O que comer antes e depois de fazer colonoscopia

A colonoscopia é um exame feito para visualizar o interior do intestino com o objetivo de detectar lesões, inclusive as cancerosas. Para permitir que o exame seja feito com qualidade e precisão, é necessário seguir alguns cuidados, como escolher corretamente o que comer antes da colonoscopia.

Esse procedimento utiliza um endoscópio especial, chamado colonoscópio, equipado com uma câmera em sua extremidade. Dessa forma, o médico consegue capturar imagens coloridas, que são exibidas em um monitor e podem ser guardadas em um DVD para futuras análises e comparações. Outra possibilidade da colonoscopia é a retirada de amostras de lesões das paredes do intestino para que elas passem por uma biópsia.

Para isso, o colonoscópio é inserido através do ânus do paciente e passa pelo reto e pelo intestino grosso até atingir o íleo, que é porção final do intestino delgado. Geralmente, esse exame é feito com anestesia local e sedação, proporcionando um conforto maior para o paciente.

Preparação para a colonoscopia

Para que o médico possa visualizar as paredes do intestino do paciente, é necessário seguir uma preparação cerca de 3 dias antes do exame para que as fezes sejam completamente eliminadas, o que exige uma dieta específica e o uso de medicamentos com efeito laxante.

Como resultado, o paciente vai apresentar diarreia frequente – algo desconfortável, mas necessário para esvaziar o cólon. Por isso, o ideal é que a pessoa que vai se submeter ao exame possa ficar em casa nos dias de preparação.

O que comer antes da colonoscopia

A dieta especial deve ser iniciada três dias antes do exame, permitindo que o intestino esteja totalmente livre de resíduos fecais. Para isso, o paciente deve restringir a ingestão de alimentos ricos em fibras, como verduras, legumes, frutas e feijão, pois eles aumentam o bolo fecal.

No lugar deles, deve-se dar preferência a alimentos leves e na forma líquida ou pastosa, como bolacha água e sal ou maisena, pão e torrada brancos (não integrais), gelatina e sopas batidas no liquidificador.

Como o paciente vai ter bastante diarreia provocada pelos medicamentos laxativos, é muito importante manter o organismo bem hidratado com água, água de coco, chás e sucos naturais coados (para reduzir o número de fibras).

Atenção: não é permitido consumir bebidas nas cores vermelha ou roxa, como suco de uva, beterraba ou melancia, pois elas podem ser confundidas com sangramentos na hora do exame.

Sugestão de cardápio antes da colonoscopia

Para facilitar sua preparação para o exame, preparamos algumas sugestões do que você pode comer nos dias que antecedem sua colonoscopia, possibilitando que o médico visualize todas as estruturas do seu intestino:

Café da manhã

    • Opção 1: suco de laranja coado + 4 torradas brancas com geleia
    • Opção 2: chá de capim-limão + 2 fatias de pão branco
    • Opção 3: suco de abacaxi coado + 4 bolachas maisena

Lanches (manhã e tarde)

    • Opção 1: uma taça de sobremesa de gelatina
    • Opção 2: suco de limão coado + 4 bolachas água e sal
    • Opção 3: água de coco + 4 bolachas água e sal

Almoço e jantar

    • Opção 1: filé de frango ou peixe grelhado com arroz branco ou purê de batata
    • Opção 2: sopa de macarrão, cenoura e chuchu com frango desfiado
    • Opção 3: sopa batida e coada de legumes (sem casca ou sementes) e caldo de carne

Você deve deixar os alimentos sólidos de lado conforme o exame se aproxima, de forma a ter uma alimentação totalmente líquida a partir do dia anterior à colonoscopia. Em geral, é preciso fazer jejum nas 4 horas que antecedem o procedimento.

Ressaltamos que você sempre deve seguir as orientações passadas pelo seu médico e que você deve consultá-lo antes de fazer qualquer substituição no cardápio recomendado por ele.

O que NÃO comer antes da colonoscopia

Alguns alimentos devem ser completamente evitados antes do exame, pois eles podem atrapalhar a visualização das paredes do intestino. Por isso, suspenda o consumo de:

    • Alimentos integrais, como pães, torradas e massas;
    • Carne vermelha e embutidos;
    • Cereais e sementes, como aveia, chia e linhaça;
    • Feijão, grão-de-bico, lentilha, milho e ervilha;
    • Frutas inteiras ou com casca;
    • Leite e derivados;
    • Oleaginosas, como nozes, castanhas e amendoim;
    • Comidas pesadas ou gordurosas em geral, como feijoada, pizza, lasanha e frituras;
    • Bebidas alcoólicas;
    • Líquidos nas cores vermelha e roxa, como suco de uva, beterraba ou melancia.

Como retomar a alimentação depois da colonoscopia

É normal que sua barriga fique inchada e com certo desconforto depois de uma colonoscopia, pois o intestino leva de 3 a 5 dias para recuperar seu funcionamento normal. Nesse período, é importante evitar alimentos pesados e gordurosos, pois seu sistema digestivo ainda não estará totalmente “na ativa”.

Além disso, até 24 horas depois do exame, recomenda-se evitar alimentos que causam gases, como feijão, repolho, brócolis, couve, ovos e refrigerantes, de forma a não agravar o inchaço abdominal.

Seguir corretamente as orientações sobre o que comer antes da colonoscopia e como ajudar seu intestino a se recuperar depois dela é fundamental para o sucesso do exame. Não hesite em tirar todas as dúvidas com o seu médico para garantir a qualidade do procedimento.

Fonte(s): Tua Saúde e Minuto Saudável

A colonoscopia é um exame feito para visualizar o interior do intestino com o objetivo de detectar lesões, inclusive as cancerosas. Para permitir que ele tenha qualidade, é necessário escolher corretamente o que comer

Tags: Saúde, cuidado do corpo, medprev, hospital, clínicas, agendamento, saúde, colonoscopia, exame, exames, comida, alimentos

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A glândula prostática é um dos órgãos masculinos que mais apresentam alterações com o avanço da idade, mas nem todas elas significam que o paciente tem um tumor maligno. Por isso, é importante saber qual a diferença entre inflamação e câncer de próstata.

Localizada na parte baixa do abdômen, logo à frente do reto, a próstata é uma glândula que fica ao redor do segmento inicial da uretra, o tubo que conduz a urina a partir da bexiga durante a micção.

Essa glândula tem cerca de 3 cm de diâmetro e seu formato lembra uma noz. Sua função no corpo masculino é produzir 70% do sêmen, o líquido que contém os espermatozoides.

As doenças de próstata mais comuns

Os problemas que afetam a próstata se tornam mais frequentes à medida que o homem envelhece, tanto que 75% dos casos de câncer acontecem em pacientes com mais de 65 anos.

Porém, algumas doenças também podem afetar indivíduos mais jovens – e nem todas elas apresentam características de malignidade. Esse é o caso da prostatite, que é uma inflamação da próstata, e da hiperplasia prostática benigna, um crescimento que não é causado por câncer.

