 9 min
Revisado pelo(a) Dra. Claudia Eliane Massola, CRP/SP 06141519
Conforme dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 5 a 6% dos brasileiros lidam com a depressão ao longo da vida.
Conhecer mais sobre a doença, pode ser essencial para auxiliar o paciente a buscar atendimento médico especializado.
Descubra, a seguir, quais são os 14 principais sintomas e sinais da depressão a seguir.
A Organização Mundial da Saúde define a depressão como um distúrbio que impacta diretamente a saúde mental, gerando como sintoma central a anedonia (falta de prazer ou interesse) relacionada à tristeza ou humor deprimido.
A doença também pode ocorrer em conjunto com outros problemas de saúde, como a ansiedade crônica, podendo contribuir para o desenvolvimento e agravamento de outras condições.
Embora ocorra em menor frequência nessa faixa etária, crianças também podem sofrer com a doença.
Por isso, pais, responsáveis e pessoas próximas são fundamentais para identificar mudanças nos menores e procurar ajuda médica.
Os sintomas e sinais da depressão são característicos e, para que o diagnóstico seja realizado, é necessário que o paciente apresente 5 ou mais deles, por pelo menos duas semanas, incluindo o sintoma central (anedonia relacionada à tristeza ou humor deprimido).
A depressão pode se manifestar por meio de diversos sintomas físicos, os quais afetam diretamente o corpo.
Uma pessoa depressiva pode apresentar um cansaço constante, o que pode levá-la a desistir de fazer atividades rotineiras, além de se manter deitada por mais tempo.
Assim, ao haver uma diminuição significativa das atividades da vida diária e uma perda de energia que atrapalha o bem-estar da pessoa, pode haver um quadro depressivo em desenvolvimento.
Geralmente, há alterações no sono em quem tem depressão. A pessoa pode ter dificuldade para adormecer (insônia), acordar várias vezes durante a noite, despertar muito cedo, acordar com a sensação de cansaço, dormir mais do que geralmente dorme ou até ter sonolência excessiva (os dois últimos, características da hipersonia).
O apetite de quem tem o distúrbio pode mudar. Nos casos em que o apetite aumenta, a pessoa pode, por exemplo, passar a comer mais carboidratos e comidas ricas em açúcar e gordura.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Assim, pode haver um ganho de peso, de massa gorda, além de alterações significativas na saúde física.
Já nos casos de emagrecimento, o indivíduo pode perder o apetite e a vontade de consumir qualquer tipo de alimento. Por essa razão, pode haver deficiências nutricionais, perda de peso e massa muscular, além de fraqueza, o que afeta a saúde mental e física.
A depressão pode afetar a cognição, o que inclui a lentidão no raciocínio. Isso ocorre, pois a doença pode impactar negativamente diferentes estruturas (como amígdala, hipocampo e córtex pré-frontal) e funções (como aprendizado, interpretação, memória e até capacidade de interagir).
Na prática, a pessoa depressiva pode ter dificuldade para raciocinar, produzir e se concentrar, o que pode intensificar os sintomas relacionados à condição, como a tristeza e baixa autoestima.
Um dos sintomas que podem estar relacionados a um quadro depressivo é a busca constante por distração, como forma de evitar pensar ou lidar com a doença.
Assim, o indivíduo pode ocupar todo o tempo livre sem priorizar o descanso necessário, trabalhar mais, usar telas e internet por mais tempo ou fazer atividades que o mantenha ocupado continuamente.
As dores musculares, especialmente na cabeça, pescoço, ombros e na lombar, podem estar relacionadas à depressão, como acontece quando há um tensionamento dos músculos de forma recorrente, por exemplo.
Além disso, há casos em que as dores podem se tornar crônicas, seja devido à falta de cuidado adequado de uma dor existente, alimentação desequilibrada, falta de suporte médico ou rotina prejudicial.
É importante lembrar que pessoas com dores crônicas têm maior tendência a apresentar um quadro depressivo.
A depressão dificulta que pessoas depressivas sintam prazer, seja em atividades do dia a dia ou até em relacionamentos.
Isso acontece devido à alteração nos neurotransmissores responsáveis pela manutenção do bom humor, do foco e do bem-estar, como a serotonina, a dopamina e a norepinefrina.
Como impactam a capacidade de sentir prazer como um todo, a alteração nesses neurotransmissores também afeta a libido, provocando sua redução significativa.
Quem é acometido pela depressão também pode notar reações psicológicas que ocorrem em conjunto com os sintomas físicos.
A presença constante da tristeza por mais de duas semanas é um dos principais sintomas da depressão. A pessoa deprimida sente angústia, desesperança e pode chorar facilmente.
O desinteresse e a apatia acontecem devido à falta de capacidade do corpo e do cérebro em sentir prazer durante a depressão.
Outros fatores também estão relacionados ao desinteresse, como o cansaço extremo e a dificuldade de se dedicar à realização de atividades que demandam mais energia.
A depressão leva ao aumento da produção de cortisol, hormônio do estresse, o que contribui para o aumento da impaciência e da irritabilidade, mesmo em situações cotidianas.
