7 hábitos saudáveis que melhoram a qualidade de vida e saúde masculina

Os homens têm fama de ser mais displicentes quando o assunto é o autocuidado, e essa não é nenhuma mentira – tanto que eles vivem em média 7,2 anos a menos do que as mulheres. Porém, é possível mudar esse quadro ao colocar em prática alguns hábitos saudáveis para a saúde masculina. Conheça os principais:

1. Tome pelo menos 2,5 litros de água por dia

Setenta por cento do nosso corpo é composto por água, mas estamos constantemente perdendo esse líquido por meio da urina e do suor. Por isso, é fundamental fazer a reposição hídrica para manter o bom funcionamento do organismo – inclusive de processos como o ganho de massa e o equilíbrio hormonal.

Costuma-se dizer que devemos tomar 2 litros de água por dia; contudo, a quantidade ideal varia conforme o peso de cada pessoa: são 35 ml para cada quilo. Dessa forma, um homem de 70 kg precisa de pelo menos 2,45 litros de água (70 x 35 = 2.450) diariamente.

Se você mora em uma região de muito calor, pratica exercícios físicos ou tem tendência a transpirar muito, a ingestão de líquidos deve ser ainda maior para suprir a necessidade do corpo.

2. Tenha uma alimentação saudável

O metabolismo masculino é mais acelerado do que o feminino, o que significa que eles podem consumir mais calorias do que elas, pois o gasto energético é maior. Porém, isso não quer dizer que os homens não precisam seguir uma alimentação equilibrada.

Além de favorecerem o ganho de peso, o consumo excessivo de alimentos ricos em gordura, sal e açúcar aumentam a tendência ao desenvolvimento de problemas como colesterol alto, hipertensão e diabetes.

Por isso, é essencial seguir uma dieta saudável, rica em frutas, verduras, legumes, cereais integrais e proteínas magras. Uma boa dica é buscar a orientação de um nutricionista, que está disponível pelo MEDPREV, para fazer sua reeducação alimentar.

3. Consuma os nutrientes que favorecem a saúde masculina

Além de evitar os alimentos que prejudicam o organismo, uma dieta saudável deve incluir nutrientes específicos para proteger o homem dos problemas mais comuns, auxiliando assim na manutenção da saúde masculina.

Um bom exemplo são as doenças cardiovasculares, pois 60% das vítimas fatais de infarto e AVC são do sexo masculino. Para preveni-las, é importante consumir nutrientes como:

  • Ômega-3: encontrado no salmão, atum, sardinha, azeite de oliva e linhaça;
  • Vitamina B12: encontrada em carnes, feijão, lentilha, ervilha e grão-de-bico;
  • Beta-glucanas (fibras): encontradas no farelo de aveia.

Já em relação à saúde sexual, é importante ter uma alimentação rica em nutrientes para proteger o organismo contra o câncer de próstata e para manter a qualidade e a quantidade dos espermatozoides, preservando a fertilidade. Veja onde encontrar essas substâncias:

  • Cromo: brócolis, nozes, cogumelos e peito de peru;
  • Vitamina C: frutas cítricas (acerola, goiaba, kiwi, laranja, limão, maracujá e tangerina);
  • Betacaroteno: cenoura, pimentão vermelho, batata-doce e manga;
  • Licopeno: tomate, pimentas e frutas vermelhas.

No caso da saúde do cérebro e do sistema nervoso, o consumo dos nutrientes corretos contribui para a regulação do humor, a manutenção da memória, a capacidade de concentração e o combate a doenças como depressão, transtornos de ansiedade e demência. Saiba onde encontrá-los:

  • Ferro: bife de fígado, frutos do mar e vegetais crucíferos (brócolis, couve-manteiga);
  • Selênio: castanha-do-pará, fígado e rim;
  • Triptofano: ovos, queijo, abacate e chocolate amargo;
  • Vitaminas do complexo B: arroz integral, feijão, carnes e castanhas.

