10 cuidados para evitar o surgimento de micoses no verão

A chegada do verão favorece o surgimento de micoses no corpo humano. Considerada uma doença de pele, essa condição afeta com maior frequência os pés, a virilha e o couro cabeludo. As temperaturas mais altas e a umidade favorecem a proliferação de fungos e, por esse motivo, é preciso tomar cuidados especiais nessa época do ano.

Felizmente, a maioria dos casos não se desenvolve de maneira mais grave. Na prática, as micoses causam muito mais incômodos do que consequências graves ao organismo. Entretanto, isso não significa que você possa se descuidar ou que uma visita ao médico para um diagnóstico mais apurado não seja necessária.

O que é micose?

As micoses incluem todas as infecções por fungos que atingem a pele, as unhas e o couro cabeludo. Elas estão entre as doenças mais comuns do verão porque esta estação do ano oferece calor e umidade, duas condições que favorecem a reprodução desses microrganismos.

As infecções fúngicas mais frequentes nesta época do ano incluem o pano branco (manchas mais claras ou mais escuras na pele), a frieira (fissuras entre os dedos) e a micose de unha (unhas esbranquiçadas e mais grossas). Porém, a lista inclui ainda outras possibilidades de acordo com a área do corpo.

Cândida

Trata-se de um fungo que ocorre na região dos lábios, especialmente em pessoas com imunidade baixa. Popularmente conhecida como “sapinho”, a infecção se manifesta na forma de aftas e placas avermelhadas na boca e na bochecha, podendo evoluir para as amígdalas, a garganta e o esôfago se não for tratada corretamente.

Tinea cruris

A Tinea cruris é uma infecção fúngica que se manifesta na pele dos órgãos genitais, do interior das coxas ou das nádegas. Essa condição ocorre mais frequentemente quando usamos roupas apertadas ou que retenham a umidade. Ela provoca irritação da pele, vermelhidão e coceira.

Frieira

Já nos pés a forma mais comum de micose são as frieiras. Elas surgem entre os dedos dos pés e têm como característica a descamação da pele, causando sintomas como mau cheiro, pele esbranquiçada e coceira. É também conhecida popularmente como “pé-de-atleta”.

Tinea capilar

Quando a micose se manifesta no couro cabeludo ela é conhecida como Tinea capilar. Esse tipo de fungo é mais comum em crianças e causa coceira, lesões, crostas e falhas no couro cabeludo. O tratamento leva de quatro a seis semana e se dá à base de medicamentos e xampus específicos.

Tinea da unha

Menos comum, a micose que se desenvolve nas unhas é chamada de tinea da unha. Nesse caso, os fungos provocam alterações na cor da unha, descolamento e quebras, além de deformações. A desvantagem aqui é que o tratamento costuma ser mais longo, podendo durar até um ano.

micoses

10 cuidados para evitar o surgimento de micoses no verão

Os cuidados para prevenção de micoses devem ser observados durante todo o ano, mas em períodos de temperaturas mais altas a atenção precisa ser redobrada. Veja algumas dicas para evitar que os fungos proliferem com facilidade:

  1. Use chinelos em locais que ficam constantemente úmidos, como saunas, vestiários, áreas ao redor da piscina e duchas coletivas;
  2. Coloque uma toalha ou esteira na areia antes de se sentar ou de permitir que as crianças entrem em contato com ela;
  3. Cubra superfícies como espreguiçadeiras e bancadas de sauna com uma canga ou toalha antes de se sentar;
  4. Tome uma ducha de água limpa logo que sair do mar ou da piscina, para remover parte das impurezas que se depositam na superfície da pele;
  5. Tome um banho completo e troque as roupas molhadas por peças secas e limpas assim que possível;
  6. Seque-se muito bem depois do banho, especialmente nas regiões de dobras de pele, como axilas, virilhas e entre os dedos dos pés. Se necessário, utilize um secador;
  7. Não lave os cabelos muito próximo da hora de dormir, pois o atrito com as roupas de cama pode abafar a região e favorecer o surgimento de fungos no couro cabeludo;
  8. Dê preferência a calçados ventilados e confortáveis e evite passar muito tempo com modelos fechados, principalmente em dias quentes;
  9. Evite usar o mesmo calçado por dois dias seguidos. O ideal é limpar os sapatos depois de cada uso e guardá-los em local arejado;
  10. Não empreste objetos de uso pessoal, como toalhas, meias, chinelos, chapéus e bonés, pois eles podem transmitir fungos de uma pessoa para outra.

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Ainda que as consequências das micoses não costumem ir além de incômodos no dia a dia, é importante que você procure orientação de um dermatologista caso algum desses problemas surja. O tratamento medicamentoso, combinado com os cuidados que mencionamos acima, é de suma importância para evitar que o problema se repita posteriormente. Agenda uma consulta com um dermatologista via Medprev e tire todas as suas dúvidas sobre o assunto.

O verão é sinônimo de férias, calor e diversão, mas a estação também pode trazer algumas ameaças à saúde. Por isso, para saber como se proteger e aproveitar a temporada de praia e piscina ao máximo, é preciso ficar de olho nas doenças mais comuns no verão.

