O que comer antes e depois de fazer colonoscopia

A colonoscopia é um exame feito para visualizar o interior do intestino com o objetivo de detectar lesões, inclusive as cancerosas. Para permitir que o exame seja feito com qualidade e precisão, é necessário seguir alguns cuidados, como escolher corretamente o que comer antes da colonoscopia.

Esse procedimento utiliza um endoscópio especial, chamado colonoscópio, equipado com uma câmera em sua extremidade. Dessa forma, o médico consegue capturar imagens coloridas, que são exibidas em um monitor e podem ser guardadas em um DVD para futuras análises e comparações. Outra possibilidade da colonoscopia é a retirada de amostras de lesões das paredes do intestino para que elas passem por uma biópsia.

Para isso, o colonoscópio é inserido através do ânus do paciente e passa pelo reto e pelo intestino grosso até atingir o íleo, que é porção final do intestino delgado. Geralmente, esse exame é feito com anestesia local e sedação, proporcionando um conforto maior para o paciente.

Preparação para a colonoscopia

Para que o médico possa visualizar as paredes do intestino do paciente, é necessário seguir uma preparação cerca de 3 dias antes do exame para que as fezes sejam completamente eliminadas, o que exige uma dieta específica e o uso de medicamentos com efeito laxante.

Como resultado, o paciente vai apresentar diarreia frequente – algo desconfortável, mas necessário para esvaziar o cólon. Por isso, o ideal é que a pessoa que vai se submeter ao exame possa ficar em casa nos dias de preparação.

O que comer antes da colonoscopia

A dieta especial deve ser iniciada três dias antes do exame, permitindo que o intestino esteja totalmente livre de resíduos fecais. Para isso, o paciente deve restringir a ingestão de alimentos ricos em fibras, como verduras, legumes, frutas e feijão, pois eles aumentam o bolo fecal.

No lugar deles, deve-se dar preferência a alimentos leves e na forma líquida ou pastosa, como bolacha água e sal ou maisena, pão e torrada brancos (não integrais), gelatina e sopas batidas no liquidificador.

Como o paciente vai ter bastante diarreia provocada pelos medicamentos laxativos, é muito importante manter o organismo bem hidratado com água, água de coco, chás e sucos naturais coados (para reduzir o número de fibras).

Atenção: não é permitido consumir bebidas nas cores vermelha ou roxa, como suco de uva, beterraba ou melancia, pois elas podem ser confundidas com sangramentos na hora do exame.

Sugestão de cardápio antes da colonoscopia

Para facilitar sua preparação para o exame, preparamos algumas sugestões do que você pode comer nos dias que antecedem sua colonoscopia, possibilitando que o médico visualize todas as estruturas do seu intestino:

Café da manhã

    • Opção 1: suco de laranja coado + 4 torradas brancas com geleia
    • Opção 2: chá de capim-limão + 2 fatias de pão branco
    • Opção 3: suco de abacaxi coado + 4 bolachas maisena

Lanches (manhã e tarde)

    • Opção 1: uma taça de sobremesa de gelatina
    • Opção 2: suco de limão coado + 4 bolachas água e sal
    • Opção 3: água de coco + 4 bolachas água e sal

Almoço e jantar

    • Opção 1: filé de frango ou peixe grelhado com arroz branco ou purê de batata
    • Opção 2: sopa de macarrão, cenoura e chuchu com frango desfiado
    • Opção 3: sopa batida e coada de legumes (sem casca ou sementes) e caldo de carne

Você deve deixar os alimentos sólidos de lado conforme o exame se aproxima, de forma a ter uma alimentação totalmente líquida a partir do dia anterior à colonoscopia. Em geral, é preciso fazer jejum nas 4 horas que antecedem o procedimento.

Ressaltamos que você sempre deve seguir as orientações passadas pelo seu médico e que você deve consultá-lo antes de fazer qualquer substituição no cardápio recomendado por ele.

O que NÃO comer antes da colonoscopia

Alguns alimentos devem ser completamente evitados antes do exame, pois eles podem atrapalhar a visualização das paredes do intestino. Por isso, suspenda o consumo de:

    • Alimentos integrais, como pães, torradas e massas;
    • Carne vermelha e embutidos;
    • Cereais e sementes, como aveia, chia e linhaça;
    • Feijão, grão-de-bico, lentilha, milho e ervilha;
    • Frutas inteiras ou com casca;
    • Leite e derivados;
    • Oleaginosas, como nozes, castanhas e amendoim;
    • Comidas pesadas ou gordurosas em geral, como feijoada, pizza, lasanha e frituras;
    • Bebidas alcoólicas;
    • Líquidos nas cores vermelha e roxa, como suco de uva, beterraba ou melancia.

Como retomar a alimentação depois da colonoscopia

É normal que sua barriga fique inchada e com certo desconforto depois de uma colonoscopia, pois o intestino leva de 3 a 5 dias para recuperar seu funcionamento normal. Nesse período, é importante evitar alimentos pesados e gordurosos, pois seu sistema digestivo ainda não estará totalmente “na ativa”.

Além disso, até 24 horas depois do exame, recomenda-se evitar alimentos que causam gases, como feijão, repolho, brócolis, couve, ovos e refrigerantes, de forma a não agravar o inchaço abdominal.

Seguir corretamente as orientações sobre o que comer antes da colonoscopia e como ajudar seu intestino a se recuperar depois dela é fundamental para o sucesso do exame. Não hesite em tirar todas as dúvidas com o seu médico para garantir a qualidade do procedimento.

Fonte(s): Tua Saúde e Minuto Saudável

A colonoscopia é um exame feito para visualizar o interior do intestino com o objetivo de detectar lesões, inclusive as cancerosas. Para permitir que ele tenha qualidade, é necessário escolher corretamente o que comer

Tags: Saúde, cuidado do corpo, medprev, hospital, clínicas, agendamento, saúde, colonoscopia, exame, exames, comida, alimentos

Voltar para   BLOG MEDPREV

O que você faz depois de fazer xixi? Se você é daquelas pessoas que dão descarga sem nem dar uma discreta conferida na sua urina, saiba que vale a pena dar uma espiadinha, pois esse fluido tem muito a revelar sobre a nossa saúde.

Produzida pelos rins a partir da filtração do sangue, a urina é um dos principais mecanismos do corpo para eliminar substâncias desnecessárias e subprodutos do metabolismo, os quais poderiam causar prejuízos se ficassem acumulados.

A água corresponde a 95% da composição da urina, enquanto os 5% restantes são formados por ureia, toxinas, alguns minerais e outras substâncias. Contudo, dependendo da ingestão de determinados alimentos ou medicamentos ou da presença de um problema de saúde, pode haver uma alteração na composição desse fluido, levando a uma mudança na sua coloração.

Veja o que diz a cor da urina e o que ela pode revelar sobre a sua saúde:

1. Urina amarelo-clara

Esta é a cor normal da urina. Se você não estiver sentindo nenhum sintoma como ardência, dor ou dificuldade para urinar, provavelmente significa que seu organismo está bem hidratado devido à ingestão da quantidade ideal de água e que seus rins estão funcionando bem.

2. Urina transparente

Quando a urina fica clara demais, isso é um sinal de que ela está muito diluída. Nesse caso, a primeira coisa a fazer é avaliar se você está tomando água em excesso, o que faz os rins trabalharem mais para eliminar os líquidos desnecessários.

Além disso, a urina pode ficar transparente em quadros de diabete descontrolada, o que também faz com que a pessoa precise ir ao banheiro com mais frequência.  

3. Urina amarelo-intensa

Um tom amarelo-intenso indica que a urina está mais concentrada, uma situação oposta à da urina transparente. Essa cor é considerada normal para a primeira urina da manhã, pois passamos várias horas sem ir ao banheiro e sem tomar água.

Porém, caso ela apareça durante o dia, é preciso aumentar sua ingestão de líquidos e observar o que acontece na próxima vez que você fizer xixi, pois seu corpo pode estar com um leve grau de desidratação.

