Complicações do diabetes: Dia Mundial do Diabetes alerta para riscos da doença

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes há pelo menos 12 milhões de pessoas no país com diabetes, ainda que nem todos tenham sido diagnosticados com a doença. A cada ano o número de pacientes acometidos por essa condição aumenta. Neste artigo você vai entender melhor a importância do dia mundial do diabetes na conscientização sobre a doença.

Cerca de 90% dos diabéticos tem o tipo 2 da doença, uma condição que se desenvolve graças a uma soma de fatores, incluindo sobrepeso, sedentarismo, níveis elevados de triglicerídeos causados por maus hábitos alimentares e hipertensão.

Quando o corpo não consegue produzir a quantidade suficiente de insulina ou, ainda, não consegue absorver a insulina necessária, o diagnóstico pode ser diabetes.

Orientar a população sobre a importância de se prevenir contra o diabetes é o principal objetivo da Federação Internacional de Diabetes (IDF) que, em parceria com órgãos de saúde, celebra todos os anos no dia 14 de novembro o Dia Mundial do Diabetes. A data foi criada em 1991 pela IDF em conjunto com a OMS (Organização Mundial da Saúde), em resposta às preocupações sobre os crescentes números de diagnósticos no mundo.

O que é o diabetes?

A insulina é o hormônio responsável regular os níveis de glicose no sangue, gerando energia para o organismo como um todo. Se os níveis de insulina estão acima do esperado, essas altas taxas podem causar diversas complicações de saúde. Quando o corpo não consegue produzir a quantidade suficiente ou não consegue absorvê-la, o resultado pode ser um quadro de diabetes.

Existem dois tipos de diabetes: o do tipo 1, hereditário, presente em 90% dos casos, e do tipo 2. Para ambos os casos não há cura da doença, mas existem diversas formas de controle que podem auxiliar o paciente a ter uma vida relativamente normal e praticamente sem sintomas.

O diabetes do tipo 1 se manifesta geralmente em adultos, mas pode ser diagnosticado na infância e na adolescência, e é caracterizado pela produção irregular de insulina. Como se trata de uma doença hereditária, filhos de pais diabéticos devem redobrar a atenção e realizar exames de sangue pelo menos uma vez por ano. 

Práticas de vida saudáveis ajudam a evitar a manifestação da doença. Porém, uma vez que o problema seja diagnosticado, pode ser necessário usar insulina ou medicamentos de controle diariamente pelo resto da vida, além de modificações na dieta de forma que o consumo de açúcar seja o mais reduzido possível. 

Já o diabetes do tipo 2 é diagnosticado quando o corpo consegue produzir a insulina necessária, mas não a absorve corretamente. Essa condição não é hereditária, mas sim causada por uma soma de fatores como sobrepeso, sedentarismo, níveis elevados de triglicerídeos causados por maus hábitos alimentares e hipertensão.

As principais complicações relacionadas ao diabetes

Quando o paciente com diabetes não faz o acompanhamento necessário dos índices de glicose no sangue, como consequência ele pode desenvolver uma série de complicações. As mais comuns são doenças renais, problemas de circulação nos membros inferiores (pé diabético) e ressecamento da pele dos pés, com aparecimento de calos.

Os altos níveis de açúcar no sangue comprometem o funcionamento dos rins, obrigando-os a filtrar muito sangue, deixando-os sobrecarregados. Nesse processo as moléculas de proteína acabam se perdendo na urina. Casos mais graves podem provocar falhas nos rins e os pacientes podem precisam se submeter a sessões de hemodiálise ou até mesmo a transplantes.

Os problemas de má circulação sanguínea também são recorrentes. pessoas com diabetes tendem a apresentar problemas de circulação, o que dificulta a chegada do sangue até os membros mais distantes do coração, especialmente os pés. Em consequência, essa região recebe menos oxigênio, o que prejudica a cicatrização e pode levar à morte do tecido, conhecida como necrose ou gangrena.

