Conheça a fibrose cística, a doença do beijo salgado

A fibrose cística tem um apelido curioso: também conhecida como doença do beijo salgado, essa fama provém do fato de um dos seus sintomas ser justamente o suor adquirir um gosto mais salgado do que o normal.

Essa, porém, é apenas uma das formas como a fibrose cística se manifesta. Além das glândulas sudoríparas (que produzem o suor), ela afeta os sistemas digestivo, respiratório e reprodutor, podendo causar infertilidade e reduzir a expectativa de vida.

Hoje em dia, com a evolução da medicina, estima-se que 75% das pessoas com fibrose cística conseguem sobreviver até o fim da adolescência e 50% chegam à casa dos 20 anos. Com o tratamento adequado, diminui-se a ocorrência de complicações, e a expectativa de vida pode ultrapassar os 40.

O que é fibrose cística?

Fibrose cística é uma doença genética grave que faz com que diversas glândulas do corpo produzam secreções mais espessas e pegajosas (muco), causando bloqueios em vários órgãos diferentes, como pulmões, pâncreas e intestino. A doença não tem cura e tende a se agravar com o passar do tempo. 

Como a fibrose cística é causada por mutações em um gene recessivo, ela só se manifesta quando tanto o pai quanto a mãe da criança passam esse gene defeituoso para o filho ou a filha. Em geral, os pais não apresentam a doença, mas ambos são portadores da mutação.

Sintomas de fibrose cística e como eles afetam o organismo

Também conhecida como mucoviscidose em função da produção de muco muito denso, a fibrose cística causa sintomas relacionados a diversos órgãos e sistemas, podendo facilmente levar a complicações. Conheça os principais:

  • Pele: como o suor tem mais sal do que o normal, aumenta o risco de desidratação;
  • Pulmões: o muco bloqueia as vias aéreas e causa tosse persistente, catarro, chiado no peito e falta de ar. As complicações são bronquite crônica e pneumonia de repetição;
  • Fígado e vesícula biliar: o bloqueio dos dutos pelo excesso de muco pode levar à formação de fibrose no fígado, icterícia (pele amarelada) e pedras na vesícula;
  • Pâncreas: as secreções podem entupir os dutos pancreáticos e impedir o envio de enzimas digestivas para o intestino, levando a uma baixa absorção de nutrientes e a prejuízos no crescimento;
  • Intestino: o déficit de enzimas pancreáticas prejudica a digestão das gorduras, causando sintomas como fezes volumosas e gordurosas, dificuldade para evacuar e dor abdominal. O bloqueio do intestino pelo muco é frequente nos recém-nascidos e pode necessitar de cirurgia;
  • Órgãos reprodutores: as mulheres com fibrose cística podem apresentar dificuldade para engravidar porque o muco cervical fica muito espesso, e os homens são inférteis em 98% dos casos.

Diagnóstico da fibrose cística

O caminho para o diagnóstico da fibrose cística depende da idade da pessoa. Enquanto a doença costuma ser detectada por exames de rotina nos recém-nascido, o diagnóstico em crianças mais velhas e adultos geralmente acontece apenas depois que se procura o médico com sintomas característicos e ele solicita testes específicos.

Há três exames que auxiliam o especialista no diagnóstico da fibrose cística:

1. Teste do pezinho

O teste do pezinho é uma triagem que permite identificar a fibrose cística e diversas outras doenças em recém-nascidos até mesmo antes do surgimento dos sintomas. Ele costuma utilizar algumas gotinhas de sangue obtidas pelo calcanhar e deve ser feito preferencialmente entre o terceiro e o quinto dia de vida. 

No caso da fibrose cística, um resultado positivo no teste do pezinho ainda não deve ser entendido como definitivo, mas sim como um risco maior de que o bebê possa ter a doença. Dessa forma, para confirmar ou refutar esse diagnóstico, será necessário realizar exames complementares, como o teste do suor e o teste genético.

Mesmo assim, o teste do pezinho continua sendo fundamental para a saúde da criança, pois o diagnóstico precoce da fibrose cística permite uma intervenção médica mais rápida. Com o tratamento adequado, é possível proporcionar muito mais qualidade de vida ao paciente, melhorando o prognóstico da doença.

Na rede pública, o teste do pezinho pode identificar seis doenças, mas as clínicas particulares oferecem versões mais completas que possibilitam o diagnóstico de quase 50 condições de forma precoce. Além da fibrose cística, algumas das doenças que o teste do pezinho pode detectar são:

  • Fenilcetonúria; 
  • Hipotireoidismo congênito; 
  • Anemia falciforme; 
  • Hiperplasia adrenal congênita;
  • Deficiência de biotinidase;
  • Sífilis congênita;
  • Rubéola congênita;
  • Toxoplasmose congênita;
  • Leucinose;
  • Galactosemia.

2. Teste do suor

O teste do suor é o principal exame para fazer o diagnóstico da fibrose cística. Ele deve ser feito sempre que o teste do pezinho for positivo para a doença ou quando pacientes de qualquer idade apresentarem sintomas característico, independentemente do resultado do primeiro exame. 

A fibrose cística causa uma alteração no transporte de íons de cloreto e sódio nas glândulas sudoríparas, o que aumenta a concentração de sal no suor e deu origem ao apelido de doença do beijo salgado.

Assim, o teste do suor mede justamente a quantidade de cloreto ou de sódio no suor da pessoa, sendo mais comum a dosagem de cloreto por oferecer resultados mais precisos. Além disso, pode ser medida a condutividade do suor, ou seja, sua capacidade de conduzir corrente elétrica, que está relacionada à concentração de sal.

O teste do suor é um exame indolor e que pode ser feito por adultos ou bebês a partir das 48 horas de vida. Contudo, nem sempre é fácil coletar um volume de suor suficiente para a realização do teste em crianças com menos de duas semanas.

3. Teste genético

O teste genético faz a pesquisa de mutações no gene CFTR, que são as responsáveis pelo desenvolvimento da fibrose cística.

Esse exame é útil para: 

  • Confirmar ou refutar o diagnóstico da doença quando os resultados do teste do suor forem inconclusivos;
  • Identificar o tipo de mutação e possibilitar um tratamento mais específico para o paciente;
  • Determinar o prognóstico da fibrose cística e a intensidade e a frequência dos sintomas;
  • Possibilitar o planejamento familiar por meio do aconselhamento genético quando os cônjuges têm mutações no gene CFRT mesmo sem sintomas ou quando há casos de fibrose cística na família;
  • Pesquisar a fibrose cística em embriões e fetos quando o casal já tem filhos com a doença ou quando forem encontrados sinais dela na ultrassonografia pré-natal.

Quando mais cedo for realizado o diagnóstico da fibrose cística, maiores serão as chances de evitar complicações e de aumentar a expectativa de vida da pessoa. Se você tiver qualquer suspeita dessa doença, utilize o site ou o aplicativo do MEDPREV para agendar sua consulta.

Fonte(s): ABRAM, MSD Manuals, Drauzio Varella, Portal GBEFC, Scielo, BVSMSAbril Saúde

Muita gente imagina que a função do dermatologista é apenas indicar os melhores cuidados com a pele do rosto e do corpo em uma rotina de beleza.

Embora esse médico realmente esteja habilitado a sugerir os melhores cremes de prevenção e tratamento para esses casos, suas funções vão muito além da parte estética – que não deixa de ser importante.