4. Urina amarelo-escura ou cor de mel

A urina de coloração amarelo-escura pode indicar níveis mais altos de desidratação, o que pode ser resolvido ao aumentar a ingestão de água e evitar atividades intensas que elevem a produção de suor.

Porém, se esse tom permanecer por vários dias ou passar do amarelo-escuro para a cor de mel ou até mesmo para um castanho, isso pode ser sinal de uma desidratação mais profunda, risco aumentado de formação de cálculo renal e problemas no fígado.

5. Urina laranja

A urina pode ficar laranja devido a um alto consumo de alimentos ricos em betacaroteno, como abóbora, caqui, cenoura, mamão e manga, ou à ingestão de suplementos vitamínicos ou alguns medicamentos. Nesse caso, a alteração da cor da urina é temporária e não é sinal de problemas.

Contudo, se o tom laranja persistir por vários dias ou ficar mais intenso, ele pode indicar desidratação, problemas na vesícula ou doenças do fígado.

6. Urina rosa ou vermelha

Uma das causas mais comum da urina rosa ou vermelha é uma grande ingestão de beterraba ou alimentos com corante vermelho, o que não representa uma ameaça para o organismo.

Porém, essas tonalidades também podem acontecer pela presença de sangue. Para as mulheres em período menstrual, trata-se de uma alteração temporária que ocorre pela mistura dos fluidos depois de sua eliminação pelo corpo, sem indicar problemas.

Se esse não for o caso, é preciso investigar a causa da urina rosa ou vermelha, pois a presença de sangue pode indicar infecção urinária, pedra nos rins e até mesmo alguns tipos de câncer, como o câncer de próstata ou de rim.

7. Urina azul ou verde

Geralmente, essas cores são resultado da ingestão de medicamentos que contêm azul de metileno, um corante que é excretado pelos rins e se mistura com a urina, deixando-a mais azulada ou esverdeada.

Além disso, esses tons podem surgir devido ao consumo de aspargos e de alguns tipos de bebidas coloridas, como a cerveja verde típica da Irlanda, ou em função de uma infecção bacteriana.

tabela de cor da urina

Quando procurar o médico

Qualquer alteração persistente na cor da urina deve ser investigada pelo urologista, que é o médico especialista no trato urinário e no sistema reprodutor masculino, ou pelo nefrologista, que é especialista na saúde dos rins.

Sintomas como ardência, dificuldade ou dor ao urinar e aumento ou redução da frequência urinária também são motivos para buscar orientação profissional.

Além de fazer a avaliação física, o médico provavelmente solicitará um exame de urina. Trata-se de uma técnica simples que consiste em analisar características físicas como cor, densidade e pH da urina e fazer a dosagem de substâncias como glicose, hemácias e células de defesa.

Acesse o site do MEDPREV ou utilize o aplicativo para marcar consulta com o urologista ou o nefrologista e agendar o exame de urina e outros testes solicitados pelo médico.

Fonte(s): Abril SaúdeDrauzio Varella e Ativo Saúde

Você sabe quais são os exames que toda mulher deve fazer? Nossa saúde demanda diferentes cuidados ao longo da vida, pois cada etapa é acompanhada por alterações em órgãos e sistemas distintos. Conheça os principais exames de rotina para mulheres de acordo com a faixa etária:

Durante toda a vida

A dosagem de diversos elementos encontrados no organismo, especialmente no sangue, permite avaliar as condições de saúde geral da mulher ao longo de toda a vida.

Esses exames laboratoriais podem ser solicitados por diversos especialistas, incluindo o ginecologista, o endocrinologista e o clínico geral. Sua frequência deve ser anual ou conforme o critério médico. Conheça os principais:

1. Hemograma

Conhecido como exame de sangue completo, o hemograma permite avaliar a quantidade, o volume e o funcionamento das diferentes células que compõem o sangue, incluindo as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas.

Ele permite identificar doenças como anemias e pode levantar suspeitas de infecções e diversos tipos de câncer.

2. Glicemia em jejum

Consiste na dosagem da glicose no sangue depois de 8 horas em jejum para a pesquisa de diabetes ou da pré-diabetes (estágio precoce em que ainda é possível evitar a instalação da doença).

3. Colesterol e triglicerídeos

Estes exames medem as taxas de HDL, LDL, VLDL e triglicerídeos na corrente sanguínea para detectar uma possível elevação no risco de problemas cardiovasculares, como a formação de placas nos vasos (aterosclerose), infarto e AVC (derrame).

4. TGO e TGP (função hepática)

Consistem em exames laboratoriais para dosar as enzimas TGO e TGP, também conhecidas respectivamente como AST e ALT, de modo a avaliar o funcionamento do fígado.

Além de indicar problemas relacionados a esse órgão especificamente, como hepatites, cirrose e câncer, esses exames podem sinalizar lesões musculares, hipotireoidismo, doença celíaca, pancreatite e infarto, entre outras condições.

5. Creatinina e ureia (função renal)

A dosagem dessas substâncias é útil na avaliação do funcionamento dos rins, pois a elevação de creatinina e ureia no sangue é um forte indício de problemas nesses órgãos.

A insuficiência renal, por exemplo, é uma doença que se instala de forma silenciosa e pode gerar sintomas apenas em estágios muito avançados. Além disso, ela pode estar associada a outras condições, como hipertensão, diabetes, cálculo renal e infecção urinária.

6. Dosagem de hormônios da tireoide

Esses exames laboratoriais consistem na dosagem dos hormônios T3, T4 e TSH, envolvidos no funcionamento da tireoide. Permitem identificar condições como hipotireoidismo e hipertireoidismo, entre outras.

7. Exame de urina

Detecta alterações no funcionamento dos rins e infecções urinárias por meio da análise de cor, densidade e pH da urina e pela dosagem de glicose, proteínas, sangue, leucócitos e outros indicadores nesse fluido.

A partir da adolescência ou a partir do início da vida sexual

Com o desenvolvimento dos órgãos reprodutivos, entram em cena outros cuidados com a saúde da mulher, que se intensificam com o início da vida sexual, incluindo:

8. Exame pélvico e das mamas

Trata-se do exame clínico realizado durante a consulta ginecológica. Por meio da observação visual e da apalpação, o médico pode avaliar a presença de corrimento, sangramento e infecções no colo do útero, além de detectar nódulos e alterações nas mamas.

9. Exame Papanicolau

Consiste na raspagem do colo do útero para a coleta de células que serão analisadas em laboratório. Por meio do exame Papanicolau, é possível diagnosticar algumas infecções sexualmente transmissíveis, como tricomoníase e HPV, lesões pré-cancerosas e câncer de colo de útero.

Quando se identificam lesões precursoras, que aparecem antes da instalação do câncer, a taxa de cura é de 100%, por isso o Papanicolau também é conhecido como exame preventivo. Ele é indicado para mulheres que já iniciaram a vida sexual ou a partir dos 25 anos.

10. Ultrassom pélvica e transvaginal

Este exame consiste na inserção de uma sonda no canal vaginal, permitindo a avaliação do útero, dos ovários e das tubas uterinas. Ele não é um exame de rotina e pode ser solicitado pelo ginecologista por diversos motivos conforme a fase de vida da mulher.

A ultrassonografia pélvica e transvaginal é indicada para investigar alguma alteração encontrada no exame pélvico feito durante a consulta, identificar miomas e tumores, avaliar a ovulação, confirmar uma gestação e definir o melhor momento para realizar a fertilização em mulheres que estão em tratamento para engravidar.

Planejamento da gravidez

Na etapa do planejamento do bebê, o ideal é estar em dia com os exames de rotina para mulheres, incluindo hemograma, glicemia, hormônios da tireoide e outros exames laboratoriais.

Além disso, recomenda-se realizar testes sorológicos para a detecção de doenças que podem prejudicar o desenvolvimento do futuro feto, de modo a iniciar o tratamento preventivo se necessário. Conheça os exames solicitados nessa etapa:

11. Tipagem sanguínea

Trata-se da identificação do tipo sanguíneo da mulher (A, B, AB ou O) e do fator Rh (positivo ou negativo).

