Tipos de dor de cabeça: conheça as principais causas e o que fazer em cada uma delas

Dor de cabeça. É bem provável que, em algum momento da sua vida, você já tenha sofrido com esses sintomas. Em maior ou menor grau, todos nós somos acometidos por esse problema cuja causa é multifatorial – e nem sempre óbvia.

Antes de sair tomando remédio para dor de cabeça por conta própria, o que não é recomendado, saiba que é fundamental compreender qual e o tipo de dor de cabeça que está incomodando.

Uma análise prévia dos sintomas não substitui a necessidade de se procurar um médico para obter orientações sobre o tratamento. Porém, a partir do reconhecimento das características da dor torna-se possível se precaver para evitar que os sintomas piorem.

Quais são os tipos de dor de cabeça?

Em linhas gerais, podemos afirmar que existem quatro tipos de dores de cabeça: a tensional, a enxaqueca, a associada à sinusite e a cefaleia em salva.

Embora todas sejam “dores de cabeça”, seus sintomas não são os mesmos, assim como as causas e o tratamento também são diferentes. Vamos conhecer mais detalhes sobre cada uma delas.

Dor de cabeça tensional

Uma das dores de cabeça mais comuns é a chamada “dor de cabeça tensional”. Em geral, ela é causada pela rigidez dos músculos do pescoço, das costas ou até mesmo do couro cabeludo. Esses sintomas são consequências de situações de estresse e quadros de ansiedade. Má postura ao longo do dia ou durante o sono também contribuem para agravar esse quadro.

A dor de cabeça tensional tem como principal característica a sensação de pressão demasiada em um determinado local. Em geral, as laterais da nuca e a testa são as regiões em que os sintomas mais se destacam. É como se a pessoa estivesse usando um capacete o tempo todo.

Ao perceber esses sintomas, o paciente deve, primeiramente, procurar relaxar. Banhos quentes e massagens, por exemplo, podem ajudar a aliviar a tensão. Se isso não resolver e nem amenizar os sintomas, o ideal é procurar um médico. Na maioria dos casos o tratamento com medicamentos analgésicos – como paracetamol, aspirina ou ibuprofeno – é suficiente.

Enxaqueca

A enxaqueca também é bastante frequente e seus sintomas estão entre os mais incômodos possíveis. Nesses casos, o paciente sente uma dor de cabeça intensa e pulsante. Casos mais complicados podem vir acompanhados de tonturas, náuseas e vômitos.

Felizmente, em muitos casos os sintomas são passageiros, não durando mais do que três horas. Em outros, no entanto, o problema pode ser estender por vários dias, causando complicações para o trabalho e mesmo para o repouso. Caso os sintomas persistam por mais de algumas horas, buscar auxílio médico é a melhor solução.

O combate à enxaqueca é feito por meio de analgésicos e anti-inflamatórios. Esses medicamentos ajudam a aliviar a dor e constringir os vasos sanguíneos. Já remédios antieméticos podem dissipar os sintomas de náuseas e enjoos. Fazer repouso também é indicado até que os sintomas diminuam.

Dores de cabeça relacionadas à sinusite

A sinusite é uma inflamação dos seios nasais. Ela pode ser causada por vírus, bactérias ou mesmo por elementos alérgenos. Por essa razão, é fundamental buscar auxílio médico para identificar qual desses elementos está dando origem ao problema. A automedicação pode não surtir efeito nenhum se a causa verdadeira não for descoberta.

Como consequência da sinusite, o paciente pode experimentar sintomas como dores ao redor do nariz e em volta dos olhos. Congestão nasal, tosse, febre e mal-hálito também são possibilidades. Tudo isso fará com que você sinta a cabeça “pesada” ocasionando dores ao baixá-la ou se deitar.

O tratamento é feito combatendo-se diretamente a sinusite. Remédios anti-histamínicos, descongestionantes e analgésicos são os mais indicados. Casos mais graves, em que ocorra algum tipo de infecção, podem necessitar ainda de antibióticos.

Cefaleia em salvas

Por fim, o mais raro dos tipos de dores de cabeça é a cefaleia em salvas. Os sintomas são de uma dor de cabeça forte e lancinante em um dos lados da face. Na maior parte das vezes, as dores aparecem durante o sono, podendo desencadear crises como corrimento nasal, inchaço das pálpebras e lacrimejação.

Procurar auxílio médico logo em seguida à percepção desses sintomas é o melhor caminho, pois infelizmente não há cura para essa condição. Mesmo os tratamentos conhecidos são pouco eficazes e o que se busca é atenuar ou diminuir a duração das crises.

Anti-inflamatórios, analgésicos fortes e medicamentos de uso controlado podem ser necessários para conter as crises. As causas da cefaleia em salvas são variadas, indo desde lesões a alterações hormonais. De qualquer forma, buscar auxílio médico é o único caminho possível para combater seus males.

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Sentindo qualquer tipo de dores de cabeça, evite a automedicação e procure atendimento médico. Acesse o site ou app do Medprev, encontre o clínico geral ou neurologista mais próximo de você e agende sua consulta.

Fonte(s): Drauzio Varella, Revista Saúde, Tua Saúde, Minha Saúde, Viva Bem, Minuto Saudável e Médico Responde

Muita gente imagina que a função do dermatologista é apenas indicar os melhores cuidados com a pele do rosto e do corpo em uma rotina de beleza.

Embora esse médico realmente esteja habilitado a sugerir os melhores cremes de prevenção e tratamento para esses casos, suas funções vão muito além da parte estética – que não deixa de ser importante.

Na verdade, a dermatologia é uma área bastante ampla da medicina. Além dos cuidados com a beleza, as atribuições do dermatologista incluem prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças, realização de procedimentos minimamente invasivos e diversos tipos de cirurgias.

Saiba mais sobre o que faz um dermatologista e quando procurar esse especialista.

Quando procurar um dermatologista?

O dermatologista é o médico que se especializou na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de doenças e condições que afetam a pele, o cabelo, as unhas e as mucosas, totalizando mais de 3 mil problemas diferentes.

A consulta com dermatologista é indicada para pessoas de todas as idades, desde crianças até idosos, que apresentem algum tipo de alteração nesses tecidos, sejam elas de origem estética, alérgica, infecciosa, autoimune etc.

Vale lembrar que feridas nas mucosas também estão no campo de atuação do dermatologista, por isso esse especialista pode ser procurado para o tratamento de lesões nos lábios, na parte interna das bochechas, nas gengivas, na língua e na região genital, incluindo infecções sexualmente transmissíveis.

Quais são os principais motivos para agendar uma consulta com dermatologista?

Qualquer alteração na pele e seus anexos (cabelos, unhas e mucosas) é motivo para buscar a orientação de um dermatologista. Conheça os principais exemplos que levam as pessoas a procurar uma clínica de dermatologia:

  • Cravos, espinhas e acne em geral;
  • Manchas vermelhas, coceira e descamação da pele;
  • Pele muito sensível, ressecada ou com excesso de oleosidade;
  • Queimadura solar de grande extensão;
  • Unhas fracas, manchadas ou com alterações de cor e formato;
  • Queixas estéticas como celulite, estrias, rugas e flacidez;
  • Queda de cabelo em homens e mulheres;
  • Suor excessivo nas axilas, mãos, pés, couro cabeludo, costas e outras regiões do corpo;
  • Suor com odor desagradável (principalmente nos pés e nas axilas);
  • Excesso de pelos em homens e mulheres;
  • Descamação e coceira no couro cabeludo;
  • Cistos, lipomas e outros tipos de nódulos;
  • Queloides e outros tipos de cicatrizes inestéticas;
  • Lesões e feridas com pus;
  • Pintas e manchas suspeitas de malignidade;
  • Feridas que sangram facilmente e não cicatrizam.

Como o dermatologista pode me ajudar a cuidar melhor da minha pele?

A dermatologia cosmiátrica é a área que se dedica aos tratamentos que podem ajudar a preservar a beleza da pele e promover o seu rejuvenescimento.