Na verdade, a dermatologia é uma área bastante ampla da medicina. Além dos cuidados com a beleza, as atribuições do dermatologista incluem prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças, realização de procedimentos minimamente invasivos e diversos tipos de cirurgias.

Saiba mais sobre o que faz um dermatologista e quando procurar esse especialista.

Quando procurar um dermatologista?

O dermatologista é o médico que se especializou na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de doenças e condições que afetam a pele, o cabelo, as unhas e as mucosas, totalizando mais de 3 mil problemas diferentes.

A consulta com dermatologista é indicada para pessoas de todas as idades, desde crianças até idosos, que apresentem algum tipo de alteração nesses tecidos, sejam elas de origem estética, alérgica, infecciosa, autoimune etc.

Vale lembrar que feridas nas mucosas também estão no campo de atuação do dermatologista, por isso esse especialista pode ser procurado para o tratamento de lesões nos lábios, na parte interna das bochechas, nas gengivas, na língua e na região genital, incluindo infecções sexualmente transmissíveis.

Quais são os principais motivos para agendar uma consulta com dermatologista?

Qualquer alteração na pele e seus anexos (cabelos, unhas e mucosas) é motivo para buscar a orientação de um dermatologista. Conheça os principais exemplos que levam as pessoas a procurar uma clínica de dermatologia:

  • Cravos, espinhas e acne em geral;
  • Manchas vermelhas, coceira e descamação da pele;
  • Pele muito sensível, ressecada ou com excesso de oleosidade;
  • Queimadura solar de grande extensão;
  • Unhas fracas, manchadas ou com alterações de cor e formato;
  • Queixas estéticas como celulite, estrias, rugas e flacidez;
  • Queda de cabelo em homens e mulheres;
  • Suor excessivo nas axilas, mãos, pés, couro cabeludo, costas e outras regiões do corpo;
  • Suor com odor desagradável (principalmente nos pés e nas axilas);
  • Excesso de pelos em homens e mulheres;
  • Descamação e coceira no couro cabeludo;
  • Cistos, lipomas e outros tipos de nódulos;
  • Queloides e outros tipos de cicatrizes inestéticas;
  • Lesões e feridas com pus;
  • Pintas e manchas suspeitas de malignidade;
  • Feridas que sangram facilmente e não cicatrizam.

Como o dermatologista pode me ajudar a cuidar melhor da minha pele?

A dermatologia cosmiátrica é a área que se dedica aos tratamentos que podem ajudar a preservar a beleza da pele e promover o seu rejuvenescimento.

Dessa forma, o dermatologista é o profissional mais capacitado para:

  • Identificar o seu tipo de pele e indicar os cuidados e produtos mais adequados para cada pessoa (incluindo protetor solar, sabonete, hidratante etc.);
  • Orientar o tratamento tópico (com cremes, séruns e loções) de condições como celulite e estrias e dos sinais do envelhecimento (manchas, rugas, sulcos e flacidez);
  • Prescrever e realizar procedimentos como depilação a laser e remoção de tatuagens;
  • Indicar e realizar procedimentos estéticos, incluindo tratamentos para celulite, estrias e gordura localizada;
  • Indicar e realizar procedimentos estéticos para prevenir e tratar os sinais do envelhecimento, como peeling, toxina botulínica, preenchimento facial, laser etc.

Por que marcar consulta com dermatologista quando há alguma alteração nas unhas?

Embora algumas pessoas ainda pensem que as unhas têm função meramente estética, o fato é que elas são tão importantes quanto a pele em si, além de serem excelentes indicadores das nossas condições de saúde.

Unhas fracas e quebradiças, por exemplo, podem indicar tanto problemas locais, como micoses, irritações ou alergias a alguma substância ou objeto de uso diário, quanto problemas do organismo como um todo, incluindo anemia, psoríase e alterações na tireoide.

Além disso, o surgimento de manchas e as mudanças na cor e no formato das unhas podem ser resultado de condições mais sérias, como diabetes, problemas respiratórios, doenças cardíacas e até mesmo melanomas (tipo de câncer muito agressivo).

Qual é a importância do dermatologista na detecção e tratamento do câncer de pele?

O câncer de pele é a neoplasia mais comum no Brasil. Ele corresponde a 33% de todos os casos registrados no país, o que equivale a 180 mil novos diagnósticos todos os anos.

O tipo mais frequente é o câncer de pele não melanoma, que atinge 97% dos pacientes. Sua taxa de letalidade felizmente é baixa, mas ele pode causar deformações importantes.

Já o câncer de pele do tipo melanoma, que corresponde aos outros 3%, é muito mais agressivo: além de ter um alto risco de metástase (quando o tumor se espalha para outros órgãos), ele não responde muito bem ao tratamento, podendo levar à morte com uma frequência mais elevada.

Evitar a exposição ao sol nos horários de pico e seguir cuidados como o uso de protetor solar e barreiras físicas (chapéus, óculos escuros, roupas de mangas compridas, barracas etc.) são medidas importantíssimas de prevenção, mas a consulta com o dermatologista também é essencial.

Além de ser o profissional mais capacitado para reconhecer pintas e manchas com características suspeitas, o dermatologista pode solicitar exames para identificar lesões invisíveis a olho nu.

Havendo a confirmação do diagnóstico, esse especialista pode indicar e manejar o tratamento mais recomendado para o paciente, incluindo tanto procedimentos para a cura quanto aqueles para a correção imediata de eventuais deformações.

Quais tipos de cirurgia são feitos pelo dermatologista?

Esse médico realiza as chamadas cirurgias dermatológicas, que são aquelas realizadas na pele ou no tecido subcutâneo (logo abaixo da pele). Elas podem ter objetivo estético, diagnóstico, reparador ou terapêutico e incluem procedimentos como:

  • Correção de cicatrizes inestéticas (queloides, cicatrizes hipertróficas etc.);
  • Transplante capilar;
  • Cirurgia de unhas;
  • Biópsias (retirada de amostras para análise e diagnóstico de diversas doenças);
  • Remoção de pintas, cistos, lipomas e tumores;
  • Tratamento do câncer de pele com técnicas como cirurgia a laser e cirurgia de MOHS;
  • Cirurgia de reconstrução por meio de retalhos e enxertos.

Quando procurar uma clínica de dermatologia?

Muitas vezes, os pacientes só procuram uma clínica de dermatologia quando o problema está em fase avançada, o que limita as opções e a eficácia do tratamento. Portanto, se você observar qualquer alteração na pele e seus anexos, não hesite em buscar orientação profissional.

Mesmo que não haja nenhum problema aparente, a consulta com dermatologista deve ser feita pelo menos uma vez por ano como medida de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de pele. Acesse o site ou o aplicativo do MEDPREV para encontrar um dermatologista em Curitiba e agende sua consulta com preço popular.

Fonte(s): Sociedade Brasileira de Dermatologia [1][2] e [3]Instituto Nacional de Câncer [1] e [2]

Caxumba é contagioso? É necessário tomar vacina para caxumba? A resposta para essas duas perguntas é sim. Apesar de muita gente ter a impressão de que essa doença quase não existe mais, a verdade é que a caxumba voltou a dar as caras no país.

Também conhecida como papeira, a caxumba é uma infecção causada por um vírus que geralmente atinge as glândulas salivares, principalmente as glândulas parótidas, que ficam atrás das orelhas.

A doença é mais comum entre crianças e adolescentes, mas também pode ser transmitida a adultos e afetar os testículos ou ovários. 

Assim como acontece com o sarampo, os casos de caxumba têm se tornado mais frequentes nos últimos anos, e o motivo para isso foi a queda na taxa de vacinação. 