Em situações mais complicadas, pode ocorrer o chamado pé diabético, uma complicação caracterizada por uma ferida (úlcera) nos membros inferiores agravada por uma infecção, mas que também pode englobar qualquer alteração de origem neurológica, ortopédica ou vascular que afete essa região do corpo.

Contra o diabetes, prevenção é o melhor remédio

Ainda que não exista cura para o diabetes, os pacientes que possuem essa condição podem ter uma vida relativamente normal se adotarem um estilo de vida mais saudável. Praticar exercícios físicos regularmente, alimentar-se de forma saudável, evitar bebidas alcoólicas e cigarro e ter boas noites de sono é o básico. Por isso, o dia mundial do diabetes se mostra tão importante na luta contra a doença.

Além disso, o acompanhamento médico é fundamental para aqueles que já foram diagnosticados com a doença. Agende consultas pelo Medprev periodicamente com um clínico geral ou endocrinologista e faça exames de sangue com frequência maior para manter o controle dos níveis de glicose do sangue.

Evitar doces e frituras é uma das principais medidas para manter um nível adequado de açúcar no sangue, mas também é necessário incluir opções que ajudem o organismo nesse processo. Por isso, saber quais são os melhores alimentos para controlar a diabetes pode te ajudar a seguir um cardápio equilibrado.

O planejamento alimentar para pessoas diabéticas deve conter opções que evitem o pico glicêmico e protejam a saúde do coração, pois esses pacientes apresentam risco mais elevado para as doenças cardiovasculares.

Se esse é o seu caso ou se você simplesmente deseja ter uma alimentação mais saudável, conheça os alimentos que devem estar no seu prato:

1. Abacate

Rico em gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas, conhecidas como “gorduras boas”, o abacate ajuda a combater a resistência à insulina. Além disso, seu conteúdo lipídico favorece o equilíbrio entre os níveis de colesterol bom (HDL) e ruim (LDL), atuando como um fator de proteção contra as doenças cardiovasculares.

Para aproveitar esses benefícios, porém, recomenda-se ingerir no máximo quatro colheres de sopa de abacate por dia, sem adição de açúcar refinado, pois essa fruta é muito calórica e pode favorecer o ganho de peso se consumida em excesso.

2. Aveia

A aveia é rica em betaglucana, uma fibra que se expande e forma uma espécie de gel consistente quando chega ao estômago. Com isso, ela prolonga a sensação de saciedade e retarda a absorção de glicose pelo sangue, ajudando a manter a glicemia em níveis mais baixos.

Além disso, a aveia reduz a absorção de colesterol pelo organismo, colaborando com a proteção do sistema cardiovascular.

3. Batata-yacon

A batata-yacon contém um alto teor de inulina, um tipo diferente de carboidrato. Em consequência, a glicose fornecida por essa variedade acaba sendo menos absorvida pelo organismo em relação à batata-inglesa.

Ainda em função da inulina, a yacon tem um sabor mais adocicado, que se assemelha ao de algumas frutas como melão e pela, e deve ser consumida crua. Uma boa dica é incluí-la em pequenas porções no lanche da manhã ou da tarde, sem cometer excessos.

Vale esclarecer que, embora muitas pessoas digam que o chá de folhas yacon é bom para diabetes, seu efeito sobre a glicose é apenas momentâneo, enquanto seu consumo prolongado pode levar a problemas graves nos rins.

4. Brócolis e outros vegetais crucíferos

Vegetais crucíferos como agrião, brócolis, couve-flor, couve-manteiga, repolho, rúcula etc. são conhecidos por serem ricos em vitaminas A, B9 (folato), C, E e K, minerais como cálcio, magnésio e ferro e diversas substâncias antioxidantes e anti-inflamatórias.

Assim, além de prolongar a saciedade e reduzir a absorção de açúcar pelo seu alto conteúdo de fibras, esses vegetais também ajudam a diminuir a produção de glicose pelo organismo, especialmente para pessoas obesas ou com diabetes tipo 2 não controlada.

