Descubra como se prevenir contra a Covid-19 no inverno

O inverno de 2021 será o segundo para os brasileiros durante a pandemia de coronavírus. Ainda que não existam estudos conclusivos de que o clima frio possa agravar o contágio pela doença, esta época do ano acende um sinal de alerta em relação a problemas respiratórios.

As formas de prevenção continuam sendo as mesmas: lavar as mãos com água e sabão ou álcool em gel, usar máscara e praticar o distanciamento social. Entretanto, para se prevenir com relação a problemas respiratórios, que se tornam mais comuns nesta época do ano, algumas dicas podem ser eficientes.

Frio e Covid-19: por que devemos ficar alertas

Como já mencionamos, não há estudos comprobatórios que demonstrem que a chegada do inverno aumente a incidência de coronavírus. Muitas regiões com clima tropical já tiveram surtos da doença mesmo durante o verão, o que mostra que as temperaturas mais frias não são um fator determinante para a propagação, como chegou a se pensar no início da pandemia.

Entretanto, a chegada do inverno é conhecida por agravar outras doenças respiratórias, como rinite ou sinusite. Além disso, ficamos mais propícios a resfriados e com o organismo um pouco mais debilitado aumentam as chances de que um eventual contato com o vírus possa ser mais nocivo para a saúde.

Mudanças de comportamento que devemos adotar no inverno

Temperaturas mais baixas e clima mais seco faz com que as pessoas tendam a passar mais tempo em ambientes fechados, muitas vezes com ar-condicionado. Quando não há circulação adequada do ar, sem abertura de portas e janelas ou mesmo sem a correta limpeza dos filtros do ar-condicionado, a consequência pode ser o desenvolvimento ou agravamento de doenças respiratórias.

Pense, por exemplo, em um escritório, no qual várias pessoas passam pelo menos 8 horas por dia respirando o mesmo ar. Basta que uma delas esteja contaminada para que as partículas virais se instalem no ambiente. Sem circulação de ar adequada, decorrente de janelas fechadas, o resultado é um aumento nas chances de contaminação.

Pacientes com quadros de asma, bronquite, rinite e sinusite devem redobrar os cuidados nesta época, pois se tornam mais sensíveis à ação dos elementos alérgenos. O clima mais seco e os níveis baixos de umidade do ar têm como consequência uma maior concentração de poluentes, o que favorece o agravamento de condições respiratórias adversas.

O que fazer para reduzir os riscos?

Em termos de proteção contra o coronavírus, não há medidas mais efetivas do que aquelas que você já adota durante todos os meses do ano. Entretanto, pensando nos problemas respiratórios, há algumas dicas que podem tornar os ambientes mais agradáveis e menos propícios à propagação de doenças.

Abra janelas e ventile os ambientes

Mesmo que você seja adepto do ar-condicionado, evite deixar ambientes fechados por muito tempo. Seja em casa ou no trabalho, abra as janelas por pelo menos 15 minutos duas vezes ao dia. Essa medida facilita a troca de ar, evitando que elementos alérgenos possam se instalar com facilidade no ambiente.

Hidrate-se bem

Temos a tendência de ingerir mais líquidos no verão do que no inverno, mas nos dias frios também é de suma importância de manter hidratado. A correta hidratação evita o ressecamento das mucosas, uma das causas mais comuns para o desenvolvimento de alergias. Beba pelo menos 1,5 litro de água ao longo do dia.

Evite a respiração direta pela boca

Quando respiramos pelo nariz, as narinas têm como função filtrar o ar e aquecê-lo antes que ele chegue aos pulmões. Já quando respiramos pela boca nada disso acontece. Por isso, preste atenção à maneira como você respira: se estiver se sentindo ofegante ou respirando pela boca mais do que o normal, agende uma consulta pela Medprev.

Não descuide da alimentação

Sopas e caldos com legumes e verduras, além de frutas ricas em vitamina C (laranja e limão são dois bons exemplos) devem fazer parte da sua dieta durante os dias mais frios. Esses alimentos ajudam na prevenção de gripes e resfriados e devem ser consumidos pelo menos uma vez ao dia, se possível.

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As dicas acima devem ser suficientes para reduzir os riscos de desenvolvimento de problemas respiratórios em geral e, consequentemente, da Covid-19. Se perceber sintomas como febre, dores de cabeça, olhos lacrimejando, dores no corpo e cansaço excessivo, procure um médico para orientações mais detalhadas. Agende uma consulta pela Medprev com um clínico geral logo que os primeiros sintomas aparecerem.

Todos os anos a chegada do inverno acende um sinal de alerta com relação aos doenças respiratórias. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3,5 milhões de têm a saúde comprometida de alguma forma em razão do vírus da gripe.