De acordo com várias entidades internacionais de saúde, pelo menos 95% da população deveria estar imunizada, mas esse índice não chega a 75% das crianças em alguns estados, como Bahia, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo.

Causas e transmissão da caxumba

A caxumba é causada por um vírus do gênero Paramyxovirus, que tem preferência pelas glândulas parótidas, mas também pode atingir os outros dois tipos de glândulas produtoras de saliva (sublinguais e submandibulares).

A transmissão da doença ocorre principalmente por via aérea, por meio de gotículas de saliva produzidas por pessoas infectadas. Também é possível pegar caxumba por meio do contato com objetos contaminados com a saliva ou secreções nasais, embora seja mais raro.

É importante ter em mente que uma pessoa infectada com o vírus da caxumba pode transmitir a doença de 6 a 7 dias antes do surgimento dos primeiros sintomas e até 9 dias depois que eles desaparecerem.

Não existe um tratamento específico para a caxumba. O médico pode recomendar o uso de antitérmicos e analgésicos para aliviar os sintomas, e o paciente deve permanecer em repouso.

Sintomas da caxumba

Estima-se que cerca de 25% das pessoas infectadas com o paramixovírus não apresentam sintomas de caxumba. Para as demais, o período de incubação (intervalo entre o contágio e o surgimento dos sintomas) é de 12 a 25 dias.

Em geral, os sintomas da caxumba são mais intensos nos adultos do que nas crianças, mas eles são os mesmos em todas as idades, incluindo:

  • Inchaço e dor em uma ou ambas as laterais do pescoço devido ao aumento de volume das glândulas parótidas (ocorre em 70% dos casos);

  • Febre baixa ou moderada;
  • Dores para se alimentar;
  • Dores no corpo;
  • Perda do apetite;
  • Fraqueza e cansaço extremo;
  • Sensação de mal-estar geral.

Além desses sintomas típicos, a caxumba pode causar manifestações indicativas de complicações. Esses casos são raros, mas podem ser bastante graves, por isso é importante procurar ajuda imediata ao observar qualquer um destes sintomas:

  • Dor intensa e inchaço nos testículos (orquite) ou na região dos ovários (ooforite). Felizmente, não há prejuízo da fertilidade;
  • Rigidez do pescoço, dor de cabeça e vômitos, que podem indicar meningite;
  • Sonolência, convulsões ou coma, que são sintomas sugestivos de encefalite (inflamação do cérebro);
  • Dor muito intensa na parte superior do abdômen, indicativa de pancreatite.

Diagnóstico da caxumba

O diagnóstico da caxumba é feito basicamente na consulta médica, por meio do exame físico das glândulas salivares.

Se necessário, o médico pode solicitar exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico. Nesse caso, é possível realizar um exame de sangue para identificar a presença de anticorpos contra o vírus da caxumba e, assim, excluir a suspeita de outras doenças que podem apresentar sintomas semelhantes.

Como prevenir a caxumba

A principal forma de prevenção é a vacina para caxumba, que também inclui proteção contra o sarampo e a rubéola e é conhecida como vacina tríplice viral (SCR). A vacina é produzida com o vírus enfraquecido e é extremamente segura.

Para ser considerada imunizada contra a doença, a pessoa precisa tomar duas doses da vacina. Assim, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Sociedade Brasileira de Imunizações recomendam que a primeira dose seja feita aos 12 meses e a segunda entre os 15 e os 24 meses de idade.

Para a segunda dose, pode ser feita a vacina tríplice viral junto com a vacina da varicela ou a vacina tetraviral, que engloba a proteção contra essa doença também.

Para crianças mais velhas, adolescentes e adultos que não foram vacinados ou não têm certeza sobre a vacina, recomenda-se fazer duas doses com intervalo de um a dois meses entre elas. Quem teve caxumba na infância não precisa tomar a vacina, mas é preciso ter confirmação da doença. Em caso de dúvida, a imunização continua sendo recomendada.

Por isso, caso você tenha algum dos sintomas mencionados acima ou gostaria de saber se deve tomar a vacina da caxumba, agende sua consulta com o clínico geral ou o pediatra pelo aplicativo ou site do MEDPREV.

Fonte(s): Minha Vida, Drauzio Varella e Ministério da Saúde

A cena é comum em muitas cidades: saímos de casa pela manhã para o trabalho, com roupas leves, e no fim do dia voltamos passando frio. As mudanças bruscas de temperatura podem ocorrer a qualquer momento, mas são mais propícias nessa época do ano.

Infelizmente, nosso corpo sente mais do que a sensação de frio quando não está bem agasalhado. Essa condição pode desencadear alergias, resfriados e baixar a imunidade. Crianças e idosos, mais sensíveis, sentem ainda mais os efeitos dessas alterações climáticas. Será que é possível se prevenir?

As mudanças que ocorrem em nosso corpo

Quando a temperatura esfria, nosso corpo gasta mais energia para se manter aquecido. Como consequência, sentimos mais fome e vemos a nossa capacidade de defesa ser reduzida. Os ambientes fechados na maior parte do dia passam a ser outra ameaça: a falta de renovação de ar facilita a transmissão de vírus.

inverno

A consequência disso é que a procura por atendimento médico aumenta. Aqueles que já tem propensão a ter problemas respiratórios, como asma ou bronquite, tendem a ver a situação se agravar. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) comprovou que quem tem rinite alérgica tem mais chances de desenvolver sintomas respiratórios e oculares, como coceira no nariz ou ardor nos olhos, quando os termômetros oscilam.

Pacientes com histórico de problemas cardíacos também devem redobrar a atenção e se agasalhar bem. Quando há alteração repentina da temperatura, do quente para o frio, a pressão aumenta e pode ocorrer uma crise hipertensiva. Já no cenário oposto, do frio para o quente, o sangue fica mais espesso, as artérias se contraem e a pressão tende a cair.

Problemas de saúde mais comuns no meio do ano

A chegada do inverno potencializa uma série de condições de saúde, especialmente relacionadas a problemas respiratórios, viroses, alergias e problemas cardíacos. Além disso, dias mais frios podem provocar mudanças no humor, deixando as pessoas suscetíveis à tristeza ou depressão.

Gripe

Lugares fechados e com maior concentração de pessoas tendem a ser mais propícios para a circulação do vírus Influenza. Por isso, é comum ficarmos gripados nessa época do ano. A melhor forma de prevenção é a vacina contra a gripe. E, em caso de percepção dos sintomas – dor, febre e inflamação nas vias respiratórias – procure um médico.

Problemas cardíacos

O sistema cardiovascular também é impactado com as mudanças bruscas de temperatura. Quando o clima esquenta, o sangue fica mais espesso e a pressão tende a cair.

temperatura

O esforço empreendido pelo coração para bombear o sangue aumenta e, aqueles que têm alguma dificuldade, podem sofrer mais.

Pneumonia

As baixas temperaturas fazem com que a nossa imunidade fique mais baixa, pois o corpo dispende mais energia para manter as funções vitais. Algumas bactérias podem se aproveitar disso para causar infecções que inflamam os pulmões – resultando em pneumonia. Crianças e idosos têm mais risco.

Alergias

A causa da maioria das alergias respiratórias são os ácaros. Eles se abrigam em tapetes, almofadas, cortinas e roupas e se aproveitam das temperaturas mais baixas. Quando o tempo fica mais frio, é comum que as pessoas abram menos as janelas e diminuam o ritmo da limpeza. Evitar a poeira acumulada é a melhor prevenção.

