O jejum intermitente faz bem ou mal à saúde?

Uma das dietas que estão em alta na atualidade é o jejum intermitente, que consiste em passar longas horas (ou dias) sem comer. Adotado por várias celebridades, ele promete uma perda de peso rápida. Mas será que o jejum intermitente faz bem ou mal para a nossa saúde?

Conhecer como funciona essa dieta e os riscos e benefícios que ela pode trazer para o seu corpo é essencial antes de você optar por seguir esse programa alimentar.

O que é o jejum intermitente?

Como o próprio nome da dieta sugere, esse programa consiste em passar um período sem ingerir nenhum tipo de alimento. Esse período pode variar de 12 a 36 horas – isso mesmo, a pessoa pode ficar até mesmo um dia e meio em restrição alimentar.

O jejum intermitente surgiu como contraponto à recomendação de que devemos fazer refeições leves de três em três horas e jamais passar tanto tempo assim sem comer, defendida pela maior parte dos nutricionistas.

Há diferentes formas de seguir essa dieta, mas, em geral, ela consiste em dividir as horas ou os dias da semana entre períodos em que a pessoa se alimenta (chamados de “janelas de alimentação”) e períodos de jejum ou de extrema restrição alimentar. Existem três métodos mais conhecidos de fazer o jejum intermitente:

    • Método LeanGains: os homens devem fazer jejum de 16 horas, com janela de alimentação de 8 horas. As mulheres, por sua vez, devem ficar em jejum por 14 horas e se alimentar durante um período de 10 horas. Durante o jejum, é permitido apenas o consumo de água, chá e café sem açúcar.
    • Dieta do Guerreiro: consiste em um jejum parcial de 20 horas (incluindo o sono) e uma janela de alimentação de apenas quatro horas, quando é feita uma única refeição bem reforçada. Durante o jejum, é permitido consumir algumas frutas e vegetais crus.
    • Comer, Parar, Comer: consiste em fazer 24 horas de jejum uma ou duas vezes por semana, sendo permitido consumir apenas líquidos sem açúcar durante o período de restrição.

Como você pode imaginar, ficar tantas horas sem comer certamente vai resultar em uma perda de peso, pois o organismo será obrigado a utilizar suas reservas como combustível para continuar funcionando.

Além disso, os adeptos do jejum intermitente – principalmente os criadores dos diferentes métodos dessa dieta – afirmam que a prática reduz o risco de doenças cardiovasculares, diminui os níveis de colesterol, melhora quadro de diabetes e combate inflamações e doenças autoimunes.

Esses benefícios, porém, só foram parcialmente demonstrados cientificamente em pesquisas com ratos, não com seres humanos. Por isso, adotar o jejum intermitente pode não ser uma ideia tão boa assim, dando espaço à estratégia da alimentação fracionada.

O jejum intermitente faz bem ou mal ao nosso corpo?

Apesar das alegações dos criadores da dieta e das celebridades que a adotaram, a maior parte dos nutricionistas e dos médicos especializados em nutrição e endocrinologia é categórica ao afirmar que o jejum intermitente é prejudicial ao nosso organismo.

Em primeiro lugar, é preciso considerar que o emagrecimento resultante dessa prática não é sustentável. Ao passar longos períodos sem comer, seu corpo entende que está em privação e vai fazer de tudo para armazenar o máximo de gordura possível, causando uma redução do metabolismo que vai atrapalhar o processo de perda de peso.

O emagrecimento que algumas pessoas observam durante o jejum intermitente corresponde, na verdade, a uma perda muscular. Ou seja, a pessoa até fica mais leve, mas não eliminou gordura e provavelmente está com deficiência de vitaminas.

Mesmo que a pessoa consuma suplementos vitamínicos durante o jejum, eles não fornecem os carboidratos e as proteínas necessárias para o funcionamento do organismo. Como resultado, ficamos mais propensos a sofrer quedas de pressão, desmaios, crises de hipoglicemia, câimbras e desequilíbrios eletrolíticos, que levam à desidratação mesmo que a pessoa tome água.

Diante disso, os quilos que eventualmente foram perdidos com o jejum intermitente logo vão voltar com o famoso efeito sanfona, pois a pessoa não aguenta manter esse tipo de dieta por muito tempo.

Talvez você já faça jejum intermitente sem se dar conta – e ele não funciona

Embora os nutricionistas aconselhem que façamos refeições de três em três horas, a maioria das pessoas passa muito mais tempo sem comer. É comum encontrarmos pessoas que fazem apenas as três refeições principais, sem nenhum tipo de lanche nos intervalos. Entre o almoço e o jantar, por exemplo, a pessoa pode passar de 5 a 7 horas sem comer, o que já caracterizaria um jejum intermitente todos os dias.

Outro exemplo disso está nas pessoas que pulam o café da manhã: se elas jantaram às 20h e sua próxima refeição será o almoço às 12h, elas vão ficar quase 16 horas em “jejum intermitente”. Porém, nem todo mundo que faz isso é necessariamente magro, o que indica que essa não é a melhor forma de perder peso.

Desvantagens do jejum intermitente para as funções cerebrais e emocionais

Outro problema do jejum intermitente é que, quando passamos longos períodos sem comer, nossa memória e concentração começam a ser prejudicadas. Isso atrapalha nosso rendimento nos estudos e no trabalho, pois não conseguimos manter a produtividade.

Ainda, ficamos mais sujeitos a cometer erros e a causar ou sofrer acidentes, inclusive no trânsito, pois não conseguimos prestar a atenção necessária no que estamos fazendo.

Quando falta combustível para o corpo e para a mente, também é comum ficarmos mais irritados e ansiosos, com uma tendência maior de causar atritos na vida profissional e pessoal simplesmente porque estamos com fome. As consequências disso vão desde mal-entendidos até a perda de oportunidades no trabalho e problemas nos relacionamentos pessoais.

Ainda dentro dos problemas que o jejum intermitente pode causar à nossa saúde mental, também devemos considerar um possível incentivo a comportamentos de risco em relação à alimentação. Ao adotar uma dieta tão restritiva como essa, algumas pessoas podem ficar obsessivas por reduzir mais e mais a ingestão de calorias.

Com isso, há um risco aumentado do desenvolvimento de distúrbios como a anorexia e a bulimia, pois a pessoa passa a ignorar as necessidades do seu organismo, desejando apenas comer cada vez menos.

Para piorar a situação, a pessoa encontra justificativa para esse comportamento em sites, livros e comunidades virtuais que defendem o jejum intermitente, o que dificulta ainda mais o reconhecimento do problema e o seu tratamento.

Por isso, se você estiver se perguntando se o jejum intermitente faz bem ou mal, saiba que ele oferece muito mais prejuízos do que benefícios. O emagrecimento definitivo e saudável só é possível com exercícios físicos e reeducação alimentar.