Dessa forma, o dermatologista é o profissional mais capacitado para:

  • Identificar o seu tipo de pele e indicar os cuidados e produtos mais adequados para cada pessoa (incluindo protetor solar, sabonete, hidratante etc.);
  • Orientar o tratamento tópico (com cremes, séruns e loções) de condições como celulite e estrias e dos sinais do envelhecimento (manchas, rugas, sulcos e flacidez);
  • Prescrever e realizar procedimentos como depilação a laser e remoção de tatuagens;
  • Indicar e realizar procedimentos estéticos, incluindo tratamentos para celulite, estrias e gordura localizada;
  • Indicar e realizar procedimentos estéticos para prevenir e tratar os sinais do envelhecimento, como peeling, toxina botulínica, preenchimento facial, laser etc.

Por que marcar consulta com dermatologista quando há alguma alteração nas unhas?

Embora algumas pessoas ainda pensem que as unhas têm função meramente estética, o fato é que elas são tão importantes quanto a pele em si, além de serem excelentes indicadores das nossas condições de saúde.

Unhas fracas e quebradiças, por exemplo, podem indicar tanto problemas locais, como micoses, irritações ou alergias a alguma substância ou objeto de uso diário, quanto problemas do organismo como um todo, incluindo anemia, psoríase e alterações na tireoide.

Além disso, o surgimento de manchas e as mudanças na cor e no formato das unhas podem ser resultado de condições mais sérias, como diabetes, problemas respiratórios, doenças cardíacas e até mesmo melanomas (tipo de câncer muito agressivo).

Qual é a importância do dermatologista na detecção e tratamento do câncer de pele?

O câncer de pele é a neoplasia mais comum no Brasil. Ele corresponde a 33% de todos os casos registrados no país, o que equivale a 180 mil novos diagnósticos todos os anos.

O tipo mais frequente é o câncer de pele não melanoma, que atinge 97% dos pacientes. Sua taxa de letalidade felizmente é baixa, mas ele pode causar deformações importantes.

Já o câncer de pele do tipo melanoma, que corresponde aos outros 3%, é muito mais agressivo: além de ter um alto risco de metástase (quando o tumor se espalha para outros órgãos), ele não responde muito bem ao tratamento, podendo levar à morte com uma frequência mais elevada.

Evitar a exposição ao sol nos horários de pico e seguir cuidados como o uso de protetor solar e barreiras físicas (chapéus, óculos escuros, roupas de mangas compridas, barracas etc.) são medidas importantíssimas de prevenção, mas a consulta com o dermatologista também é essencial.

Além de ser o profissional mais capacitado para reconhecer pintas e manchas com características suspeitas, o dermatologista pode solicitar exames para identificar lesões invisíveis a olho nu.

Havendo a confirmação do diagnóstico, esse especialista pode indicar e manejar o tratamento mais recomendado para o paciente, incluindo tanto procedimentos para a cura quanto aqueles para a correção imediata de eventuais deformações.

Quais tipos de cirurgia são feitos pelo dermatologista?

Esse médico realiza as chamadas cirurgias dermatológicas, que são aquelas realizadas na pele ou no tecido subcutâneo (logo abaixo da pele). Elas podem ter objetivo estético, diagnóstico, reparador ou terapêutico e incluem procedimentos como:

  • Correção de cicatrizes inestéticas (queloides, cicatrizes hipertróficas etc.);
  • Transplante capilar;
  • Cirurgia de unhas;
  • Biópsias (retirada de amostras para análise e diagnóstico de diversas doenças);
  • Remoção de pintas, cistos, lipomas e tumores;
  • Tratamento do câncer de pele com técnicas como cirurgia a laser e cirurgia de MOHS;
  • Cirurgia de reconstrução por meio de retalhos e enxertos.

Quando procurar uma clínica de dermatologia?

Muitas vezes, os pacientes só procuram uma clínica de dermatologia quando o problema está em fase avançada, o que limita as opções e a eficácia do tratamento. Portanto, se você observar qualquer alteração na pele e seus anexos, não hesite em buscar orientação profissional.

Mesmo que não haja nenhum problema aparente, a consulta com dermatologista deve ser feita pelo menos uma vez por ano como medida de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de pele. Acesse o site ou o aplicativo do MEDPREV para encontrar um dermatologista em Curitiba e agende sua consulta com preço popular.

Fonte(s): Sociedade Brasileira de Dermatologia [1][2] e [3]Instituto Nacional de Câncer [1] e [2]

Um ruído cujo som é tão alto e forte a ponto de parecer uma explosão – e tudo isso acontecendo dentro da sua cabeça. A descrição pode se assemelhar à sinopse de um filme de terror, mas na prática se trata de um distúrbio conhecido como Síndrome da Cabeça Explosiva.

Considerado um tipo de distúrbio do sono, esse fenômeno é relativamente comum. Porém, para algumas pessoas, os sintomas se manifestam apenas uma vez na vida enquanto para outras essa sensação desconfortável pode ocorrer várias vezes ao longo de um determinado tempo.

Por dentro da Síndrome da Cabeça Explosiva

Os primeiros registros desse tipo de distúrbio datam ainda do século XIX. Foi em 1876 que o médico Silas Weir Mitchell incluiu na literatura médica dois casos em que homens sofriam “descargas sensoriais” violentas. Os relatos incluíam ainda “badaladas de sinos” e “sons de disparo” durante o sono.

Embora esse fenômeno tenha sido pouco estudo ao longo dos anos, um estudo realizado pela Universidade do Estado de Washington, nos Estados Unidos, com 211 voluntários, indicou que 18% dos entrevistados disseram ter vivido ao menos um episódio como esse na vida.

Pessoas que dormem pouco, em teoria, estão mais propensas a serem vítimas desse distúrbio. Situações de estresse, quadros de insônia crônica ou viajantes vítimas de jet lag também têm mais chances de passar por quadros como esses. Porém, quais são as razões que levam isso a ocorrer e o que é exatamente esse distúrbio.

Os estudos mostraram ainda que as mulheres estão mais suscetíveis a apresentarem esse quadro. Além disso, muitas pessoas temem ir ao médico e explicitar os sintomas com receio de serem diagnosticadas com algum tipo de doença mental – o que contribuiu para que, na prática, seja maior o número de vítimas desse problema.

Poucos estudos conclusivos

Embora as descrições dos sintomas sejam bastante claras, a ponto de os profissionais de medicina conseguiram com relativa facilidade que se trata de um caso dessa espécie, as causas dessa síndrome ainda são incertas. As especulações vão desde distúrbios auditivos a convulsões epiléticas, porém nada que se possa afirmar com 100% de certeza.

Estudos que monitoraram a atividade cerebral dos pacientes durante o sono indicaram um possível disparo da atividade neural do cérebro como uma das possíveis causas. Quando adormecemos, o corpo “desliga” e fica paralisado para que fiquemos em estado de repouso.

Esse “desligamento” ocorre pouco a pouco. Em pacientes vítimas da síndrome, ocorre um atraso nesse “desligamento”, o que faz com que muitos neurônios disparem ao mesmo tempo, resultando em uma sensação de explosão. É como se fosse uma descarga elétrica recebida na hora mais imprópria possível, ou seja, quando o corpo não está apto a reagir.

Tratamentos específicos ainda não foram encontrados

Ao perceber qualquer tipo de sintoma como esse, o ideal é procurar um neurologista, médico especialista a quem cabe analisar distúrbios relacionados ao sono. Pelo fato de as causas serem desconhecidas, não há um tratamento específico e os casos precisam ser analisados individualmente.

O uso de medicamentos antidepressivos, por exemplo, pode reduzir a frequência com que esses sintomas aparecem. Técnicas de relaxamento e medidas de controle de estresse também são consideradas ótimos mecanismos para se evitar que essas descargas elétricas se tornem comuns.