Confira a lista que nós preparamos com todas as dicas para você se prevenir:

1. Conjuntivite 

A conjuntivite é a inflamação da conjuntiva, a membrana transparente que protege os olhos do ambiente externo. Os sintomas mais comuns são vermelhidão, coceira e lacrimejamento, mas também pode haver secreção purulenta e a formação de crostas na região dos olhos.

Essa condição pode ser originada por uma alergia ou irritação, as quais podem ser causadas pelo contato com o cloro, a água do mar, o protetor solar e outras substâncias. Porém, a conjuntivite também pode surgir a partir de uma infecção viral (mais comum) ou bacteriana (mais grave), tornando-se altamente contagiosa. 

Como a transmissão ocorre pelo contato com secreções contaminadas, as dicas para evitar a conjuntivite são:

  • Evitar coçar os olhos ou levar as mãos até eles;
  • Lavar o rosto e as mãos com frequência;
  • Não compartilhar objetos como óculos, toalhas, maquiagens e cosméticos;
  • Evitar o contato com substâncias como cloro e outros produtos químicos.

2. Dengue, chikungunya e zika

A dengue, o chikungunya e a zika têm sintomas semelhantes e são transmitidos pelo mesmo mosquito, o famoso Aedes aegypti, embora sejam causados por vírus diferentes. 

Eles aparecem na lista de doenças mais comuns no verão porque o calor e chuvas são fatores que favorecem a reprodução do mosquito transmissor, aumentando a incidência de casos durante essa estação.

As melhores formas de prevenir essas doenças incluem medidas individuais para evitar as picadas e medidas coletivas para eliminar os criadouros do mosquito, por exemplo:

  • Evitar se expor a lugares abertos no fim da tarde, quando há um número maior de mosquitos em busca de alimento;
  • Utilizar repelente de insetos e mosquiteiro;
  • Manter barris, tonéis e caixas-d’água limpos e bem tampados;
  • Colocar areia até a borda dos vasos de planta;
  • Não jogar lixo em terrenos baldios.

3. Desidratação

As altas temperaturas e a exposição ao sol favorecem a desidratação, que corresponde à perda de líquidos pelo corpo. As pessoas mais sujeitas a essa condição são as crianças pequenos e os idosos.

Os sinais mais frequentes da desidratação são urina escura, letargia e sonolência, mas ela pode se agravar e levar a uma parada cardíaca e até mesmo à morte pela redução do volume sanguíneo circulante.

Confira as dicas para evitar a desidratação:

  • Consumir cerca de 2,5 litros de água diariamente, aumentando essa quantidade quando praticar atividades físicas ou em dias de calor intenso;
  • Consumir água de coco, chás e sucos naturais para complementar a hidratação;
  • Evitar o consumo de café e álcool, que desidratam o organismo.

4. Insolação

A insolação acontece quando a temperatura do organismo passa dos 40 graus, o que interrompe a transpiração e impede o resfriamento do corpo. Ela costuma se instalar quando a pessoa passa muito tempo exposta ao sol sem proteção ou ao calor. 

O que torna essa condição especialmente perigosa é que a rápida elevação da temperatura corporal faz com que a pessoa perca muita água e sais minerais, o que pode prejudicar os processos fundamentais para a manutenção do organismo.

Conheça os cuidados para evitar a insolação:

  • Evitar a exposição solar entre as 10 e as 16 horas;
  • Utilizar roupas claras e leves em dias de calor;
  • Aplicar protetor solar com FPS 30 ou superior;
  • Tomar pelo menos 2,5 litros de água por dia;
  • Hidratar-se antes, durante e depois de praticar atividades físicas no calor;
  • Não ficar dentro do carro sob sol forte.

5. Micoses

As micoses incluem todas as infecções por fungos que atingem a pele, as unhas e o couro cabeludo. Elas estão entre as doenças mais comuns do verão porque esta estação do ano oferece calor e umidade, duas condições que favorecem a reprodução desses microrganismos.

As infecções fúngicas mais frequentes nesta época incluem o pano branco (manchas mais claras ou mais escuras na pele), a frieira (fissuras entre os dedos) e a micose de unha (unhas esbranquiçadas e mais grossas).

Para evitar as micoses, atente-se aos seguintes cuidados:

  • Não passar muito tempo com roupas de banho molhadas;
  • Utilizar chinelos ao redor da piscina, saunas, vestiários e chuveiros públicos;
  • Não compartilhar objetos como toalhas, calçados e cortadores de unha;
  • Secar muito bem entre os dedos dos pés e outras dobras do corpo depois de tomar banho.

Ficar de olho nessas dicas ajuda você a manter distância das doenças mais comuns do verão e a aproveitar suas férias ao máximo. Em caso de dúvida, marque sua consulta pelo site ou aplicativo do MEDPREV.

Fonte(s): EinsteinMinistério da SaúdeGazeta Do Povo e Minuto Saudável

Temperaturas elevadas e umidade constante são fatores que favorecem o surgimento das micoses, infecções causadas por fungos que atingem a pele, as unhas, o couro cabeludo e as mucosas.