Tags: Saúde, cuidado do corpo, medprev, hospital, clínicas, agendamento, jejum, perder peso, emagrecer, alimentação fracionada

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Você precisa perder alguns quilinhos e não consegue nem pensar em frequentar uma academia? Então saiba que as caminhadas leves são uma ótima opção para emagrecer, principalmente para os iniciantes.

Dar algumas voltas na praça acelera a queima de gordura, fortalece músculos e ossos, aumenta a capacidade cardiorrespiratória e ajuda a prevenir até mesmo a pressão alta e o infarto. Se você está começando agora, confira nossas dicas para tornar a caminhada mais segura e eficiente:

1. Entenda o ritmo da caminhada leve

“Caminhada leve” não é um exercício muito puxado, mas também não deve ser como um passeio despreocupado para ver as vitrines. Para que você realmente consiga emagrecer, é necessário entender o ritmo adequado.

Se você for caminhar na esteira, ajuste a velocidade para 5 a 6 km/h. Se for caminhar ao ar livre, adote um ritmo confortável, que não impeça você de conversar normalmente e não aumente muito a transpiração. Você pode utilizar um aplicativo de celular para monitorar sua velocidade.

2. Tenha um programa de caminhadas

Quem está começando a fazer caminhadas leves deve praticar durante 30 a 60 minutos pelo menos três vezes por semana. Para emagrecer, o ideal é fazer caminhadas de 1 hora no mínimo, de acordo com os especialistas no assunto.

3. Mantenha um registro das suas caminhadas

Você já ouviu falar que fazer um diário de alimentação ajuda a emagrecer, pois essa ferramenta nos ajuda a prestar mais atenção no que comemos? Pois saiba que um diário de caminhadas também auxilia a perda de peso.

Anotar dia, horário, duração e intensidade da caminhada é uma forma de acompanhar seu progresso e se automotivar a continuar.

4. Utilize um aplicativo de caminhada para facilitar a sua vida

É muito mais fácil seguir as dicas anteriores se você utilizar um app de caminhada ou corrida. Esses aplicativos são capazes de medir vários dados do seu exercício, como duração, velocidade média, quantidade de passos e calorias perdidas, além de registrar data, horário e local da caminhada.

Com o passar do tempo, você pode até acessar um gráfico com os registros das suas caminhadas e visualizar quanto você progrediu nesse período.

Duas opções que você pode testar são o Runtastic e Runkeeper, que estão disponíveis em versão gratuita para celulares Android e iOS.

5. Dê preferência à caminhada ao ar livre

Fazer caminhadas leves na esteira certamente ajuda a emagrecer, mas fazer isso ao ar livre é ainda melhor. Isso acontece porque, ao dar uma volta em um parque ou praça, você entra em contato com a natureza e a luz natural, o que é excelente para a nossa saúde mental.

Ao “tomar um ar”, você refresca a cabeça e diminui sintomas do estresse e da ansiedade, que poderiam fazer você comer mais do que o necessário. Dessa forma, caminhar ao ar livre é uma opção ainda mais interessante para quem quer emagrecer.

6. Utilize um tênis adequado

Existem muitos tênis cheios de tecnologia disponíveis no mercado, e você pode usar um deles se preferir. Porém, esses modelos costumam ser muito caros e não vão fazer muita diferença se você não estiver interessado em participar de competições.

Neste momento, o mais importante é que você utilize um tênis confortável e que deixe você seguro, sem causar bolhas ou calos. A caminhada leve não é uma atividade de alto impacto, de forma que um tênis simples será suficiente.

7. Carregue o tênis com você se possível

Se você já costuma fazer caminhadas leves para ir e voltar do trabalho, por exemplo, procure fazer isso usando tênis e carregue o sapato “do escritório” com você.

Fazer esse percurso usando sapato social ou com salto até pode funcionar como exercício, mas esse tipo de calçado pode favorecer o surgimento de bolhas, calos e lesões nas articulações.

8. Proteja-se do sol ao se exercitar ao ar livre

Se você escolheu caminhar ao ar livre, é importante se proteger dos efeitos negativos causados pelo sol. De preferência, faça sua caminhada antes das 10h ou após as 17h, quando os raios solares são menos incidentes e a temperatura costuma ser um pouco mais amena.

Ao caminhar durante o dia, é importante utilizar protetor solar no rosto, pescoço, braços e pernas mesmo que o céu esteja nublado, pois a radiação atravessa a camada de nuvens e favorece o envelhecimento precoce e o câncer de pele. Também vale usar óculos escuros e chapéu ou boné para aumentar sua proteção.

9. Consulte um médico antes de iniciar um programa de exercícios

Sempre que for iniciar uma nova atividade física, você deve consultar um médico para saber se ela é adequada para você. A caminhada é um dos exercícios mais democráticos que existem, mas ela pode ser contraindicada em caso de lesões ortopédicas, hérnia de disco ou hipertensão.

Sentir dores, tonturas ou mal-estar durante a atividade física não é normal, por isso você deve parar imediatamente e procurar auxílio médico. Caminhas leves são excelentes para emagrecer, mas nem por isso você deve descuidar da sua saúde durante o exercício.

Fonte(s): Viagens e Andanças, M de Mulher e Boa Forma

Tags: Saúde, cuidado do corpo, medprev, hospital, clínicas, agendamento, emagerecer, perder peso

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Suas roupas não estão mais servindo? Você não está feliz com seu reflexo no espelho? Ou o médico alertou que, se você não tomar uma providência, sua pressão continuará subindo e você corre o risco de desenvolver diabetes? Seja qual for o motivo para querer emagrecer, é preciso saber como perder peso com saúde.

Estar satisfeito com a sua própria imagem e se sentir bem ao vestir uma roupa especial são coisas importantes e que fazem muito bem à nossa autoestima.

Porém, mais do que uma questão estética, estar dentro de uma faixa de peso saudável é uma das principais medidas de prevenção de uma série de doenças, como diabetes, hipertensão, colesterol alto, problemas cardiovasculares e até mesmo alguns tipos de câncer.

Confira nossas dicas de como perder peso com saúde:

1. Esqueça as dietas malucas

Basta entrar no Instagram ou dar uma olhadinha nas revistas que ficam perto do caixa do supermercado que você vai encontrar uma infinidade de “dietas milagrosas” que prometem acelerar o emagrecimento. Seja a dieta da lua, do suco, do limão ou qualquer outra, saiba que esses programas de perda de peso não são nada sustentáveis.

Pode até ser que você elimine alguns quilos nas primeiras semanas; contudo, como eles são muito restritivos, o organismo logo sentirá falta dos nutrientes necessários e entrará em “modo de economia”, ou seja, seu corpo vai armazenar tudo o que puder e os quilos vão acabar voltando.