Além disso, muitos pacientes julgam estar enlouquecendo ou experimentando algum problema de maior gravidade, tamanho é o impacto que ocorre nos momentos mais críticos. O correto diagnóstico do médico, após a realização dos exames, auxilia ainda os pacientes a compreenderem que se trata de um distúrbio natural, e não necessariamente de um problema psicológico.

No passado, a relação dessa síndrome com a paralisia do sono, outra condição igualmente assustadora, fez com que muitos pacientes transformassem relatos de eventuais crises como essa em alucinações ou fenômenos sobrenaturais, como abduções alienígenas ou possessões demoníacas.

Contudo, à luz da ciência, há uma explicação lógica relacionada ao que acontece durante essas descargas elétricas fulminantes. Felizmente para os pacientes, apesar de a descrição dos sintomas ser bastante angustiante, trata-se de um quadro considerado de baixa gravidade.

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Em caso de distúrbios de sono ou dores de cabeça, consulte um neurologista. Acesse o site do Medprev e agende uma consulta.

Fonte(s): BBC e Melhor com Saúde

A cena é comum em muitas cidades: saímos de casa pela manhã para o trabalho, com roupas leves, e no fim do dia voltamos passando frio. As mudanças bruscas de temperatura podem ocorrer a qualquer momento, mas são mais propícias nessa época do ano. Neste artigo, discutiremos como a mudança brusca de temperatura afeta a saúde.

Infelizmente, nosso corpo sente mais do que a sensação de frio quando não está bem agasalhado. Essa condição pode desencadear alergias, resfriados e baixar a imunidade. Crianças e idosos, mais sensíveis, sentem ainda mais os efeitos dessas alterações climáticas. Será que é possível se prevenir?

As mudanças que ocorrem em nosso corpo

Quando a temperatura esfria, nosso corpo gasta mais energia para se manter aquecido. Como consequência, sentimos mais fome e vemos a nossa capacidade de defesa ser reduzida. Os ambientes fechados na maior parte do dia passam a ser outra ameaça: a falta de renovação de ar facilita a transmissão de vírus.

inverno

A consequência disso é que a procura por atendimento médico aumenta. Aqueles que já tem propensão a ter problemas respiratórios, como asma ou bronquite, tendem a ver a situação se agravar. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) comprovou que quem tem rinite alérgica tem mais chances de desenvolver sintomas respiratórios e oculares, como coceira no nariz ou ardor nos olhos, quando os termômetros oscilam.

Pacientes com histórico de problemas cardíacos também devem redobrar a atenção e se agasalhar bem. Quando há alteração repentina da temperatura, do quente para o frio, a pressão aumenta e pode ocorrer uma crise hipertensiva. Já no cenário oposto, do frio para o quente, o sangue fica mais espesso, as artérias se contraem e a pressão tende a cair.

Problemas de saúde mais comuns no meio do ano

A chegada do inverno potencializa uma série de condições de saúde, especialmente relacionadas a problemas respiratórios, viroses, alergias e problemas cardíacos. Além disso, dias mais frios podem provocar mudanças no humor, deixando as pessoas suscetíveis à tristeza ou depressão.

Gripe

Lugares fechados e com maior concentração de pessoas tendem a ser mais propícios para a circulação do vírus Influenza. Por isso, é comum ficarmos gripados nessa época do ano. A melhor forma de prevenção é a vacina contra a gripe. E, em caso de percepção dos sintomas – dor, febre e inflamação nas vias respiratórias – procure um médico.

Problemas cardíacos

O sistema cardiovascular também é impactado com as mudanças bruscas de temperatura. Quando o clima esquenta, o sangue fica mais espesso e a pressão tende a cair.

temperatura

O esforço empreendido pelo coração para bombear o sangue aumenta e, aqueles que têm alguma dificuldade, podem sofrer mais.

Pneumonia

As baixas temperaturas fazem com que a nossa imunidade fique mais baixa, pois o corpo dispende mais energia para manter as funções vitais. Algumas bactérias podem se aproveitar disso para causar infecções que inflamam os pulmões – resultando em pneumonia. Crianças e idosos têm mais risco.

Alergias

A causa da maioria das alergias respiratórias são os ácaros. Eles se abrigam em tapetes, almofadas, cortinas e roupas e se aproveitam das temperaturas mais baixas. Quando o tempo fica mais frio, é comum que as pessoas abram menos as janelas e diminuam o ritmo da limpeza. Evitar a poeira acumulada é a melhor prevenção.

Como prevenir problemas de saúde decorrentes da mudança brusca de temperatura?

Se as mudanças bruscas de temperatura são algo com o que se preocupar, nada melhor do que se preparar melhor para essa época do ano na qual as temperaturas variam muito ao longo do dia. Abaixo, listamos 5 dicas para minimizar as chances de que problemas de saúde se desenvolvam.

Beba muita água

Em dias frios temos a tendência de nos hidratar com menor intensidade. Isso é um grande erro, especialmente se o clima estiver seco.

frio calor

Mesmo sem sentir sede, carregue uma garrafinha de água e tome-a várias vezes ao dia. Frutas, legumes e verduras também auxiliam na hidratação.

Faça ajustes na alimentação

No inverno precisamos de mais energia para manter as funções vitais do organismo. Por conta disso, é necessário fazer ajustes na alimentação. Alimentos que aceleram o metabolismo e opções mais calóricas são as melhores escolhas. Apenas tome cuidado para não abusar de alimentos gordurosos.

Areje os ambientes

Em dias frios temos menos vontade de abrir as janelas e o ar-condicionado permanece sempre ligado. Manter a casa fechada impede a circulação de ar, o que favorece a proliferação dos vírus, fungos e bactérias. Portanto, por mais que o vento frio seja incômodo, abra a casa algumas vezes ao dia para renovar o ar.

Evite o “choque térmico”

Se as mudanças bruscas de temperatura afetam a saúde, imagine então sair de um lugar quente para um frio: o impacto é imediato.

mudanca de temperatura

Se estiver em um ambiente abafado, proteja o nariz e a boca com a blusa ou um cachecol antes de sair para o frio. Previna-se, não espere sentir frio para tomar uma atitude.

Lave as roupas de inverno

Quando a temperatura cai chega a hora de resgatar os casacos do armário. Porém, depois de muito tempo sem uso, eles podem estar embolorados ou mofados e, o simples fato de vesti-los pode causar alergias. Sendo assim, aproveite esse período para lavar as roupas ou colocá-las no sol antes de utilizá-las.

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Se as mudanças bruscas de temperatura fizerem você ter qualquer um desses sintomas, conte sempre com o MEDPREV. Pelo nosso aplicativo ou acessando nosso site, agende sua consulta com um médico perto de você.

Fonte(s): DW, Jornal da USP, Minha Vida, UOL Notícias e Gaúcha ZH

Criança que pula, corre e brinca sem parar é uma criança feliz e saudável. Por mais que os pais muitas vezes fiquem de cabelo em pé com tanta energia, o que realmente preocupa é quando os pequenos deixam de fazer bagunça porque estão doentes. Neste artigo, vamos tratar da prevenção de doenças comuns da infância.

Pensando nisso, o MEDPREV preparou uma lista de dicas e cuidados para prevenir as doenças mais comuns na infância. Confira:

Mantenha a carteirinha de vacinação em dia

A vacinação é uma das principais medidas de proteção contra doenças muito graves que podem deixar sequelas ou levar à morte. Ao receber a vacina, o corpo aprende a se defender e produz anticorpos capazes de combater os vírus e bactérias causadores dessas doenças infecciosas, criando a imunidade.

Conheça as vacinas mais importantes para as crianças:

  • Vacina contra a tuberculose (BCG);
  • Vacina contra a poliomielite ou paralisia infantil;
  • Vacina contra difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções (penta);
  • Vacina contra sarampo, rubéola e caxumba (tríplice viral ou SRC);
  • Vacina contra a hepatite B;
  • Vacina contra a febre amarela;
  • Vacina contra o rotavírus humano;
  • Vacina contra pneumonia, otite, meningite e outras infecções (pneumocócica conjugada);
  • Vacina contra a meningite meningocócica (meningocócica C conjugada);
  • Vacina contra a hepatite A;
  • Vacina contra a varicela;
  • Vacina contra a gripe (influenza).