Em 2020, por conta da pandemia de coronavírus, a situação pode ser ainda mais delicada. Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave cresceram no país como consequência da Covid-19. Com hospitais lotados, a falta de leitos pode ser preocupante e todo cuidado é pouco para reduzir as chances de contágio.

Porém, qual é a relação direta que as temperaturas frias têm com o aumento das doenças respiratórias? Vamos entender um pouco mais sobre o tema.

O frio causa mais doenças respiratórias?

Não há uma relação direta entre uma temperatura mais baixa e uma doença respiratória. Porém, o ar mais frio pode ressecar as vias aéreas com maior facilidade. Esse ressecamento pode causar inflamações que, consequentemente, fecham os brônquios. É por essa razão que pessoas que já têm algum problema respiratório, como rinite, tendem a sofrer mais nessa época do ano.

Além da baixa temperatura, os elementos alérgenos, como ácaros de poeira, mofo e poluentes, também podem agravar doenças respiratórias. Em dias frios, costumamos passar mais tempo em ambientes fechados e úmidos, o que facilita a propagação desses elementos. Em contato com a mucosa ressecada, eles tendem a irritá-la com mais facilidade, desencadeando reações.

Crianças e idosos, cujas mucosas são mais sensíveis, tendem a ser as principais vítimas. Por isso, os ambientes que eles frequentam precisam receber cuidados especiais. Manter a limpeza em dia ou lavar roupas de frio que estão guardadas há muito tempo antes de usá-la são boas medidas preventivas que podem auxiliar a reduzir os índices de doenças.

Vírus se propagam com mais facilidade em ambientes fechados

Você já está ciente de todas as medidas que vem sendo adotadas para minimizar a propagação do coronavírus. Com o vírus da gripe não é diferente. O contágio se dá da mesma forma, ainda que o vírus não permaneça ativo por tanto tempo fora do corpo humano. É por essa razão que ambientes fechados podem ser causadores de problemas respiratórios.

Todavia, não é preciso ser infectado por um vírus como o da gripe para sofrer com os problemas relacionados ao clima frio. As alergias também podem desencadear problemas respiratórios como espirro, coriza, congestão nasal e tosse. Em maior escala, esses sintomas podem se agravar e levar o paciente a desenvolver outros problemas de saúde, causados muito em parte pela baixa imunidade.

Como reduzir as chances de desenvolver problemas respiratórios?

A higiene das mãos é um dos principais hábitos de saúde que você deve incorporar à sua rotina, mesmo depois que a pandemia de coronavírus passar. Ao lavar as mãos com água e sabão você reduz as chances de que vírus entrem em contato com as mucosas, seja dos olhos, do nariz ou da boca. Funciona da mesma maneira se você utilizar álcool em gel.

A limpeza dos ambientes é outro fator que deve ser observado. Roupas e cobertores que estão parados há mais de dois meses devem ser lavados antes de serem utilizados. Os filtros de ar-condicionado devem ser limpos seguindo a frequência recomendada pelo fabricante e os cômodos em que passamos mais tempo, em especial o quarto, devem ser limpos diariamente.

A ventilação também é importante. Durante o dia, abra as janelas por pelo menos uma hora, tanto no período da manhã quanto à tarde, e deixe o ar ser renovado. Se você utiliza ar-condicionado, desligue-o por uns instantes. Ainda que o frio possa parecer um problema, portas e janelas abertas ajudam a reduzir as chances de desenvolver problemas respiratórios.

Problemas respiratórios: como tratar?

Na grande maioria dos casos, problemas respiratórios causados por alergias tendem a desaparecer sozinhos em dois ou três dias. Ingerir muita água e fazer repouso são medidas que auxiliam a reduzir a intensidade dos sintomas. Porém, casos mais graves, como os vírus ou doenças que se aproveitem da baixa imunidade para se desenvolver, requerem orientação médica.

Evite a automedicação. Se os sintomas persistirem por mais de três dias, agende uma consulta e procure um médico, como um clínico geral ou um pneumologista. A partir de uma avaliação mais detalhada, que pode requerer até mesmo exames laboratoriais, o profissional indicará os medicamentos mais adequados para tratar o problema.

Algumas complicações de saúde, como a bronquite, além de causar falta de ar podem evoluir para situações mais graves, como pneumonia. Portanto, não deixe passar muito tempo com sintomas fortes: quanto antes você iniciar o tratamento correto, maiores são as chances de que ele não evolua para quadros mais complicados.

Você é uma daquelas pessoas que amam o frio? Ou é daquelas que não veem a hora de o calor voltar? Independentemente da sua preferência, o fato é que todo mundo precisa adotar alguns cuidados com a pele no inverno.