2. Comece agora

O inverno se aproxima e, por isso, você acha mais fácil deixar para emagrecer perto do verão? Nada disso! Quanto mais o tempo passar, mais difícil será eliminar o peso excedente.

Além disso, quando esperamos a “segunda-feira” ou qualquer outra data para começar, a tendência é querer “aproveitar” o tempo restante até lá, o que nos faz consumir muito mais calorias do que normalmente faríamos.

Lembre-se de que você não precisa “se despedir do doce” ou de qualquer outra guloseima, pois uma dieta saudável de emagrecimento permite que você consuma uma sobremesa de vez em quando.

3. Não fique sem comer

Pular refeições pode parecer uma boa ideia para acelerar o emagrecimento, mas basta fazer isso algumas vezes que você logo vai descobrir quais são os prejuízos: além ficar de mau humor e sentir fraqueza, tontura e dor de cabeça, você vai ter muita fome quando finalmente for se alimentar e vai ser muito difícil controlar o apetite.

Portanto, a dica para emagrecer com saúde é fazer 5 ou 6 refeições por dia, sem exagerar nas quantidades – afinal, você sabe que vai comer de novo algumas horas depois. Para isso, faça as três refeições principais (café da manhã, almoço e jantar) e adicione pequenos lanches entre elas.

4. Saiba como montar suas refeições

Perder peso não significa passar fome, mas sim apostar na reeducação alimentar. Isso significa que é preciso saber como você deve combinar os alimentos para fornecer ao seu organismo tudo o que ele precisa sem exageros.

Se você não tiver nenhuma restrição como intolerância à lactose, doença celíaca ou diabetes, sua alimentação pode seguir um esquema como este:

  • Café da manhã: 1 fruta + 1 fatia de pão integral com requeijão light + 1 xícara pequena de café com leite desnatado sem açúcar;
  • Lanche da manhã: 1 fruta + 1 colher de sopa de cereais integrais;
  • Almoço: ½ prato de folhas verdes temperadas com limão e azeite de oliva + 3 colheres de sopa de legumes crus ou refogados + 2 colheres de sopa de arroz integral + ½ concha de feijão + 1 peito de frango ou 1 bife sem gordura ou 1 filé de peixe (grelhados);
  • Lanche da tarde: 1 pote de iogurte light + 1 colher de sobremesa de chia ou linhaça;
  • Jantar: mesmo prato do almoço ou 1 tigela de sopa sem gordura (com apenas uma fonte carboidrato) ou 1 sanduíche de pão integral + peito de frango desfiado + folhas verdes + requeijão light;
  • Ceia: 1 taça de pudim light ou 1 xícara de chá sem açúcar + 3 biscoitos integrais simples.

5. Deixe as guloseimas para ocasiões especiais

Para perder peso de forma saudável e sustentável, é preciso que sua dieta tenha espaço para que você consuma sua guloseima preferida de vez em quando. Acrescentar frutas e verduras é fundamental, mas há espaço para um deslize ocasional.

Se é seu aniversário, por exemplo, você pode comer uma fatia do seu bolo preferido, mas economize nos salgadinhos fritos. Se você vai a um churrasco com os amigos, dê preferência às carnes e saladas e tome apenas uma dose de bebida alcoólica. Se você vai a um jantar e encontra sua sobremesa preferida, sirva-se apenas uma vez e assim por diante.

A reeducação alimentar consiste justamente em saber como equilibrar aquilo que consumimos. Portanto, se você se permitiu “sair da linha” em uma ocasião, lembre-se de evitar produtos mais calóricos nos próximos dias.

6. Tenha cuidado com as bebidas alcoólicas

Elas podem parecer leves e refrescantes, mas qualquer bebida alcoólica é prejudicial ao emagrecimento – inclusive o vinho tinto, apesar de sua fama de ser antioxidante. Dessa forma, é preciso evitar ao máximo sua ingestão.

Isso acontece porque o álcool contém as chamadas “calorias vazias”, pois ele oferece 7 calorias por grama e nenhum nutriente importante para o organismo. Conheça o valor energético das principais bebidas:

  • Caipirinha de limão com açúcar: 260 kcal em 1 copo (200 ml);

  • Caipirinha de limão com adoçante: 180 kcal em 1 copo (200 ml);

  • Cerveja: 100 kcal em 1 copo (200 ml);

  • Chope: 180 kcal em 1 tulipa (300 ml);

  • Espumante: 110 kcal em 1 taça (125 ml);

  • Mojito: 250 kcal em 1 copo (200 ml);

  • Vinho tinto: 107 kcal em 1 taça (125 ml).

7. Pratique exercícios físicos

Para emagrecer, você deve consumir menos calorias do que você gasta – e a melhor forma de aumentar o seu gasto calórico é por meio da prática de exercícios físicos, especialmente os aeróbicos.

Além de treinar na academia, você pode optar por atividades como caminhada, bicicleta, corrida, dança, natação ou qualquer outra de sua preferência. Apenas lembre-se de consultar seu médico antes de iniciar um novo exercício.

8. Durma bem e reduza o estresse

Dormir menos horas do que o necessário ou ter um sono de baixa qualidade favorece o ganho de peso, pois a pessoa que não descansa à noite tende a ingerir mais calorias no dia seguinte.

Além disso, é preciso separar um tempo para o descanso e o lazer, pois o estresse está relacionado a níveis elevados de cortisol, um hormônio que aumenta o apetite.

9. Busque orientação profissional

Em vez de tentar elaborar uma dieta por conta própria, sua melhor escolha é buscar a orientação do nutricionista ou do nutrólogo, que são profissionais capacitados para avaliar as necessidades do seu organismo e montar um programa de reeducação alimentar compatível com o seu estilo de vida.

Lembre-se de que a obesidade é uma doença, e por isso ela deve ser tratada. Agende sua consulta com o MEDPREV e tenha o acompanhamento de um profissional para saber como perder peso com saúde.

Fonte(s): Boa FormaMinistério da Saúde [1] e [2]

Diversos especialistas afirmam que não há comprovação científica de que as pílulas causem aumento de peso, mas a maior parte das mulheres observa que, na prática, tomar anticoncepcional engorda – ou ao menos essa é a impressão que elas têm. Afinal, será que isso acontece mesmo?

Podemos adiantar desde já que o assunto é controverso e que não existe uma única resposta correta, pois cada organismo reage de forma diferente ao uso da pílula. Dessa forma, a melhor opção é entender como ela funciona e estar preparada para identificar os efeitos dos anticoncepcionais orais no corpo.

Como a pílula anticoncepcional evita a gravidez

O funcionamento da pílula anticoncepcional se baseia no fornecimento de hormônios sintéticos ao corpo para impedir a ovulação. Esses hormônios – análogos ao estrogênio e à progesterona – são detectados pela hipófise, que entende que essas substâncias já estão em quantidade suficiente no organismo e, como resultado, inibe a produção de FSH e LH.