4. Pratique exercícios físicos

Junto com a alimentação equilibrada, a rotina de atividades físicas forma o principal pilar para a manutenção de um peso saudável, evitando doenças como obesidade, diabetes, hipertensão e síndrome metabólica.

Além disso, os exercícios fortalecem músculos e ossos, melhoram o condicionamento físico, aumentam a capacidade respiratória, previnem doenças cardiovasculares, preservam a saúde sexual e ajudam a elevar a autoestima.

Para isso, não é necessário recorrer somente ao treino na academia: além da musculação, você pode praticar esportes coletivos, corrida, caminhada, bicicleta, natação ou outra atividade física da sua preferência.

5. Evite o álcool e o cigarro

O consumo de qualquer quantidade de álcool, mesmo que moderadamente, aumenta o risco de desenvolvimento de diversos tipos de câncer, inclusive o de próstata. Por isso, recomenda-se evitar as bebidas ao máximo, reservando-as para ocasiões especiais.

O cigarro, por sua vez, causa 90% dos casos de câncer de pulmão, além de ser responsável por 30% de todos os tipos de tumores malignos, incluindo câncer de boca, garganta, esôfago, estômago, fígado, bexiga e rim.

Além disso, o hábito de fumar aumenta o risco de bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto e derrame, causando grande parte das mortes em função dessas doenças.

6. Durma bem e o suficiente

O sono não apenas é necessário para a reposição das energias, mas também por uma série de fatores relacionados à saúde física, mental e emocional, por exemplo:

  • Combate à obesidade e ao sobrepeso;
  • Fixação da memória e dos novos conhecimentos;
  • Prevenção da hipertensão (pressão alta);
  • Melhora do desempenho físico e da resposta muscular ao esforço;
  • Prevenção da depressão, da ansiedade e do estresse;
  • Manutenção da saúde cardiovascular;
  • Controle e prevenção da diabetes;
  • Aumento da capacidade de concentração e da produtividade.

Para usufruir desses benefícios, é necessário dormir de 7 a 9 horas por dia e ter um sono de qualidade, ou seja, sem interrupções frequentes, para que você possa restabelecer corpo e mente durante a noite.

7. Consulte o médico regularmente

Muitos homens tendem a adiar consultas médicas o máximo possível, buscando ajuda profissional apenas quando sentem dores intensas ou outro sintoma grave – tanto que 70% dos pacientes masculinos comparecem a um consultório por insistência da esposa ou dos filhos.

Em função disso, mais da metade desses pacientes recebe o diagnóstico de doenças em estágios mais avançados, o que torna o tratamento mais difícil e reduz as chances de cura. Dessa forma, é preciso combater a imagem de que procurar atendimento médico é um sinal de fraqueza e de que os homens precisam ser “super-heróis” o tempo todo.

Pelo menos uma vez por ano, é preciso visitar o clínico geral para aferir a pressão e realizar exames como hemograma, perfil lipídico (colesterol) e glicemia (taxa de açúcar no sangue). Além disso, a partir dos 50 anos, é importante consultar o urologista e iniciar os exames de detecção do câncer de próstata.

Esses dois profissionais estão disponíveis pelo MEDPREV e podem indicar outros hábitos saudáveis para a saúde masculina de acordo com as suas condições individuais. Cuide de você mesmo. Você merece!

Fonte(s): GQCâncer.orgMinistério da Saúde [1] e [2]

A testosterona é conhecida por ser o principal hormônio masculino. Produzida pelos testículos, seus níveis aumentam a partir da puberdade, resultando no crescimento dos órgãos reprodutores e no desenvolvimento das características sexuais secundárias, como o crescimento da barba e dos pelos corporais e o aumento da massa muscular.

Além disso, a testosterona é muito famosa por ser responsável pela libido e pela potência sexual – aspectos que realmente são prejudicados quando suas taxas estão diminuídas. Porém, esses não são os únicos problemas causados pela testosterona baixa.

Andropausa: a “menopausa masculina”

Da mesma forma que as mulheres sofrem alterações hormonais com o avanço da idade, os homens também podem manifestar sintomas decorrentes da queda dos níveis hormonais. Esta é a chamada andropausa, uma fase da vida masculina que pode ser comparada à menopausa (interrupção da menstruação).