As micoses são mais comuns no verão em função das condições climáticas, mas podem ocorrer o ano todo. Essas infecções não costumam representar uma ameaça grave à saúde da maior parte das pessoas; contudo, o tratamento para micose sempre deve ser orientado pelo dermatologista.

Como prevenir micose

A prevenção das micoses consiste em hábitos de higiene e em algumas dicas para evitar a exposição a ambientes e objetos que costumam abrigar fungos causadores de infecções. Confira:

Na praia e na piscina

  • Utilize chinelos em locais que ficam constantemente úmidos, como saunas, vestiários, áreas ao redor da piscina e duchas coletivas;
  • Coloque uma toalha ou esteira na areia antes de se sentar ou permitir que as crianças entrem em contato com ela;
  • Cubra superfícies como espreguiçadeiras e bancadas de sauna com uma canga ou toalha antes de se sentar;
  • Tome uma ducha de água limpa logo que sair do mar ou da piscina, de modo a remover parte das impurezas que se depositam na superfície da pele;
  • Tome um banho completo e troque as roupas molhadas por peças secas e limpas assim que possível.

No salão de beleza

  • Frequente apenas estabelecimentos que seguem padrões rígidos de higiene;
  • Verifique se as escovas e pentes estão livres de fios de cabelo, são lavados com água e sabão e higienizados com álcool entre cada uso;
  • Faça depilação somente com cera, espátula e palitinhos descartáveis;
  • Observe se a manicure e a pedicure utilizam luvas descartáveis durante o atendimento;
  • Não retire totalmente a cutícula, pois ela é uma barreira de proteção contra a entrada de fungos e outros microrganismos;
  • Leve seu próprio kit manicure para fazer as unhas e higienize todas as peças cortantes com água, sabão e álcool depois do uso;
  • Caso não seja possível levar seu próprio kit, verifique se instrumentos de metal como alicates, espátulas e tesouras foram esterilizados na autoclave e estão embalados em pacotes individuais lacrados;
  • Utilize apenas lixas e palitos de madeira descartáveis;
  • Aposte nos saquinhos plásticos descartáveis com creme amolecedor de cutícula. Caso deixe pés e mãos de molho na água, utilize bacias devidamente limpas e forradas com protetores de uso único.

No dia a dia

  • Seque-se muito bem depois do banho, especialmente nas regiões de dobras de pele, como axilas, virilhas e entre os dedos dos pés. Se necessário, utilize um secador;
  • Não lave os cabelos muito próximo da hora de dormir, pois o atrito com as roupas de cama pode abafar a região e favorecer o surgimento de fungos no couro cabeludo;
  • Dê preferência a calçados ventilados e confortáveis e evite passar muito tempo com modelos fechados, principalmente em dias quentes;
  • Aplique talco e utilize meias de algodão para absorver a umidade excessiva dos pés caso seja necessário utilizar calçados fechados por longos períodos;
  • Evite usar o mesmo calçado por dois dias seguidos. O ideal é limpar os sapatos depois de cada uso e guardá-los em local arejado;
  • Utilize roupas leves e de fibras naturais que absorvam a transpiração e deixe de lado as peças feitas de tecidos sintéticos, pois elas não permitem que o suor evapore;
  • Não empreste objetos de uso pessoal, como toalhas, meias, chinelos, chapéus e bonés, pois eles podem transmitir fungos de uma pessoa para outra.

Como tratar micose

Embora seja relativamente comum pegar uma infecção por fungos, o tratamento para micose nem sempre é simples. Quando ela atinge as unhas dos pés, por exemplo, é necessário seguir o plano terapêutico por cerca de um ano até que toda a unha seja substituída por uma nova.

Utilizar um remédio caseiro para micose não é uma boa solução, pois ingredientes como bicarbonato de sódio, suco de limão e iogurte, entre outros, não têm ação comprovada e podem irritar ainda mais a pele.

O tratamento para micose varia conforme o tipo, o local e a extensão da infecção, por isso apenas o dermatologista pode indicar as melhores medidas. Em geral, são utilizados cremes e pomadas antifúngicos que podem ou não ser associados com medicamentos orais.

É essencial utilizar os medicamentos até a data estipulada pelo médico mesmo que a micose pareça estar curada em alguns dias, pois a infecção tende a voltar ainda mais intensa se o tratamento for interrompido de forma precoce.

Além disso, deve-se evitar a automedicação, pois o uso de alguns produtos tópicos, como pomadas com corticóide, pode até oferecer alívio da coceira, mas acaba favorecendo o desenvolvimento de fungos ainda mais resistentes e difíceis de tratar.

Dessa forma, sempre se consulte com o dermatologista ao observar sintomas como manchas brancas ou avermelhadas, descamação, coceira, bolhas e irritação na pele, placas esbranquiçadas na mucosa oral ou alterações nas unhas (descolamento, espessamento e mudança de cor ou de forma). Procure o MEDPREV mais próximo para agendar sua consulta.

Fonte(s): Hospital Sírio LibanêsAbril SaúdeSBD e Drauzio Varella