Com isso, ocorre o bloqueio da ovulação, impossibilitando uma gravidez. Além disso, a pílula torna o colo do útero e o endométrio menos favoráveis à sobrevivência dos espermatozoides e a uma possível fecundação.

Hoje em dia, as pílulas costumam combinar etinilestradiol ou estradiol, hormônios sintéticos similares ao estrogênio, e gestodeno ou desogestrel, que são análogos à progesterona. Existem também as pílulas simples, que levam apenas um hormônio (geralmente derivado da progesterona).

A balança sobe, mas isso não quer dizer que você engordou

Na década de 1960, quando surgiram as primeiras pílulas, as doses de estrogênio e progesterona eram muito mais altas do que as utilizadas hoje em dia, o que realmente trazia efeitos colaterais muito fortes, como o aumento do apetite e um ganho de peso significativo.

As pílulas modernas, porém, têm concentrações de hormônio até 10 vezes menores do que os primeiros anticoncepcionais orais, de forma que a incidência e a intensidade desses efeitos foram muito reduzidas.

Contudo, muitas mulheres ainda relatam um aumento de cerca de 2 kg ao iniciar o uso da pílula, o que pode ser explicado por uma tendência a acentuar a retenção de líquidos. Ou seja, o aumento do peso não significa que a mulher engordou, mas sim que ela está mais inchada – o que também favorece a formação da celulite.

Essa dificuldade em eliminar os líquidos em excesso costuma ser mais intensa nos três primeiros meses do uso da pílula, variando conforme características individuais e alguns hábitos de vida, como o consumo de sal, a ingestão de água e a prática de exercícios físicos. Dessa forma, com a adoção de hábitos saudáveis, espera-se que a balança volte ao normal em pouco tempo.

O anticoncepcional pode dificultar o emagrecimento

Quando a mulher não faz uso da pílula anticoncepcional e a ovulação ocorre normalmente, o organismo tem um pico de testosterona, um hormônio normalmente associado aos homens, mas que também precisa existir em quantidades pequenas no corpo feminino.

Nesse caso, a testosterona é responsável aumentar o desejo, ampliando as chances de uma gravidez por favorecer as relações sexuais. Contudo, esse hormônio exerce outros efeitos no organismo das mulheres, como um aumento na disposição, a redução da ansiedade, o ganho de massa muscular e a perda de gordura.

Com o uso da pílula anticoncepcional e o consequente bloqueio da ovulação, esse pico de testosterona não acontece, o que leva a efeitos secundários. E, como você pode imaginar, além de ter uma queda da libido, a mulher tende a ficar mais cansada e desanimada, apresentar perda de massa muscular ou dificuldades para ganhá-la e desenvolver uma tendência a acumular gordura.

Desse modo, não é difícil entender que, mesmo mantendo o mesmo tipo de alimentação e a mesma rotina de treinos, uma mulher que comece a tomar anticoncepcional pode ter mais dificuldades para emagrecer, pois se torna mais difícil trocar a gordura por massa magra.

O que fazer quando a balança não para de subir

O esperado é que, depois de cerca de três meses do uso da pílula, a mulher consiga eliminar a retenção de líquidos e volte a apresentar o mesmo peso de antes. Se isso não acontecer e a balança continuar subindo, é preciso primeiro observar os próprios hábitos de alimentação e prática de exercícios físicos.

Se nada mudou (você não está comendo mais nem deixou de fazer suas atividades), será preciso conversar com o ginecologista para avaliar se este anticoncepcional é realmente o mais indicado para você e, talvez, experimentar outro tipo de pílula ou outro método.

Dependendo do caso, pode ser necessário fazer uma reposição da testosterona para obter o reequilíbrio hormonal e recuperar as funções normais do organismo – tudo sempre com acompanhamento médico.

Outros efeitos colaterais da pílula anticoncepcional

Além da retenção de líquido, os anticoncepcionais orais podem causar efeitos colaterais como náuseas, dor de cabeça, dor nos seios e sensação de peso nas pernas, especialmente nos primeiros meses de uso.

Existe ainda um efeito colateral mais perigoso: em algumas mulheres, o estrogênio sintético influencia o processo de coagulação sanguínea, aumentando os riscos de trombose – uma condição grave em que se forma um coágulo que pode viajar pelo corpo, levando a complicações como embolia pulmonar, acidente vascular cerebral e infarto. Esse risco é mais elevado para mulheres que fumam, são obesas ou apresentam histórico familiar de doenças vasculares.

Assim, além de se preocupar se tomar anticoncepcional engorda, é necessário monitorar esses outros fatores. Desse modo, o uso da pílula ou de qualquer outro método contraceptivo hormonal precisa ter acompanhamento do ginecologista, permitindo uma avaliação global do organismo e a escolha da melhor opção para cada mulher.

Fonte(s): PubMed Health, Gauchazh Vida, Revista Glamour e MDSaúde

 

Se você acompanha algum digital influencer do mundo fitness, você já teve ter ouvido dizer que tomar água com limão em jejum emagrece e traz diversos outros benefícios para a saúde e a beleza. Mas será que essa fruta tão comum no nosso dia a dia realmente tem todo esse poder?

Como geralmente acontece com qualquer dica milagrosa, é bom ficar com um pé atrás para entender quais são os reais efeitos da água com limão para o organismo – e quais deles não passam de lenda.

O que dizem os defensores da água com limão

Muita gente afirma que o consumo de água com limão diariamente antes do café da manhã traz resultados incríveis que podem ser percebidos na balança, com uma média de perda de peso de 2 a 8 kg por mês.

De acordo com os defensores dessa dica, esse efeito seria possível porque a combinação teria a capacidade de desintoxicar o organismo, ajudando a eliminar as impurezas das células e do sangue.

Além disso, o limão poderia ser incorporado à dieta no intuito de alcalinizar o organismo, o que supostamente seria um benefício para a saúde. Contudo, não é bem assim que as coisas acontecem.

Não existe receita milagrosa para emagrecer

Sempre que você se deparar com uma dica mágica para perder peso, desconfie: é muito provável que ela não tenha nenhum efeito ou, pior ainda, que seja até mesmo perigosa para o organismo.

No caso da água com limão, dizer que essa combinação emagrece é um exagero. De fato, o limão é rico em pectina, um tipo de fibra que ajuda a prolongar a sensação de saciedade e, assim, contribuir para o emagrecimento. Porém, isso só vai acontecer se forem seguidas outras medidas, como a adoção de uma dieta equilibrada e uma rotina de exercícios físicos.