5. Canela

Quando adicionada às refeições, a canela previne a absorção de grandes doses de glicose pelo organismo e reduz a velocidade do esvaziamento do estômago, evitando o pico glicêmico. Além disso, ela aumenta a sensibilidade à insulina, o que diminui a concentração de glicose no sangue.

Essa especiaria também é rica em substâncias que combatem o estresse oxidativo nas células, um fator-chave no desenvolvimento da diabetes tipo 2. Ainda, o consumo da canela está relacionado à diminuição dos níveis do colesterol ruim (LDL) e dos triglicérides, contribuindo para uma boa saúde cardiovascular.

6. Feijão e outras leguminosas

As leguminosas como feijão, ervilha, lentilha e grão-de-bico são ricas em fibras, que contribuem para o controle do apetite e reduzem a velocidade de absorção da glicose, evitando o aumento abrupto da glicemia.

Para aproveitar esses benefícios ao máximo, recomenda-se equilibrar as quantidades de leguminosas com as porções de alimentos como arroz, batata e massas, pois elas também são compostas principalmente por carboidratos.

7. Linhaça e chia

Essas sementes contêm fibras solúveis que reduzem o pico glicêmico, de forma a exigir uma menor produção de insulina pelo corpo – e isso evita que as células se tornem resistentes a esse hormônio, ajudando a prevenir e combater a diabetes tipo 2.

Além disso, a linhaça e a chia contêm ácido alfalinolênico (ALA), um dos componentes do ômega-3 que combate inflamações, prevenindo o desenvolvimento da diabetes, e que protege o sistema cardiovascular e o cérebro.

8. Maçã

A maçã contém uma fibra chamada pectina, conhecida por auxiliar no controle da glicemia ao retardar a absorção de glicose. Além disso, esse componente diminui a absorção do colesterol ruim, prolonga a sensação de saciedade e contribui para o bom funcionamento do intestino, principalmente quando consumida com a casca.

9. Oleaginosas

Nozes, castanha-de-caju, castanha-do-pará, amêndoas, avelãs e outras oleaginosas têm um alto conteúdo de gorduras boas (mono e poli-insaturadas), que ajudam a regular a glicemia e a equilibrar os níveis de colesterol bom e ruim.

Além disso, as oleaginosas, especialmente as amêndoas, ajudam a repor o magnésio, um mineral importante que muitas vezes é perdido pela urina depois de crises hiperglicêmicas. Por ser bastante calóricos, porém, recomenda-se consumir no máximo um punhado desses alimentos por dia, sem adição de sal ou açúcar.

10. Peixes gordurosos

Os peixes como salmão, atum, sardinha e cavalinha são ricos em ômega-3, um ácido graxo conhecido por proteger a saúde do coração, dos vasos sanguíneos e do cérebro. Além disso, esse componente aumenta a sensibilidade das células musculoesqueléticas à insulina e reduz os processos inflamatórios, ajudando a prevenir e controlar a diabetes tipo 2.

Mesmo conhecendo os melhores alimentos para controlar a diabetes, é muito importante ter o acompanhamento do médico e do nutricionista para receber todas as orientações sobre o uso de medicamentos, a dieta e a prática de exercícios que ajudam a combater a doença.

Fonte(s): SBD, STM, Dr. Julio Pimentel, SAÚDE e UOL Notícias

Tags: Saúde, cuidado do corpo, medprev, hospital, clínicas, agendamento, diabetes, alimentos, alimentação

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Uma das complicações mais graves da diabetes é o chamado pé diabético, um problema apontado como causa de 85% das amputações de membros inferiores na rede pública. Esse é um quadro que tem um alto custo humano e financeiro, por isso é muito importante saber o que é pé diabético e quando procurar tratamento.