Como prevenir problemas de saúde decorrentes da mudança brusca de temperatura?

Se as mudanças bruscas de temperatura são algo com o que se preocupar, nada melhor do que se preparar melhor para essa época do ano na qual as temperaturas variam muito ao longo do dia. Abaixo, listamos 5 dicas para minimizar as chances de que problemas de saúde se desenvolvam.

Beba muita água

Em dias frios temos a tendência de nos hidratar com menor intensidade. Isso é um grande erro, especialmente se o clima estiver seco.

frio calor

Mesmo sem sentir sede, carregue uma garrafinha de água e tome-a várias vezes ao dia. Frutas, legumes e verduras também auxiliam na hidratação.

Faça ajustes na alimentação

No inverno precisamos de mais energia para manter as funções vitais do organismo. Por conta disso, é necessário fazer ajustes na alimentação. Alimentos que aceleram o metabolismo e opções mais calóricas são as melhores escolhas. Apenas tome cuidado para não abusar de alimentos gordurosos.

Areje os ambientes

Em dias frios temos menos vontade de abrir as janelas e o ar-condicionado permanece sempre ligado. Manter a casa fechada impede a circulação de ar, o que favorece a proliferação dos vírus, fungos e bactérias. Portanto, por mais que o vento frio seja incômodo, abra a casa algumas vezes ao dia para renovar o ar.

Evite o “choque térmico”

Se as mudanças bruscas de temperatura afetam a saúde, imagine então sair de um lugar quente para um frio: o impacto é imediato.

mudanca de temperatura

Se estiver em um ambiente abafado, proteja o nariz e a boca com a blusa ou um cachecol antes de sair para o frio. Previna-se, não espere sentir frio para tomar uma atitude.

Lave as roupas de inverno

Quando a temperatura cai chega a hora de resgatar os casacos do armário. Porém, depois de muito tempo sem uso, eles podem estar embolorados ou mofados e, o simples fato de vesti-los pode causar alergias. Sendo assim, aproveite esse período para lavar as roupas ou colocá-las no sol antes de utilizá-las.

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Se as mudanças bruscas de temperatura fizerem você ter qualquer um desses sintomas, conte sempre com o MEDPREV. Pelo nosso aplicativo ou acessando nosso site, agende sua consulta com um médico perto de você.

Fonte(s): DW, Jornal da USP, Minha Vida, UOL Notícias e Gaúcha ZH

Criança que pula, corre e brinca sem parar é uma criança feliz e saudável. Por mais que os pais muitas vezes fiquem de cabelo em pé com tanta energia, o que realmente preocupa é quando os pequenos deixam de fazer bagunça porque estão doentes.

Pensando nisso, o MEDPREV preparou uma lista de dicas e cuidados para prevenir as doenças mais comuns na infância. Confira:

Mantenha a carteirinha de vacinação em dia

A vacinação é uma das principais medidas de proteção contra doenças muito graves que podem deixar sequelas ou levar à morte. Ao receber a vacina, o corpo aprende a se defender e produz anticorpos capazes de combater os vírus e bactérias causadores dessas doenças infecciosas, criando a imunidade.

Conheça as vacinas mais importantes para as crianças:

  • Vacina contra a tuberculose (BCG);
  • Vacina contra a poliomielite ou paralisia infantil;
  • Vacina contra difteria, tétano, coqueluche, meningite e outras infecções (penta);
  • Vacina contra sarampo, rubéola e caxumba (tríplice viral ou SRC);
  • Vacina contra a hepatite B;
  • Vacina contra a febre amarela;
  • Vacina contra o rotavírus humano;
  • Vacina contra pneumonia, otite, meningite e outras infecções (pneumocócica conjugada);
  • Vacina contra a meningite meningocócica (meningocócica C conjugada);
  • Vacina contra a hepatite A;
  • Vacina contra a varicela;
  • Vacina contra a gripe (influenza).

Elimine as principais causas de alergia respiratória

A rinite e a asma alérgica são doenças muito frequentes na infância. Além dos próprios sintomas causados por elas, que deixam as crianças abatidas, atrapalham o sono e fazem com que os pequenos percam aula, essas doenças favorecem a instalação de outros quadros, como sinusite, otite e bronquite.

Embora não seja possível impedir o desenvolvimento de uma alergia respiratória, é possível adotar cuidados para reduzir a exposição da criança aos agentes desencadeadores (como poeira, ácaros, mofo, pelo de animais etc.) evitar novas crises. Conheça os principais:

  • Substituir carpetes por piso de material liso e que não acumule pó;
  • Limpar a casa com pano úmido pelo menos uma vez por semana;
  • Reduzir o número de objetos de decoração e bichos de pelúcia no quarto da criança;
  • Trocar a roupa de cama uma vez por semana;
  • Lavar cobertores e edredons a cada quinze dias;
  • Evitar que os animais de estimação entrem no quarto da criança;
  • Manter o guarda-roupa limpo e arejado;
  • Não fumar dentro de casa ou na presença dos pequenos.

Ofereça uma alimentação saudável à criança

Além da anemia por falta de ferro e das deficiências de vitaminas, a má qualidade da alimentação é causa direta do sobrepeso e da obesidade. O excesso de peso na infância favorece uma série de doenças crônicas que pode surgir precocemente, como colesterol alto, hipertensão e diabetes, além de favorecer a obesidade na vida adulta.

Em função disso, é preciso estar atento à alimentação de toda a família. Por mais que as crianças adorem doces, biscoitos, salgadinhos e refrigerantes, as guloseimas e os alimentos ultraprocessados devem ser evitados e reservados para o fim de semana. 

Além disso, é essencial que pais e filhos sigam uma alimentação saudável, rica em frutas, verduras, legumes, cereais integrais, leguminosas e proteínas magras. Como as crianças aprendem pelo exemplo, é importante fazer refeições em família e adotar bons hábitos juntos.

Estimule a prática de atividade física

Em conjunto com a alimentação saudável, a prática de atividade física é fundamental para a manutenção do peso adequado para a idade e a altura das crianças. Por isso, os pais devem estimular as atividades que gastam energia, como andar de bicicleta, dançar, jogar bola ou fazer aulas de natação.

Além de combater o sedentarismo e o excesso de peso, movimentar o corpo favorece o fortalecimento dos músculos, ossos e sistema respiratório. A prática de atividades coletivas, como os esportes, ainda contribui para desenvolver a socialização e para que a criança se familiarize com os conceitos de competição, vitória e derrota, que são indispensáveis no decorrer da vida.

Ensine os hábitos de higiene para os pequenos

Quando as crianças começam a ir para a escola, aumentam as chances de contrair viroses e outras doenças infectocontagiosas que causam sintomas como febre, secreção nasal, tosse, dor de garganta, dor de ouvido, diarreia e vômitos.

A principal forma como os vírus, bactérias e parasitas causadores dessas doenças entram no corpo é quando as mãos e objetos contaminados são levados à boca. Por isso, a criança deve conhecer os hábitos de higiene básicos, incluindo:

  • Lavar as mãos com água e sabão depois de utilizar o banheiro e antes de comer;

  • Manter as unhas limpas e aparadas;
  • Assoar o nariz com lenços descartáveis em vez de utilizar os dedos;
  • Tomar apenas água de boa procedência;
  • Não compartilhar objetos como copos e talheres com os coleguinhas.