Em relação aos outros benefícios comumente atribuídos ao limão, devemos esclarecer que nosso corpo não precisa passar por nenhum tipo de “detox” induzido por uma substância externa. Na verdade, a eliminação das toxinas já é feita pelo fígado e pelos rins – e eles são muito mais poderosos do que qualquer truque extra.

Além disso, não faz sentido afirmar que o limão conseguiria alcalinizar o organismo (ou seja, elevar o pH), pois nenhum ácido pode reduzir o nível de acidez do suco gástrico. Isso sem falar que, se a água com limão fosse capaz de modificar o grau de alcalinidade ou acidez do corpo, seu consumo poderia nos levar à morte, pois a sobrevivência humana está condicionada a uma faixa muito estreita de pH.

Assim como acontece com o efeito “detox”, os mecanismos fisiológicos de manutenção do equilíbrio ácido-base são muito mais potentes do que qualquer truque, e somente uma influência externa muito séria seria capaz de modificá-lo – algo como um envenenamento, e não apenas água com limão.

Benefícios reais do limão

Tomar água com limão em jejum não vai facilitar o emagrecimento por si só, mas isso não significa que essa fruta não ofereça nada de bom ao organismo. Na verdade, o limão tem sim muitas vantagens, independente de ser consumido em jejum ou não. Conheça os principais:

– Melhora da absorção do ferro e combate à anemia

Assim como outras frutas cítricas, o limão é rico em vitamina C, um nutriente fundamental para que o corpo consiga absorver o ferro que ingerimos, especialmente dos alimentos de origem vegetal. Dessa forma, o consumo regular do limão ajuda a evitar a anemia ferropriva.

– Fortalecimento o sistema imunológico

Novamente, esse benefício do limão para a saúde é resultado do conteúdo de vitamina C, que favorece o bom funcionamento do nosso sistema de defesa e deixa o organismo mais resistente a doenças infecciosas como gripes e resfriados.

– Combate ao envelhecimento

O limão nos ajuda a ter uma pele jovem e saudável por mais tempo, e o segredo mais uma vez está na vitamina C, que tem propriedades antioxidantes e contribui para atenuar os efeitos dos radicais livres e evitar as rugas e manchas.

Além disso, essa vitamina participa do processo de formação do colágeno, a proteína que dá sustentação à pele e evita a flacidez.

– Melhora da digestão

A acidez do limão estimula a produção de saliva, a produção de bile pelo fígado, o funcionamento das enzimas estomacais e a movimentação intestinal. Desse modo, o consumo dessa fruta auxilia principalmente a digestão das proteínas e a consequente eliminação dos resíduos.

Como podemos perceber, afirmar que a água com limão em jejum emagrece pode ser um exagero, mas essa fruta tem sim diversos benefícios verdadeiros. Por isso, sempre vale a pena incluí-la em seu cardápio!

Fonte(s): Bem Estar e Melhor com Saúde

 

Você já ouviu falar que iogurte emagrece? De acordo com uma pesquisa de 2017, esse alimento realmente pode auxiliar a perda de peso, sendo um bom aliado para quem deseja eliminar uns quilinhos extras – mas é preciso saber como consumi-lo.

Esse estudo foi realizado pelo Centro Especializado em Obesidade Mórbida, na Noruega, e levou em conta outras 15 pesquisas anteriores, que envolveram 957 pessoas. O resultado foi que o iogurte realmente pode ser um auxiliar do emagrecimento devido ao seu conteúdo de probióticos.

O que são probióticos?

Probióticos são bactérias que têm a capacidade de formar colônias no nosso intestino e promover uma série de benefícios para todo o organismo. Esses microrganismos podem ser encontrados em determinados alimentos, como iogurte, coalhada, leite fermentado, kefir, kombucha e chucrute.

Assim, os probióticos são bactérias que conseguem atravessar todo o nosso sistema digestivo e chegar vivas ao intestino, sendo capazes de sobreviver à acidez do estômago (que mata a maioria dos microrganismos).

Um dos benefícios dos probióticos é que, ao colonizar a mucosa intestinal, eles reduzem o espaço disponível para o crescimento de bactérias maléficas – é uma verdadeira disputa de território. Dessa forma, as bactérias do iogurte dificultam a reprodução de microrganismos que poderiam causar doenças e, ainda por cima, engordar.

Segundo uma pesquisa de 2011 feita pelo Instituto Nacional de Saúde de Phoenix, nos EUA, as bactérias “ruins” favorecem a absorção de calorias pela mucosa intestinal. E o resultado disso, como você pode imaginar, é uma tendência a engordar.

Dessa forma, o iogurte emagrece porque é uma fonte de probióticos, ou seja, ao consumir esse alimento, você está consumindo também essas bactérias “boas” que vão limitar o crescimento dos microrganismos que favorecem o ganho de peso.

Outros benefícios do iogurte e dos probióticos

Além de reduzir a ação das bactérias maléficas que nos fazem engordar, o iogurte e os demais probióticos oferecem outros benefícios para a nossa saúde, como participar da produção da vitamina K, que é essencial para a coagulação sanguínea e evita hemorragias.

Ainda, eles também fazem parte do processo de síntese dos chamados ácidos graxos de cadeia curta, que ajudam nosso organismo a combater infecções, atenuam processos inflamatórios e podem até mesmo proteger contra alguns tipos de câncer.

Como consumir corretamente o iogurte e outros probióticos

Um dos detalhes mais importantes quando se trata do consumo de probióticos é que essas bactérias boas têm uma vida relativamente curta, de no máximo uma a duas semanas. Por isso, esses alimentos precisam ser consumidos regularmente. Caso contrário, os microrganismos maléficos vão voltar a se reproduzir e a ganhar espaço na mucosa intestinal.

Além disso, é preciso dar uma mãozinha a essas bactérias boas e “alimentá-las” da forma correta. É aqui que entram os prebióticos (isso mesmo, escrito com “e”), substâncias provenientes de alguns tipos de carboidratos que nós ingerimos.

Os prebióticos são principalmente fibras capazes de atravessar o estômago intactas, sem serem digeridas. Ao chegar ao intestino, essas fibras servem como alimento para os microrganismos probióticos, ajudando-os a vencer a disputa de território contra as bactérias ruins.

Alguns dos principais alimentos mais ricos em prebióticos são raiz de chicória, alho, cebola, alho-poró, aspargo, banana, maçã, aveia, linhaça e cevada.

Qual é a perda de peso real promovida pelo consumo de iogurte?

Agora que você já conhece a relação entre os probióticos e a perda de peso, vamos voltar ao estudo realizado na Noruega para entender qual é a influência desse alimento na perda de peso.

A pesquisa realmente constatou que as pessoas que consumiram iogurte diariamente emagreceram mais em relação àquelas que consumiram um placebo (alimento sem probióticos). Entretanto, esse emagrecimento não foi muito significativo: em média, os participantes que consumiram probióticos verdadeiros perderam 0,6% do peso corporal no decorrer de 3 a 12 semanas, o que significa que uma pessoa de 70 kg teria emagrecido 420 gramas.