De acordo com o Ministério da Saúde, o número de pessoas afetadas pela diabetes no país aumentou 61,8% entre 2006 e 2016, atingindo 8,9% da população. Em consequência, a incidência de complicações dessa doença também cresceu, incluindo pé diabético, perda da visão, acidente vascular cerebral e infarto.

O que é pé diabético?

Pé diabético é uma complicação da diabetes caracterizada por uma ferida (úlcera) nos membros inferiores agravada por uma infecção, mas também pode englobar qualquer alteração de origem neurológica, ortopédica ou vascular que afete essa região do corpo.

Esse quadro costuma acontecer porque, com o passar do tempo, a diabetes leva a um problema chamado neuropatia. Essa situação causa um prejuízo aos nervos, resultando em deformações nos ossos e nos músculos dos pés e na redução da sensibilidade da pele.

Com isso, ao mesmo tempo em que os pés se tornam mais propensos a sofrer um machucado (bolhas, calos, traumas etc.), o paciente perde parte de sua capacidade de sentir dor, o que faz com que ele não perceba que tem uma ferida e, assim, não procure tratamento.

Além disso, as pessoas com diabetes tendem a apresentar problemas de circulação, o que dificulta a chegada do sangue até os membros mais distantes do coração, especialmente os pés. Em consequência, essa região recebe menos oxigênio, o que prejudica a cicatrização e pode levar à morte do tecido, conhecida como necrose ou gangrena.

Como esse quadro evolui de forma silenciosa, o paciente passa semanas ou meses com uma úlcera aberta, ou seja, uma porta de entrada para microrganismos causadores de infecções, principalmente as bactérias. Dessa forma, geralmente a lesão já está muito avançada quando a pessoa procura o médico, levando a um alto risco de amputação.

Sintomas do pé diabético

Buscar atendimento médico precoce é a melhor forma de evitar que um machucado simples se alastre e leve à amputação. Por isso, pessoas com diabetes e seus familiares devem estar atentos a estes sinais e sintomas do pé diabético, que afetam pés e tornozelos:

1. Sinais e sintomas de neuropatia diabética

  • Perda da sensibilidade
  • Queimação
  • Formigamento
  • Dormência
  • Dor na forma de agulhadas, pontadas ou facadas
  • Fraqueza (incluindo as pernas)
  • Cãibras

Estes sintomas geralmente pioram à noite, quando o paciente se deita, e melhoram durante o dia, conforme a pessoa se movimenta e faz suas atividades.

2. Sinais e sintomas na pele

  • Ressecamento
  • Fissuras (rachaduras)
  • Vermelhidão
  • Aumento da temperatura
  • Inchaço
  • Alterações nas unhas

A combinação desses sintomas pode indicar de forma precoce a instalação do chamado pé de Charcot, uma condição que leva à fragilidade óssea e favorece a ocorrência de luxações e fraturas.

O inchaço em um dos pés, por exemplo, aparece de duas semanas até dois meses antes de qualquer alteração óssea revelada por uma radiografia.

3. Sinais e sintomas ortopédicos

  • Ferida na sola do pé (úlcera plantar)
  • Joanete (hálux valgo)
  • Dedos em martelo
  • Dedos em garra
  • Pé cavo (aumento da curvatura)
  • Atrofia da musculatura do pé
  • Limitação do movimento da articulação

Em geral, esses sinais são identificados apenas pelo médico especialista e podem caracterizar o pé de Charcot crônico, um fator que aumenta o risco de amputação quando ocorre simultaneamente a uma infecção.