Devido à localização dessa glândula, todas essas doenças podem se manifestar com sintomas relacionados à bexiga e à micção. Saiba mais sobre essas condições:

1. Prostatite

A prostatite é uma inflamação da próstata que quase sempre afeta homens adultos, mas em casos raros pode atingir pré-adolescentes. Essa condição leva a um crescimento da glândula, o que causa sintomas como dor e dificuldade para urinar.

Além dos sintomas relatados pelo paciente, o diagnóstico da prostatite pode incluir o exame de toque retal, que detectará o inchaço e a dor, a dosagem sanguínea de PSA (antígeno específico da próstata) e o exame de urina.

Existem vários tipos de prostatite, classificados de acordo com sua origem e suas manifestações clínicas. Conheça os principais:

Prostatite bacteriana

Corresponde a uma infecção causada por bactérias que atingem a próstata, geralmente provenientes de uma infecção no trato urinário. Ela pode se subdividir em outros dois tipos:

  • Prostatite bacteriana aguda: tem início repentino e causa as dores mais intensas, assim como dificuldade e ardência ao urinar e necessidade de ir ao banheiro com mais frequência. Além disso, seus sintomas incluem manifestações sistêmicas como febre, mal-estar, calafrios e dores musculares;
  • Prostatite bacteriana crônica: desenvolve-se de forma mais lenta e se caracteriza pela reincidência de uma infecção urinária que não foi completamente eliminada mesmo com o uso de antibióticos. Seus sintomas são similares aos da inflamação aguda, mas sem febre. Pode se manifestar pela presença de sangue no esperma e dores depois da ejaculação.

O tratamento da inflamação da próstata de origem bacteriana é feito com antibióticos associados a medicamentos complementares para o alívio das dores, como analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares.

Prostatite não bacteriana e síndrome da dor pélvica crônica

Esses dois tipos de inflamação da próstata ocorrem sem a presença de bactérias ou infecções no trato urinário. Suas causas ainda não foram totalmente esclarecidas e seus sintomas são parecidos com os da prostatite bacteriana.

O tratamento é feito com anti-inflamatórios e medicamentos para conter o crescimento anormal da glândula. Além disso, podem ser recomendadas massagens na próstata e banhos de assento.

A inflamação da próstata pode causar câncer?

Não. A prostatite é uma condição benigna e que não aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de próstata.

Porém, se não for tratada a tempo, a prostatite bacteriana aguda pode causar um abscesso, que geralmente requer uma drenagem cirúrgica. Além disso, essa variação da doença pode levar a um quadro de infecção generalizada (septicemia), potencialmente fatal.

2. HIPERPLASIA PROSTÁTICA BENIGNA

A hiperplasia prostática benigna (HPB) é o crescimento da próstata que não está relacionado ao câncer. Essa doença afeta cerca de metade dos homens entre 50 e 60 anos, chegando a atingir 90% dos pacientes acima dos 85.

Assim, embora suas causas exatas ainda não tenham sido esclarecidas, sabe-se que a HPB é uma condição fortemente associada ao processo de envelhecimento.

Esse aumento de tamanho não apresenta sinais de malignidade e não aumenta o risco de desenvolvimento do câncer de próstata. Apesar disso, como a glândula se localiza ao redor da uretra, seu crescimento provoca sintomas que podem afetar a qualidade de vida do homem, por exemplo:

  • Micção frequente;
  • Dificuldade para urinar;
  • Demora para iniciar e concluir a micção;
  • Jato de urina interrompido ou enfraquecido;
  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

Diagnóstico e tratamento da HPB

O diagnóstico da HPB se dá pela descrição dos sintomas clínicos e é confirmado pelo exame de toque retal, a dosagem de PSA, a ultrassonografia e a biópsia da próstata, de modo a diferenciar essa condição de um câncer.

O tratamento depende da intensidade dos sintomas e pode incluir medicamentos para melhorar o fluxo da urina e interromper o crescimento da próstata e procedimentos ambulatoriais e cirúrgicos para remover o excesso de tecido.

3. CÂNCER DE PRÓSTATA

O câncer de próstata é a neoplasia mais comum entre os homens, excetuando-se o câncer de pele não melanoma. De crescimento lento, esse tumor pode levar até 15 anos para atingir 1 cm³ e geralmente não apresenta sintomas em fase inicial.

Quando essas manifestações existem, elas são muito parecidas com as da prostatite e da HPB. Como essas duas últimas doenças são muito mais comuns, os sintomas provavelmente indicam uma condição benigna – porém, eles sempre devem ser investigados.

O diagnóstico começa por meio do exame de toque retal e a dosagem de PSA, seguindo para a biópsia e a ultrassonografia para confirmar ou refutar a presença do câncer.

Quando diagnosticado em fase inicial, o tratamento é menos agressivo e oferece grandes chances de cura. Porém, como esta é uma neoplasia silenciosa, muitas vezes ela só é identificada quando o tumor já se espalhou para outros tecidos, geralmente os ossos, em um estágio muito avançado.

Mesmo sabendo qual a diferença entre inflamação e câncer de próstata, não é possível identificar a doença somente pelos seus sintomas. Dessa forma, é muito importante consultar o urologista – que está disponível pelo MEDPREV – a partir dos 50 anos e manter os exames preventivos em dia.

Fonte(s): INCASBUMSDLado a Lado pela VidaPfizer e Oncoguia

Os exames de sangue de rotina parecem ser de fácil interpretação, pois basta comparar o resultado indicado pelo laboratório com os valores de referência que acompanham cada análise – diferente do que acontece com exames de imagem, por exemplo.

Contudo, um resultado de exame de sangue que esteja dentro da faixa considerada normal não é uma garantia de que o paciente não tem nenhum problema de saúde, assim como um valor alterado nem sempre é motivo de preocupação.

Afinal, mesmo que esses exames forneçam um bom retrato do que se passa dentro do organismo, seus resultados devem ser analisados em conjunto com os sintomas e sinais apresentados pelo paciente.

Assim, embora o “Dr. Google” possa fornecer uma ideia das suas condições, somente o médico está habilitado a interpretar um resultado de exame corretamente.

Exames de sangue de rotina: resultados e confusões

Existe uma série de exames de sangue específicos para as diversas fases da vida, os quais também variam para homens e mulheres. Com esses testes laboratoriais, é possível detectar e monitorar uma infinidade de doenças e condições, por isso eles são um recurso de grande valor na prática médica.

Entretanto, um resultado não pode ser interpretado isoladamente, pois isso pode levar a conclusões equivocadas, como um falso-positivo ou falso-negativo. Conheça algumas das confusões mais comuns relacionadas a exames de sangue de rotina:

1. Hemograma

Também conhecido como exame de sangue completo, o hemograma analisa os principais componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas.

Esse exame é capaz de revelar doenças como anemia, infecções, problemas de coagulação e até mesmo alguns tipos de câncer. Porém, a interpretação dos resultados não é tão simples. Vamos considerar a anemia como exemplo disso.

Popularmente, dizemos que a anemia corresponde à falta de ferro no organismo, mas ela se manifesta no hemograma como uma redução no conteúdo de hemoglobina, a proteína responsável pelo transporte do oxigênio dentro das hemácias, a qual depende do ferro para exercer sua função.