Limpe corretamente os ouvidos da criança

A otite ou infecção de ouvido pode atingir pessoas de todas as idades, mas é mais comum na infância. Ela causa febre, secreção (pus), perda do apetite e dor muito forte, o que atrapalha o sono das crianças e as deixa muito irritadas.

Como a infecção de ouvido pode ser causada por múltiplos fatores, é preciso seguir uma série de cuidados para prevenir esse problema:

  • Utilize cotonetes apenas para limpar a parte externa da orelha;
  • Não tente remover a cera do ouvido, pois ela tem função protetora contra infecções;
  • Não utilize truques caseiros para aliviar a dor ou tentar desentupir o ouvido, como pingar álcool e cera de vela, pois essas substâncias não funcionam e podem piorar o problema;
  • Remova as secreções nasais com frequência se a criança estiver gripada ou resfriada para evitar que elas se acumulem;
  • Se possível, amamente o bebê até os seis meses para fortalecer o sistema imunológico dele;
  • Ensine as crianças a lavar as mãos com frequência;
  • Mantenha as vacinas em dia.

Em caso de suspeita de qualquer uma dessas doenças, utilize o site ou o aplicativo do MEDPREV para marcar uma consulta com o pediatra por preços populares. A saúde do seu filho merece sempre o melhor!

Doenças neurológicas são os distúrbios que afetam o sistema nervoso, que é composto pelo cérebro, pela medula espinhal e pelos nervos. Como esse sistema está envolvido em muitas funções do corpo, elas podem se manifestar de diversas formas.

Em muitos casos, as doenças neurológicas são degenerativas, ou seja, elas não têm cura, o que significa que a condição avança com o passar do tempo, trazendo um grau de comprometimento ainda maior.

Também chamadas de doenças neurodegenerativas, elas causam a destruição gradual e irreversível dos neurônios (células do sistema nervoso), de forma que as pessoas afetadas apresentam sintomas progressivamente mais intensos.

Lista de doenças neurológicas degenerativas

As doenças neurodegenerativas englobam uma série de condições que afetam diferentes regiões do sistema nervoso. 

Dessa forma, os sintomas dessas doenças variam muito conforme a natureza da condição, podendo incluir dores de variadas origens, transtornos do sono, alteração da consciência, distúrbios dos sentidos (audição, visão, olfato, tato e paladar), mau funcionamento dos músculos, prejuízo da função mental, entre outros.

Confira a lista de doenças neurológicas degenerativas mais comuns e seus principais sintomas:

1. Mal de Alzheimer

O mal de Alzheimer ou doença de Alzheimer é um tipo de demência mais conhecida por afetar a memória das pessoas idosas, mas seus efeitos também incluem o declínio gradual da capacidade de julgamento, raciocínio e aprendizagem. 

Assim, essa doença neurodegenerativa também pode ter sintomas como confusão, mudança de personalidade, dificuldades com a linguagem, incapacidade de realizar tarefas do dia a dia e comportamento inapropriado, embora a perda de memória recente seja a manifestação que mais se destaca.

2. Mal de Parkinson

O mal de Parkinson ou doença de Parkinson é uma doença neurológica degenerativa caracterizada principalmente pelo tremor, mesmo quando os músculos estão em repouso. Além disso, ela causa rigidez muscular, lentidão dos movimentos e dificuldades em manter a postura devido à perda do equilíbrio.

Mais comum entre 50 e 79 anos, o mal de Parkinson também compromete a capacidade de pensamento, originando a demência. Assim como o mal de Alzheimer, esta doença pode ter influência genética.

3. Esclerose múltipla

A esclerose múltipla é uma doença neurodegenerativa mais comum em mulheres de 20 a 40 anos. Ela provoca lesões no cérebro devido a uma condição autoimune, na qual o sistema imunológico ataca o revestimento dos neurônios, chamado de bainha de mielina.

Essa doença se caracteriza por episódios imprevisíveis, ou seja, seus sintomas vão e voltam. No início, a esclerose múltipla costuma apresentar sintomas transitórios e leves, como alterações menores na visão ou em outros sentidos. Com o passar do tempo, podem surgir manifestações como visão dupla, perda visual, fraqueza, formigamento nas pernas, desequilíbrio e tremor. 

4. Esclerose lateral amiotrófica (ELA)

Os principais sintomas da esclerose lateral amiotrófica são o endurecimento e a fraqueza dos músculos em dos lados do corpo acompanhados pela perda de massa muscular (atrofia), que evoluem gradualmente para a paralisia.

Com o passar do tempo, a ELA impossibilita que a pessoa realize tarefas simples do dia a dia, como se levantar, segurar objetos, subir escadas, falar e se alimentar, podendo afetar também os músculos envolvidos na respiração. 

Apesar disso, a capacidade cognitiva é preservada, o que faz com que o paciente tenha consciência de seu quadro. Um exemplo bastante conhecido de paciente com ELA foi o famoso cientista Stephen Hawking, que conviveu com a doença dos 21 aos 76 anos.

5. Distrofia muscular

Distrofia muscular é um grupo com mais de 30 doenças neurológicas degenerativas que afetam os músculos. As causas dessas doenças estão em mutações genéticas, algumas das quais podem ser hereditárias enquanto outras acontecem espontaneamente na geração do embrião.

Dependendo do tipo de distrofia muscular, a pessoa pode apresentar desde sintomas leves que evoluem de forma lenta, sem prejuízo para as funções, até sintomas severos que causam fraqueza intensa e afetam os músculos involuntários, levando a problemas respiratórios e cardíacos.

6. Atrofia muscular espinhal (AME)

A atrofia muscular espinhal é uma doença genética que se manifesta por fraqueza e atrofia muscular progressiva, resultando em dificuldades para realizar movimentos considerados simples, como andar, se sentar, se levantar e manter a cabeça erguida.

A AME pode surgir desde o nascimento até a vida adulta, sendo mais severa conforme a precocidade do início dos sintomas. Com o passar do tempo, ela pode causar escoliose, dificuldade na deglutição e dificuldade respiratória.

Tratamento das doenças neurológicas degenerativas

Embora grande parte das doenças neurodegenerativas não tenha cura, elas podem ser tratadas para oferecer uma melhor condição de vida ao paciente e retardar a evolução dos sintomas.

Para que a pessoa tenha acesso ao melhor programa de tratamento para o seu caso, que pode incluir o uso de medicamentos, a fisioterapia e a terapia ocupacional, entre outros recursos, é necessário receber um diagnóstico preciso sobre sua condição.

Por isso, se você ou alguém da sua família apresentarem algum dos sintomas mencionados aqui, é importante buscar a opinião de um médico neurologista. Agende sua consulta com o aplicativo do MEDPREV.

Estima-se que quatro em cada cinco pessoas experimentará ao menos uma vez na vida os sintomas de lombalgia. A dor na lombar é um problema com diversas causas, mas a mais comum delas se deve ao fato de passarmos muito tempo sentados diante do computador com a postura incorreta.

Dados do Ministério do Trabalho indicam que somente em 2014 foram mais de 100 mil pedidos licença do trabalho ocasionados por conta de lombalgias. Nos Estados Unidos a situação não é diferente e mais US$ 50 bilhões são gastos todos os anos na tentativa de controlar ou amenizar esse tipo de problema.

O que é a lombalgia?

Lombalgia é o nome que se dá a um conjunto de manifestações de dor que acomete a região mais baixa da coluna, próximo à bacia. Note que embora a manifestação da dor se dê nessa região, isso não significa que a origem do problema está necessariamente naquele local.