Causas do pé diabético

O pé diabético é causado por uma sequência de fatores que fazem uma pequena ferida evoluir para a necrose do tecido, pois o organismo é incapaz de curá-la. Dessa forma, a causa desse problema é o somatório de eventos como:

  • Lesões nos pés: bolhas, calos, micoses, traumas (topadas em quinas de móveis, cortes durante a pedicure etc.);
  • Pedicure inadequada: corte das unhas em formato que favoreça que elas encravem, remoção da cutícula, retirada dos calos sem orientação médica;
  • Calçados inapropriados: calçados abertos (chinelos, sandálias), salto alto, sapatos de bico fino, calçados que apertam ou “pegam” determinado ponto dos pés;>
  • Neuropatia diabética: o excesso de glicose afeta os nervos e diminui a sensibilidade à dor, fazendo com que o paciente demore em buscar tratamento;
  • Problemas de circulação: a glicemia elevada e as placas de gordura que se formam nas artérias prejudicam a circulação sanguínea, de forma que as células de defesa e o oxigênio não chegam aos pés em quantidade suficiente para combater infecções e regenerar o tecido;
  • Presença dos fatores de risco: diabetes mal controlada, hipertensão, obesidade, colesterol alto, tabagismo, sedentarismo, histórico familiar de pé diabético e úlcera e amputação prévias.

Tratamento do pé diabético

Antigamente, o único tratamento para o pé diabético era a amputação, com perda parcial ou total desse membro, incluindo parte da perna em casos mais graves. Hoje, porém, existem outros recursos terapêuticos para tentar evitar ou pelo menos retardar essa medida mais drástica.

Para isso, porém, recomenda-se que os pacientes com pé diabético procurem atendimento médico e recebam tratamento em até 24 horas, o que aumenta as chances de sucesso.

O tratamento depende do grau das lesões. Em feridas não infeccionadas, o tratamento pode consistir na limpeza e no uso de curativos especiais.

Já no caso de infecção, será necessário o uso de antibióticos por via oral ou endovenosa, dependendo das condições da circulação sanguínea do paciente. Podem ser associados medicamentos para aumentar a irrigação sanguínea dos membros inferiores.

Além disso, deve-se avaliar a necessidade do debridamento cirúrgico, um procedimento feito em ambiente hospitalar que consiste na limpeza da ferida e na remoção do tecido necrosado. Dessa forma, a extensão da infecção é reduzida, favorecendo a cicatrização.

Existem ainda métodos inovadores, como a oxigenoterapia hiperbárica, utilizados em feridas muito avançadas. Nesse caso, o paciente fica dentro de uma máquina com pressão atmosférica reduzida e concentração de oxigênio a 100%, o que estimula a formação do colágeno e a cicatrização dos tecidos.

Outro recurso moderno é a fototerapia, que consiste na aplicação da luz por um cabo de fibra ótica com a finalidade de destruir as bactérias. Embora esses dois recursos sejam capazes de reduzir o risco de amputação, eles ainda são pouco disponíveis devido ao seu alto custo.

Por isso, agora que você sabe o que é pé diabético, examine seus pés todos os dias em busca de sinais dessa complicação e procure o médico imediatamente caso identifique alguma alteração. Manter um bom controle da glicemia e ter os pés examinados pelo médico endocrinologista, cirurgião vascular ou enfermeiro também é fundamental.

Fonte(s): Brasil.gov, Endocrino.org, Scielo, Saúde Abril, Hospital Sírio Libanes e Portal Educação

Pessoas que desejam ter uma vida longa e saudável precisam saber como prevenir a diabetes. Embora essa doença tenha um forte componente genético e não possa ser totalmente evitada, o estilo de vida funciona como um gatilho para o seu desenvolvimento.

A diabetes é uma doença crônica e sem cura que ocorre quando há um excesso de açúcar (glicose) no sangue, ou seja, uma elevação na glicemia. Isso acontece porque as células do pâncreas não produzem insulina suficiente (diabetes tipo 1) ou porque o organismo não consegue utilizar esse hormônio da forma correta (diabetes tipo 2).

A diabetes tipo 1 surge na infância ou na adolescência e tem origem familiar, não podendo ser prevenida. A diabetes tipo 2, por sua vez, corresponde a mais de 90% dos casos e atinge principalmente pessoas acima dos 45 anos. Ela também apresenta influência genética, mas seu desenvolvimento está intimamente relacionado a fatores como sobrepeso, sedentarismo e alimentação inadequada.