Contudo, a anemia não é uma doença só, mas sim um conjunto de síndromes que apresentam diferentes alterações laboratoriais e que surgem devido a diversas causas. Em consequência, o tratamento também será específico para cada tipo de anemia – ou seja, nem sempre é suficiente aumentar a ingestão de ferro. Para ilustrar:

  • Anemia ferropriva: esta é a anemia causada pela falta de ferro, de forma que seu tratamento é feito por mudanças na alimentação e suplementação desse mineral. No hemograma, ela se manifesta com valores reduzidos de hemoglobina, VCM (volume corpuscular médio, ou seja, o tamanho das hemácias) e HCM (hemoglobina corpuscular média, ou seja, a quantidade de hemoglobina dentro de uma hemácia);
  • Anemia megaloblástica: a causa está na deficiência de vitamina B12 ou folato, de modo que o tratamento é feito pela reposição dessas substâncias, e não do ferro. No hemograma, ela aparece com valores aumentados de VCM (as hemácias são grandes) e neutrófilos (um tipo de glóbulo branco) com formato alterado;
  • Anemia do Mediterrâneo: na forma mais leve (talassemia minor) o paciente apresenta o mesmo quadro laboratorial da anemia ferropriva. Porém, essa condição não se trata de uma doença, e sim de uma característica genética que não causa sintomas e não demanda tratamento.

2. Glicemia em jejum

O exame de glicemia mede a quantidade de glicose (açúcar) presente no sangue depois de um jejum de 8 a 14 horas. Quando o resultado está acima de 126 mg/dl, é bem provável que o paciente tenha diabetes, enquanto resultados entre 100 e 125 mg/dl podem indicar a pré-diabetes, uma condição que pode ser revertida.

Contudo, para pessoas que já são diabéticas, a glicemia em jejum pode não ser suficiente para monitorar a eficácia do tratamento e a adequação da dieta, pois os resultados são válidos apenas para o momento da coleta.

Assim, se o paciente seguir uma alimentação muito rigorosa no dia anterior ao exame, com uma grande restrição de carboidratos mesmo que inconscientemente, sua glicemia pode parecer mais baixa do que realmente é.

Ao levar este exame ao médico, porém, ele poderá avaliar se o resultado é compatível com o estilo de vida e o tratamento do paciente e, se necessário, solicitar um exame mais abrangente, como a hemoglobina glicada.

3. Colesterol

Fonte: Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

O exame de colesterol é mais um exemplo de resultado que sempre deve ser levado ao médico. Enquanto o valor desejável do HDL (“colesterol bom”) é acima de 40 mg/dl, os valores de referência para o LDL (“colesterol ruim”) variam conforme o grau de risco que a pessoa apresenta para infarto e AVC.

Para quem tem risco baixo, o LDL deve ficar abaixo de 130 mg/dl; para quem tem risco muito alto, porém, o valor máximo deve ser de 50 mg/dl. Dessa forma, para saber o que o seu resultado representa, é preciso conversar com o médico para descobrir qual é o seu grau de risco.

4. Dosagem de PSA

A dosagem de PSA (sigla para antígeno prostático específico) é um exame que mede a quantidade dessa proteína no sangue. Quando seu valor está elevado, isso indica uma possível alteração da próstata, que pode incluir desde uma inflamação e um crescimento benigno até um câncer.

Pacientes com PSA entre 4 e 10 ng/ml têm 25% de chance de desenvolver câncer de próstata, enquanto aqueles com valores acima de 10 ng/ml têm 50% de chance. Contudo, estima-se que 15% dos homens que apresentam um tumor maligno nessa glândula têm resultados de PSA inferiores a 4 ng/ml, de forma que o diagnóstico deve ser feito pela biópsia.

Embora os exames de sangue sejam ferramentas valiosíssimas para o diagnóstico e o monitoramento de problemas de saúde, devemos ter em mente que eles são recursos complementares à avaliação médica. Dessa forma, seus resultados sempre devem ser analisados em conjunto com o estado clínico do paciente.

Portanto, se você está apresentando sintomas e gostaria de investigá-los, procure o MEDPREV mais próximo para agendar sua consulta e marcar os exames necessários.

Fonte(s): Ministério da SaúdeCiência NewsUFRJMédico RespondeManual MSD e PUC-PR

A endoscopia é um exame indolor, mas a ideia de ter um tubo inserido pela boca é um pouco desconfortável. Por isso, o preparo para endoscopia serve tanto para permitir uma melhor visualização do trato digestivo quanto para reduzir os incômodos.

Embora existam outros tipos de endoscopia (como a endoscopia nasal e a ginecológica), hoje esse termo é praticamente sinônimo de “endoscopia digestiva alta”.

Dessa forma, o exame sobre o qual trataremos neste artigo se refere àquele que permite a avaliação do esôfago, do estômago e da porção inicial do intestino delgado. Isso é feito por meio das imagens capturadas pela câmera acoplada à extremidade do tubo, as quais são exibidas em tempo real em um monitor.

Orientações no preparo para endoscopia

As recomendações para antes do exame dependem da clínica onde você for fazer sua endoscopia, por isso você sempre deve se informar na hora do agendamento. Contudo, de modo geral, as orientações costumam incluir os seguintes cuidados:

1. Fazer uma dieta leve no dia anterior

O preparo para endoscopia se inicia na véspera do exame, quando o paciente deve fazer uma dieta leve. Devem ser evitados alimentos de difícil digestão, como carne vermelha, frituras e pratos com molhos gordurosos (como aqueles à base de queijo).

2. Fazer jejum de alimentos sólidos

Para garantir que o estômago esteja vazio e que o médico possa visualizar perfeitamente as paredes do trato digestivo, é necessário suspender o consumo de alimentos por 8 a 12 horas antes do exame.

O período exato pode variar dependendo da clínica de endoscopia.

3. Fazer jejum de líquidos

Uma dúvida comum sobre o jejum para endoscopia é se o paciente pode beber água. Novamente, as orientações variam de clínica para clínica, mas a recomendação geral é suspender a ingestão de líquidos de 3 a 4 horas antes do exame. Leite e bebidas alcoólicas não podem ser consumidos durante o preparo.

É importante ter em mente que o jejum de alimentos sólidos e líquidos é essencial para o sucesso do exame e o conforto e a segurança do paciente. Além de prejudicarem a visualização do interior do estômago, eventuais resíduos podem provocar vômitos e ser aspirados para o pulmão, causando complicações mais sérias.

4. Suspender alguns tipos de medicamentos

Caso seja necessário tomar algum medicamento, isso deve ser feito com pequenos goles de água. Contudo, a ingestão de grande parte dos medicamentos de uso contínuo pode ser postergada para depois da endoscopia, evitando o acúmulo de resíduos no estômago.