12. Pesquisa de anticorpos anti-Rh

Se uma mulher com fator Rh negativo gera um bebê com fator Rh positivo, seu organismo pode desenvolver anticorpos anti-Rh, dando origem a uma incompatibilidade sanguínea chamada eritoblastose fetal.

Embora o risco seja baixo para o primeiro filho (pois a mãe ainda não terá produzido anticorpos), há uma grande chance de que um segundo feto com Rh positivo apresente sequelas graves como surdez, deficiência mental e paralisia cerebral se não houver tratamento.

13. Exame de rubéola

O exame detecta se a mulher apresenta imunidade à doença, seja por já ter tido rubéola na infância ou por ter tomado a vacina.

14. Exame de toxoplasmose

Também indica se a mulher tem imunidade a essa doença, portanto um resultado positivo significa que o organismo produziu anticorpos e não está vulnerável a ter toxoplasmose novamente.

15. Sorologia para hepatite B e C

As hepatites B e C podem ocorrer de maneira silenciosa e serem transmitidas ao feto sem a mulher saber. Os exames indicam a presença do vírus e a necessidade de tratamento.

16. Exame de HIV

Em função do risco de transmissão do vírus da AIDS da mãe para o bebê, o exame de HIV indica a necessidade da adoção de medidas que reduzem essa possibilidade, como tratamento com antirretrovirais.

17. Exame de sífilis (VLDR)

Um resultado positivo para a sífilis permite que a mulher que pretende engravidar e seu parceiro recebam o tratamento e as orientações necessárias para uma gestação mais segura e com menor risco de transmissão do vírus para o bebê.

Exames no pré-natal

No pré-natal, os exames de rotina continuam sendo de grande importância para monitorar as condições da mulher, especialmente o hemograma (para detectar a anemia ferropriva), a glicemia em jejum (para detectar o diabetes gestacional) e o exame de urina (para detectar infecções urinárias).

Caso os testes sorológicos (como exame de HIV, sífilis, hepatites etc.), o exame Papanicolau e a tipagem sanguínea não tenham sido feitos na etapa de planejamento da gestação, eles devem ser realizados durante o pré-natal para evitar sequelas para o bebê. Outros exames necessários nesse período são:

18. Exame de citomegalovirose

Causada pelo citomegalovírus, essa infecção pode ser transmitida ao feto e, em alguns casos, levar à perda auditiva. O exame detecta casos de citomegalovirose antigos e recentes, por isso ele costuma ser pedido no pré-natal e também no decorrer da gestação para mulheres mais suscetíveis.

19. Teste oral de tolerância à glicose

É solicitado para mulheres que apresentam fatores de risco para diabetes gestacional (como histórico pessoal e familiar de diabetes, mais de 35 anos, obesidade, síndrome do ovário policístico etc.) ou cuja glicemia em jejum seja igual ou superior a 85 mg/dl.

20. Exame de fezes

É feito no início da gestação para detectar e tratar possíveis infecções intestinais. Pode ser repetido no decorrer da gravidez caso haja alguma suspeita.

21. Ultrassom

São indicados pelo menos dois exames, sendo um deles no início da gestação (para determinar a idade gestacional e descartar aborto espontâneo e gravidez ectópica) e o outro entre 20 e 24 semanas (para avaliar o desenvolvimento e descobrir o sexo do bebê).

Além disso, é comum a realização de mais um terceiro ultrassom no fim da gestação para avaliar o crescimento do bebê, o nível de líquido amniótico e a posição da criança e da placenta.

A partir dos 30 anos

Nessa faixa etária, aumentam os riscos de desenvolver problemas de tireoide e diversos tipos de câncer.

Dessa forma, o médico pode solicitar exames complementares aos de rotina e àqueles realizados a partir do início da vida sexual, incluindo:

22. Ultrassom de tireoide

É indicado quando se percebe a presença de um nódulo no autoexame ou no exame clínico. Cerca de 95% dos casos são benignos, mas é importante realizar o ultrassom se houver suspeita porque o câncer de tireoide é mais comum em mulheres a partir dos 35 anos. Se descoberto precocemente, há grandes chances de cura.

23. Colposcopia e vulvoscopia

Esses exames consistem em uma avaliação mais detalhada da vulva, vagina e colo do útero com o auxílio do colposcópio (instrumento semelhante a um binóculo).

A colposcopia com vulvoscopia é indicada quando há alguma alteração no exame Papanicolau ou quando o ginecologista observa lesões suspeitas de malignidade durante o exame pélvico, contribuindo para o diagnóstico de câncer nos órgãos reprodutivos femininos.

24. Ultrassom abdominal

Permite a avaliação de órgãos como fígado, vesícula biliar, pâncreas, baço, rins, bexiga, aorta e veia cava inferior quando se deseja investigar dores abdominais e outros sintomas relacionados a essa região, avaliar condições já existentes e pesquisar tumores ocultos.

A partir dos 40 anos

Depois dos 40 anos, as mulheres precisam ficar mais atentas aos problemas cardiovasculares e ao maior risco de desenvolvimento do câncer de mama, o que demanda a inclusão de novos exames:

25. Eletrocardiograma

Este exame registra a frequência e os batimentos cardíacos em repouso e em atividade (“teste de esforço” ou “teste de esteira”), de modo a investigar alterações no ritmo do coração, bloqueios nas artérias, defeitos nas válvulas e outras complicações.

O risco cardíaco em mulheres se eleva após a menopausa, mas o médico pode solicitar o eletrocardiograma antes disso se houver fatores agravantes, como hipertensão, obesidade e tabagismo.

26. Ecocardiograma

Trata-se de um exame de ultrassom para avaliar a estrutura e o funcionamento do coração, permitindo ao médico estudar esse órgão por meio de imagens estáticas e em movimento.

É indicado para investigar sintomas como palpitação, falta de ar, sopro cardíaco e dor torácica, além de possibilitar o acompanhamento de problemas como arritmias e isquemias cardíacas.

27. Mamografia

A mamografia é o principal exame para o rastreamento do câncer de mama, a neoplasia mais comum entre as mulheres. Se a doença for detectada em seus estágios iniciais, há grandes chances de cura.

A recomendação oficial do Ministério da Saúde é que a mamografia seja realizada bianualmente dos 50 aos 69 anos. Contudo, a maior incidência do câncer de mama no Brasil em relação a países desenvolvidos faz com que algumas associações de especialistas indiquem o rastreamento anual dos 40 aos 74 anos para mulheres com baixo risco.

Mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou com mutação dos genes BRCA1 ou BRCA2 devem realizar a mamografia anualmente a partir dos 30 anos.

A partir dos 50 anos

Embora o climatério possa se iniciar alguns anos antes, a média de idade da menopausa (última menstruação) entre as brasileiras é de 51 anos, trazendo a necessidade de realizar novos exames para investigar possíveis alterações relacionadas a esse fenômeno fisiológico.

Além disso, o avanço da idade aumenta o risco de problemas oftalmológicos e diversos tipos de câncer, ampliando a lista de exames a serem realizados em associação com os exames de rotina (hemograma, glicemia em jejum, colesterol etc.). Conheça os principais:

28. Perfil hormonal

Pode ser necessário realizar dosagens hormonais para investigar alterações associadas à menopausa, como o surgimento de pelos no rosto (aumento da testosterona e diminuição do estrogênio) e o hipotireoidismo causado pela tireoidite de Hashimoto (alterações nos hormônios TSH, T3 e T4 livre).

29. Densitometria óssea

A osteoporose consiste na perda de massa óssea e afeta principalmente as mulheres depois da menopausa, pois a redução do nível do estrogênio acelera a descalcificação. Como essa doença é silenciosa, ela muitas vezes é descoberta apenas depois que a paciente sofre uma fratura.