Contudo, enquanto todas as mulheres passam pela menopausa, nem todos os homens passam pela andropausa. Na verdade, em vez de uma interrupção propriamente dita, o que ocorre é uma queda gradual na produção de testosterona, geralmente a partir dos 40 anos; por isso, essa condição também é conhecida como deficiência androgênica do envelhecimento masculino (DAEM).

Estima-se que a DAEM ou andropausa afeta até 20% dos homens acima dos 50 anos e até 50% daqueles com mais de 80. Não é possível determinar se um homem terá sintomas da andropausa ou não, mas existem alguns fatores que aumentam esse risco, como consumo de álcool, tabagismo, sedentarismo, obesidade, estresse, hipertensão, diabetes e infecções.

Sintomas de testosterona baixa

Além de ser responsável pelo desenvolvimento do pênis e dos testículos e pelo desejo sexual, a testosterona exerce diversas outras funções no organismo, influenciando os níveis de energia, o humor e a saúde mental.

Dessa forma, a testosterona baixa pode se manifestar tanto por meio de sintomas físicos quanto psicológicos, por exemplo:

  • Cansaço excessivo ou fadiga persistente;
  • Redução da energia para realizar as atividades cotidianas;
  • Diminuição da barba e dos pelos corporais;
  • Queda de cabelo;
  • Perda de massa muscular;
  • Aumento da gordura corporal;
  • Diminuição da agilidade, da força e da resistência física;
  • Diminuição da libido (redução do desejo sexual);
  • Redução da frequência de ereções espontâneas à noite ou pela manhã;
  • Disfunção erétil (impotência sexual ou redução da capacidade de ereção);
  • Problemas de memória;
  • Raciocínio lento;
  • Abatimento ou desinteresse geral;
  • Depressão;
  • Irritabilidade exacerbada.

Muitos dos sintomas da testosterona baixa também acontecem em diversas doenças. Dessa forma, somente o médico pode diferenciar a andropausa de outras condições. Em geral, o diagnóstico requer exames como a dosagem de testosterona livre e testosterona total, além de exames complementares como dosagem de prolactina e gonadotrofinas.

Além disso, como a testosterona é fundamental para a produção dos espermatozoides, alterações no espermograma também são úteis para o diagnóstico.

Outros efeitos da testosterona baixa no organismo

Embora a diminuição da libido e a impotência sexual sejam os efeitos mais temidos pelos homens, uma redução nos níveis de testosterona pode trazer outros prejuízos à saúde masculina, incluindo:

  • Infertilidade;
  • Crescimento das mamas;
  • Redução da tolerância à glicose (maior tendência ao diabetes);
  • Fragilidade óssea e aumento do risco de fraturas (maior tendência à osteoporose);
  • Aumento do risco de doenças cardiovasculares.

Como aumentar a testosterona

A andropausa é uma condição irreversível, mas a reposição de testosterona pode aliviar seus sintomas. No Brasil, o tratamento está disponível em forma de gel, adesivo cutâneo ou injeção, cabendo ao médico determinar qual delas é mais indicada para cada paciente.

É importante ter em mente que a reposição de testosterona só deve ser realizada quando houver diagnóstico confirmado de andropausa ou DAEM. Nesses casos, o tratamento oferece benefícios significativos e contribui para a prevenção de outros problemas decorrentes da testosterona baixa.

Contudo, a reposição de testosterona não deve ser realizada apenas para aumentar a massa muscular ou simplesmente combater o envelhecimento. Além de não ter indicação dos especialistas para esses fins, essa prática pode causar efeitos colaterais perigosos, como infertilidade, aumento do volume do coração, trombose, aumento do risco e agravamento de câncer de próstata e de mama e morte súbita.

Quando bem indicada, porém, a reposição hormonal masculina é uma alternativa para restabelecer a saúde física e mental do homem com testosterona baixa. Por isso, é fundamental passar por uma avaliação com o médico endocrinologista, o urologista ou o andrologista.