Por isso, para realmente constatarmos que o iogurte emagrece, é preciso dar preferência às versões naturais, sem adição de açúcar, manter uma dieta equilibrada e associar a prática de exercícios físicos. Sozinho, o iogurte infelizmente não faz milagre.

Fonte(s): Wiley Online LibraryNCBI e Dicas de Mulher (1) e (2)

Tags: Saúde, cuidado do corpo, medprev, hospital, clínicas, agendamento, emagrecer, perder peso, dieta, iogurte

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Você sabe o que é dieta low-carb? Se você já pesquisou dicas de emagrecimento na internet, é muito provável que tenha se deparado com esse esquema de alimentação, que realmente pode oferecer bons resultados para a perda de peso.

Porém, para que o organismo se mantenha saudável e você consiga manter a nova silhueta, é necessário seguir alguns cuidados ao adotar essa dieta – do contrário, sua alimentação pode acabar trazendo prejuízos.

O que é dieta low-carb

A dieta low-carb é um regime alimentar em que se reduz o consumo de carboidrato (açúcar), o nutriente que fornece energia ao organismo e que está presente em alimentos como pães, massas, cereais, tubérculos, frutas, doces etc. Para compensar essa diminuição, deve-se aumentar a ingestão de proteínas e gorduras consideradas boas.

Em uma alimentação convencional, os carboidratos correspondem de 50% a 55% dos nutrientes ingeridos. Não existe uma porcentagem exata de carboidratos que possam ser consumidos na dieta low-carb, porém, mesmo com 10% de redução, já é possível observar seus efeitos – entre eles, a saciedade prolongada, a diminuição dos níveis de triglicerídeos no sangue, o aumento do colesterol bom (HDL) e o controle da pressão arterial.

Contudo, o efeito mais famoso da low-carb é o emagrecimento. Isso acontece porque, quando não há tanto açúcar disponível (a glicose derivada dos carboidratos), o organismo passa a queimar a gordura armazenada para gerar energia e manter todos os seus processos em funcionamento, levando à perda de peso.

Além disso, reduzir o consumo de carboidratos evita os picos de insulina, um hormônio liberado pelo pâncreas que faz com que as moléculas de glicose do sangue entrem nas células. Em consequência, também são diminuídos os efeitos secundários da insulina – como o acúmulo de gordura na região abdominal e a fome logo após as refeições –, mais um fator que contribui para o emagrecimento.

Existem diversas vertentes das dietas low-carb, com diferentes graus de restrição ao consumo de carboidratos, como a dieta de Atkins, a cetogênica, a Dukan e a paleolítica. Porém, em geral, elas costumam adotar as seguintes listas:

Alimentos permitidos

  • Cortes magros de boi, porco e frango;
  • Peixes e frutos do mar;
  • Ovos;
  • Verduras: folhas verdes (alface, agrião, couve, espinafre, rúcula) e vegetais não amiláceos (brócolis, couve-flor, rabanete, berinjela);
  • Frutas com baixo índice glicêmico: abacate, amora, cereja, morango, mirtilo;
  • Laticínios: queijo, manteiga, creme de leite e iogurte sem adição de açúcar;
  • Nozes, amêndoas, castanhas e sementes (chia, linhaça, gergelim, semente de abóbora);
  • Gorduras e óleos: azeite de oliva, óleo de coco, banha e óleo de peixe;
  • Bebidas: chá, café, refrigerante sem açúcar e água.

Alimentos de consumo limitado

  • Tubérculos: batata-inglesa, batata-doce, beterraba, cenoura, inhame e mandioca;
  • Grãos sem glúten e integrais: arroz, aveia, quinoa;
  • Leguminosas: feijão, lentilha, ervilha e grão-de-bico;
  • Frutas ricas em açúcar: maçã, pera, banana, melão etc.

Alimentos proibidos

  • Alimentos ricos em carboidratos refinado: massas com farinha branca, pão branco, doces, bolachas, refrigerantes, sorvetes, suco de frutas e outros produtos que recebem adição de açúcar;
  • Grãos com glúten: trigo, cevada e centeio;
  • Embutidos e carnes processadas: bacon, linguiça, salsicha, mortadela, salame etc.
  • Carnes com camada de gordura aparente: picanha, cupim, costela, frango com pele;
  • Alimentos com gordura trans: margarina, biscoitos e salgadinhos de pacote (essas gorduras também podem aparecer no rótulo como “gordura hidrogenada” ou “gordura parcialmente hidrogenada”);
  • Alimentos industrializados em geral.

Os principais erros de quem adota a dieta low-carb

A dieta low-carb é uma das mais queridinhas do momento, e muita gente tem conseguido emagrecer ao segui-la. Porém, isso não significa que você simplesmente possa cortar todos os carboidratos da sua alimentação e adotar essa dieta por conta própria.

Ao submeter o corpo a uma privação extrema de açúcares, existe o risco de haver uma diminuição no metabolismo basal, pois o organismo vai entender que precisa “economizar” suas reservas, inclusive a gordura. Assim, em vez de gastar tecido adiposo para produzir energia, ele vai queimar os aminoácidos presentes nos músculos, o que dificulta o emagrecimento e gera a perda de massa magra.

Porém, antes de levar o organismo a esse estado, uma dieta low-carb pode causar outros prejuízos se for feita de maneira equivocada. Conheça os principais erros cometidos pelos adeptos desse tipo de alimentação:

1. Parar de comer carboidratos totalmente

Fazer uma dieta low-carb significa que você deve reduzir o consumo de carboidratos, não cortá-los completamente – afinal, eles são um dos três macronutrientes principais para o nosso organismo, junto com as proteínas e os lipídeos (gorduras).

Assim, se você simplesmente para de fornecer açúcar para o seu corpo, ele vai entrar em estado de cetose, que consiste na queima de gordura para produzir energia, dando origem a moléculas chamadas corpos cetônicos.

Embora esse seja o princípio da perda de peso das dietas low-carb, a cetose também causa sintomas como dor de cabeça, tontura, enjoo, gosto metálico na boca, mau hálito e fraqueza. Dessa forma, em um estado de cetose prolongado, esses efeitos desagradáveis podem fazer com que você desista da dieta, além de induzir o organismo a queimar a massa magra para obter energia.

2. Não diferenciar carboidratos bons e ruins

Embora todos os carboidratos sejam açúcares, eles não são todos iguais, dividindo-se em “bons” e “ruins”. Os carboidratos ruins são rapidamente absorvidos pelo organismo, levando a um pico de liberação de insulina – por isso, dizemos que eles têm um alto índice glicêmico –, e são esses que costumam entrar nas listas de “alimentos proibidos”.