Para evitar traumas e complicações ainda mais sérias, recomenda-se fazer o exame de densitometria óssea a partir da menopausa para mulheres que apresentam fatores de risco para essa doença (ser fumante, não ter feito reposição hormonal, ter histórico familiar de fraturas, ter histórico pessoal de fraturas em idade adulta etc.). Para mulheres com baixo risco para osteoporose, o exame é recomendado a partir dos 65 anos.

30. Exame de fundo de olho

O exame de fundo de olho é realizado em recém-nascidos e pode ser feito em qualquer idade se necessário, mas se torna especialmente importante a partir dos 50 anos para diagnosticar problemas oftalmológicos como glaucoma e degeneração macular.

Além disso, esse exame permite a identificação e o acompanhamento de outras doenças, como hipertensão arterial, diabetes e hemorragia intracraniana.

31. Pesquisa de sangue oculto nas fezes

Lesões malignas e pré-malignas localizadas no cólon e no reto apresentam um leve sangramento constante, que geralmente não pode ser visto nas fezes a olho nu.

Por isso, o material fecal é submetido à análise química para a detecção do sangue. Se o resultado for positivo, é necessário realizar mais exames para determinar a origem do sangramento.

32. Colonoscopia

Trata-se de um exame que permite a visualização do interior do cólon e do reto para a prevenção e o diagnóstico do câncer colorretal. Caso o resultado seja normal, a próxima colonoscopia pode ser feita 10 anos depois da primeira; porém, caso haja alguma normalidade, esse intervalo será bem mais curto.

Este pode ser considerado um exame preventivo porque possibilita ao médico identificar lesões que podem se tornar um câncer, como os pólipos. Quando se trata de um pólipo pequeno, ele pode ser removido durante a colonoscopia. Já se o achado for um pólipo maior ou outra lesão suspeita de malignidade, será coletada uma amostra de material para biópsia.

Fazer os exames recomendados para cada faixa etária é muito importante para a manutenção da saúde, mas somente o médico pode determinar o melhor momento para realizá-los. Procure o MEDPREV mais próximo para agendar sua consulta ou realize o seu agendamento online.

Fonte(s): Ativo SaúdeINCA [1][2] e [3]Saúde-SPBaby Center [1][2] e [3]Drauzio VarellaMinistério da Saúde [1] e [2]SBEM [1] e [2]OncoGuia [1] e [2]FLAUSScielo [1] e [2]Hospital de Olhos de Cascavel e SBCP

Não é de hoje que informações desencontradas sobre a vacinação provocam muitas dúvidas, especialmente sobre imunizar ou não os filhos. Hoje em dia, porém, a tecnologia facilitou a disseminação dos boatos, por isso muitas pessoas já não sabem mais dizer se a vacina faz bem ou mal à saúde.

Em meio a esse mar de informações controversas, é importante saber em quais fontes você pode confiar. Pensando nisso, nós elaboramos esta lista com mitos e verdades sobre a vacinação para você tomar sempre a melhor decisão em relação à sua saúde e à da sua família:

1. A vacina para doenças comuns da infância não é necessária

Mito. Doenças como rubéola, sarampo e caxumba podem ser vistas como comuns durante a infância, mas isso não significa que elas não possam causar complicações sérias em crianças e adultos.

Encarar essas enfermidades infectocontagiosas como “episódios normais da infância” pode resultar em infecção do ouvido, diarreia, pneumonia e encefalite, muitas vezes necessitando de internamento e podendo até mesmo levar à morte.

Por isso, vale a pena seguir o calendário nacional de imunização mesmo para doenças mais simples, como a catapora, de modo a evitar as complicações e o sofrimento da criança.

2. Toda vacina pode causar efeitos adversos

Verdade. Como todo medicamento, as vacinas podem causar efeitos colaterais, mas eles costumam se restringir a uma dor leve no local da aplicação e uma febre baixa por um a dois dias.

Contudo, se a pessoa tiver alergia a algum componente da fórmula, as reações adversas podem ser mais graves, como rash cutâneo, inchaço dos lábios e dificuldade de respiração. Nesse caso, é preciso procurar atendimento médico de urgência.

3. A vacina da gripe pode causar gripe

Mito. Por ser feita com vírus mortos, a vacina da gripe não tem como causar essa doença na pessoa imunizada – e inclusive ela é a melhor forma de prevenir essa infecção respiratória.

O que pode acontecer é que a pessoa já esteja com o vírus circulando no corpo devido a um contato prévio, mas ainda no chamado período de incubação, ou seja, o intervalo entre o contágio e a manifestação dos sintomas (no caso da gripe, ele varia de 4 a 6 dias).

Assim, quando a pessoa toma a vacina e logo depois começa a sentir o mal-estar típico dessa doença, ela faz uma associação equivocada e acredita que a gripe foi provocada pela imunização, o que não é verdade.

4. É necessário continuar tomando a vacina mesmo se a doença já tiver sido erradicada

Verdade. A erradicação da doença em determinado local não significa que o agente causador tenha sido eliminado do mundo todo. Inclusive, a erradicação de doenças como poliomielite, sarampo e rubéola traz uma falsa sensação de segurança, pois a população não ouve mais falar delas e não conhece seus riscos.

Esse foi o caso do sarampo: depois de ter sido erradicado, o vírus voltou à Europa e causou uma epidemia em 2017 porque a cobertura vacinal havia diminuído e muitas pessoas estavam vulneráveis a ele.

O Brasil, por sua vez, havia sido declarado livre do sarampo pela Organização Mundial da Saúde. Porém, dois anos depois, novos casos voltaram a ser registrados em Roraima – provavelmente por causa da migração de venezuelanos que não puderam ser vacinados em função do colapso do sistema de saúde do país vizinho.

5. As vacinas são perigosas porque contêm mercúrio

Mito. O mercúrio participa da fabricação de algumas vacinas por estar presente em uma molécula chamada timerosal, um conservante que impede o desenvolvimento de fungos e bactérias em frascos com várias doses da imunização.

O timerosal é utilizado nas vacinas desde 1930 e tem seu emprego recomendado pela Organização Mundial de Saúde porque essa forma do mercúrio é segura e não se acumula no organismo.

6. As vacinas podem causar autismo

Mito. Esse boato teve origem em uma pesquisa conduzida pelo médico britânico Andrew Wakefield e publicada em 1998 na revista científica The Lancet, o que tomou grandes proporções e trouxe um enorme prejuízo para a cobertura vacinal.

De acordo com o estudo, 12 crianças que haviam sido vacinadas contra o sarampo desenvolveram autismo. Porém, os métodos utilizados da pesquisa foram colocados em xeque pela comunidade científica, pois havia evidências de que Wakefield havia fraudado os dados.

Seis anos depois, a revista The Lancet assumiu que não deveria ter publicado esse artigo e, em 2010, Wakefield perdeu seu registro como médico por ter forjado a relação entre a vacina e o autismo.

7. Tomar a mesma vacina duas vezes não faz mal para a saúde

Verdade. Isso não quer dizer que essa prática seja recomendada, porém, se você não tiver certeza sobre ter tomado uma vacina ou não e tiver perdido sua carteirinha de vacinação, é melhor repetir a dose do que correr o risco de ficar suscetível à doença.

Nesse caso, você pode procurar um centro de imunizações para receber toda a orientação necessária sobre as vacinas que devem ser feitas e seus possíveis efeitos colaterais.

Outra dica é agendar uma consulta com o clínico geral ou com pediatra (no caso das crianças), ambos disponíveis pelo MEDPREV, para se informar sobre as medidas a serem tomadas e esclarecer qualquer dúvida que tenha restado sobre se a vacina faz bem ou mal à saúde.

Enquanto as mulheres aprendem desde cedo que é preciso fazer consultas periódicas com o ginecologista, os homens ainda tendem a procurar o médico apenas quando apresentam sintomas graves. Contudo, na maior parte das vezes, realizar um exame preventivo é muito mais simples e eficaz do que tratar uma doença já instalada. Entenda quais são os exames que todo homem deve fazer.