Vale mencionar também que o tratamento medicamentoso deve ser acompanhado por um estilo de vida saudável, o que inclui medidas como:

  • Ter uma alimentação saudável;
  • Praticar atividades físicas regularmente;
  • Não fumar;
  • Evitar o álcool;
  • Tomar sol para regular os níveis de vitamina D;
  • Evitar o estresse;
  • Descansar o suficiente e dormir bem.

Se você apresentar sintomas de testosterona baixa, utilize o site ou o aplicativo do MEDPREV para agendar sua consulta com o médico e obter o tratamento mais indicado para o seu caso.

Fonte(s): Endocrino [1] e [2], Portal da Urologia [1], [2] e [3]

Raras visitas ao médico e desconhecimento sobre a situação do coração e dos índices de colesterol. Esse é um resumo que define uma grande parcela do público masculino que não cuida de seu bem-estar, conforme um levantamento realizado pela revista Saúde em novembro de 2019.

A pesquisa, conduzida em parceria com o Instituto Lado a Lado Pela Vida e a área de Inteligência de Mercado do Grupo Abril, constatou que quase 40% dos homens até 39 anos e 20% daqueles acima dos 40 só vão ao médico quando se sentem mal. A falta de exames cardiológicos e da verificação dos índices de colesterol resulta em um estilo de vida quase sempre de baixa qualidade, com má alimentação, falta de exercícios e pouco bem-estar.

Porém, quais são os motivos que levam os homens a ter menos interesse em procurar um médico para realizar exames de rotina?

Uma questão cultural

Historicamente os homens vão menos ao médico do que as mulheres. Grande parte disso se deve ao estereotipo social no qual o homem não pode demonstrar nenhum tipo de fragilidade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os homens têm menor expectativa de vida que as mulheres e a situação se torna mais discrepante nos locais em que os indicadores socioeconômicos são menos equilibrados entre os sexos, é necessário um esforço para que eles comecem a cuidar mais do seu bem-estar.

Apesar de o cenário estar longe do ideal, a situação têm mudado para melhor nas últimas décadas. A busca por produtos de higiene e beleza específicos para homens aumentou e hoje representa cerca de 37% do volume de vendas. Linhas de comunicação específicas para esse público ajudaram a fomentar uma parcela de consumidores que se resumia a cortar o cabelo e fazer a barba. Porém, os desafios na medicina ainda são maiores.

Um médico urologista, por exemplo, ainda é visto como o profissional que fará o “temido” exame de próstata ou que poderá indicar soluções em casos de problemas de desempenho sexual. Os exames preventivos, infelizmente, ainda não fazem parte da agenda de grande parte da população masculina, o que resulta em problemas graves que, se tivessem sido diagnosticados a tempo, poderiam ser evitados.

Quais são os problemas de saúde mais recorrentes entre os homens?

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) os homens brasileiros vivem, em média, sete anos a menos do que as mulheres. O fato de apresentarem um estilo de vida menos saudável e realizarem menos exames de rotina faz com que muitos desconheçam dados sobre a sua real situação de saúde.

Problemas como colesterol alto e hipertensão estão entre os mais citados pelos homens em pesquisas. Embora eles estejam cientes de que esses são fatores de risco para outras doenças, como problemas cardíacos, apenas 39% afirmam que procurariam um médico caso sentissem dores no peito.

Para estimular os homens a procurarem auxílio médico e cuidarem mais de seu bem-estar, o Governo Federal desenvolveu a Política Nacional de Saúde do Homem. Ela contempla cinco eixos temáticos: acesso e acolhimento, saúde sexual e saúde reprodutiva, paternidade e cuidado, doenças prevalecentes e previsão de violência e acidentes. A lista de doenças com maior prevalência entre os homens contempla as seguintes:

  • Doenças cardiovasculares: elas estão entre as principais causas de morte no Brasil e a maior parte das vítimas são os homens. Infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca e AVC são um risco para pacientes com pressão alta, obesidade ou hábitos de vida pouco saudáveis, como o tabagismo.
  • Câncer de pulmão: os homens estão duas vezes mais propensos a desenvolver câncer de pulmão do que as mulheres. A ampla maioria dos casos, 90% deles, têm relação direta com o cigarro, um fator que potencializa os riscos.
  • Câncer de próstata: depois dos pulmões, a próstata é o segundo local de maior incidência de câncer entre os homens. Nesse caso, é fundamental que o diagnóstico seja precoce: as chances de cura chegam a 90% quando o problema é diagnosticado logo no início. Homens acima de 40 anos estão mais propensos a desenvolver essa doença.
  • Câncer de testículos: embora seja raro, a grande preocupação é que essa doença atinge homens com idade entre 15 e 50 anos. O autoexame para detectar possíveis nódulos deve ser realizado todos os meses, e anualmente deve ser feita pelo menos uma visita ao urologista.
  • Câncer de pênis: por fim, condições precárias de higiene podem resultar em câncer no órgão genital masculino. Dois em cada cem casos de câncer entre os homens no Brasil acometem o pênis, sendo que a incidência é maior nas regiões Norte e Nordeste.

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Em todos os casos mencionados acima, a prevenção é a melhor alternativa para evitar qualquer um desses problemas. Deixar de lado preconceitos e realizar ao menos um check-up anual é essencial para que o paciente possa ter maior controle sobre a saúde e mais bem-estar. Utilize o aplicativo do Medprev para agendar hoje mesmo a sua consulta. Não espere ter sintomas para procurar auxílio médico, antecipe-se e previna-se.

A disfunção erétil é a incapacidade de fazer com que o pênis fique ereto ou de manter a ereção, o que prejudica a relação sexual e traz uma série de frustrações para a vida íntima e a saúde mental.

Também conhecido como impotência sexual, o problema ainda é um grande tabu, e muitos homens evitam falar sobre o assunto. Porém, a disfunção erétil é uma condição bastante comum: de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, estima-se que ela afeta metade da população masculina com mais de 40 anos.

Saiba mais sobre os sintomas, as causas, a prevenção e o tratamento da disfunção erétil:

Sintomas da disfunção erétil

Também conhecida como impotência sexual, a disfunção erétil não se trata de apresentar dificuldades de ereção de vez em quando, mas sim de um problema constante e que pode envolver outros sintomas, incluindo:

  • Incapacidade de ter ou manter a ereção;
  • Redução do desejo sexual;
  • Diminuição do tamanho do pênis ou dos testículos;
  • Redução da quantidade de pelos no corpo;
  • Insucesso em tentativas de engravidar a parceira.

Causas da disfunção erétil

A disfunção erétil pode ser originada por disfunções do organismo ou por fatores psicológicos. Conheça as principais causas da impotência sexual:

Causas orgânicas (físicas)

A disfunção erétil devido a causas orgânicas é mais frequente a partis dos 40 anos, tornando-se mais comum com o avanço da idade. As causas orgânicas incluem:

  • Problemas cardiovasculares: são fatores que podem prejudicar o fluxo de sangue para o pênis, como arteriosclerose (endurecimento das artérias), hipertensão, colesterol alto e problemas cardíacos;
  • Disfunções do sistema nervoso: esclerose múltipla, lesão da medula, neuropatia;
  • Diabetes: a doença pode afetar tanto os nervos quanto os vasos sanguíneos;
  • Obesidade: o excesso de peso prejudica a circulação de modo geral, incluindo o fluxo de sangue para o pênis;
  • Desequilíbrios hormonais: especialmente a redução dos níveis de testosterona a partir dos 50 anos;
  • Tratamentos: radioterapia na região pélvica, cirurgias no intestino ou na próstata e alguns medicamentos podem prejudicar os mecanismos envolvidos na ereção;
  • Tabagismo: trata-se de uma das principais causas da disfunção erétil, pois o cigarro pode reduzir a pressão do sangue em direção ao pênis, impossibilitando uma ereção satisfatória;
  • Consumo de álcool: as bebidas alcoólicas prejudicam a ereção logo depois do consumo; além disso, o consumo excessivo pode favorecer o desequilíbrio hormonal de forma permanente;
  • Uso de anabolizantes e outras substâncias: enquanto os anabolizantes podem reduzir a produção de testosterona, drogas ilícitas causam efeitos no cérebro que dificultam a ereção.