O paciente sempre deve se informar com a clínica onde fará o exame para saber exatamente quais medicamentos devem ser suspensos, além de conversar com seu médico para decidir a melhor conduta. Em geral, não podem ser consumidos:

  • Antiácidos, como sal de fruta, bicarbonato de sódio, hidróxido de alumínio, hidróxido de magnésio e ranitidina, entre outros;

  • Anticoagulantes, como aspirina (ácido acetilsalicílico) e medicamentos similares para “afinar o sangue”, pois eles podem causar sangramentos se houver coleta de amostra para biópsia ou retirada de pólipos;

  • Medicamentos para diabetes, como a insulina, pois eles podem causar crises hipoglicêmicas. Para pacientes diabéticos, a orientação costuma ser agendar a endoscopia para as primeiras horas da manhã e utilizar a insulina depois do exame.

Lembre-se de que qualquer alteração em um tratamento com medicamentos pode oferecer riscos à sua saúde, portanto sempre converse com seu médico antes de suspender ou postergar uma dose. E não faça a automedicação, especialmente antes de qualquer exame.

5. Estar com as unhas livre de esmaltes

A endoscopia digestiva alta é realizada com sedação intravenosa para que o paciente durma e não sinta desconfortos durante o exame.

Esse procedimento requer que os níveis de oxigenação sanguínea sejam monitorados constantemente, um cuidado que é prejudicado se as unhas estiverem pintadas.

6. Levar um acompanhante

Embora o paciente desperte logo que o exame de endoscopia termina, a sedação costuma ter efeitos como sonolência, falta de concentração e certa confusão mental que podem durar até oito horas.

Em função disso, o paciente não poderá dirigir no dia do exame e deve estar acompanhado por um adulto.

Onde fazer endoscopia

O exame de endoscopia é feito em clínicas especializadas que contam com médicos gastroenterologistas ou endoscopista.

Agende sua endoscopia pelo site ou aplicativo do MEDPREV e tenha acesso a clínicas de confiança por preços mais acessíveis.

Fonte(s): Sociedade Brasileira de Endoscopia DigestivaAbril Saúde e Hospital Sírio Libanês

Quais são os valores ideais de frequência cardíaca para um ser humano? A resposta para essa pergunta depende de uma série de fatores. Homens e mulheres, por exemplo, têm parâmetros de avaliação distintos nesse sentido. Da mesma forma, estar em repouso ou em atividade física também resulta em variações.

Em linhas gerais, podemos indicar que, para um adulto, atingir entre 60 e 100 batimentos por minuto (bpm) significa uma condição ideal. Porém quais são os limites aceitáveis para cada faixa etária? E mais, o que significa ter batimentos cardíacos abaixo ou acima da média considerada regular? E quando devemos procurar um cardiologista?

Qual é a frequência cardíaca ideal?

Antes de tudo, precisamos compreender que a frequência cardíaca ideal varia de acordo com uma série de características, entre elas a idade. Com o passar do tempo, a tendência é que a frequência cardíaca diminua. Em oposição, nos recém-nascidos o índice é mais alto.

  • De 0 a 2 anos  – entre 120 e 140 bpm;

  • Entre 8 e 17 anos – entre 80 e 100 bpm;

  • Adulto sedentário – entre 70 e 80 bpm;

  • Adultos praticantes de atividades físicas e idosos – entre 50 a 60 bpm.

Vale lembrar que esses valores funcionam como uma faixa de segurança, ou seja, permitem algumas variações para mais ou para menos. Há uma fórmula para se calcular a Frequência Cardíaca Máxima (FCM). A equação é simples:

FCM = 220 – sua idade

Por exemplo, uma pessoa com 35 anos de idade não deve praticar atividades físicas ou se colocar em situações que elevem a sua frequência cardíaca acima de 185 bpm.

Outra fórmula possível de ser utilizada é conhecida como Fórmula de Tanaka. Sua equação é a seguinte:

FCM = 208 – 0,7 x idade

Nesse caso, uma pessoa com 35 anos de idade teria como frequência cardíaca máxima o valor de 183,5 bpm, um valor muito próximo ao obtido no primeiro cálculo. Exames específicos recomendados pelo seu médico podem indicar qual é a FCM máxima para o seu organismo.

Variações na frequência cardíaca

Quando a frequência cardíaca está acima dos 100 bpm isso significa que o coração está batendo de forma acelerada. Em muitas circunstâncias, essa é uma reação natural e não chega a ser preocupante. Por exemplo, diante de fortes emoções, de situações que provoquem ansiedade, durante a realização de exercícios ou atividade sexual, entre outras.

Essa característica é conhecida como taquicardia. Ela indica que há pressão está alta (acima de 140 x 90 mmHg) e se continuar subindo a pessoa está sujeita a sofrer um infarto. Dores no peito, no braço, sensação de má digestão, tontura e suor frio são alguns dos sintomas que, se percebidos, indicam a necessidade de procurar auxílio médico imediatamente.

Em oposição, há ainda os casos em que a frequência cardíaca é reduzida para menos do que 60 bpm. Isso pode ocorrer em função da idade ou do uso de certos medicamentos para o coração. Todavia, bloqueios cardíacos ou disfunções do nódulo sinusal são condições que resultam na redução da FCM. O nome dessa condição é bradicardia. Novamente, a recomendação é buscar auxílio médico se exames mostrarem essa condição.

Seguindo as orientações de frequência cardíaca mínima e máxima, chegamos a um tabela aproximada da frequência cardíaca normal em repouso, para homens e mulheres, de acordo com a faixa etária.

Tabela de Frequência Cardíaca Normal para homens em repouso

Tabela de Frequência Cardíaca Normal para mulheres em repouso

Caso em repouso seja percebida uma FCM maior do que o valor normal para a faixa etária, isso pode indicar uma baixa capacidade cardíaca. A prática de exercícios regulares é a principal alternativa para fortalecer a capacidade muscular, permitindo que o coração consiga bombear mais sangue com menos esforço, o que resulta na redução da FCM.

Como medir a frequência cardíaca

Atualmente, é muito mais simples medir a frequência cardíaca do que já foi no passado, pois aparelhos que fazem isso hoje são muito mais acessíveis. Ainda que de forma imprecisa, até mesmo os smartphones são capazes de registrar os batimentos cardíacos de quem quer que seja.

Porém, é possível fazer isso mesmo sem acesso a nenhum equipamento. Coloque os dedos indicador e médio na parte lateral do pescoço e note que será possível sentir a pulsação. Conte, durante um minuto, quantas pulsações ocorrem. Outra opção é contar os batimentos durante 15 segundos e multiplicar os resultados por 4.

Apesar de ser possível mensurar seus batimentos cardíacos em casa, seja por meio do smartphone ou de relógios e pulseiras que contem com recursos como esses, essa forma de aferição não substitui, de forma alguma, exames médicos mais precisos requeridos pelo seu médico. Portanto, visite periodicamente o seu cardiologista para conferir se não há nenhuma alteração na sua condição cardíaca que requeira atenção. 

Acesse o site do Medprev e agende sua consulta!

Fonte(s): Revista Superinteressante, O Globo, IG Saúde, Drauzio Varella, Tua Saúde e Lusíadas.