Como a saúde masculina tem diferentes necessidades ao longo da vida, os exames que todo homem deve fazer variam conforme a faixa etária, de modo a prevenir e monitorar as alterações mais comuns em cada etapa. Conheça os principais exames para ficar de olho na sua saúde:

Infância, adolescência e início da vida adulta

Durante a infância e a puberdade, a saúde masculina costuma demandar apenas o acompanhamento do pediatra para monitorar se o desenvolvimento do menino ou do adolescente está ocorrendo conforme o esperado. Por isso, os exames que todo homem deve fazer costumam ser indicados anualmente a partir dos 20 anos.

Contudo, caso o menino apresente sintomas que demandem investigação ou tenha histórico pessoal ou familiar de obesidade, diabetes, colesterol alto e hipertensão, pode ser necessário realizar os chamados exames de rotina com antecedência.

Além disso, o início da vida sexual pode trazer a necessidade de rastrear possíveis doenças sexualmente transmissíveis, acrescentando novos exames que todo homem deve fazer à lista caso haja alguma suspeita. Saiba mais sobre os exames de rotina e para DSTs:

1. Hemograma

Também conhecido como exame de sangue, o hemograma indica a quantidade, o tamanho e a atividade das hemácias (glóbulos vermelhos), dos leucócitos (glóbulos brancos) e das plaquetas, permitindo identificar anemias, infecções, problemas de coagulação e suspeitas de diversos tipos de câncer.

2. Glicemia em jejum

Mede a concentração de açúcar (glicose) no sangue depois de um período de jejum, geralmente de oito horas. Esse exame é útil para identificar quadros de diabetes e pré-diabetes (condição inicial em que uma mudança de hábitos pode evitar o desenvolvimento definitivo da doença).

A dosagem da glicemia em jejum é particularmente úteis quando o menino é obeso ou tem histórico familiar de diabetes.

3. Colesterol e triglicerídeos

Nesses exames, é feita a dosagem de HDL, LDL, VLDL e triglicerídeos, revelando eventuais riscos aumentados para o desenvolvimento de problemas cardiovasculares.

Assim como a glicemia em jejum, a dosagem do colesterol total, suas frações e os triglicerídeos é especialmente indicada durante a infância ou a adolescência quando o menino apresenta sobrepeso, obesidade ou histórico familiar de colesterol alto.

4. TGO e TGP (função hepática)

Estes são exames de rotina para dosar as enzimas TGO e TGP (ou, respectivamente, AST e ALT), que permitem detectar problemas no fígado, incluindo hepatite, cirrose e câncer.

Por se tratar de um exame inespecífico, as alterações nos resultados também podem estar relacionadas a outros órgãos, indicando condições como hipotireoidismo, doença celíaca, pancreatite e infarto.

5. Creatinina e ureia (função renal)

Problemas no funcionamento dos rins podem ser detectados pela dosagem de creatinina e ureia em fases precoces, antes que outros sintomas se manifestem.

Este é o caso da insuficiência renal, que se desenvolve silenciosamente e pode ter como causa doenças como hipertensão, diabetes, infecção urinária e cálculo renal.

6. Dosagem de hormônios da tireoide

O exame de sangue que dosa os hormônios T3, T4 e TSH, envolvidos no funcionamento da tireoide, é útil no diagnóstico de hipotireoidismo e hipertireoidismo, entre outras condições que afetam essa glândula.

7. Exame de urina

Consiste na análise de características físicas como cor, densidade e pH da urina, além da dosagem de glicose, proteínas, hemácias, leucócitos e outros componentes desse fluido. O exame permite identificar alterações em todo o sistema urinário, como as infecções.

8. Sorologia para DSTs

A sorologia para DSTs não faz parte dos exames de rotina citados acima, mas é necessário realizá-la caso haja alguma suspeita ou tenha havido contato íntimo de risco. Assim, são indicados exames para hepatite B e C, citomegalovirose, sífilis e HIV.

Algumas dessas doenças podem levar meses ou anos para apresentar os primeiros sintomas, de forma que o rastreamento das DSTs é importante ao longo de toda a vida.

A partir dos 30 anos

É na casa dos 30 anos que as primeiras alterações na saúde masculina costumam se manifestar, com destaque para o desequilíbrio nas taxas de colesterol e triglicerídeos.

Por isso, nessa faixa etária, torna-se ainda mais importante realizar os exames de rotina para homens (hemograma, glicemia em jejum, colesterol, função hepática, função renal, tireoide e urina) pelo menos uma vez por ano.

Além disso, caso haja histórico familiar de câncer em pessoas jovens, o médico pode solicitar exames de imagem, por exemplo:

9. Ultrassom abdominal

Indicado para homens com risco elevado de câncer nos órgãos do abdômen, para a investigação de dores nessa região e para o monitoramento de condições já conhecidas. Permite a detecção de alterações em órgãos como fígado, vesícula biliar, pâncreas, baço, rins e bexiga.

10. Radiografia de tórax

Este exame pode ser solicitado para pacientes fumantes ou com alto risco para o câncer de pulmão. Também é útil na investigação de pneumonia.

A partir dos 40 anos

Nessa faixa etária, os homens devem aumentar os cuidados com a saúde cardiovascular, especialmente a prevenção do infarto. Além disso, o risco de câncer de próstata começa a ficar mais alto, o que também demanda mais atenção.

Outro ponto importante é que, a partir dos 40 anos, o homem passa a apresentar uma queda em seus níveis de testosterona, que pode ou não ser sintomática. Dessa forma, os exames laboratoriais de rotina devem ser acompanhados por novas técnicas de rastreamento e investigação, incluindo:

11. Eletrocardiograma

Permite identificar alterações na frequência e nos batimentos cardíacos, entupimento das artérias, problemas nas válvulas e outras complicações. É feito por meio do registro dos batimentos em repouso e em atividade (“teste de esteira”).

12. Ecocardiograma

Este é um exame de imagem que consiste em uma ultrassonografia do coração. Ele possibilita ao médico visualizar o órgão por meio de imagens estáticas e em movimento, de modo a avaliar seu funcionamento e investigar a causa de dor no peito, sopro cardíaco e falta de ar.

A realização do ecocardiograma é ainda mais importante para homens que apresentam fatores de risco cardíaco, como obesidade, diabetes, colesterol alto e tabagismo.

13. Dosagem de PSA

Este é um dos exames que todo homem deve fazer, ele consiste na coleta de uma amostra de sangue para a quantificação de uma proteína chamada antígeno prostático específico. Valores elevados dessa proteína indicam que há alguma alteração na próstata, incluindo inflamação (prostatite), crescimento benigno (hiperplasia prostática benigna) e câncer.

Para pacientes com risco elevado para o câncer de próstata, ou seja, homens negros, obesos ou com parentes de primeiro grau que apresentaram esse tipo de tumor, indica-se realizar a dosagem de PSA anualmente a partir dos 45 anos. Já para aqueles que não apresentam fatores de risco, é possível aguardar até os 50 anos.

14. Exame de próstata (toque retal)

O exame de toque retal consiste na apalpação da próstata para verificar se ela apresenta inchaço, nódulos ou outras alterações sugestivas de câncer. Para isso, o médico insere o indicador no reto do paciente e realiza o exame físico da glândula.

Embora ainda desperte desconfiança e seja alvo de preconceito, esse procedimento na verdade é simples, rápido e indolor e faz parte do dia a dia do urologista. Além disso, o exame de próstata permite a detecção de um câncer em estágio inicial, permitindo um tratamento menos agressivo e com maiores chances de cura.

O exame de toque retal não pode ser substituído pela dosagem de PSA, pois as duas técnicas são complementares. Sua indicação também é a partir dos 45 anos para homens com risco elevado para câncer de próstata e a partir dos 50 para os demais.

15. Dosagem de testosterona

Por volta dos 40 anos, os homens começam a apresentar uma redução gradual nos níveis de testosterona, o hormônio sexual masculino.

Apesar de ser um fenômeno natural do envelhecimento, essa queda pode ser acompanhada por alterações físicas e emocionais que prejudicam a qualidade de vida do paciente – um quadro conhecido como andropausa, que pode ser tratado com reposição hormonal.