Dessa forma, existem algumas medidas que podem ser adotadas para a prevenção dessa doença, seja reduzindo o risco da diabetes em si ou a velocidade com a qual ela se desenvolve. Veja como fazer isso:

1. Alimente-se de forma saudável

Ter uma alimentação equilibrada é um dos pilares da prevenção à diabetes tipo 2. Diferente da crença popular, os cuidados com a dieta vão muito além de apenas evitar os doces, incluindo medidas como:

  • Consumir diariamente alimentos ricos em fibras, vitaminas e sais minerais, como verduras, legumes e frutas;
  • Dar preferência a fontes de proteínas magras, como aves, peixes e carne vermelha com pouca gordura;
  • Evitar o consumo excessivo de alimentos ricos em carboidratos processados, como farinha branca, doces e refrigerantes, e dar preferência aos cereais integrais;
  • Comer devagar e mastigando bem os alimentos (já se sabe que comer muito rápido aumenta o risco de diabetes em até 2,5 vezes);
  • Fazer várias pequenas refeições ao dia e não passar muitas horas sem comer, pois o jejum intermitente pode favorecer a instalação da doença.

2. Faça exercícios físicos regularmente

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 27% dos casos de diabetes são causados pela falta de atividade física, pois o sedentarismo favorece fatores como obesidade, hipertensão e desequilíbrio no colesterol, que também contribuem para o desenvolvimento dessa doença.

Desse modo, para prevenir a diabetes tipo 2, a OMS recomenda a prática de exercício regular por toda a vida. Para as crianças e adolescentes de 5 a 17 anos, indica-se fazer pelo menos 60 minutos de atividade física todos os dias. Já para os adultos, o mínimo é de 150 minutos semanais, o que equivale a meia hora de exercícios cinco vezes por semana.

3. Mantenha um peso saudável e perca a barriga

Ter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos são dois hábitos fundamentais para o controle do peso. Embora a diabetes também possa acometer pessoas magras, o excesso de peso é o principal fator ambiental para o desenvolvimento do tipo 2 dessa doença.

Isso acontece porque os quilos a mais representam um acúmulo de gordura em órgãos como fígado, pâncreas e músculos, o que prejudica a função da insulina e causa uma elevação da glicemia, sobrecarregando as células produtoras desse hormônio.

Além disso, a resistência à ação da insulina é favorecida pelo excesso de gordura abdominal. Por isso, mesmo que não haja uma grande alteração concomitante no peso, reduzir a circunferência da cintura e perder a barriga contribuem para a prevenção da diabetes tipo 2.

4. Tenha boas noites de sono

Dormir de 7 a 8 horas por dia não é necessário apenas para recuperar suas energias, mas também para prevenir a diabetes. De acordo com um estudo da Universidade de Harvard, noites de sono mais curtas ou mais longas do que esse intervalo favorecem o desenvolvimento da doença.

Uma hora a menos de sono aumenta o risco de diabetes tipo 2 em 9%, enquanto uma hora a mais leva a um aumento de 14%. A explicação para esses efeitos envolve diversos fatores biológicos relacionados à privação de sono, como diminuição na tolerância à glicose, aumento da resistência à insulina e favorecimento da obesidade.

5. Fique longe do álcool e do cigarro

Embora o vinho tinto seja conhecido por suas propriedades antioxidantes, que poderiam prevenir a diabetes, diversos estudos relacionam o consumo de álcool ao aumento do risco para essa e outras doenças, incluindo hipertensão e problemas cardiovasculares.

Além disso, as bebidas alcoólicas costumam ser muito calóricas, favorecendo o acúmulo de peso. Dessa forma, recomenda-se restringir a ingestão de álcool, mesmo do vinho tinto, reservando essas bebidas para ocasiões especiais.