Elimine as principais causas de alergia respiratória

A rinite e a asma alérgica são doenças muito frequentes na infância. Além dos próprios sintomas causados por elas, que deixam as crianças abatidas, atrapalham o sono e fazem com que os pequenos percam aula, essas doenças favorecem a instalação de outros quadros, como sinusite, otite e bronquite.

Embora não seja possível impedir o desenvolvimento de uma alergia respiratória, é possível adotar cuidados para reduzir a exposição da criança aos agentes desencadeadores (como poeira, ácaros, mofo, pelo de animais etc.) evitar novas crises. Conheça os principais:

  • Substituir carpetes por piso de material liso e que não acumule pó;
  • Limpar a casa com pano úmido pelo menos uma vez por semana;
  • Reduzir o número de objetos de decoração e bichos de pelúcia no quarto da criança;
  • Trocar a roupa de cama uma vez por semana;
  • Lavar cobertores e edredons a cada quinze dias;
  • Evitar que os animais de estimação entrem no quarto da criança;
  • Manter o guarda-roupa limpo e arejado;
  • Não fumar dentro de casa ou na presença dos pequenos.

Ofereça uma alimentação saudável à criança

Além da anemia por falta de ferro e das deficiências de vitaminas, a má qualidade da alimentação é causa direta do sobrepeso e da obesidade. O excesso de peso na infância favorece uma série de doenças crônicas que pode surgir precocemente, como colesterol alto, hipertensão e diabetes, além de favorecer a obesidade na vida adulta.

Em função disso, é preciso estar atento à alimentação de toda a família. Por mais que as crianças adorem doces, biscoitos, salgadinhos e refrigerantes, as guloseimas e os alimentos ultraprocessados devem ser evitados e reservados para o fim de semana.

Além disso, é essencial que pais e filhos sigam uma alimentação saudável, rica em frutas, verduras, legumes, cereais integrais, leguminosas e proteínas magras. Como as crianças aprendem pelo exemplo, é importante fazer refeições em família e adotar bons hábitos juntos.

Estimule a prática de atividade física

Em conjunto com a alimentação saudável, a prática de atividade física é fundamental para a manutenção do peso adequado para a idade e a altura das crianças. Por isso, os pais devem estimular as atividades que gastam energia, como andar de bicicleta, dançar, jogar bola ou fazer aulas de natação.

Além de combater o sedentarismo e o excesso de peso, movimentar o corpo favorece o fortalecimento dos músculos, ossos e sistema respiratório. A prática de atividades coletivas, como os esportes, ainda contribui para desenvolver a socialização e para que a criança se familiarize com os conceitos de competição, vitória e derrota, que são indispensáveis no decorrer da vida.

Ensine os hábitos de higiene para os pequenos

Quando as crianças começam a ir para a escola, aumentam as chances de contrair viroses e outras doenças infectocontagiosas que causam sintomas como febre, secreção nasal, tosse, dor de garganta, dor de ouvido, diarreia e vômitos.

A principal forma como os vírus, bactérias e parasitas causadores dessas doenças entram no corpo é quando as mãos e objetos contaminados são levados à boca. Por isso, a criança deve conhecer os hábitos de higiene básicos, incluindo:

  • Lavar as mãos com água e sabão depois de utilizar o banheiro e antes de comer;

  • Manter as unhas limpas e aparadas;
  • Assoar o nariz com lenços descartáveis em vez de utilizar os dedos;
  • Tomar apenas água de boa procedência;
  • Não compartilhar objetos como copos e talheres com os coleguinhas.

Limpe corretamente os ouvidos da criança

A otite ou infecção de ouvido pode atingir pessoas de todas as idades, mas é mais comum na infância. Ela causa febre, secreção (pus), perda do apetite e dor muito forte, o que atrapalha o sono das crianças e as deixa muito irritadas.

Como a infecção de ouvido pode ser causada por múltiplos fatores, é preciso seguir uma série de cuidados para prevenir esse problema:

  • Utilize cotonetes apenas para limpar a parte externa da orelha;
  • Não tente remover a cera do ouvido, pois ela tem função protetora contra infecções;
  • Não utilize truques caseiros para aliviar a dor ou tentar desentupir o ouvido, como pingar álcool e cera de vela, pois essas substâncias não funcionam e podem piorar o problema;
  • Remova as secreções nasais com frequência se a criança estiver gripada ou resfriada para evitar que elas se acumulem;
  • Se possível, amamente o bebê até os seis meses para fortalecer o sistema imunológico dele;
  • Ensine as crianças a lavar as mãos com frequência;
  • Mantenha as vacinas em dia.

Em caso de suspeita de qualquer uma dessas doenças, utilize o site ou o aplicativo do MEDPREV para marcar uma consulta com o pediatra por preços populares. A saúde do seu filho merece sempre o melhor!

O que você faz depois de fazer xixi? Se você é daquelas pessoas que dão descarga sem nem dar uma discreta conferida na sua urina, saiba que vale a pena dar uma espiadinha, pois esse fluido tem muito a revelar sobre a nossa saúde.

Produzida pelos rins a partir da filtração do sangue, a urina é um dos principais mecanismos do corpo para eliminar substâncias desnecessárias e subprodutos do metabolismo, os quais poderiam causar prejuízos se ficassem acumulados.

A água corresponde a 95% da composição da urina, enquanto os 5% restantes são formados por ureia, toxinas, alguns minerais e outras substâncias. Contudo, dependendo da ingestão de determinados alimentos ou medicamentos ou da presença de um problema de saúde, pode haver uma alteração na composição desse fluido, levando a uma mudança na sua coloração.

Veja o que diz a cor da urina e o que ela pode revelar sobre a sua saúde:

1. Urina amarelo-clara

Esta é a cor normal da urina. Se você não estiver sentindo nenhum sintoma como ardência, dor ou dificuldade para urinar, provavelmente significa que seu organismo está bem hidratado devido à ingestão da quantidade ideal de água e que seus rins estão funcionando bem.

2. Urina transparente

Quando a urina fica clara demais, isso é um sinal de que ela está muito diluída. Nesse caso, a primeira coisa a fazer é avaliar se você está tomando água em excesso, o que faz os rins trabalharem mais para eliminar os líquidos desnecessários.

Além disso, a urina pode ficar transparente em quadros de diabete descontrolada, o que também faz com que a pessoa precise ir ao banheiro com mais frequência.  

3. Urina amarelo-intensa

Um tom amarelo-intenso indica que a urina está mais concentrada, uma situação oposta à da urina transparente. Essa cor é considerada normal para a primeira urina da manhã, pois passamos várias horas sem ir ao banheiro e sem tomar água.

Porém, caso ela apareça durante o dia, é preciso aumentar sua ingestão de líquidos e observar o que acontece na próxima vez que você fizer xixi, pois seu corpo pode estar com um leve grau de desidratação.

4. Urina amarelo-escura ou cor de mel

A urina de coloração amarelo-escura pode indicar níveis mais altos de desidratação, o que pode ser resolvido ao aumentar a ingestão de água e evitar atividades intensas que elevem a produção de suor.

Porém, se esse tom permanecer por vários dias ou passar do amarelo-escuro para a cor de mel ou até mesmo para um castanho, isso pode ser sinal de uma desidratação mais profunda, risco aumentado de formação de cálculo renal e problemas no fígado.

5. Urina laranja

A urina pode ficar laranja devido a um alto consumo de alimentos ricos em betacaroteno, como abóbora, caqui, cenoura, mamão e manga, ou à ingestão de suplementos vitamínicos ou alguns medicamentos. Nesse caso, a alteração da cor da urina é temporária e não é sinal de problemas.