A dosagem de testosterona não é indicada como exame de rotina, mas pode ser solicitada pelo médico se o homem apresentar sinais e sintomas como diminuição do desejo sexual, dificuldades de ereção, cansaço, fraqueza muscular, alterações de humor, depressão, perda de densidade óssea (aumento do risco de osteoporose), obesidade e ginecomastia (crescimento das mamas).

Depois dos 50 anos

Com a aproximação da terceira idade, é ainda mais importante estar em dia com os exames de rotina, que devem ser feitos pelo menos uma vez por ano na ausência de problemas ou conforme a recomendação médica.

Além disso, os homens que ainda não iniciaram o rastreamento do câncer de próstata por meio da dosagem de PSA e do exame de toque devem procurar o urologista para avaliar os riscos pessoais e a necessidade de realizar a investigação.

Outros exames que devem ser feitos a partir dessa faixa etária se destinam ao monitoramento da saúde ocular e à prevenção e ao diagnóstico precoce de câncer de cólon e reto, incluindo:

16. Exame de fundo de olho

Este exame é feito em recém-nascidos e pode ser realizado em outras etapas da vida caso surja a necessidade. Porém, a partir dos 50 anos, ele pode ser solicitado para auxiliar o diagnóstico de glaucoma e degeneração macular, entre outros problemas oftalmológicos.

Além das alterações na saúde ocular, o exame de fundo de olho é útil na detecção e no monitoramento de hipertensão arterial, diabetes e hemorragia intracraniana, entre outras doenças e condições.

17. Pesquisa de sangue oculto nas fezes

Com o passar do tempo, aumenta o risco do surgimento de câncer no cólon e no reto, tumores que são precedidos por lesões que podem ser tratadas, como os pólipos (crescimentos de tecido).

Como essas lesões apresentam um sangramento constante que não pode ser identificado nas fezes a olho nu, pode ser indicado recorrer a métodos laboratoriais para fazer essa investigação.

Esse é o caso da pesquisa de sangue oculta nas fezes, um  dos exames que exames que todo homem deve fazer, ele consiste na análise química do material fecal para identificar a presença de sangue. Vale lembrar que um resultado positivo não significa necessariamente um câncer, mas sim que será preciso investigar a origem do sangramento.

18. Colonoscopia

A colonoscopia pode ser solicitada isoladamente ou depois da pesquisa de sangue oculto nas fezes. Este exame permite a visualização das paredes internas do cólon e do reto, possibilitando que o médico identifique lesões pré-malignas ou cancerosas.

Pólipos de tamanho reduzido podem ser removidos durante a colonoscopia, de modo que ela pode ser considerada um exame preventivo. No caso de pólipos maiores ou outras lesões com características de malignidade, o médico coletará um fragmento do tecido para ser posteriormente submetido a uma biópsia.

Quando identificado em estágios iniciais, o câncer colorretal pode ser tratado por métodos menos agressivos e oferece maior chance de cura – e isso é válido para a maioria das doenças que desenvolvemos ao longo da vida.

Por isso, embora os homens ainda tenham o hábito de buscar atendimento médico apenas quando apresentam sintomas, a realização de exames preventivos traz muito mais benefícios e evita consequências sérias.

Procure a MEDPREV mais próxima para agendar uma consulta com o clínico geral, urologista, endocrinologista ou outro especialista da sua escolha e fique em dia com seus exames.

Fonte(s): SBEM [1] e [2]Mundo Boa FormaMD SaúdeSBU-SPUrowebPortal da UrologiaHospital de Olhos de CascavelOnco Guia e SBCP

Raio-X, tomografia, ressonância e ultrassom são exames de diagnóstico por imagem, isto é, técnicas que permitem a visualização do interior do corpo para a detecção ou avaliação de uma anormalidade sem a necessidade de cortes e cirurgias.

Embora esses quatro métodos tenham o mesmo objetivo final, eles se distinguem pela forma como funcionam e por suas indicações. Saiba mais sobre eles para entender a diferença entre raio-X, tomografia, ressonância e ultrassom:

1. Raio-X

Também chamado de radiografia, o raio-X é o exame de imagem mais antigo. Ele consiste na aplicação de uma radiação ionizante, capaz de atravessar alguns tecidos do corpo e de ser absorvida por outros, para gerar “fotografias”.

Para fazer esse exame, o paciente é posicionado de forma que a região a ser estudada fique na direção do feixe de raios-X emitido por uma máquina. A porção desses raios que não for absorvida pelo corpo chega até um detector digital ou filme fotográfico, onde ela dá origem a imagens em duas dimensões.

Como tecidos mais densos (ossos e dentes) absorvem a radiação e bloqueiam sua passagem, eles aparecem nas imagens em um tom bem claro e brilhante. Assim, se houver algum tipo de alteração, como uma fratura, ela poderá ser visualizada porque deixará uma marca escura na “fotografia”.

Para que serve o raio-X?

Os principais usos do raio-X são:

    • Dentes: detecção de cáries, infecções, quebras e má oclusão;
    • Ossos e articulações: diagnóstico de inflamações, infecções, fraturas e câncer;
    • Pulmão: investigação de pneumonia, tuberculose e tumores.

2. Tomografia

Também chamada de tomografia computadorizada, a tomografia é uma espécie de “evolução” dos raios-X, que são combinados com softwares de computador para produzir imagens tridimensionais e altamente detalhadas.

Durante o exame, o paciente se deita em uma maca que desliza para dentro do tomógrafo, uma máquina em formato de anel que contém uma fonte de raios-X e um detector. Esse anel gira ao redor do paciente para que a radiação incida em diferentes ângulos, dando origem a cerca de 600 imagens em duas dimensões.

Em seguida, essas “fotografias” são combinadas com o auxílio do computador, formando imagens tridimensionais de alta resolução, muito mais detalhadas do que as radiografias simples. Na maior parte dos exames, utiliza-se um contraste para dar mais nitidez às imagens.

Para que serve a tomografia?

A tomografia permite a detecção de uma infinidade de alterações em praticamente todas as regiões do corpo. Alguns de seus principais usos são:

      • Crânio: identificação de infecções, sangramentos, traumatismo craniano e câncer de cérebro;
      • Face: estudo de alterações das cavidades nasais e seios da face, como a sinusite;
      • Abdômen: detecção de inflamações e infecções em todos os órgãos (apendicite, pancreatite, diverticulite etc.), cirrose, gordura no fígado, pedra no rim e câncer e metástase em diversos órgãos;
      • Tórax: diagnóstico de pneumonia, tuberculose, enfisema pulmonar e câncer de pulmão;
      • Coluna: visualização de desvios, hérnia de disco, ruptura discal, fraturas e tumores.

3. Ressonância

Assim como a tomografia, a ressonância ou ressonância magnética é um exame muito avançado que permite a investigação de uma série de anormalidades por meio de imagens tridimensionais com um alto nível de detalhamento.

Porém, diferente da tomografia e da radiografia, a ressonância não utiliza raios-X para formar as imagens, mas sim um campo magnético e ondas de radiofrequência. Quando o paciente entra na máquina em formato de tubo, essas tecnologias provocam uma reação dos átomos de hidrogênio dos tecidos, os quais emitem sinais que variam conforme sua natureza.

Esses sinais são convertidos em centenas de “fotografias” em duas dimensões, e elas são então combinadas para formar imagens tridimensionais de alta resolução. A maior parte das ressonâncias faz uso de contraste para conferir mais nitidez às imagens.

Para que serve a ressonância?