Causas psicológicas

Além de poderem prejudicar o desejo sexual, as causas psicológicas afetam os próprios mecanismos da ereção, atrapalhando o funcionamento das válvulas penianas que controlam o fluxo de sangue para os genitais. 

A disfunção erétil devido a fatores psicológicos é mais comum entre os jovens e costuma ter as seguintes causas:

  • Ansiedade;
  • Depressão;
  • Estresse;
  • Baixa autoestima;
  • Insegurança;
  • Medo de falhar;
  • Sensação de estar sendo julgado pela parceira ou pelo parceiro;
  • Problemas de comunicação entre os parceiros.

Muitas vezes, a disfunção erétil pode ser originada por mais de uma causa, pois a ereção é um processo multifatorial. 

Além disso, um aspecto importante a ser analisado é se o problema surge apenas nas relações sexuais. Caso as ereções matinais e noturnas ocorram normalmente, assim como a ereção na masturbação, pode-se descartar qualquer causa física, restando assim as causas psicológicas.

Como prevenir a disfunção erétil

Um dos principais fatores de risco para a disfunção erétil é idade, pois o passar dos anos costuma ser acompanhado pela diminuição dos níveis de testosterona. Embora o avanço da idade não possa ser evitado, é possível prevenir as outras causas desse problema ao adotar as seguintes medidas:

  • Praticar atividades físicas regularmente;
  • Ter uma alimentação saudável;
  • Manter uma faixa de peso adequada;
  • Não fumar;
  • Evitar o consumo de álcool;
  • Não utilizar esteroides sem orientação médica;
  • Não utilizar drogas ilícitas;
  • Manter condições como diabetes, hipertensão e dislipidemia (colesterol alto) sob controle;
  • Dormir bem e reservar tempo para o descanso e o lazer;
  • Evitar o estresse;
  • Fazer acompanhamento psiquiátrico e psicológico em caso de transtornos mentais como ansiedade e depressão;
  • Proporcionar educação sexual às crianças e jovens para que conheçam seu corpo e livrem-se de mitos sobre a sexualidade.

Tratamento para disfunção erétil

Depois de estabelecer o diagnóstico e as causas da disfunção erétil, o que pode necessitar de alguns exames complementares, o médico urologista ou andrologista vai prescrever o tratamento mais indicado para cada pessoa.

As principais formas de tratamento incluem:

  • Adoção de hábitos saudáveis: em muitos casos, uma mudança no estilo de vida pode resolver o problema sozinha ou acompanhada por outros tratamentos;
  • Terapia: indicada quando existem causas psicológicas para a disfunção erétil;
  • Medicamentos por via oral: medicamentos como a sildenafila (Viagra) e outras substâncias similares proporcionam uma ereção temporária por melhorar o fluxo sanguíneo para o pênis. Porém, esses medicamentos têm efeitos colaterais importantes e devem ser utilizados somente com orientação médica;
  • Injeções penianas: tratam-se de injeções que o próprio paciente aplica no pênis antes da relação sexual;
  • Bomba de vácuo: são utilizadas para estimular a circulação sanguínea para o pênis por meio da sucção, mas indicadas para homens que passaram por cirurgia de próstata;
  • Prótese peniana: tratamento cirúrgico no qual é implantada uma prótese interna para dar sustentação ao pênis.

A disfunção erétil é um problema que afeta a autoestima, a saúde mental e os relacionamentos íntimos dos pacientes. Se você está passando por isso, utilize o site ou o aplicativo do MEDPREV para agendar sua consulta com o urologista ou o andrologista.

Fonte(s): Lado a Lado, Minha Vida, G1, Drauzio Varella e UOL