Contudo, se o tom laranja persistir por vários dias ou ficar mais intenso, ele pode indicar desidratação, problemas na vesícula ou doenças do fígado.

6. Urina rosa ou vermelha

Uma das causas mais comum da urina rosa ou vermelha é uma grande ingestão de beterraba ou alimentos com corante vermelho, o que não representa uma ameaça para o organismo.

Porém, essas tonalidades também podem acontecer pela presença de sangue. Para as mulheres em período menstrual, trata-se de uma alteração temporária que ocorre pela mistura dos fluidos depois de sua eliminação pelo corpo, sem indicar problemas.

Se esse não for o caso, é preciso investigar a causa da urina rosa ou vermelha, pois a presença de sangue pode indicar infecção urinária, pedra nos rins e até mesmo alguns tipos de câncer, como o câncer de próstata ou de rim.

7. Urina azul ou verde

Geralmente, essas cores são resultado da ingestão de medicamentos que contêm azul de metileno, um corante que é excretado pelos rins e se mistura com a urina, deixando-a mais azulada ou esverdeada.

Além disso, esses tons podem surgir devido ao consumo de aspargos e de alguns tipos de bebidas coloridas, como a cerveja verde típica da Irlanda, ou em função de uma infecção bacteriana.

tabela de cor da urina

Quando procurar o médico

Qualquer alteração persistente na cor da urina deve ser investigada pelo urologista, que é o médico especialista no trato urinário e no sistema reprodutor masculino, ou pelo nefrologista, que é especialista na saúde dos rins.

Sintomas como ardência, dificuldade ou dor ao urinar e aumento ou redução da frequência urinária também são motivos para buscar orientação profissional.

Além de fazer a avaliação física, o médico provavelmente solicitará um exame de urina. Trata-se de uma técnica simples que consiste em analisar características físicas como cor, densidade e pH da urina e fazer a dosagem de substâncias como glicose, hemácias e células de defesa.

Acesse o site do MEDPREV ou utilize o aplicativo para marcar consulta com o urologista ou o nefrologista e agendar o exame de urina e outros testes solicitados pelo médico.

Fonte(s): Abril SaúdeDrauzio Varella e Ativo Saúde

O ginecologista é o médico especialista na saúde feminina, especialmente nos órgãos do aparelho reprodutor. Por isso, esse profissional deve acompanhar a vida da mulher desde a puberdade.

A primeira consulta com ginecologista geralmente acontece logo depois da primeira menstruação, entre 11 e 15 anos. Apesar disso, o ideal seria que esse especialista fosse visitado em uma fase anterior, quando os primeiros sinais da puberdade são observados, por volta dos 8 ou 9 anos.

Além disso, seja por desconhecimento ou medo, existem muitos casos de mulheres adultas e que já iniciaram sua vida sexual, mas nunca se consultaram com esse profissional.

Nas duas situações, é comum que a paciente se sinta envergonhada e insegura por não saber o que esperar. Pensando nisso, nós preparamos este guia para você se informar e se tranquilizar sobre a consulta.

O que o ginecologista faz na primeira consulta?

As etapas da primeira consulta dependem da idade da paciente, se ela está se sentindo à vontade e se já houve início da vida sexual.

Dessa forma, o que o ginecologista faz na primeira consulta não será igual para todas as mulheres. Veja o que esperar da visita a esse especialista em cada fase:

1. Como é a primeira consulta com ginecologista para pré-adolescentes ou adolescentes

Quando a primeira consulta com ginecologista acontece na puberdade ou na adolescência, os principais objetivos costumam ser a orientação da menina sobre o funcionamento do seu próprio corpo e a criação de vínculo entre o médico e a paciente.

Em geral, a mãe costuma entrar junto com a menina para transmitir segurança e pode responder a algumas perguntas feitas pelo médico sobre o histórico de saúde de sua filha e doenças na família.

Se a menina estiver à vontade, o ginecologista pode solicitar que a mãe deixe o consultório em um segundo momento para que sejam tratadas questões sobre sexualidade sem causar constrangimento.

O médico então vai perguntar o que a menina sentiu durante a menstruação, se ela teve cólicas, se as mamas ficaram mais sensíveis ou se ela observou mudanças de humor.

Além disso, o ginecologista vai orientar a paciente sobre higiene íntima, ciclo menstrual, mudanças físicas e psicológicas na adolescência, início da vida sexual e prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis e gravidez precoce.

Este também é o momento em que a adolescente pode tirar suas dúvidas (veja uma lista de perguntas para o ginecologista mais abaixo). Não é preciso ter vergonha de fazer uma “pergunta boba” nem “muito avançada”, pois é natural que as pacientes tenham tido diferentes níveis de contato com informações sobre sexualidade.

É muito importante que a menina saiba que nada do que for conversado com o ginecologista será revelado à sua mãe ou acompanhante. A consulta médica é totalmente sigilosa.

Exames ginecológicos em pré-adolescentes ou adolescentes

Se a menina estiver muito envergonhada ou nervosa, o ginecologista pode apenas verificar a altura e o peso da paciente nesta primeira consulta, deixando os exames ginecológicos para as próximas oportunidades.

Caso seja possível realizar esses exames, eles serão feitos sempre na presença de uma enfermeira ou da mãe, conforme o desejo da paciente. Nessa ocasião, será feito o exame das mamas e do abdômen por meio de apalpação e a avaliação da parte externa da região genital.

2. Como é a primeira consulta com ginecologista para mulheres jovens e adultas

Se você não teve oportunidade de ir ao ginecologista na adolescência, a primeira coisa a saber é que você não precisa ter vergonha de fazer isso agora. O importante é iniciar o acompanhamento da sua saúde reprodutiva o quanto antes.

A primeira consulta de uma mulher jovem ou adulta começa com uma série de perguntas do médico para entender os motivos que a trazem ao consultório e para conhecer seu histórico. Ele pode perguntar sobre seu estilo de vida (alimentação, prática de exercícios físicos, tabagismo etc.), doenças anteriores e problemas de saúde frequentes na família.

Nesse momento, é essencial informar que essa é sua primeira consulta com ginecologista para que o profissional possa fazer todas as orientações necessárias em relação à saúde reprodutiva.

O médico também fará perguntas sobre seu ciclo menstrual, se você já teve relações íntimas, se você tem vida sexual ativa, se você tem um parceiro fixo etc. Não é preciso se sentir constrangida, pois o ginecologista precisa de todas essas informações para saber como orientá-la e quais exames devem ser feitos.

A qualquer momento, você pode fazer perguntas para o ginecologista. Aproveite a consulta para esclarecer dúvidas sobre saúde em geral, menstruação, métodos contraceptivos, vida sexual, gestação e prevenção contra DSTs, entre outras.

Exames ginecológicos em mulheres jovens e adultas

Assim como acontece com as adolescentes, os exames ginecológicos só serão feitos se você estiver se sentindo à vontade e consentir em realizá-los. Caso a paciente esteja muito nervosa ou constrangida, o médico pode apenas solicitar os exames de rotina na primeira consulta e deixar os demais para o retorno.

Vale lembrar que exames que requerem a inserção de dedos ou instrumentos na vagina são realizados apenas em mulheres que já iniciam a vida sexual.

Em geral, os exames ginecológicos feitos no consultório são toque vaginal, exame especular, exame clínico (apalpação) das mamas e exame preventivo ou Papanicolau. O médico também pode solicitar outros exames: exames de sangue, exame de urina, exames de DSTs, mamografia e ultrassom pélvica ou transvaginal, entre outros.

O que perguntar na primeira consulta ao ginecologista?

Você pode fazer qualquer pergunta em relação à saúde em geral, saúde feminina, funcionamento do corpo, menstruação, vida sexual, reprodução, métodos anticoncepcionais, prevenção contra DSTs etc.