Esse fenômeno é conhecido como “dor referida”, justamente por indicar que o problema central pode estar em outras partes do corpo, como o pescoço, os ombros ou as pernas. Por essa razão, podemos considerar essa condição como multifatorial, embora existam situações predominantes que podem agravar esse problema.

Podemos classificar as dores lombares em agudas e crônicas. As agudas são causadas por um mau jeito na coluna ou por espasmos musculares que deixam rígidos os músculos da região próxima ao sacro. Nesses casos, as dores costumam desaparecer entre 4 e 6 semanas.

Já os casos crônicos são os mais graves. Trata-se de uma condição mais comum em pessoas acima dos 50 anos, mas que pode acontecer em qualquer idade. Nas dores lombares crônicas os sintomas são os mesmos, mas se mantêm por períodos mais longos, acima dos três meses.

As dores lombares crônicas são, depois dos resfriados, o problema que mais atinge a população mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde. Ainda, de acordo com o National Institute of Neurological Disorders and Stroke, dos Estados Unidos, cerca de 20% dos casos de lombalgia acabam se tornando crônicos.

Quais são as causas das dores lombares?

Como já mencionamos, múltiplos fatores podem estar ligados às dores na região lombar. Fatores como excesso de peso, sedentarismo, má postura, falta de repouso adequado, gestação e lesões esportivas estão entre os principais fatores de risco que podem desencadear dores lombares.

No entanto, movimentos súbitos de flexão do tronco, levantamento de peso de maneira incorreta, hérnias de disco e artrose são apontados como os fatores mais comuns que levam o paciente a sentir as primeiras dores na região.

É por essa razão que, ao sentir as primeiras dores, é fundamental procurar um reumatologista para obter o diagnóstico correto. Em muitos casos, repouso e reeducação postural bastam para resolver o problema. Em outros, pode ser preciso administrar medicamentos e até mesmo recorrer a cirurgias.

Felizmente, são minorias os casos em que as dores lombares estão associadas a outras doenças mais graves na coluna, como infecções, tumores, síndrome de cauda equina ou aneurismas.

Na maior parte das vezes, as dores são classificadas como mecânico-degenerativas, isto é, decorrem de alterações funcionais na coluna ou de encurtamentos musculares. Em ambos os casos, o diagnóstico preciso requer uma consulta com um especialista e exames de imagem complementares (como radiografia, ressonância magnética ou tomografia).

As dores lombares mais comuns

Entre os múltiplos fatores que podem resultar em dores lombares, alguns deles são mais frequentes. Nessa lista podemos citar a ciática, a degeneração dos discos intervertebrais, as distensões musculares, as hérnias de disco, as osteofitoses, as radiculopatias e os traumas.

1. Ciática

Ocorre quando há compressão do nervo ciático – o mais longo e espesso do corpo humano. A condição ataca o caminho dos glúteos até a parte posterior da perna, mas a dor pode irradiar para a região lombar, para as pernas e até mesmo para os pés. Casos mais graves podem levar a uma sensação de amortecimento no local.

2. Degeneração dos discos intervertebrais

Com o passar dos anos, os discos intervertebrais perdem a sua integridade e essa degeneração pode causar dores crônicas e limitar os movimentos da região lombar. Essa é uma das condições mais comuns em diagnósticos de pessoas acima dos 50 anos e requer tratamento contínuo para alívio das dores.

3. Distensões musculares

São causadas pelo estiramento de músculos ou ligamentos. Má postura durante exercícios, levantamento de pesos com postura inadequada ou movimentações bruscas do tronco podem resultar em pequenas lesões musculares, provocando inflamação. Os sintomas tendem a desaparecer em poucos dias, mas a condição pode piorar se não houver repouso ou tratamento.

4. Hérnias de disco

Os discos atuam como amortecedores entre as vértebras. Quando eles saem de sua posição regular ou se rompem, o resultado é a compressão dos nervos, o que causa dor. Contínua, essa dor pode evoluir até chegar a condições mais graves, podendo ser necessário até mesmo cirurgia.

5. Osteofitoses

Osteofitose é uma espécie de artrose que desgasta as articulações da coluna. Esses resíduos se acumulam em outros lugares, gerando estruturas ósseas excedentes. Popularmente conhecido como “bico de papagaio”, essa condição gera instabilidade à coluna e pressão nos nervos, resultando em dor.

6. Radiculopatias

As radiculopatias são inflamações e compressões de raízes nervosas. Essa compressão gera dor, sensação de formigamento e amortecimento do local. As causas mais comuns são o rompimento de discos vertebrais ou estreitamento de canais vertebrais.

7. Traumas

Por fim, traumas na região lombar, em decorrência de quedas ou pancadas em atividades esportivas, também estão entre as causas mais comuns de lombalgias. Lesões de músculos, ligamentos e tendões e choques mais intensos podem causar dor e se agravam se não houver repouso e tratamento adequados nos dias seguintes.

Se você está sentindo qualquer tipo de dor na região lombar, agende uma consulta com um reumatologista pelo Medprev. Ele é o profissional que pode indicar as causas e prestar o tratamento adequado para seu problema.

Fonte(s): Sociedade Brasileira de Reumatologia, Ministério da Saúde, Mundo Boa Forma, Medi-Brasil e Minha Vida.

Passagens compradas, hotel reservado e documentação em dia. Se você ainda não possui um Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP), então talvez seja necessário providenciar um antes de embarcar. 

Se você não tiver tomado as vacinas requeridas pelo país em questão, não tem o que fazer: logo no desembarque você será mandado de volta para casa. Para evitar que uma situação desconfortável como essa aconteça, é importante estar ciente sobre as vacinas obrigatórias. Elas variam de país para país e, portanto, é preciso ficar atento na hora de planejar as suas viagens.

Nesse artigo, vamos explicar como funciona o procedimento de comprovação de vacinação, onde encontrar informações sobre quais vacinas você precisa tomar e quais são as mais comuns.

Obrigatoriedade de vacinação: como funciona?

Cada país é livre para decidir quais são as regras para que visitantes entrem em seu território. Todos exigem passaporte, é claro, mas alguns vão além e podem exigir visto para permanência temporária ou comprovantes de vacinação. 

Diferente do que muitos imaginam, a ideia não é proteger os visitantes de possíveis doenças existentes na região, mas sim evitar que os forasteiros tragam doenças de fora. É por esse motivo que um país pode se reservar o direito de exigir um comprovante de vacinação de um brasileiro e dispensar o de um norte-americano, por exemplo.

A primeira coisa que você deve fazer é acessar o site do CIVNET, um sistema mantido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Na página, clique em “Exigências de viagem” e localize o país de destino na lista. 

Por exemplo, se você escolher “Albânia” verá que o país exige dos brasileiros um certificado que comprove que viajante foi vacinado contra a Febre Amarela. Já a “Alemanha” não exige nenhum certificado, mas recomenda que o viajante tome a vacina contra Sarampo. Portanto, cheque os detalhes do seu destino antes de viajar.

Importante: lembre-se de fazer isso com antecedência e com uma certa frequência. As exigências podem mudar de um momento para outro e algumas vacinas requerem um tempo mínimo entre a aplicação e a data de entrada no país para que possam ser consideradas válidas.

Como obter o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP)?