Quando fazemos um eletrocardiograma, o exame avalia os nosso batimentos cardíacos durante um determinado período de tempo. Agora, imagine se fosse preciso ficar em uma clínica o dia todo para avaliar as mesmas características durante 24 horas.

Aqueles que se perguntam para que serve o exame cardiológico Holter acabaram de encontrar a resposta. Ele nada mais é do que uma espécie de monitor portátil que permite registrar a atividade elétrica do coração durante um dia inteiro.

A vantagem é que com ele o paciente realiza as mesmas atividades que faz em um dia normal, sendo possível para os médicos avaliar como o coração se comporta durante o sono, a prática esportiva ou momentos de estresse. Vamos conhecer mais detalhes sobre ele?

O que é e para que serve o exame cardiológico Holter?

O Holter é uma espécie de eletrocardiograma cuja função é a de gravar os batimentos cardíacos durante, no mínimo, 24 horas. A proposta por trás desse teste é a de que os médicos possam interpretar nos gráficos as variações no número de batimentos cardíacos ao longo do dia.

Esse exame é sugerido com frequência a pacientes com suspeita de arritmia cardíaca. Além disso, outros problemas cardíacos podem ser avaliados com essa ferramenta bastante prática. Porém, a simplicidade que vemos hoje nesse equipamento só foi possível graças à evolução da medicina.

O exame tem esse nome como uma homenagem ao cardiologista Norman J. Holter, responsável pelo sua criação no final da década de 40. Na época, o aparelho “portátil” pesava quase 40 quilos e para carregá-lo era necessário andar com uma mochila. Obviamente, nem todos os pacientes tinham condições de utilizar o equipamento.

Ainda assim ele representava um grande avanço para a medicina, pois à época um aparelho de ECG ocupava duas salas inteiras. Com o passar do tempo, a precisão do exame bem como o tamanho do equipamento evoluíram. Hoje ele tem o tamanho de um celular e pesa não mais do que 100 gramas.

Como funciona o Holter?

A partir de eletrodos ligados ao corpo, um cartão de memória registra os batimentos cardíacos do paciente ao longo do dia. Em um ficha à parte, o paciente deve indicar que atividades estava fazendo naquele momento. Por exemplo, ao meio dia, almoçando; às 14h, sentado trabalhando; às 18h fazendo atividade física; e assim por diante.

Depois, o médico cardiologista avalia os dados relacionados aos momentos em que houve algum evento anormal durante o registro e os associa com a atividade do momento. Por exemplo, pode ser possível descobrir batimentos cardíacos anormais durante a prática esportiva – um sinal de alerta.

Aparelhos mais modernos conseguem até mesmo transmitir os dados via internet para plataformas de telemedicina, possibilitando avaliações em tempo real, se necessário. No entanto, na maioria das vezes, a análise é feita posteriormente à devolução do aparelho.

O preparo antes do exame é bastante simples. Pede-se que os pacientes tomem banho e que não passem creme hidratante, pois eles dificultam a adesão dos eletrodos na pele. Alimentos como chocolate e bebidas estimulantes também devem ser evitados.

Por fim, para os homens que tenham muitos pelos na região do peito, poderá ser necessária uma breve depilação. O técnico responsável pela colocação do aparelho poderá realizar esse procedimento no início do exame.

Quando fazer um exame Holter?

A solicitação de um exame Holter será feita de acordo com o entendimento de um médico cardiologista. É ele que determinará se esse tipo de exame é o mais adequado ou não para o paciente, de acordo com os sintomas descritos e com as informações que ele espera obter.

Em geral, o Holter é indicado para pacientes que precisam de avaliações de disparos do coração (taquicardia), coração lento ou arritmias (falhas nas batidas). O uso de marca-passo ventricular também pode ser um indicativo da necessidade de realizar o exame.

A partir da realização do exame e da posterior análise dos resultados é que será possível determinar qual tipo de tratamento será indicado para o paciente bem como quais cuidados extras ele deverá tomar para manter uma boa condição cardiovascular.

No MEDPREV, além de agendar consultas com cardiologistas, se necessário, é possível também agendar exames Holter. Basta acessar o site ou o aplicativo para marcar a sua consulta.

O teste de gravidez de farmácia é a primeira opção de muitas mulheres para saber se há um bebê a caminho ou não. Mas será que esse método é mesmo confiável? 

Para esclarecer essa dúvida, é preciso entender como a gestação acontece e como o teste pode detectá-la. Confira: 

Como acontece a gestação

A fecundação (encontro do óvulo com o espermatozóide) acontece quando há uma relação sexual desprotegida (sem o uso de preservativo) durante o período fértil da mulher, desde que ela não utilize nenhum método anticoncepcional como pílula, injeção ou DIU.

O período fértil corresponde a um intervalo de cerca de sete dias durante o qual ocorre a ovulação (liberação do óvulo pelo folículo). Essa fase costuma acontecer mais ou menos na metade de um ciclo menstrual regular, mas isso não é uma regra e pode variar de um mês para o outro.

teste de gravidez

O óvulo não fecundado sobrevive por cerca de 24 horas, enquanto os espermatozoides podem resistir no organismo da mulher por até 5 dias. Por isso, costuma-se considerar que o período fértil se inicia 5 dias antes da ovulação e termina 2 dias depois dela.

Caso haja concepção, o zigoto (óvulo fecundado) viaja pelas tubas uterinas até chegar ao útero, onde ele vai se fixar. Esse processo é conhecido como nidação ou implantação e é ele que marca o início de uma gravidez.

Como funciona o teste de gravidez de farmácia

A partir da implantação do zigoto no útero materno, inicia-se a produção do hCG (hormônio gonadotrofina cariônica humana). Esse hormônio é produzido quase que exclusivamente durante a gestação e, portanto, pode ser utilizado como parâmetro nos exames de gravidez, seja no teste de farmácia ou no exame de sangue.

O hCG é constituído pela unidade alfa, que é muito semelhante a outras substâncias presentes no organismo, e pela unidade beta, que tem uma estrutura química única. Por isso, é muito comum ouvir falar em “exame de beta-hCG”, já que os exames detectam especificamente a unidade beta desse hormônio.

Como o hCG é filtrado pelos rins, parte dele é eliminada pela urina. Assim, o teste de gravidez de farmácia consiste em uma tira de papel ou um dispositivo que deve ser mergulhado na urina, coletada em um recipiente limpo, para verificar a presença desse hormônio. 

Essas tiras ou dispositivos costumam apresentar duas janelas: uma que informa se o teste foi executado corretamente, com a quantidade certa de urina (janela de controle), e outra que informa a presença ou a ausência do beta-hCG (janela de resultado).

teste gravidez

As instruções de como realizar o teste e interpretar seus resultados variam de acordo com o fabricante. Porém, de forma geral, os resultados possíveis são os seguintes:

  • Janela de controle em branco + janela de resultado em branco ou com um risco: teste de gravidez inválido (ocorreu algum problema na execução do teste e não é possível dizer se ele é positivo ou negativo);

  • 1 risco na janela de controle + janela de resultado em branco: teste de gravidez negativo (não há gestação em curso);

  • 1 risco na janela de controle + 1 risco na janela de resultado: teste de gravidez positivo (há gestação em curso).