Confira nossa lista de sugestões de perguntas para fazer na sua primeira consulta com o ginecologista:

Menstruação

  • Quando eu vou menstruar?
  • Como funciona a menstruação?
  • Como fazer a higiene durante a menstruação?
  • Mulheres virgens podem usar absorvente interno?
  • O sangue da menstruação transmite doenças?
  • Meu fluxo menstrual é normal?
  • Posso ter relações sexuais menstruada?
  • Posso engravidar durante a menstruação?
  • Como aliviar as cólicas menstruais?
  • Como lidar com as mudanças de humor antes da menstruação?

Virgindade

  • O que é hímen?
  • Andar de bicicleta tira a virgindade?
  • Masturbação pode romper o hímen?
  • Como alguém perde a virgindade?
  • Como saber se ainda sou virgem?
  • Minha mãe pode descobrir que não sou mais virgem?

Mamas e região genital

  • É normal ter um seio maior que o outro?
  • Meus seios ainda vão crescer?
  • Como fazer o autoexame?
  • Percebi uma alteração na mama. Isso é normal?
  • Preciso fazer mamografia?
  • Minha vulva/vagina é normal?
  • Como fazer a limpeza correta da região genital?
  • Posso usar absorventes diários?
  • É normal ter corrimento vaginal?
  • Por que eu sinto coceira na região genital?
  • É normal ter ardência ao urinar?
  • É normal se masturbar?

Primeira relação sexual

  • Como saber se está na hora de ter relações sexuais?
  • A primeira relação sexual dói?
  • O que eu preciso saber antes da primeira relação sexual?
  • É possível engravidar na primeira relação?
  • É normal não sentir nada na primeira vez?
  • A vagina muda depois da primeira relação?
  • Como faço para contar para minha mãe?

Doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)

  • Como se pega uma DST?
  • Como saber se eu tenho uma DST?
  • Preciso fazer algum exame para DSTs?
  • Como posso evitar as DSTs?
  • Posso tomar a vacina contra o HPV?
  • A camisinha protege contra todas as doenças?
  • Precisa usar camisinha no sexo oral?

Prevenção contra gravidez indesejada

  • Quais tipos de contato levam à gravidez?
  • O líquido que sai do pênis antes da ejaculação engravida?
  • Meu parceiro ejaculou fora. Corro o risco de engravidar?
  • Qual é o melhor método anticoncepcional?
  • A camisinha é confiável?
  • Posso tomar pílula?
  • O que fazer se eu me esquecer de tomar a pílula?
  • Quais medicamentos diminuem o efeito da pílula?
  • Anticoncepcional engorda?
  • Posso tomar injeção para não engravidar?
  • Posso usar DIU ou Mirena?
  • Como funciona a pílula do dia seguinte?

Vida sexual

  • É normal sentir dor durante a relação?
  • O que é orgasmo?
  • Como saber que eu tive um orgasmo?
  • Por que eu não consigo ter um orgasmo?
  • Falta de lubrificação é sinal de problemas?
  • É normal não ter vontade de fazer sexo?
  • Existe uma frequência ideal para as relações?
  • Quais cuidados são necessários em relações com outra mulher?

Como marcar consulta com ginecologista

Você pode pedir indicação de bons profissionais para amigas ou familiares ou utilizar um aplicativo para marcar consulta com ginecologista para você mesma ou sua filha.

O MEDPREV é um aplicativo que reúne médicos de todas as especialidades e permite que você agende seu horário com preços populares. Utilize o MEDPREV para encontrar um ginecologista em Curitiba e marcar a sua consulta ou exame de forma rápida e fácil.

Fonte(s): Drauzio VarellaFederação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia e Hospital 9 de Julho

Uma das complicações mais graves da diabetes é o chamado pé diabético, um problema apontado como causa de 85% das amputações de membros inferiores na rede pública. Esse é um quadro que tem um alto custo humano e financeiro, por isso é muito importante saber o que é pé diabético e quando procurar tratamento.

De acordo com o Ministério da Saúde, o número de pessoas afetadas pela diabetes no país aumentou 61,8% entre 2006 e 2016, atingindo 8,9% da população. Em consequência, a incidência de complicações dessa doença também cresceu, incluindo pé diabético, perda da visão, acidente vascular cerebral e infarto.

O que é pé diabético?

Pé diabético é uma complicação da diabetes caracterizada por uma ferida (úlcera) nos membros inferiores agravada por uma infecção, mas também pode englobar qualquer alteração de origem neurológica, ortopédica ou vascular que afete essa região do corpo.

Esse quadro costuma acontecer porque, com o passar do tempo, a diabetes leva a um problema chamado neuropatia. Essa situação causa um prejuízo aos nervos, resultando em deformações nos ossos e nos músculos dos pés e na redução da sensibilidade da pele.

Com isso, ao mesmo tempo em que os pés se tornam mais propensos a sofrer um machucado (bolhas, calos, traumas etc.), o paciente perde parte de sua capacidade de sentir dor, o que faz com que ele não perceba que tem uma ferida e, assim, não procure tratamento.

Além disso, as pessoas com diabetes tendem a apresentar problemas de circulação, o que dificulta a chegada do sangue até os membros mais distantes do coração, especialmente os pés. Em consequência, essa região recebe menos oxigênio, o que prejudica a cicatrização e pode levar à morte do tecido, conhecida como necrose ou gangrena.

Como esse quadro evolui de forma silenciosa, o paciente passa semanas ou meses com uma úlcera aberta, ou seja, uma porta de entrada para microrganismos causadores de infecções, principalmente as bactérias. Dessa forma, geralmente a lesão já está muito avançada quando a pessoa procura o médico, levando a um alto risco de amputação.

Sintomas do pé diabético

Buscar atendimento médico precoce é a melhor forma de evitar que um machucado simples se alastre e leve à amputação. Por isso, pessoas com diabetes e seus familiares devem estar atentos a estes sinais e sintomas do pé diabético, que afetam pés e tornozelos:

1. Sinais e sintomas de neuropatia diabética

  • Perda da sensibilidade
  • Queimação
  • Formigamento
  • Dormência
  • Dor na forma de agulhadas, pontadas ou facadas
  • Fraqueza (incluindo as pernas)
  • Cãibras

Estes sintomas geralmente pioram à noite, quando o paciente se deita, e melhoram durante o dia, conforme a pessoa se movimenta e faz suas atividades.

2. Sinais e sintomas na pele

  • Ressecamento
  • Fissuras (rachaduras)
  • Vermelhidão
  • Aumento da temperatura
  • Inchaço
  • Alterações nas unhas

A combinação desses sintomas pode indicar de forma precoce a instalação do chamado pé de Charcot, uma condição que leva à fragilidade óssea e favorece a ocorrência de luxações e fraturas.

O inchaço em um dos pés, por exemplo, aparece de duas semanas até dois meses antes de qualquer alteração óssea revelada por uma radiografia.

3. Sinais e sintomas ortopédicos

  • Ferida na sola do pé (úlcera plantar)
  • Joanete (hálux valgo)
  • Dedos em martelo
  • Dedos em garra
  • Pé cavo (aumento da curvatura)
  • Atrofia da musculatura do pé
  • Limitação do movimento da articulação

Em geral, esses sinais são identificados apenas pelo médico especialista e podem caracterizar o pé de Charcot crônico, um fator que aumenta o risco de amputação quando ocorre simultaneamente a uma infecção.

Causas do pé diabético

O pé diabético é causado por uma sequência de fatores que fazem uma pequena ferida evoluir para a necrose do tecido, pois o organismo é incapaz de curá-la. Dessa forma, a causa desse problema é o somatório de eventos como:

  • Lesões nos pés: bolhas, calos, micoses, traumas (topadas em quinas de móveis, cortes durante a pedicure etc.);
  • Pedicure inadequada: corte das unhas em formato que favoreça que elas encravem, remoção da cutícula, retirada dos calos sem orientação médica;
  • Calçados inapropriados: calçados abertos (chinelos, sandálias), salto alto, sapatos de bico fino, calçados que apertam ou “pegam” determinado ponto dos pés;>
  • Neuropatia diabética: o excesso de glicose afeta os nervos e diminui a sensibilidade à dor, fazendo com que o paciente demore em buscar tratamento;
  • Problemas de circulação: a glicemia elevada e as placas de gordura que se formam nas artérias prejudicam a circulação sanguínea, de forma que as células de defesa e o oxigênio não chegam aos pés em quantidade suficiente para combater infecções e regenerar o tecido;
  • Presença dos fatores de risco: diabetes mal controlada, hipertensão, obesidade, colesterol alto, tabagismo, sedentarismo, histórico familiar de pé diabético e úlcera e amputação prévias.