Da mesma forma que a tomografia, a ressonância magnética é útil na investigação de diversos tipos de anormalidades em praticamente todo o corpo. Conheça suas principais possibilidades de diagnóstico:

      • Alterações vasculares: aneurisma, aneurisma roto, AVC (derrame), infarto, hemorragia, coágulos e trombose;
      • Distúrbios neurológicos: esclerose múltipla, epilepsia, toxoplasmose, mal de Alzheimer;
      • Alterações nos órgãos do abdômen: apendicite, pedra na vesícula, perfuração de vísceras, pancreatite, pedra nos rins, malformação renal e câncer;
      • Pelve feminina: infecção de bexiga, endometriose, mioma uterino, câncer de útero e de ovário;
      • Pelve masculina: infecção urinária e câncer de próstata;
      • Lesões ortopédicas: tendinite, bursite, hérnia de disco, rompimentos e fraturas.

4. Ultrassom

Ultrassom é o exame que utiliza ondas sonoras de altíssima frequência para obter imagens do interior do corpo. Ele difere do raio-X, da tomografia e da ressonância por ser seguro para embriões e fetos; por isso, um de seus principais usos é o acompanhamento da gestação.

Também conhecido como ultrassonografia ou ecografia, este exame é realizado com uma ponteira que desliza pela pele com o auxílio de um gel. Essa ponteira emite as ondas de ultrassom, as quais atravessam a pele e são refletidas pelas diferentes estruturas internas, gerando um eco que é convertido em imagens.

Como esse eco muda de acordo com a densidade e a natureza de cada tecido, as imagens apresentam várias intensidades de cinza, permitindo a diferenciação das estruturas.

Para que serve o ultrassom?

O ultrassom permite a observação do funcionamento de um órgão em tempo real e a identificação de anormalidades e lesões, incluindo inflamações, infecções, cistos, nódulos, obstruções e tumores. Assim, alguns de seus principais usos são:

      • Saúde reprodutiva feminina: avaliação do útero, ovários e tubas uterinas, estudo da ovulação, auxílio em tratamentos de fertilização, pesquisa de miomas e tumores;
      • Saúde reprodutiva masculina: estudos dos órgãos reprodutores para a detecção de inflamações, hematomas, sangramentos, hérnias, varicocele e tumores;
      • Gestação: confirmação da gestação, cálculo da idade gestacional, monitoramento do desenvolvimento do embrião e do feto, avaliação dos órgãos do bebê e identificação do sexo (ultrassom morfológico), detecção do nível de líquido amniótico e condições da placenta;
      • Órgãos abdominais: investigação de dores, detecção de alterações em órgãos como fígado, vesícula biliar, pâncreas, baço, apêndice, rins e bexiga, pesquisa de tumores;
      • Lesões ortopédicas em tecidos moles: pesquisa de lesões em ligamentos e cartilagens de articulações como ombro, cotovelo, punho, quadril, joelho, tornozelo etc.;
      • Glândulas: estudo de órgãos como tireoide e próstata para detecção de nódulos, avaliação de tamanho, identificação de tumores e outras causas de distúrbios hormonais.

Como saber de qual exame você precisa?

A escolha entre os exames de raio-X, tomografia, ressonância e ultrassom depende das características do paciente e dos sinais e sintomas percebidos na avaliação clínica. Por isso, somente o médico pode decidir qual dessas técnicas pode oferecer mais detalhes para o estabelecimento do diagnóstico.

Com a requisição médica em mãos, acesse o site ou o aplicativo do MEDPREV para agendar seu exame de raio-X, tomografia, ressonância ou ultrassom em clínicas especializadas e por preços populares.

Fonte(s): Hospital Albert EinsteinHospital SamaritanoBaby Center e Abril Saúde

Estar atento à saúde e fazer os exames de check-up médico é a melhor forma de detectar doenças em fase inicial, quando muitas delas podem ser tratadas de forma mais simples e eficiente.

Além dos exames laboratoriais, o check up médico pode incluir técnicas de diagnóstico por imagem e avaliação física. Conheça a lista de exames mais pedidos:

1. Hemograma

Este é o famoso exame de sangue completo, solicitado para a avaliação da quantidade, do volume e da atividade dos três tipos de células que compõem este tecido:

  • Hemácias ou glóbulos vermelhos: diagnóstico de anemias
  • Leucócitos ou glóbulos brancos: diagnóstico de infecções, alergias e alguns tipos de câncer;
  • Plaquetas: diagnóstico de problemas de coagulação.

2. Glicemia em jejum

É o exame que mede a taxa de glicose (açúcar) no sangue depois de um jejum de pelo menos 8 horas. Ele é útil para identificar a pré-diabetes (entre 100 e 125 mg/dl), uma condição que pode ser tratada, e a diabetes em si (acima de 126 mg/dl).

Além de fazer parte dos exames laboratoriais de rotina, a glicemia em jejum é solicitada para avaliar a eficácia do tratamento para diabetes.

3. Colesterol e triglicerídeos

® Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

Este exame mede os níveis de diferentes gorduras no sangue, permitindo ao médico calcular o risco de bloqueio das artérias pela formação de placas e de complicações cardiovasculares, como infarto e AVC (derrame).

Para isso, o exame mede os níveis de HDL (“colesterol bom”, desejável acima de 40 mg/dl), LDL e VLDL (“colesterol ruim”, com valores que variam conforme o risco pessoal de cada paciente) e colesterol total (soma de todos os tipos de colesterol, desejável abaixo de 190 mg/dl).

A quantificação dos triglicerídeos deve ser solicitada à parte, pois essas gorduras não são dosadas junto com os demais exames laboratoriais de colesterol. Seu valor desejável é abaixo de 150 mg/dl.

4. Ureia e creatinina

A dosagem dessas duas substâncias no sangue permite avaliar o funcionamento dos rins e identificar alterações de forma precoce, muitas vezes antes da manifestação de sintomas.

Este é o caso da insuficiência renal, que se desenvolve de forma silenciosa e só apresenta sintomas em graus muito avançados.

5. TGO (AST) e TGP (ALT)

Este exame quantifica as enzimas TGO e TGP e possibilita ao médico a avaliação do funcionamento do fígado.

Além disso, ele é incluído no check-up porque as alterações nessas enzimas também estão relacionadas a problemas como lesões musculares, doença celíaca, hipotireoidismo, pancreatite e infarto.

6. TSH e T4 livre

O TSH e o T4 são hormônios relacionados ao funcionamento da tireoide, de modo que sua dosagem permite o diagnóstico de doenças como hipotireoidismo e hipertireoidismo.

O exame é solicitado principalmente no check-up médico de mulheres na menopausa, quando os distúrbios de tireoide são mais comuns.

7. Ácido úrico

O ácido úrico é um subproduto da metabolização de certos tipos proteínas. Valores alterados podem indicar hipertensão e problemas cardiovasculares, além de representar um fator de risco para o desenvolvimento de doenças como dores articulares, gota, cálculo renal e insuficiência renal.

8. Exame de urina

O exame laboratorial de urina avalia características físicas como cor, densidade e pH desse fluido, a dosagem de elementos como glicose, proteínas, hemácias e leucócitos e a presença de bactérias.

As alterações podem indicar distúrbios no funcionamento dos rins e infecções urinárias. Este exame costuma ser pedido principalmente no check-up médico das mulheres, pois elas são mais vulneráveis a esse tipo de infecção.

9. Eletrocardiograma

Geralmente solicitado a partir dos 40 anos, o eletrocardiograma é requisitado para avaliar o funcionamento do coração em repouso.

Ele é feito com o auxílio de eletrodos que detectam a frequência e os batimentos cardíacos, permitindo identificar alterações indicativas de bloqueio arterial, falhas nas válvulas, arritmia, taquicardia e outros problemas.

10. Teste ergométrico

Trata-se do popular “teste de esforço” ou “teste de esteira”, que consiste em avaliar a função cardíaca em movimento. Este exame é solicitado no check-up de pessoas com risco aumentado para infarto e para quem vai iniciar uma atividade física.

11. Ecocardiograma

O ecocardiograma permite o estudo da estrutura anatômica e do funcionamento do coração por meio da ultrassonografia.

Com a avaliação de imagens estáticas e em movimento, o médico pode investigar a origem de sintomas como falta de ar, taquicardia e dor torácica, além de monitorar a eficácia de tratamentos para problemas já instalados, como arritmias e isquemias.