Lembre-se de que os riscos podem desaparecer poucos minutos depois do teste, mas isso não invalida o resultado inicial.

O teste de gravidez de farmácia é confiável?

Embora este seja um método bastante simples e acessível, o teste de gravidez pode sim ter uma alta confiabilidade – desde que ele seja feito na hora certa e de maneira adequada. Caso seja feito cedo demais, o teste pode dar um falso-negativo, ou seja, ele indicará que não há gestação em curso, mesmo que a mulher esteja grávida.

Isso acontece porque o zigoto leva cerca de seis dias para percorrer a tuba uterina, chegar ao útero e fazer a nidação. A partir desse momento, ele já começa a produzir o hCG, mas suas quantidades ainda são muito baixas para serem detectadas na urina.

teste de gravidez positivo

Por isso, o teste de gravidez de farmácia é mais confiável quando realizado a partir do primeiro dia de atraso menstrual, momento em que a produção de hCG já teria aumentado e ele já poderia ser detectado na urina.

Apesar disso, alguns testes mais sensíveis são capazes de detectar a presença do hormônio na urina poucos dias antes do atraso menstrual. Nesse caso, recomenda-se fazer o teste de gravidez com a primeira urina da manhã, quando o hCG estaria mais concentrado.

Se a menstruação não vier mesmo depois de um teste com resultado negativo, recomenda-se aguardar de 3 a 5 dias e repetir o teste para descartar a hipótese de um falso-negativo.

Vale lembrar que um teste de gravidez de farmácia dificilmente terá um resultado falso-positivo, ou seja, é muito raro que esse teste aponte uma gestação que na verdade não existe.

Quando fazer o exame de sangue para saber se você está grávida

Embora os testes de gravidez de farmácia estejam mais precisos, o exame de sangue para detectar o hCG ainda é o método mais confiável para identificar uma gestação, além de ser capaz de dar um resultado verdadeiro mais cedo.

beta hcg

Como o exame de sangue é mais sensível para o hCG, não é necessário aguardar até o atraso menstrual. Assim, ele pode ser feito até 5 dias antes da data prevista da menstruação ou 10 dias depois da fecundação. Antes disso, porém, ele também pode dar um resultado falso-negativo.

Outra vantagem do exame de sangue é que, além de indicar a presença ou a ausência do hCG (exame qualitativo), ele pode revelar a concentração desse hormônio na corrente sanguínea (exame quantitativo). A partir desse dado, é possível ter uma ideia geral sobre a evolução da gestação.

Se você desconfia que pode estar grávida ou se sua menstruação está atrasada por 15 dias ou mais, é recomendável fazer um exame de sangue para pesquisar o hCG. Utilize o aplicativo ou o site do MEDPREV para agendar seu exame e obtenha o resultado mais confiável.

Fonte(s): Revista CrescerUniversa UOL e Minha Vida

Você provavelmente já deve ter reparado que muitos ginecologistas também são obstetras, mas talvez não saiba qual é a diferença entre essas duas denominações, já que elas aparecem juntas com bastante frequência.

Tanto o ginecologista quanto o obstetra são médicos que cuidam da saúde da mulher, de forma que suas funções acabam se sobrepondo no dia a dia. Porém, existem alguns pontos que são específicos de cada profissional e devem ser levados em consideração na hora de escolher seu médico.

O que faz o ginecologista?

O ginecologista é o médico especializado em ginecologia, a área da medicina que estuda o funcionamento e os distúrbios do sistema reprodutor feminino. Dessa forma, esse médico cuida de órgãos como vulva, vagina, útero, ovários e mamas, diagnosticando e tratando doenças que possam acometê-los.

o que faz um ginecologista

Além disso, o ginecologista está apto a avaliar e tratar a saúde da mulher como um todo, incluindo problemas do aparelho urinário e do sistema digestivo, desequilíbrios hormonais e osteoporose, entre outros.

O papel do ginecologista na adolescência

O ideal é que a primeira consulta ao ginecologista aconteça logo que surgirem os primeiros sinais da puberdade (como o crescimento das mamas e dos pelos pubianos) por volta dos 8 ou 9 anos, ainda antes da menstruação. 

Nessa fase, o ginecologista pode avaliar o desenvolvimento das características sexuais da pré-adolescente, identificando eventuais indícios de atraso ou precocidade. 

Com a chegada da menstruação e a entrada na adolescência propriamente dita, esse médico também pode orientar a paciente sobre o funcionamento do próprio corpo, a sexualidade, os métodos contraceptivos e a prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis.

O papel do ginecologista na vida adulta

No decorrer da vida da mulher, o ginecologista é o médico que realiza exames de rotina da saúde feminina, como o exame de Papanicolau (preventivo do câncer colo do útero), o toque vaginal, o exame especular e o exame clínico das mamas.

Ele também pode solicitar exames complementares, incluindo exames laboratoriais de rotina (hemograma, glicemia, colesterol etc.), exame de urina, sorologia para DSTs, mamografia, ultrassom (das mamas, abdominal, pélvico, transvaginal) e densitometria óssea.

diferença ginecologia obstetrícia

Dependendo dos resultados dos exames, o ginecologista poderá tratar a paciente até sua recuperação ou encaminhá-la para outro especialista quando necessário.

Além disso, é fundamental ter o acompanhamento do ginecologista durante o climatério e a menopausa para avaliar a necessidade de fazer reposição hormonal.

Quando ir ao ginecologista

Na ausência de sintomas, recomenda-se fazer uma consulta com o ginecologista uma vez por ano para realizar os exames necessários. Porém, ele também deve ser procurado sempre que a mulher apresentar sintomas como: 

  • Secreção anormal (cor ou odor estranho); 
  • Desconforto intenso relacionado à TPM (cólicas, enxaqueca, alterações emocionais etc.);
  • Distúrbios da menstruação (atrasos recorrentes, ausência, aumento ou diminuição do fluxo menstrual, irregularidade do ciclo etc.);
  • Suspeita de contágio por DSTs;
  • Dores na região pélvica; 
  • Feridas na vulva ou no ânus; 
  • Ardência ou coceira na região íntima; 
  • Desconforto na relação sexual;
  • Queda ou ausência de libido;
  • Alterações nas mamas (surgimento de dor, mudança de coloração ou textura, extravasamento de secreções etc.);
  • Sinais da chegada da menopausa.

Além disso, caso a mulher esteja encontrando dificuldades para engravidar, recomenda-se que a primeira consulta seja feita com o ginecologista. Se houver algum fator que possa prejudicar a fertilidade, a paciente pode ser encaminhada para um especialista em reprodução humana, como o geneticista.

O que faz o obstetra?