Com as baixas temperaturas e a redução da umidade do ar, o tecido cutâneo fica sujeito ao ressecamento, o que deixa a pele mais áspera, sensível e propensa a lesões. Conheça as principais dicas para evitar esses problemas:

1. Utilize um hidratante facial para o seu tipo de pele

O rosto é uma das regiões mais expostas ao vento frio, por isso ele precisa de cuidados especiais. Embora o hidratante facial seja fundamental para quem tem a pele seca, pessoas com a pele oleosa também devem utilizá-lo para prevenir a perda de água e recuperar a barreira de proteção do tecido cutâneo.

O hidratante para pele seca pode ser à base de uréia, aloe vera e óleo de amêndoas, enquanto a pele normal pode se dar melhor com ativos como vitamina A e E. Já para as peles mista e oleosa, deve-se escolher um hidratante oil-free com textura em gel.

2. Proteja os lábios contra o frio

A pele que recobre os lábios é muito fina e delicada, ficando ainda mais sujeita às rachaduras provocadas pelo ressecamento. Por isso, recomenda-se utilizar um hidratante labial várias vezes ao dia, protegendo-os contra o frio, o vento e a baixa umidade do ar.

cuidados pele inverno

Lembre-se de que umedecer os lábios com saliva pode até proporcionar alívio temporário, mas esse hábito tende a ressecá-los ainda mais. Além disso, evite puxar as “pelezinhas” que se soltam com os dentes, pois isso pode causar sangramentos.

3. Hidrate e esfolie as extremidades com produtos específicos

Mãos, cotovelos e joelhos são regiões do corpo que têm poucas glândulas sebáceas, o que faz com que elas produzam uma quantidade menor de óleo e fiquem mais vulneráveis aos prejuízos causados pelo frio.

Portanto, os cuidados com a pele no inverno também incluem o uso de um hidratante corporal para evitar a perda de água e uma esfoliação suave quinzenal ou conforme as necessidades para remover as células mortas.

4. Aplique o protetor solar todos os dias

A radiação UVB, que é a maior causadora das queimaduras, é mais intensa no verão. Entretanto, os raios UVA, que aceleram o envelhecimento e aumentam ainda mais o risco de câncer de pele, têm a mesma intensidade o ano todo.

cuidados no inverno

Por isso, o protetor solar deve ser utilizado diariamente mesmo no inverno, inclusive em dias nublados, pois a radiação atravessa as nuvens. Escolha um produto adequado para o seu tipo de pele e com FPS 30 ou superior.

5. Evite banhos muito quentes e demorados

Por mais que seja tentador tomar um banho bem quentinho, deve-se dar preferência à água morna em vez da quente para evitar danos à camada protetora da pele. Além disso, é recomendável utilizar sabonete neutro e evitar o uso de esponjas e buchas muito ásperas, que agravam ainda mais esse efeito.

Outro motivo para evitar banhos muito quentes é que eles podem causar a descamação do couro cabeludo. A dermatite seborreia (caspa) é mais acentuada no inverno devido à maior velocidade do crescimento das células, e a água quente pode desequilibrar ainda mais a produção de sebo. 

6. Consuma alimentos que ajudam a proteger a pele

Além de ter uma alimentação saudável no geral, é importante consumir os nutrientes que favoreçam os cuidados com a pele. Este é o caso das isoflavonas, presentes na soja, que ajudam a evitar o ressecamento por preservar o conteúdo de água e proporcionam mais elasticidade ao tecido cutâneo.

pele no inverno

A vitamina E e o selênio, que contribuem para conservar a qualidade da pele, são encontrados em oleaginosas, como castanhas, nozes e amêndoas. E uma boa notícia para quem é fã de chocolate: a versão amarga contém flavonóides, substâncias com efeito antioxidante que também são benéficas para a pele. 

7. Tome pelo menos 2 litros de água por dia

Mesmo que você sinta menos sede no inverno, é essencial tomar muita água para permitir o bom funcionamento do organismo e preservar a hidratação e a integridade da pele, evitando o ressecamento e a descamação.

Aproveite os dias mais frios para complementar o consumo de água com chás naturais sem açúcar. Procure apenas evitar o chá preto, que tem efeito desidratante.

8. Busque orientação com o dermatologista

Caso você já tenha a pele bastante sensível ou ela esteja muito ressecada, avermelhada ou apresentando alguma lesão, é fundamental conversar com o dermatologista para obter o diagnóstico correto e descobrir a melhor forma de tratamento.

Além disso, esse médico vai orientar você sobre os produtos mais adequados para o seu tipo de pele, levando em consideração características como nível de oleosidade, tendência ao ressecamento e grau de sensibilidade. Agende sua consulta com o dermatologista pelo aplicativo ou pelo site do MEDPREV.