12. Papanicolau

Também conhecido como exame preventivo, o Papanicolau consiste na coleta de células do colo do útero para a análise microscópica, permitindo identificar algumas infecções sexualmente transmissíveis, lesões que podem se tornar um tumor maligno e o câncer de colo de útero propriamente dito.

O Papanicolau é recomendado às mulheres entre 25 a 64 anos. Depois de obter dois resultados negativos em um intervalo de 12 meses, o exame preventivo pode ser feito a cada três anos.

13. Mamografia

A mamografia é a principal técnica de diagnóstico do câncer de mama em fase inicial, o que aumenta as chances de sucesso no tratamento. Diversas associações de especialistas recomendam que este exame seja feito anualmente por mulheres acima de 40 anos.

O Ministério da Saúde, porém, indica que a mamografia seja feita bianualmente dos 50 aos 69 anos. A decisão final sempre deve ficar a cargo do seu médico.

14. PSA

Elevações nos níveis de PSA (antígeno prostático específico) no sangue podem indicar a instalação de um câncer de próstata e outras alterações benignas nessa glândula, como uma inflamação ou o crescimento causado pelo avanço da idade.

Para homens com fator de risco para esse câncer (negros, obesos ou com parentes de primeiro grau com histórico da doença), recomenda-se fazer a dosagem de PSA a partir dos 45 anos. Para os demais, a partir dos 50. A frequência pode variar entre um a quatro anos conforme a avaliação médica.

15. Exame de toque retal

Também conhecido como exame de próstata, esta técnica consiste na apalpação dessa glândula por meio do reto para investigar a presença de inchaços, nódulos e outros sinais de câncer.

O exame de toque retal funciona de modo complementar à dosagem de PSA e tem as mesmas recomendações de frequência e idade.

*****

É importante ter em mente que são as condições individuais de cada pessoa que determinam quais exames devem ser incluídos no check-up, de modo que o médico pode solicitar testes diferentes dos que foram apresentados. Agende sua consulta e marque seus exames na MEDPREV mais próxima!

Fonte(s): Abril Saúde [1], [2][3] e [4]Bem EstarMD SaúdeSBEMDrauzio VarellaFebrasgoSBMastologiaINCA e  SBPC

Assim que o teste de gravidez dá positivo, a maior parte das gestantes fica ansiosa para fazer o primeiro exame de ultrassom, ver o corpinho do bebê se formando, descobrir de quantas semanas ela está e saber se o bebê está se desenvolvendo corretamente.

Também chamado de ecografia ou ultrassonografia, esse é o exame que permite descobrir qual é o sexo da criança – ou o sexo das crianças no caso de gêmeos.

Sem dúvidas, trata-se de um momento de muita emoção, mas muitas mulheres têm dúvidas sobre como esse exame funciona. Confira nossas perguntas e respostas sobre o ultrassom na gravidez:

1. Quantos exames de ultrassom são necessários na gestação?

Não existe uma regra para o número de ultrassonografias durante a gravidez, mas o médico costuma solicitar pelo menos três, ou seja, no mínimo uma por trimestre. Dessa forma, os exames podem ser feitos da seguinte maneira:

  • 1º ultrassom: entre 11 e 14 semanas (primeiro trimestre);
  • 2º ultrassom: por volta de 20 semanas (segundo trimestre);
  • 3º ultrassom: entre 34 e 37 semanas (terceiro trimestre).

Apesar disso, é comum que o obstetra solicite mais do que três ultrassons. Na maior parte das vezes, isso não significa que haja suspeita de alguma anormalidade, mas sim que as imagens obtidas não foram nítidas o suficiente para avaliar todos os fatores necessários.

2. O ultrassom faz mal para o bebê? Como esse exame é feito?

Não. O ultrassom é um exame indolor, não invasivo e seguro tanto para a mãe quanto para o bebê. Diferente de exames como a radiografia e a tomografia computadorizada, a ecografia não utiliza radiação ionizante, que seria prejudicial ao feto.

Em vez disso, a ultrassonografia é realizada com o auxílio do ecógrafo, um aparelho que emite ondas sonoras em diferentes frequências. Essas ondas atravessam os tecidos da mãe e são refletidas pelo feto, gerando um eco que é traduzido em imagens.

Muitas gestantes ficam preocupadas que o som emitido pelo aparelho possa incomodar o bebê, mas não existe possibilidade de isso acontecer porque a frequência das ondas de ultrassom é muito superior ao limite máximo que o ouvido humano consegue captar.

Dessa forma, o único incômodo costuma ser a aplicação do gel utilizado para aumentar a penetração das ondas, pois ele pode ser bem gelado.

3. Com quantas semanas dá para ver o embrião no ultrassom?

O ultrassom transvaginal permite a visualização do embrião a partir da quinta semana, quando ele mede cerca de 5 milímetros. Também é possível ver o saco gestacional e a vesícula vitelina, descartando uma gravidez ectópica (nas tubas uterinas).

Nessa época, a ecografia ainda identifica quantos embriões se formaram, ou seja, você pode descobrir se se trata de uma gestação única ou gemelar. Caso você esteja esperando gêmeos, esse ultrassom permite visualizar se eles estão se desenvolvendo na mesma placenta (gêmeos idênticos) ou não.

Os batimentos do coração, por sua vez, podem ser detectados a partir da sexta semana. Vale lembrar que, caso não seja possível visualizar o embrião ou ouvir seus batimentos, o mais provável é que a mulher esteja grávida há menos tempo do que se imagina, sendo necessário repetir o exame entre 7 e 10 dias.

4. Como calcular a data da concepção pelo ultrassom?

A data da concepção pode ser calculada com mais precisão no ultrassom do primeiro trimestre, pois os embriões têm um desenvolvimento muito parecido entre 7 e 13 semanas de gestação.

Para isso, o cálculo se baseia na medida da cabeça até o bumbum do bebê (medida craniocaudal), que é obtida durante o ultrassom.

Esse método permite estimar a idade gestacional e a data provável de parto com uma margem de erro menor do que o cálculo realizado a partir da data da última menstruação.

5. Quando é possível descobrir o sexo do bebê pelo ultrassom?

O médico pode arriscar um “chute” sobre o sexo do bebê a partir de 13 semanas de gestação, mas as chances de erro são maiores do que 20%. Por isso, o melhor é aguardar pelo menos até as 20 semanas, quando é feito o ultrassom morfológico.

Essa é uma ultrassonografia mais detalhada que permite visualizar o sexo com mais clareza, além de avaliar a formação de órgãos como coração, cérebro, fígado, estômago, baço e pulmão, entre outros.

O ultrassom morfológico também serve para verificar o desenvolvimento do bebê por meio da medida da cabeça, do fêmur e da circunferência abdominal e para determinar a localização da placenta.

6. Quais problemas são identificados pelo ultrassom?

A idade gestacional em que se realiza a ecografia permite identificar diferentes doenças, malformações e outras anormalidades. Alguns dos principais problemas que podem ser descobertos na ultrassonografia são:

  • Primeiro trimestre: gravidez ectópica, gravidez molar, aborto espontâneo;
  • Entre o primeiro e o segundo trimestre: problemas cromossômicos, como a síndrome de Down (ultrassom de translucência nucal, realizado entre 11 e 14 semanas);
  • Segundo trimestre: malformações como lábio leporino, problemas renais, cardiopatias, microcefalia;
  • Terceiro trimestre: hidrocefalia, placenta prévia e causas de sangramentos vaginais, além de identificar a posição do bebê para o parto.

Lembre-se de que são raros os casos em que uma alteração realmente se confirma como um problema. Além disso, a detecção precoce muitas vezes permite a realização de tratamentos quando o bebê ainda está dentro da barriga da mãe.

Aproveite a praticidade do MEDPREV para agendar seu ultrassom ou sua consulta com o médico obstetra e receba orientações específicas para você e o seu bebê.

Fonte(s): Revista CrescerMD SaúdeVixTua Saúde e Bebê.com.br