O obstetra é o médico especializado em obstetrícia, o ramo da medicina responsável pelo estudo da reprodução nas mulheres, incluindo tanto seu funcionamento quanto seus possíveis distúrbios. 

o que faz o obstetra

Assim, esse profissional está preparado para acompanhar todos os aspectos de uma gestação e do desenvolvimento do feto. Suas funções começam no planejamento da gravidez, seguem por todo o curso da gestação até o parto e encerram-se ao fim do puerpério (período pós-parto). Saiba mais sobre o que faz o obstetra em cada uma dessas fases:

Planejamento da gravidez 

Em gestações planejadas, o obstetra avalia a saúde geral e reprodutiva da mulher e a orienta em relação aos cuidados antes da concepção, como a necessidade de fazer exames, tomar vacinas ou ingerir ácido fólico.

Durante a gravidez (acompanhamento pré-natal)

Dependendo do estágio da gravidez, o obstetra calcula a idade gestacional e a data provável do parto, avalia a saúde da mulher e o desenvolvimento do feto por meio do exame clínico e solicita exames de sangue e exames de ultrassom.

diferença ginecologista obstetra

Nessa etapa, esse médico é fundamental para identificar, controlar e tratar de forma precoce qualquer problema que possa elevar o risco da gravidez, como diabetes gestacional e pré-eclâmpsia.

Parto

Com a aproximação da data provável do parto, o obstetra orienta a gestante sobre o melhor tipo (vaginal ou cesariana) considerando tanto o desejo da mulher quanto eventuais fatores de risco para cada caso. 

Além disso, no momento do nascimento propriamente dito, o obstetra estará ao lado da paciente para realizar e coordenar todos os procedimentos necessários para que o parto seja seguro e o mais tranquilo possível.

Puerpério (pós-parto)

No puerpério, o obstetra acompanha a recuperação física e emocional da mulher, podendo identificar e tratar problemas como a depressão pós-parto.

Todo ginecologista é obstetra?

Quase. No Brasil, os médicos que trabalham com os órgãos reprodutivos femininos costumam ser tanto ginecologistas quanto obstetras porque existe apenas um tipo de especialização, chamada de Ginecologia e Obstetrícia.

Na prática, porém, o médico pode optar por se especializar ainda mais e fazer novos cursos e, dessa forma, acabar atuando mais com ginecologia do que com obstetrícia ou vice-versa. De qualquer maneira, como esse profissional sempre tem a formação básica, ele está apto para atuar nas duas áreas, podendo encaminhar a paciente para um colega se necessário.

Marque sua consulta com um ginecologista ou obstetra pelo site do MEDPREV ou pelo aplicativo e esclareça qualquer dúvida que tenha restado.

Fonte(s): TerraEngravidar e Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia

Cenas de terror para qualquer pai ou mãe: seu filho quer muito dar uns mergulhos, mas não é possível entrar no clube sem ter um carimbo na carteirinha e não há ninguém disponível para realizar o exame médico para usar piscinas. Ou seja, garantia de muita frustração para toda a família.

Algumas vezes, o famoso exame exigido para o uso de piscinas coletivas em locais como clubes, resorts, parque aquáticos, termas, academias e até mesmo condomínios realmente pode parecer um inconveniente.

Contudo, na verdade esse procedimento é crucial para garantir a qualidade da água e preservar a saúde de todos os banhistas, principalmente dos pequenos.

A importância do exame médico para usar piscinas

Enquanto relaxar em uma piscina é um convite irrecusável para os adultos em dias de calor intenso, as crianças querem mesmo é dar pulos infinitos, descer pelo tobogã a toda velocidade e curtir muitas brincadeiras na água.

Além disso, mais do que recreação e lazer, a piscina é um excelente local para a prática de atividades físicas para todas as idades, seja durante a aula de natação ou de hidroginástica.

Porém, apesar de seus benefícios, a utilização das piscinas exige alguns cuidados, pois elas podem ser um meio muito propício para a transmissão de doenças, especialmente infecções causadas por fungos (as famosas micoses), bactérias e vírus.

Embora a aplicação de cloro na higienização da piscina ajude a eliminar esses microrganismos e a reduzir o risco de contágio, a transmissão ainda pode acontecer em lugares que estão continuamente úmidos, como vestiários, duchas, chuveiros e lava-pés.

Assim, além de realizar o tratamento da água, é dever dos clubes e de outros locais responsáveis pela manutenção de piscinas adotar medidas como exigir um exame médico de todos os seus frequentadores (incluindo banhistas e empregados), de modo a evitar o acesso de pessoas com doenças de pele contagiosas e prevenir a disseminação dessas infecções.

Como é feito o exame médico para usar piscinas

Esse procedimento se trata de um exame dermatológico rápido, indolor e relativamente simples, mas que deve ser realizado por um médico devidamente habilitado – afinal, é preciso ter olhos treinados para diferenciar manchas inofensivas de uma infecção de pele.

De acordo com o Conselho Federal de Medicina, recomenda-se fazer o exame cada três meses em indivíduos saudáveis, mas as normas podem variar conforme o regulamento de cada administrador de piscina.

Muitas vezes, os clubes e complexos aquáticos oferecem esse serviço no próprio local. Nesse caso, ele sempre deve ser realizado em uma sala que ofereça as mesmas condições do consultório, incluindo privacidade, temperatura confortável e iluminação adequada.

Para que o médico possa realizar o exame, os frequentadores devem ser orientados a comparecer utilizando trajes de banho e sem maquiagem ou esmalte.

O procedimento é feito por meio da inspeção de mãos, pés, unhas, espaços entre os dedos, orelhas, axilas, virilhas, tronco e membros em busca de lesões que indiquem uma micose ou outro tipo de infecção.

Para diferenciar uma doença contagiosa de sinais inofensivos na pele, o médico leva em conta a presença de manchas, cicatrizes, nódulos ou placas e avalia características como cor, textura, formato e distribuição pelo corpo.

Caso seja identificada uma infecção, como micose de unha e de pés (frieira), candidíase inguinal (nas virilhas), foliculite e impetigo, entre outras, o paciente não obterá a permissão para utilizar a piscina, devendo ser encaminhado para o tratamento.

Dicas e cuidados para evitar doenças transmitidas em piscinas

Além de verificar a exigência de exame médico para usar piscinas, o ideal seria ter acesso aos protocolos de desinfecção de todos os ambientes e aos resultados dos testes de qualidade da água, mas esses dados dificilmente estão à disposição dos banhistas.