Os carboidratos bons, por sua vez, costumam estar presentes em alimentos ricos em fibras, de forma que eles levam mais tempo para ser digeridos e absorvidos. Assim, eles não despertam o pico de insulina (ou o fazem em grau menor) e devem ser mantidos na dieta, mesmo que com consumo limitado, pois são as principais fontes de vitaminas e minerais (principalmente no caso das verduras e legumes não amiláceos).

Leguminosas, tubérculos, cereais integrais e a maioria das frutas têm índice glicêmico relativamente baixo; porém, por apresentar uma quantidade muito grande de carboidratos, diversas variações das dietas low-carb acabam restringindo ou até mesmo proibindo totalmente o consumo desses alimentos, o que nem sempre é realmente saudável.

3. Consumir gorduras ruins em excesso

Um dos erros mais frequentes de quem adota uma dieta low-carb é acreditar que qualquer alimento pobre em carboidratos pode ser consumido à vontade, o que pode levar a uma ingestão excessiva de gorduras saturadas e trans, que aumentam os níveis de colesterol ruim no sangue e favorecem as doenças cardiovasculares.

Dessa forma, embutidos, carnes processadas e cortes gordurosos devem ser evitados por serem ricos em gorduras saturadas, enquanto produtos industrializados devem ficar fora da alimentação por terem gordura trans.

Em vez disso, consuma alimentos ricos em gorduras boas, como nozes, castanhas, sementes e azeite de oliva, e dê preferência às carnes magras.

4. Não ter acompanhamento profissional

Como você pôde perceber, a dieta low-carb não consiste em apenas cortar o consumo de carboidratos. A quantidade ideal desse nutriente e a maneira como ele é distribuído ao longo do dia variam de pessoa para pessoa, de forma que cada indivíduo apresenta necessidades diferentes.

Além disso, os excessos no consumo de gorduras e proteínas para compensar a diminuição da ingestão de carboidratos também podem trazer prejuízos à saúde, o que torna muito arriscada a prática de seguir um cardápio pronto.

Por isso, mesmo que você saiba o que é dieta low-carb e os principais erros que devem ser evitados, qualquer tipo de regime deve ser feito apenas com orientação de um nutricionista ou nutrólogo, garantindo que todas as necessidades do seu organismo estão sendo supridas e que você não desenvolverá problemas mais sérios no futuro.

Fonte(s): Minha Vida, Minuto Saudável, Mundo Boa Forma e Coração & Vida

A fama que o chá de hibisco tem conquistado nos últimos anos não é à toa, pois essa bebida é cheia de propriedades terapêuticas interessantes para o nosso organismo. Muitos benefícios do chá de hibisco para a saúde já eram conhecidos pelos povos antigos, e cada vez mais a Ciência comprova esses efeitos.

Para que o chá realmente apresente essas propriedades, ele precisa ser feito a partir do cálice do botão das flores de Hibiscus sabdariffa, uma variedade de hibisco encontrada em casas de produtos naturais e que geralmente não cresce nos jardins. Conheça os benefícios dessa bebida:

1. Favorecimento da perda de peso

O chá de hibisco contém substâncias chamadas antocianinas, um tipo de antioxidante que ajuda a evitar o acúmulo de gordura. Isso acontece porque essas substâncias diminuem o processo de produção das células adiposas.

Além disso, esse chá tem a capacidade de bloquear a enzima amilase, que faz a conversão do amido em açúcar. Dessa forma, se for tomado depois das refeições, o chá de hibisco contribui para a diminuição da absorção dos carboidratos, que posteriormente se transformariam em gordura.

O resultado desses efeitos é uma tendência menor ao depósito de gordura no abdômen e nos quadris, o que favorece a perda de peso.

2. Controle dos níveis de colesterol

Por conter antioxidantes e bioflavonoides, um dos benefícios do chá de hibisco para a saúde é a regulação dos níveis de colesterol no organismo. Ou seja, essa bebida ajuda a elevar as taxas do HDL (colesterol bom) e reduzir as de LDL (colesterol ruim) e dos triglicerídeos.

A principal vantagem dessa característica é que o chá de hibisco exerce um efeito protetor da saúde do coração e dos vasos sanguíneos, prevenindo ataques cardíacos e derrames.

3. Efeito diurético

O chá de hibisco é uma boa opção para pessoas que sofrem com inchaço e retenção de líquidos, pois ele estimula a eliminação desse excesso por meio da urina.

É verdade que a maioria dos chás naturais tem esse efeito, mas o chá de hibisco tem uma vantagem: trata-se da capacidade de bloquear a ação da aldosterona, um hormônio que atua nos rins e tem como função reabsorver o sódio e a água, o que favoreceria o inchaço.

4. Diminuição da pressão arterial

Justamente por ter esse efeito diurético, o chá de hibisco estimula o funcionamento dos rins e contribui para a eliminação dos líquidos acumulados. Com isso, ocorre uma redução no volume de sangue e, em consequência, a diminuição da pressão arterial.

Além disso, algumas linhas de pesquisa demonstraram que os flavonoides do chá de hibisco são capazes de atuar sobre uma enzima responsável pelo controle da pressão.

5. Prevenção da diabetes e da síndrome metabólica

Alguns estudos já demonstraram que o chá de hibisco ajuda a controlar os níveis de açúcar no sangue e melhora a atuação da insulina no organismo, dois fatores que auxiliam na prevenção da diabetes.

Além disso, por também exercer controle sobre a pressão arterial e contribuir para a redução do LDL (colesterol ruim), o chá de hibisco protege contra a síndrome metabólica, que consiste no somatório das doenças diabetes, hipertensão e hipercolesterolemia e atinge 20% da população.

6. Melhora do processo de digestão

Os compostos ativos do chá de hibisco exercem um discreto efeito estimulante sobre o intestino, facilitando a passagem e a eliminação do bolo fecal. Para poder aproveitar esse benefício, recomenda-se tomar uma xícara desse chá em jejum, logo depois de acordar.

7. Combate ao envelhecimento

O conteúdo de antioxidantes confere ao chá de hibisco propriedades de combate ao envelhecimento. Isso acontece porque essas moléculas ajudam a reparar os danos causados às células pelos radicais livres, que fazem o chamado estresse oxidativo. Dessa forma, o chá é um bom aliado para evitar o surgimento de linhas de expressão, rugas, manchas na pele e flacidez, que são sinais visíveis da passagem do tempo.

Contudo, além da estética, o combate ao envelhecimento promovido pelo chá de hibisco também se dá na preservação do sistema imunológico e principalmente na proteção contra doenças neurológicas degenerativas, como os males de Alzheimer e Parkinson.