Fonte(s): Sociedade Brasileira de Dermatologia e Folha de São Paulo

O dia 21 de junho marca o início do inverno no Hemisfério Sul e, com ele, muitas doenças comuns do frio tornam-se mais propensas a se manifestar nessa época do ano. Você sabe quais são elas e o que fazer para evitá-las?

Nesse artigo, listamos aqui algumas das doenças de inverno mais frequentes. Elas são responsáveis por aumentar a busca por consultas médicas em caráter de emergência, mas muitas vezes podem ser evitadas com cuidados simples. 

Vale lembrar que as dicas que enumeramos aqui não substituem, de forma alguma, a orientação do médico. Contudo, em muitos casos, cuidados básicos com o ambiente em que você está, com a alimentação e com a manutenção adequada da temperatura do corpo podem ser suficientes.

Gripes e resfriados

Embora gripes e resfriados tenham sintomas semelhantes, é importante compreender as diferenças entre elas. Os resfriados são mais leves, durando de três a cinco dias. Entre os sintomas estão coriza, obstrução das vias respiratórias, febre, espirros e dor de garganta. Analgésicos e antitérmicos costumam dar conta do recado.

Já a gripe é causada pelo vírus Influenza. Além dos sintomas do resfriado, o paciente poderá ter ainda febre alta, dores no corpo e fadiga. Nesse caso, quanto antes for feito o diagnóstico com um médico, melhores são as chances de tratamento adequado. Tomar a vacina anual contra a gripe, além de evitar locais fechados e aglomerados são boas formas de prevenção.

Alergias

Inúmeros elementos podem causar alergia em nosso organismo. Os alérgenos mais comuns são os pelos de animais, mofo, poeira e odores fortes. Nessa época do ano, locais fechados por tempo demasiado podem facilitar que esses elementos entrem em contato com a mucosa nasal.

doenças de inverno

Com consequência, espirramos, sentimos coceiras e tossimos na tentativa de expelir esses elementos. A melhor forma de prevenção é manter os ambientes sempre ventilados, o ar-condicionado limpo e evitar o contato com qualquer substância que seja capaz de desencadear essas crises.

Em caso de dúvidas quanto aos sintomas, consulte um alergologista para que ele possa realizar o correto diagnóstico e inicar o tratamento.

Amidalite e Otite

Mudanças bruscas de temperatura podem causar amidalite. Essa é uma doença causada por vírus e bactérias que se alojam nas amídalas, causando dor de garganta ao engolir, mau hálito e febre. Uma vez diagnosticado o problema pelo médico, o tratamento em geral é feito com anti-inflamatórios.

Outra doença comum no inverno e que tem origem na garganta é a otite. Nesse caso, vírus e bactérias infectam o local e migram para o ouvido, causando dor intensa e febre. As crianças são mais susceptíveis a contrair esse vírus e o tratamento requer antibióticos e analgésicos até que os sintomas desapareçam.

O clínico geral ou o especialista em ouvido, nariz e garganta conhecido como otorrinolaringologista são os médicos indicados para a diagnose e tratamento dessas doenças.

Asma e bronquite

Os pulmões também sofrem com a chegada do inverno. A inflamação das vias aéreas e dos pulmões, causada em especial pela poeira doméstica, pode provocar quadros de asma, especialmente em crianças. Chiados no peito, tosse e sensação de falta de ar são os principais sintomas.

doenças comuns no frio

O correto diagnóstico precisa ser feito por um médico, pois há similaridade de sintomas com a bronquite. Porém, nesse caso, trata-se de uma inflamação dos brônquios que, acometidos, impedem a chegada do ar aos pulmões. Tosse seca com chiado e tosse com catarro são os principais sintomas relatados. Analgésicos e descongestionantes nasais são as principais formas de tratamento.

Rinite e sinusite

Por fim, não poderíamos deixar de mencionar as doenças que acometem diretamente o nariz, como a rinite e a sinusite. A rinite é causada pela irritação ou pela inflamação das mucosas nasais. Como consequência, sentimos coriza, coceiras e temos a sensação de nariz entupido. Infelizmente, esse é um dos problemas mais comuns no inverno e manter o ambiente limpo é a melhor maneira de preveni-la.

Já a sinusite é um pouco mais grave, mas seus sintomas iniciais são similares. Os seios nasais, que são cavidades no crânio, em torno do nariz, ficam inflamados por conta de alergias ou infecções por vírus e bactérias. Os sintomas são variados: dor de cabeça, pálpebras inchadas, nariz entupido, secreção nasal e dor nos olhos.

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Ao perceber algum desses sintomas, agende uma consulta pelo MEDPREV imediatamente, pois o tratamento pode requerer antibióticos, medicamentos vendidos somente sob prescrição médica, além de corticoides e descongestionantes. 

Fonte(s): Ministério da Saúde, Pfizer, Pharma Hoje, Revista Exame, Revista Crescer, Capesesp e Documenta.