Tratamento do pé diabético

Antigamente, o único tratamento para o pé diabético era a amputação, com perda parcial ou total desse membro, incluindo parte da perna em casos mais graves. Hoje, porém, existem outros recursos terapêuticos para tentar evitar ou pelo menos retardar essa medida mais drástica.

Para isso, porém, recomenda-se que os pacientes com pé diabético procurem atendimento médico e recebam tratamento em até 24 horas, o que aumenta as chances de sucesso.

O tratamento depende do grau das lesões. Em feridas não infeccionadas, o tratamento pode consistir na limpeza e no uso de curativos especiais.

Já no caso de infecção, será necessário o uso de antibióticos por via oral ou endovenosa, dependendo das condições da circulação sanguínea do paciente. Podem ser associados medicamentos para aumentar a irrigação sanguínea dos membros inferiores.

Além disso, deve-se avaliar a necessidade do debridamento cirúrgico, um procedimento feito em ambiente hospitalar que consiste na limpeza da ferida e na remoção do tecido necrosado. Dessa forma, a extensão da infecção é reduzida, favorecendo a cicatrização.

Existem ainda métodos inovadores, como a oxigenoterapia hiperbárica, utilizados em feridas muito avançadas. Nesse caso, o paciente fica dentro de uma máquina com pressão atmosférica reduzida e concentração de oxigênio a 100%, o que estimula a formação do colágeno e a cicatrização dos tecidos.

Outro recurso moderno é a fototerapia, que consiste na aplicação da luz por um cabo de fibra ótica com a finalidade de destruir as bactérias. Embora esses dois recursos sejam capazes de reduzir o risco de amputação, eles ainda são pouco disponíveis devido ao seu alto custo.

Por isso, agora que você sabe o que é pé diabético, examine seus pés todos os dias em busca de sinais dessa complicação e procure o médico imediatamente caso identifique alguma alteração. Manter um bom controle da glicemia e ter os pés examinados pelo médico endocrinologista, cirurgião vascular ou enfermeiro também é fundamental.

Fonte(s): Brasil.gov, Endocrino.org, Scielo, Saúde Abril, Hospital Sírio Libanes e Portal Educação

A glândula prostática é um dos órgãos masculinos que mais apresentam alterações com o avanço da idade, mas nem todas elas significam que o paciente tem um tumor maligno. Por isso, é importante saber qual a diferença entre inflamação e câncer de próstata.

Localizada na parte baixa do abdômen, logo à frente do reto, a próstata é uma glândula que fica ao redor do segmento inicial da uretra, o tubo que conduz a urina a partir da bexiga durante a micção.

Essa glândula tem cerca de 3 cm de diâmetro e seu formato lembra uma noz. Sua função no corpo masculino é produzir 70% do sêmen, o líquido que contém os espermatozoides.

As doenças de próstata mais comuns

Os problemas que afetam a próstata se tornam mais frequentes à medida que o homem envelhece, tanto que 75% dos casos de câncer acontecem em pacientes com mais de 65 anos.

Porém, algumas doenças também podem afetar indivíduos mais jovens – e nem todas elas apresentam características de malignidade. Esse é o caso da prostatite, que é uma inflamação da próstata, e da hiperplasia prostática benigna, um crescimento que não é causado por câncer.

Devido à localização dessa glândula, todas essas doenças podem se manifestar com sintomas relacionados à bexiga e à micção. Saiba mais sobre essas condições:

1. Prostatite

A prostatite é uma inflamação da próstata que quase sempre afeta homens adultos, mas em casos raros pode atingir pré-adolescentes. Essa condição leva a um crescimento da glândula, o que causa sintomas como dor e dificuldade para urinar.

Além dos sintomas relatados pelo paciente, o diagnóstico da prostatite pode incluir o exame de toque retal, que detectará o inchaço e a dor, a dosagem sanguínea de PSA (antígeno específico da próstata) e o exame de urina.

Existem vários tipos de prostatite, classificados de acordo com sua origem e suas manifestações clínicas. Conheça os principais:

Prostatite bacteriana

Corresponde a uma infecção causada por bactérias que atingem a próstata, geralmente provenientes de uma infecção no trato urinário. Ela pode se subdividir em outros dois tipos:

  • Prostatite bacteriana aguda: tem início repentino e causa as dores mais intensas, assim como dificuldade e ardência ao urinar e necessidade de ir ao banheiro com mais frequência. Além disso, seus sintomas incluem manifestações sistêmicas como febre, mal-estar, calafrios e dores musculares;
  • Prostatite bacteriana crônica: desenvolve-se de forma mais lenta e se caracteriza pela reincidência de uma infecção urinária que não foi completamente eliminada mesmo com o uso de antibióticos. Seus sintomas são similares aos da inflamação aguda, mas sem febre. Pode se manifestar pela presença de sangue no esperma e dores depois da ejaculação.

O tratamento da inflamação da próstata de origem bacteriana é feito com antibióticos associados a medicamentos complementares para o alívio das dores, como analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares.

Prostatite não bacteriana e síndrome da dor pélvica crônica

Esses dois tipos de inflamação da próstata ocorrem sem a presença de bactérias ou infecções no trato urinário. Suas causas ainda não foram totalmente esclarecidas e seus sintomas são parecidos com os da prostatite bacteriana.

O tratamento é feito com anti-inflamatórios e medicamentos para conter o crescimento anormal da glândula. Além disso, podem ser recomendadas massagens na próstata e banhos de assento.

A inflamação da próstata pode causar câncer?

Não. A prostatite é uma condição benigna e que não aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de próstata.

Porém, se não for tratada a tempo, a prostatite bacteriana aguda pode causar um abscesso, que geralmente requer uma drenagem cirúrgica. Além disso, essa variação da doença pode levar a um quadro de infecção generalizada (septicemia), potencialmente fatal.

2. HIPERPLASIA PROSTÁTICA BENIGNA

A hiperplasia prostática benigna (HPB) é o crescimento da próstata que não está relacionado ao câncer. Essa doença afeta cerca de metade dos homens entre 50 e 60 anos, chegando a atingir 90% dos pacientes acima dos 85.

Assim, embora suas causas exatas ainda não tenham sido esclarecidas, sabe-se que a HPB é uma condição fortemente associada ao processo de envelhecimento.

Esse aumento de tamanho não apresenta sinais de malignidade e não aumenta o risco de desenvolvimento do câncer de próstata. Apesar disso, como a glândula se localiza ao redor da uretra, seu crescimento provoca sintomas que podem afetar a qualidade de vida do homem, por exemplo:

  • Micção frequente;
  • Dificuldade para urinar;
  • Demora para iniciar e concluir a micção;
  • Jato de urina interrompido ou enfraquecido;
  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

Diagnóstico e tratamento da HPB

O diagnóstico da HPB se dá pela descrição dos sintomas clínicos e é confirmado pelo exame de toque retal, a dosagem de PSA, a ultrassonografia e a biópsia da próstata, de modo a diferenciar essa condição de um câncer.

O tratamento depende da intensidade dos sintomas e pode incluir medicamentos para melhorar o fluxo da urina e interromper o crescimento da próstata e procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos para remover o excesso de tecido.