8. Prevenção do câncer

Além de combater o envelhecimento, as propriedades antioxidantes presentes no chá de hibisco também podem colaborar com a prevenção de diversos tipos de câncer. Isso acontece porque os fitonutrientes presentes nessa bebida reduzem os danos causados pelos radicais livres ao DNA das células, os quais podem levar a mutações.

Ainda, esse chá contém ácido protocatequínico, uma substância capaz de induzir a morte das células cancerosas em um processo chamado de apoptose.

Como preparar o chá de hibisco

Aqueça 200 ml de água até a fervura, desligue o fogo e adicione 1 colher de chá rasa de flores de hibisco (o equivalente a 5 gramas). Deixe em infusão com o recipiente tampado por 3 a 5 minutos e consuma logo em seguida.

Para aproveitar melhor os benefícios do chá de hibisco para a saúde, certifique-se de estar utilizando flores da variedade Hibiscus sabdariffa e não coloque a planta para ferver, pois isso pode prejudicar suas propriedades.

Fonte(s): Minha Vida e Mundo Boa Forma

A fama do chá de hibisco não é à toa,  essa bebida é cheia de propriedades terapêuticas interessantes para o nosso organismo

Tags: Saúde, cuidado do corpo, medprev, hospital, clínicas, agendamento, chá de hibisco, emagrecer, dieta, perder peso

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Todo mundo que já fez dieta sabe que é preciso substituir os lanches ricos em carboidratos pelas frutas, que oferecem os nutrientes que nosso corpo precisa ao mesmo tempo em que têm poucas calorias. Por isso, incluir frutas que emagrecem no seu cardápio é essencial para eliminar os quilos a mais.

As frutas, em geral, são ricas em fibras e prolongam a sensação de saciedade, fazendo com que tenhamos menos vontade de beliscar entre as refeições. Porém, existem algumas que são mais poderosas que as outras quando se trata de emagrecer. Saiba quais são:

1. Abacate

Você sempre pensou que o abacate fosse uma fruta muito calórica? Então saiba que você está certo, pois 100 gramas têm 96 calorias, mas isso não significa que ele faça engordar. As calorias do abacate são provenientes de sua alta taxa de gorduras mono e poli-insaturadas, que são benéficas para a saúde do coração e ajudam a regular o colesterol.

Além disso, o abacate é uma fruta muito rica em fibras, que dão sensação de estômago cheio e prolongam a saciedade, fazendo com que você coma menos.

É claro que, para emagrecer, o consumo deve ser moderado: o ideal é comer no máximo um quarto de abacate por dia (100 gramas em média), sem acrescentar açúcar ou leite condensado.

2. Abacaxi

Com 52 calorias a cada 100 gramas, o abacaxi ajuda a emagrecer porque tem efeito diurético, ajudando a eliminar a retenção de líquido e as toxinas do nosso organismo.

Ademais, essa fruta também contém muitas fibras, que prolongam a saciedade e estimulam o bom funcionamento do intestino.

3. Banana

Uma banana média tem cerca de 90 calorias, o que faz dela um pouco mais calórica do que algumas frutas. Porém, a banana é rica em fibras, mantendo a sensação de saciedade por mais tempo.

Outra vantagem da banana para o emagrecimento é que ela é fonte de triptofano, um aminoácido que participa da produção dos hormônios do bem-estar, como a serotonina, e ajuda a diminuir o desejo de comer doces.

3. Limão

Um limão médio tem apenas 22 calorias por unidade. Seu poder emagrecedor está no fato de ele ser diurético e antioxidante, ajudando a eliminar as toxinas que causam o inchaço e a celulite.

Outra vantagem do limão é que ele é rico em vitamina C. Embora essa vitamina seja mais relacionada ao fortalecimento da imunidade, ela colabora com a queima da gordura.

Isso acontece porque a vitamina C participa da produção da carnitina, uma proteína responsável por transportar as moléculas de gordura até os músculos, onde elas serão queimadas e transformadas em energia.

4. Maçã

Rica em antioxidantes que combatem os radicais livres, uma maçã média oferece 80 calorias e muitos benefícios à nossa saúde. Essa fruta ajuda a regular os níveis de colesterol bom e ruim e facilita o processo de digestão.

Uma dica é consumir a maçã assada com canela, uma especiaria termogênica que contribui para acelerar o metabolismo, aumentando o gasto calórico.

5. Mamão

Muito consumido no café da manhã dos brasileiros, o mamão é conhecido por seu efeito laxativo, que estimula o funcionamento do intestino e combate a prisão de ventre, e isso vale para todas as variedades dessa fruta. Ele também tem efeito diurético, ajudando a eliminar a prisão de ventre.

Ainda, o mamão contém papaína, uma enzima que facilita o processo de digestão e alivia os sintomas da gastrite.

6. Melancia

A melancia tem apenas 24 calorias a cada 100 gramas, pois essa fruta tem muita água e fibras em sua composição. Inclusive, acredita-se que a melancia tenha “calorias negativas”, pois a quantidade de calorias que ela oferece é menor do que a quantidade que nosso corpo gasta para digeri-la.

Além disso, ela tem um alto poder diurético, ajudando a combater a retenção de líquidos, e ajuda a regular a pressão alta.

7. Morango

O morango é uma excelente opção para quando queremos comer uma porção maior, pois ele tem apenas 33 calorias a cada 100 gramas (sem acrescentar açúcar).

Ele também está na lista das frutas que emagrecem porque é rico em vitamina C, que colabora com a queima dos ácidos graxos.

8. Tangerina

Rica em água e fibras, a tangerina tem apenas 38 calorias a cada 100 gramas e fornece muita vitamina C, que ajuda na absorção do ferro e na queima das gorduras.

A combinação de vitaminas e minerais dessa fruta ajuda a inibir a produção do hormônio do estresse, o cortisol, que faz com que nosso organismo armazene mais gordura em vez de gastá-la. Assim, a tangerina colabora com o processo de emagrecimento.

O consumo das frutas deve ser moderado

Mesmo que as frutas ofereçam muitos benefícios para a nossa saúde, o consumo delas deve ser moderado, como o de qualquer outro alimento. Frutas como o coco e o açaí, por exemplo, são muito calóricas: elas oferecem 266 e 247 calorias a cada 100 gramas, respectivamente, mais do que um sorvete de casquinha.

Além disso, é preciso tomar cuidado com os complementos que muitas vezes são adicionados às frutas: açúcar, granola e leite condensado podem transformar frutas que emagrecem em verdadeiras bombas calóricas. O segredo está sempre no equilíbrio.

Fonte(s): Tua Saúde e Medidas Perfeitas

Ricas em fibras, vitaminas e minerais, as frutas estão sempre no cardápio de quem faz dieta

Tags: Saúde, cuidado do corpo, medprev, hospital, clínicas, agendamento, dieta, emagrecer

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