A falta de foco acontece, também, devido ao impacto da depressão nas regiões do cérebro responsáveis pela memória, cognição, aprendizado e concentração.
Assim, ao realizar uma atividade, o indivíduo pode encontrar dificuldades para alcançar os resultados que antes conseguia, o que pode levá-lo a apresentar frustração e sentimento de inutilidade, com frequência.
Os pensamentos pessimistas acontecem não apenas na depressão, como em outros transtornos mentais, como por exemplo, na ansiedade.
Esse tipo de pensamento está relacionado à falta de perspectiva de futuro, a acreditar que falhou na vida e ao sentimento de inutilidade. Eles estão presentes durante todo o quadro depressivo, em maior ou menor grau.
A fadiga mental é um sintoma muito presente no dia a dia da pessoa deprimida.
Mesmo se não houver um esforço que justifique a sensação, o indivíduo pode ter dificuldade em raciocinar e manter sua produtividade.
Quando dois ou mais sinais da depressão surgem ao mesmo tempo, podem gerar um impacto negativo significativo na rotina do indivíduo, inclusive contribuindo para o desenvolvimento de sintomas psicológicos, como a baixa autoestima.
É importante lembrar que há uma variação de sintomas de acordo com o perfil do indivíduo (o que inclui seu histórico médico, idade, gênero e rotina) e o tipo de depressão.
Há diversos fatores que influenciam no desenvolvimento da depressão, principalmente em pessoas que possuem uma propensão à doença. Entre alguns gatilhos, estão:
As causas da depressão são multifatoriais, assim, podem estar relacionadas a alterações biológicas, mas também a aspectos psicológicos e sociais.
Mulheres que deram à luz também podem ter depressão pós-parto, sendo essa enfermidade causada por diversos aspectos, como mudanças hormonais, físicas e na rotina.
O diagnóstico da depressão é feito por meio de entrevista com o paciente, para avaliação do seu histórico e sintomas.
O médico também verifica a intensidade em que eles se manifestam, para indicar o tratamento mais adequado.
O tratamento da depressão depende do nível de gravidade, causas, sintomas e outros fatores específicos do paciente.
Por isso, é preciso que o psiquiatra, muitas vezes em conjunto com o psicólogo, defina as opções de tratamento mais recomendadas de forma individualizada. Entre os tratamentos que podem ser indicados, estão:
Algumas vezes, o tratamento é realizado em conjunto com profissionais de outras áreas, sendo preciso o acompanhamento por uma equipe multidisciplinar.
O autoconhecimento é um dos maiores desafios, mas também um dos aspectos principais para reconhecer mudanças comportamentais, biológicas e psicológicas.
Por meio da conscientização sobre a depressão e a procura por ajuda especializada, é possível diagnosticar, tratar a doença e recuperar a qualidade de vida do paciente.
Cuidados diários podem ajudar a prevenir a depressão (porém, é preciso lembrar que não garantem completamente que a doença não se desenvolverá). Alguns deles são:
Além de investir no autocuidado, também é necessário monitorar o surgimento de sintomas, como fadiga mental e tristeza, sua frequência e duração.
A seguir, estão as principais perguntas feitas por quem tem interesse em conhecer os sintomas e sinais da depressão.
É possível que no início da depressão a pessoa manifeste seus sintomas de forma mais branda. Mesmo assim, buscar ajuda é fundamental para que o quadro não se agrave.
A depressão está dividida em tipos, conforme suas características. Entre eles, estão: distimia, depressão atípica, depressão sazonal, depressão pós-parto, depressão psicótica e depressão mista.
A depressão pode afetar todo o corpo, dependendo da pessoa. Ela pode provocar, por exemplo, dor de cabeça, dores musculares e alterações gastrointestinais.
A única forma de confirmar um quadro de depressão é consultando um profissional da saúde, como um psiquiatra, para avaliação.
Um profissional de saúde especializado pode identificar, pelos sintomas, se uma pessoa está com depressão, ansiedade, ou vivenciando as duas condições ao mesmo tempo.
A depressão é considerada uma doença silenciosa, pois muitos de seus sintomas demoram a ser identificados. Comumente, há busca por ajuda profissional quando o quadro já evoluiu consideravelmente.
Não existe apenas uma, mas muitas causas para a depressão, que se dividem em: genética, bioquímica cerebral e fatores ambientais.
Como mostrado neste post sobre os 14 principais sintomas e sinais da depressão, esta é uma doença que afeta grande parte da população, trazendo prejuízos para a saúde e qualidade de vida.
Muitas pessoas depressivas não procuram ajuda, seja por falta de informação ou por considerarem que não precisam de tratamento.
Mas, é importante salientar que mesmo os sintomas mais brandos exigem atenção, pois podem se intensificar e se manifestar com mais frequência.
Quando o quadro depressivo é grave, pode haver até pensamentos suicidas ou atentados contra a própria vida.
Para o manejo dos sintomas e recuperação do bem-estar, é essencial contar com profissionais, como o psiquiatra e o psicólogo, e seguir as recomendações indicadas.
O acompanhamento desses especialistas é fundamental para manter a doença sob controle.