Mesmo assim, ainda existem alguns cuidados que você pode seguir para reduzir o risco de contrair uma doença infecciosa em piscinas e aproveitar o verão com muita saúde. Conheça os principais:

  • Observe as condições de higiene da piscina: água cristalina e que permite a visualização do fundo é sinal de piscina limpa, enquanto água turva indica que pode haver contaminação. Além disso, as bordas e os azulejos não devem apresentar lodo nem estar escorregadios ou pegajosos;
  • Verifique se a água está sendo filtrada: procure identificar se há barulho proveniente do motor de filtragem, o que indica que a água da piscina está constantemente passando por filtros que retêm grande parte das impurezas;
  • Utilize chinelos fora da água: locais que estão sempre úmidos, como vestiários, saunas, chuveiros e lava-pés, são favoráveis à multiplicação de microrganismos, por isso sempre utilize chinelos ao frequentá-los. Essa dica também vale ao caminhar ao redor da piscina, pois o cloro evapora rapidamente nessa região, permitindo a proliferação de fungos;
  • Evite o contato direto com cadeiras: as espreguiçadeiras que ficam em volta da piscina e as bancadas das saunas também podem abrigar microrganismos causadores de doenças. Para se prevenir, cubra-as com uma toalha ou canga antes de se sentar;
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal: itens como toalhas, escovas, pentes, bonés e chinelos não devem ser compartilhados, pois eles podem servir como meio de transmissão de doenças;
  • Passe pela ducha antes e depois de usar a piscina: as duchas disponíveis devem ser utilizadas tanto para remover impurezas do corpo antes de entrar na água quanto para eliminar contaminantes ao sair dela;
  • Tome banho assim que possível: além da ducha, tome um banho completo o mais rápido possível depois de sair da piscina, pois isso ajudará a remover microrganismos que tenham se instalado na sua pele. Além disso, você evita permanecer com a roupa de banho molhada por muito tempo, o que também favorece as infecções;
  • Faça o tratamento completo em caso de doença: o tratamento de frieiras leva cerca de 3 meses, enquanto o de micoses de unha leva até 6 meses para as mãos e 12 para os pés. Mesmo que haja uma melhora aparente, o uso dos medicamentos deve ser mantido conforme a orientação médica, pois o fungo pode voltar ainda mais forte.

Além dessas dicas, saiba que é possível agendar uma consulta com o dermatologista diretamente pelo aplicativo do MEDPREV. Assim, você terá uma avaliação completa incluindo o exame médico para usar piscinas e a verificação de sinais que podem evoluir para doenças mais graves, como o câncer de pele. Vale a pena se prevenir e aproveitar o verão!

Fonte(s): CRM-PR, Portal Medico, Portal Medico e BBC 

Cerca de 75% dos casos de câncer de próstata acontecem em homens acima dos 65 anos, mas os cuidados e o rastreamento dessa doença devem começar bem antes disso. Sendo assim, é muito importante saber qual a idade certa para fazer o exame de próstata, também conhecido como exame de toque retal.

Embora esse exame ainda desperte muita desconfiança, ele se trata de um procedimento simples, rápido e indolor, mas que ao mesmo tempo permite ao médico identificar se a próstata apresenta alguma alteração sugestiva de malignidade, como inchaço ou nódulos.

Quando diagnosticado precocemente, o câncer de próstata oferece grandes chances de cura e o tratamento é menos agressivo. Porém, essa é uma doença silenciosa, o que faz com que muitos casos sejam descobertos apenas quando o tumor já se espalhou para outros órgãos, principalmente os ossos, em um estágio muito mais avançado e de difícil tratamento.

Por isso, é essencial que os homens mais maduros fiquem atentos para iniciar o acompanhamento com o urologista, o médico especialista no sistema urinário e reprodutivo, que está disponível pelo MEDPREV.

Quando fazer o exame de próstata

Quando o assunto é saúde e prevenção de doenças, muitas vezes não existe consenso entre os especialistas – e esse é o caso dos exames para rastreamento e diagnóstico do câncer de próstata.

Um dos motivos para isso é que o risco de desenvolvimento de um tumor envolve muitos fatores que variam de pessoa para pessoa, de modo que a recomendação só pode ser feita depois de uma avaliação com o urologista.

Contudo, é possível ter uma ideia da idade média em que os homens devem iniciar a rotina de exames preventivos. Para isso, adotamos as orientações da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), que leva em consideração os principais fatores de risco para o câncer de próstata: histórico familiar da doença, etnia negra e obesidade.

Assim, quando os homens não apresentam sintomas de problemas nessa glândula, é possível dividi-los em dois grupos com diferentes recomendações:

1. Homens sem fator de risco: 50 anos

O processo de envelhecimento se torna mais intenso a partir dos 35 anos, e as alterações na próstata também começam a surgir em torno dessa idade. Porém, o desenvolvimento de um câncer nessa glândula é bastante lento, podendo levar até 15 anos para que um tumor atinja 1 cm³.

Dessa forma, a SBU recomenda que os homens sem casos desse tipo de neoplasia na família e que não sejam negros nem obesos iniciam o acompanhamento com o urologista aos 50 anos. Dependendo das condições individuais de cada paciente, o exame de toque poderá ser indicado.

Outro exame que pode ser solicitado é a dosagem de PSA (sigla para o termo em inglês equivalente a “antígeno prostático específico”). Esse exame utiliza uma amostra de sangue para detectar uma proteína que indica problemas na próstata.

2. Homens com fatores de risco: 45 anos

Diversos estudos científicos mostram que há um componente genético, transmitido de geração para geração, que aumenta o risco de desenvolvimento de tumores malignos.

Por isso, homens que tenham muitos casos de câncer na família, especialmente o câncer de próstata e em parentes de primeiro grau, devem procurar o urologista aos 45 anos. Assim como para os pacientes sem fatores de risco, a recomendação para a realização do exame de toque retal e do PSA depende da avaliação do urologista para cada pessoa.

Essa mesma recomendação também é válida para pacientes negros e obesos, pois há uma correlação entre a maior produção de melanina (pigmento da pele) e o acúmulo de gordura corporal com riscos mais elevados para o desenvolvimento desse câncer.

Ressalvas do Ministério da Saúde e da OMS

Apesar das orientações da SBU, é importante destacar que o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde não recomendam o exame de próstata e a dosagem de PSA para homens que não apresentam sintomas.

De acordo com essas entidades, esses exames podem resultar em falsos-positivos que levam a biópsias desnecessárias ou, então, diagnosticar um câncer de próstata de baixa agressividade, para o qual o tratamento seria mais agressivo do que a própria doença.

Desse modo, a melhor opção é sempre contar com a avaliação do médico especialista, que levará em conta as condições individuais do paciente para solicitar os exames.

Sintomas de câncer de próstata: quando a consulta com o urologista é urgente

O câncer de próstata geralmente é assintomático em fase inicial, por isso é importante começar a rotina de consultas mesmo que o organismo esteja aparentemente saudável.

Contudo, em alguns casos mais raros, esse tipo de tumor pode apresentar sintomas desde seu surgimento, os quais incluem:

  • Dificuldade para urinar, levando mais tempo para começar e terminar;
  • Redução do fluxo da urina (o jato fica fraco);
  • Necessidade de urinar com mais frequência durante o dia ou à noite;
  • Presença de sangue na urina.

Esses sintomas não são exclusivos do câncer de próstata e, na maior parte das vezes, indicam a hiperplasia prostática benigna (crescimento benigno que afeta mais de 50% dos homens com mais de 50 anos) e a prostatite (inflamação com presença de bactérias).

De qualquer maneira, é recomendável consultar o especialista o mais rápido possível para investigar a origem do problema e receber o tratamento adequado.

Apesar disso, lembre-se de que a maior parte dos casos desse tipo de câncer se desenvolve de forma silenciosa, por isso continua sendo fundamental saber qual a idade certa para fazer o exame de próstata e iniciar o acompanhamento com o urologista.

Fonte(s): INCAAbril SaúdeZero Hora e SBU