3. CÂNCER DE PRÓSTATA

O câncer de próstata é a neoplasia mais comum entre os homens, excetuando-se o câncer de pele não melanoma. De crescimento lento, esse tumor pode levar até 15 anos para atingir 1 cm³ e geralmente não apresenta sintomas em fase inicial.

diferença entre inflamação e câncer de próstata

Quando essas manifestações existem, elas são muito parecidas com as da prostatite e da HPB. Como essas duas últimas doenças são muito mais comuns, os sintomas provavelmente indicam uma condição benigna – porém, eles sempre devem ser investigados.

O diagnóstico começa por meio do exame de toque retal e a dosagem de PSA, seguindo para a biópsia e a ultrassonografia para confirmar ou refutar a presença do câncer.

Quando diagnosticado em fase inicial, o tratamento é menos agressivo e oferece grandes chances de cura. Porém, como esta é uma neoplasia silenciosa, muitas vezes ela só é identificada quando o tumor já se espalhou para outros tecidos, geralmente os ossos, em um estágio muito avançado.

Mesmo sabendo qual a diferença entre inflamação e câncer de próstata, não é possível identificar a doença somente pelos seus sintomas. Dessa forma, é muito importante consultar o urologista – que está disponível pelo MEDPREV – a partir dos 50 anos e manter os exames preventivos em dia.

Fonte(s): INCASBUMSDLado a Lado pela VidaPfizer e Oncoguia

Você já teve ter passado pela experiência de estar com uma feridinha na língua ou no interior da boca que causa dor ao falar, comer e bocejar. Para lidar com esse problema da melhor forma, é preciso entender o que é afta e como se prevenir contra essas lesões.

Também conhecidas como “úlcera oral” e “úlcera aftosa”, as aftas não costumam ter complicações graves, mas são bastante incômodas e merecem nossa atenção.

O que é afta?

A afta é uma ferida (lesão) que atinge o interior da boca, incluindo a mucosa da bochecha, o interior dos lábios, a língua, a gengiva e até mesmo a garganta e a úvula e que não envolve a participação de vírus, bactérias ou fungos.

Essas lesões são arredondas e sua cor varia entre branca, amarela e vermelha. Além da dor, a pessoa com afta pode ter ardência e vermelhidão na região da ferida, além de um leve sangramento. As lesões podem ser únicas ou múltiplas e não apresentam pus.

Em cerca de 80% dos casos, as aftas medem de 2 a 3 mm e se curam em cerca de 7 a 10 dias, sem deixar cicatriz (afta minor ou menor). Mais raramente, as lesões podem passar de 1 cm, levam até dois meses para regredir e podem deixar cicatrizes (afta major ou gigante).

Causas da afta

A afta é mais frequente quando a pessoa está com a sua imunidade baixa, como em pacientes que fazem tratamento contra o câncer, que tenham o vírus HIV e que estejam com diabetes descontrolada.

Porém, é possível desenvolver essa lesão mesmo sem apresentar essas condições, pois não há uma única causa para o surgimento da afta. Entre os fatores mais comuns, estão:

    • Alergias a alimentos;
    • Deficiências nutricionais (ferro, vitamina B6, B9 e B12);
    • Desgaste físico;
    • Distúrbios gastrointestinais, como doença celíaca e doença de Chron;
    • Estresse emocional;
    • Excesso de acidez na boca ou no organismo como um todo;
    • Mudanças hormonais;>
    • Tabagismo;
    • Trauma local, como morder a bochecha ou a língua, machucar a mucosa com o aparelho ortodôntico ou lesionar a cavidade bucal ao escovar os dentes.

A maior parte da população apresenta aftas esporádicas, enquanto 10% a 20% dos casos são recorrentes. Desses últimos, 40% dos pacientes têm um histórico familiar positivo para essa condição, sugerindo que pode haver uma influência genética.

Como se prevenir contra a afta

Considerando que as aftas não têm uma única causa e são favorecidas por um desequilíbrio no sistema imunológico, as principais formas de como se prevenir envolvem hábitos que dizem respeito à saúde como um todo, incluindo:

1. Ter uma alimentação adequada

O bom funcionamento das defesas do nosso organismo depende de uma alimentação que consiga suprir todas as nossas necessidades de nutrientes e micronutrientes, especialmente o ferro e as vitaminas.

Para isso, a dieta deve incluir frutas, verduras, legumes, carnes magras e cereais integrais. Uma dica especial é consumir iogurtes e leites fermentados que contenham lactobacilos vivos, pois eles ajudam na prevenção.

Além disso, existem alimentos que devem ter seu consumo reduzido: quem tem tendência a sofrer com as aftas deve evitar as frutas cítricas, como abacaxi e limão, que aumentam a acidez bucal e podem despertar ou agravar o quadro. Alimentos muito duros ou crocantes que possam ferir a mucosa bucal também devem ser evitados.

2. Fazer a higienização bucal de forma correta

Embora as aftas não estejam diretamente relacionadas à falta de limpeza bucal, esse fator propicia o surgimento das cáries, e os dentes atingidos, por sua vez, podem lesionar a mucosa e desencadear as aftas.

Por isso, é necessário escovar os dentes depois de todas as refeições, utilizar o fio dental e fazer bochecho com o enxaguante, além de visitar o dentista regularmente.

Além disso, é preciso prestar atenção na força que se usa durante a escovação, pois um trauma causado pela escova pode favorecer o surgimento das aftas.

3. Adotar cuidados adicionais com o aparelho ortodôntico

O aparelho ortodôntico pode favorecer as aftas caso alguma de suas peças esteja machucando a mucosa. Por isso, caso você esteja sentindo algum incômodo em relação ao aparelho, solicite ao ortodentista que faça um ajuste ou utilize cera apropriada para proteger a cavidade oral.

4. Cuidar da saúde em geral

Como as aftas estão relacionadas a uma imunidade baixa, uma forma de preveni-las é tendo um bom estado de saúde. Para isso, é necessário visitar seu clínico geral regularmente, manter seus exames em dia, praticar atividades físicas e não fumar.

Como se livrar das aftas

Não existe nenhuma forma de se livrar de uma afta imediatamente, mas é possível adotar algumas medidas para acelerar a cicatrização da lesão e amenizar a dor que ela causa, como estes a seguir:

    • Bicarbonato de sódio: dissolva 1 colher de chá em 3 dedos de água e faça bochechos com essa solução 3 vezes ao dia;
    • Água oxigenada: faça uma mistura meio a meio com água e água oxigenada volume 20 e aplique diretamente na afta com auxílio de um cotonete;
    • Leite de magnésia:também com auxílio de um cotonete, aplique uma pequena quantidade do produto sobre a ferida;
    • Própolis: produtos como spray e chás de própolis têm propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes, de forma que você pode aplicá-los nas lesões. Apenas evite sprays que contenham álcool em sua composição, pois ele é um agente de irritação;
    • Antisséptico bucal: faça bochechos com um enxaguante bucal com propriedades antissépticas, de preferência recomendado pelo dentista. Novamente, evite produtos que contenham álcool;
    • Cubo de gelo: coloque um cubo de gelo diretamente sobre a afta, pois a temperatura baixa ajuda a amenizar a dor temporariamente;
    • Medicamentos para afta: pomadas e géis anestésicos e anti-inflamatórios também podem ajudar a amenizar o desconto. Peça orientação ao médico, dentista ou farmacêutico;
    • Laserterapia: é um tratamento feito no consultório odontológico que consiste na aplicação de luz na mucosa bucal. A laserterapia é indolor e ajuda a aliviar a dor, acelerar a cicatrização e prevenir novas lesões.

Agora que você sabe o que é afta e que não há uma forma de eliminá-la imediatamente, você também sabe que o mais indicado é estar por dentro de como se prevenir contra esse problema. Manter um bom estado de saúde geral é o primeiro passo, portanto cuide de você mesmo!

Fonte(s): Minuto Saúde, Sorrisologia e Tua Saúde

Tags: Saúde, cuidado do corpo, medprev, hospital, clínicas, agendamento, afta, prevenção, tratamento

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