Você pode obter o CIVP online ou presencialmente. Para solicitações presenciais o procedimento é o seguinte:

  1. Vacine-se e guarde o comprovante de vacinação.
  2. Depois, dirija-se a um Centro de Orientação ao Viajante da Anvisa. Você pode agilizar o seu atendimento fazendo um pré-cadastro no site da Anvisa. Em geral, os Centros estão localizados em aeroportos internacionais.
  3. Por fim, leve o seu comprovante de vacinação juntamente com um documento de identidade a um Centro de Orientação ao Viajante da Anvisa. A documentação será checada e se tudo estiver correto o seu certificado será emitido. Guarde-o junto ao passaporte e apresente-o no balcão da companhia aérea na hora de embarcar e na alfândega do país de destino quando solicitado.

Para solicitações online, vale lembrar que a emissão do CIVP pode levar até cinco dias úteis. Portanto, se você tiver urgência pelo documento, opte pelo método presencial no qual o certificado é emitido na hora. Eis o passo a passo para a solicitação online:

  1. Vacine-se e guarde o comprovante de vacinação.
  2. Faça um cadastro no Portal de Serviços, usando o número do seu CPF e um endereço de e-mail válido. 
  3. Depois, preencha um formulário no site e encaminhe uma foto do seu RG e do comprovante de vacinação.
  4. Aguarde. Seus documentos serão analisados pela Anvisa em até cinco dias úteis. Após esse prazo, se tudo estiver correto, você receberá por e-mail um CIVP. 
  5. Importante: o CIVP online não é válido. É preciso imprimir o documento e assinar no local indicado para que ele possa ser aceito em outros países.

Quais são as vacinas obrigatórias?

Como já mencionamos, cada país é livre para fazer as suas exigências. Porém, em escala mundial, podemos considerar que a vacina mais importante é da Febre Amarela. Trata-se de uma doença infecciosa grave que é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo transmissor da dengue. 

Essa obrigatoriedade é mais comum em países da América do Sul, América Central e África, mas não se limita a essas regiões. É importante ficar atento ao período de imunização. A vacina da Febre Amarela precisa de pelo menos dez dias para fazer efeito, portanto você deve tomá-la pelo menos dez dias antes da sua viagem. Um país poderá recusar a sua entrada se o prazo mínimo não for respeitado.

No Brasil, viajantes que se dirigem para áreas de matas nas regiões Norte e Nordeste são aconselhados a tomar essa vacina, embora não exista a exigência. A recomendação se aplica ainda às zonas rurais dos seguintes estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais.

Outras vacinas cuja exigência costuma ser solicitada com maior frequência são as seguintes: Tétano, Difteria, Hepatite A, Hepatite B, Tríplice Viral e Antirrábica. Se você viaja para muitos lugares ou não quer ter surpresas de última hora com isso, a recomendação é providenciar todas elas com antecedência e manter a sua carteira de vacinação sempre atualizada.

E, claro: não se esqueça de consultar sempre o site do CIVNET para verificar se as exigências não mudaram. Se tiver qualquer dúvida sobre as vacinas em si, como eventuais contraindicações, procure um médico para esclarecimentos.

Fonte(s): SkyscannerSaúde AbrilGoHurb e Anvisa

Se você costuma utilizar redes sociais com frequência, é possível que tenha se deparado com textos e imagens sobre o Setembro Amarelo – ou, talvez, tenha observado que algum dos seus amigos colocou uma referência a essa campanha na foto de perfil. 

Mas você sabe o que é Setembro Amarelo? Setembro Amarelo é uma campanha nascida no Brasil para conscientizar a população sobre a prevenção do suicídio, um assunto que ainda é um grande tabu, mas que precisa ser discutido.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o suicídio é um problema de saúde pública que causa uma morte a cada 40 segundos no mundo todo. No período de um ano, são registrados 1 milhão de suicídios, correspondendo à terceira maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos e a sétima entre crianças de 10 a 14 anos.

Como surgiu o Setembro Amarelo

O Setembro Amarelo surgiu a partir da dor de uma família dos Estados Unidos que perdeu seu filho para o suicídio em 1994. Mike Emme era um jovem de 17 anos que tinha um grande talento para a mecânica – tanto que sua grande paixão era um Mustang 68 que ele havia restaurado e pintado de amarelo.

Sem que as pessoas mais próximas tivessem percebido qualquer sinal, Mike tirou sua própria vida dirigindo seu Mustang. Para homenageá-lo em seu funeral, seus amigos e familiares prepararam uma cesta com 500 cartões presos a fitas amarelas com mensagens de apoio para quem estivesse passando pela mesma situação que o rapaz.

setembro amarelo depressão

Os cartões se espalharam pelo país e, em pouco tempo, a ideia se transformou em programa de prevenção ao suicídio liderado pelos pais de Mike, Dale e Darlene Emme. A campanha ficou conhecida como “yellow ribbon” (“fita amarela”).

Em 2003, a OMS adotou setembro como o mês da prevenção ao suicídio, estabelecendo o dia 10 de setembro como Dia Mundial de Luta contra o Suicídio. 

No Brasil, desde 2014 instituições como o Centro de Valorização da Vida (CVV), a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) têm realizado ações de conscientização e prevenção desse problema. Assim, unindo-se o mês de combate ao suicídio escolhido pela OMS e a cor associada a Mike Emme, nascia o Setembro Amarelo.

Qual a importância do Setembro Amarelo?

Estima-se que, em algum momento, 17% dos brasileiros já cogitaram tirar a própria vida. Porém, apesar de ser um problema de saúde pública tão relevante, o suicídio ainda é um tabu sobre o qual grande parte das pessoas prefere não falar.

De acordo com a OMS, o suicídio pode ser prevenido quando os fatores de risco são detectados e abordados precocemente. Contudo, a escolha por não debater o assunto acaba agravando a situação, pois assim se torna mais difícil que os sinais sejam reconhecidos por familiares e profissionais de saúde, impedindo que a pessoa em risco receba ajuda.

suicídio setembro amarelo

Estima-se que quase 100% das pessoas suicidas sofriam com algum transtorno mental, mas mais da metade delas nunca se consultou com o psiquiatra, o médico especialista em saúde mental e que mais poderia evitar essas mortes.

Isso acontece porque o suicídio ainda é um assunto considerado “proibido” por questões religiosas, culturais e morais, de forma que tanto a pessoa com pensamentos suicidas quanto a sua família podem ter receio ou vergonha de pedir ajuda.

É justamente neste ponto que o Setembro Amarelo atua: trata-se de uma campanha que busca ampliar o diálogo e a percepção dos profissionais de saúde e da população em geral sobre o suicídio, aumentando as chances de que as pessoas que estejam cogitando tirar a própria vida recebam o tratamento adequado.

Fatores de risco do suicídio

Embora não seja possível prever com exatidão quando ou se uma pessoa vai se suicidar, existem alguns fatores de risco bem conhecidos que aumentam as chances de que isso aconteça. Há dois fatores principais:

  • Tentativas anteriores de suicídio: as pessoas que já tentaram tirar a própria vida têm 5 a 6 vezes mais chances de fazer isso novamente. Entre aquelas que de fato se suicidaram, metade já havia realizado uma tentativa anterior;
  • Transtornos mentais: quase todos os suicidas apresentavam doenças como depressão, transtorno bipolar, alcoolismo e dependência de outras drogas, transtornos de personalidade e esquizofrenia. Em grande parte dos casos, essas doenças não haviam sido diagnosticadas ou não estavam sendo tratadas de forma adequada.

setembro amarelo suicídio

Além desses dois aspectos, existem outros fatores de risco ao qual se deve prestar atenção:

  • Combinação de sentimento de desesperança e impulsividade;
  • Adolescentes e jovens com histórico de problemas familiares, escolares e sociais;
  • Maus tratos ou abuso físico ou sexual na infância;
  • Dependência de substâncias;
  • Idosos que perderam o cônjuge ou sofrem com doenças degenerativas;
  • Desemprego e problemas financeiros;
  • Gênero masculino (os óbitos por suicídio são três vezes mais comuns entre os homens);
  • Conflitos relacionados à identidade sexual;
  • Doenças crônicas não psiquiátricas, como HIV, doença de Parkinson, epilepsia e lúpus.

Como ajudar uma pessoa em risco de suicídio

A pessoa em risco de cometer suicídio costuma dar vários sinais, como externar pensamentos suicidas (“Minha vontade é morrer”, “Logo vocês vão estar livres de mim” etc.), se isolar e preparar rituais de despedida (como distribuir objetos pessoais a pessoas próximas).

Ao perceber que uma pessoa apresenta tais comportamentos, é essencial incentivá-la a buscar ajuda médica, de preferência com o psiquiatra. É importante se oferecer para acompanhar a pessoa na primeira consulta, manter contato frequente e se mostrar disponível para ouvi-la sem fazer julgamentos.

Estima-se que 90% das mortes por suicídio poderiam ser evitadas. Se você precisar de ajuda ou perceber que uma pessoa próxima está em risco, utilize o site ou o aplicativo do MEDPREV para marcar uma consulta com o médico psiquiatra o mais rápido possível.

Fonte(s): Centro de Valorização da VidaSetembro Amarelo.comSetembro Amarelo.orgConselho Federal de Medicina e Minuto Saudável

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) cerca de 300 milhões de pessoas são afetadas pela depressão em todo o mundo. No Brasil, a estimativa é que pelo menos 5,8% da população sofra desse mal. Porém, quais são as causas da depressão?

Responder a essa pergunta não é uma tarefa simples. Esse distúrbio requer acompanhamento médico para que o diagnóstico seja feito de maneira correta. Como características principais podemos apontar sintomas como tristeza profunda, desinteresse generalizado, falta de ânimo e de apetite, além de oscilações no humor que podem levar a pensamentos suicidas.

O que é a depressão?

A depressão é considerada uma doença psiquiátrica crônica, cujos sintomas são a alteração do humor resultando em uma sensação de profunda tristeza e desesperança. Esses sentimentos ruins, como amargura, culpa e autoestima debilitada, frequentemente desencadeiam outros problemas como falta de sono e de apetite.

Uma das grandes dificuldades que se tem no diagnóstico dessa doença é a diferenciação entre a tristeza patológica e aquela transitória, provocada por dissabores que enfrentamos no dia a dia. No primeiro caso, os sintomas se tornam permanentes, podendo piorar com o passar do tempo; já no segundo, as pessoas encontram formas de superar as adversidades.

Essa linha tênue entre tristeza e depressão é um dos motivos pelo qual procurar um profissional de saúde para se obter um diagnóstico correto é essencial. Infelizmente, muitas vezes o paciente não se dá conta de que está enfrentando um quadro depressivo e, por essa razão, é essencial o auxílio de amigos e familiares próximos no incentivo à busca por orientação especializada.

Por que ficamos depressivos?

A genética é um dos fatores que podem desencadear quadros de depressão. Alguns pacientes podem apresentar uma predisposição genética a ter disfunções bioquímicas no cérebro. Contudo, ainda que esses fatores não estejam presentes, outros fatores podem funcionar como um “gatilho” para que essa condição se acentue.

Por exemplo, a exposição a acontecimentos traumáticos (morte de familiares próximos, cônjuge ou filhos), a situações de estresse físico e psicológico, o uso excessivo de drogas lícitas e ilícitas e o uso de medicamentos, como as anfetaminas, são situações capazes de despertar esses sintomas.

Enquanto condição psicológica, a tristeza e o estado de depressão contínua pode levar o paciente a problemas diversos de saúde, todos desencadeados em função da diminuição do prazer em viver ou fazer as atividades convencionais do dia a dia.

Os distúrbios do sono podem causar insônia ou sonolência excessiva (especialmente durante o dia); a dificuldade de concentração pode ser prejudicial no trabalho; isso gera um sentimento de culpa e inutilidade, que pode levar ainda a pensamentos de suicídio ou morte. Em paralelo, a má alimentação (seja em excesso, por ansiedade, ou em quantidade reduzida, por desinteresse) também contribui para agravar o estado de saúde.

A importância do diagnóstico correto

Como já mencionamos, o diagnóstico correto de depressão é complexo, por envolver uma série de fatores. Frequentemente, o indivíduo depressivo não tem consciência de que a sua condição está se deteriorando dia após dia, e muitas vezes resiste à busca de auxílio. Por essa razão, pessoas próximas têm papel fundamental no sentido de perceber e orientar a busca por um profissional de saúde.

Para o diagnóstico clínico o paciente pode buscar um clínico geral, um psiquiatra ou um psicólogo. Em muitas circunstâncias o problema pode requerer uma abordagem multidisciplinar: o médico pode, se necessário, trabalhar em parceria com o psicólogo, e vice-versa. Os profissionais tomarão como base os sintomas descritos e o histórico de vida do paciente.

A persistência dos sintomas por períodos superiores a duas semanas e a percepção conjunta da maioria dos sintomas citados acima são bons indícios de que há algo além de uma tristeza casual. Uma vez diagnosticada, a depressão requer tratamento sistemático, seja com uso de medicamentos ou não. O uso de medicamentos antidepressivos, de uso controlado, é uma das possibilidades.

Em um primeiro momento, a busca será pela reversão do quadro depressivo, ou seja, evitar que aquela condição cause mais transtornos ao dia a dia do paciente. Isso pode envolver o uso de medicamentos secundários, como ansiolíticos e antipsicóticos.

Em paralelo, os profissionais buscarão descobrir as causas originárias do problema. O tratamento terapêutico pode ser longo até que se percebam melhoras no paciente, contudo as recaídas são sempre uma possibilidade. Por essa razão, condições depressivas requerem monitoramento constante e, muitas vezes, mudanças de hábitos de vida e a prática de exercícios físicos.

Combatendo o preconceito

Uma das dificuldades que se têm no combate à depressão é o preconceito e um senso-comum errado de se associar a doença à loucura. A depressão é uma doença como qualquer outra e seu portador não é necessariamente irresponsável ou preguiçoso. Essa condição pode atingir o ser humano em qualquer etapa da sua vida – na infância, na adolescência, na maturidade ou na velhice.

Por isso, cabe às pessoas que estão à volta do paciente tratá-lo com dignidade e não fazerem julgamentos precipitados. Os distúrbios, muitas vezes, começam de forma sutil, como desinteresse pela alimentação ou abandono de hábitos de higiene pessoal. Some a isso o fato de que muitos pacientes têm vergonha de expor essa condição pessoal a outras pessoas, o que torna o quadro mais complexo.

Portanto, a abordagem deve ser sempre de compreensão e proposição de auxílio. Buscar um profissional de saúde o quanto antes facilita a reversão do quadro depressivo e a melhor forma de ajudar é incentivando alguém a buscar o diagnóstico correto o quanto antes.

Conte com o Medprev para te auxiliar. Acesse nosso site ou app e agende sua consulta com um de nossos especialistas. 

Fonte(s): Organização Mundial da Saúde, Ministério da Saúde, Sociedade Brasileira de Psicologia, Drauzio Varella, Revista Saúde, Tua Saúde e Minha Vida.