O cigarro, por sua vez, além de não oferecer nenhum benefício, aumenta o risco de diabetes tipo 2 de 30% a 40% por promover o ganho de peso, aumentar as taxas de cortisol e estimular a formação de radicais livres. Ainda, a nicotina afeta diretamente a secreção de insulina por prejudicar a atividade das células do pâncreas.

6. Faça avaliações médicas periodicamente

A diabetes é uma doença silenciosa que pode se desenvolver sem causar sintomas. Por isso, muitas vezes ela é descoberta quando a pessoa busca atendimento médico por outros motivos e acaba fazendo alguns exames por solicitação de especialistas como ginecologista, urologista etc.

Contudo, quando é feito um acompanhamento específico para essa doença, é possível identificar uma situação conhecida como pré-diabetes, ou seja, quando o nível de glicose no sangue já está elevado, mas ainda sem caracterizar a instalação da diabetes propriamente dita.

Nesse momento, uma mudança nos hábitos de vida oferece 50% de chances de interromper a evolução da doença. Por isso, procure o MEDPREV mais próximo para agendar uma avaliação com o clínico geral ou o endocrinologista e faça seus exames anualmente.

Fonte(s): Science DailyScience DirectOMS [1] e [2]Sociedade Brasileira de Diabetes [1][2] e [3]American Diabetes Association e NCBI

Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes indicam que no Brasil há pelo menos 13 milhões de pessoas vivendo com essa doença. As causas do diabetes não são completamente conhecidas pela ciência, mas sabe-se que um estilo de vida saudável, o que inclui boa alimentação e exercícios físicos, ajuda a prevenir a doença.

O diabetes é uma doença capaz de causar diversos outros tipos de problemas, o que inclui complicações cardíacas e arteriais, perda de visão e problemas nos rins e no sistema nervoso. Casos mais graves em que a doença se propague de forma descontrolada podem levar à morte. Vamos entender como essa doença acontece e quais são as formas de prevenção e tratamento.

O que é diabetes?

Quando o corpo não consegue produzir a quantidade suficiente de insulina ou, ainda, não consegue absorver a insulina necessária, o diagnóstico pode ser diabetes. A insulina é o hormônio responsável regular os níveis de glicose no sangue, gerando energia para o organismo como um todo. Se os níveis de insulina estão acima do esperado, essas altas taxas podem causar diversas complicações de saúde.

Existem dois tipos de diabetes: o do tipo 1, hereditário, presente em 90% dos casos, e do tipo 2. Para ambos os casos não há cura da doença, mas existem diversas formas de controle que podem auxiliar o paciente a ter uma vida relativamente normal e praticamente sem sintomas.

O diabetes do tipo 1 se manifesta geralmente em adultos, mas pode ser diagnosticado na infância e na adolescência, e é caracterizado pela produção irregular de insulina. Como se trata de uma doença hereditária, filhos de pais diabéticos devem redobrar a atenção e realizar exames de sangue pelo menos uma vez por ano. 

Práticas de vida saudáveis ajudam a evitar a manifestação da doença. Porém, uma vez que o problema seja diagnosticado, pode ser necessário usar insulina ou medicamentos de controle diariamente pelo resto da vida, além de modificações na dieta de forma que o consumo de açúcar seja o mais reduzido possível. 

Já o diabetes do tipo 2 é diagnosticado quando o corpo consegue produzir a insulina necessária, mas não a absorve corretamente. Essa condição não é hereditária, mas sim causada por uma soma de fatores como sobrepeso, sedentarismo, níveis elevados de triglicerídeos causados por maus hábitos alimentares e hipertensão.

Diagnóstico e sintomas: como saber se tenho diabetes?

A realização de exames de sangue anualmente é fundamental para que o médico possa entender se o paciente apresenta um quadro de pré-diabetes ou não. Quando os níveis de glicose estão mais altos do que normal, esse pode ser um indício do início da manifestação da doença e, portanto, um controle mais apurado se faz necessário.

Apesar de essa ser uma condição perfeitamente evitável, estima-se que metade dos pacientes com diagnóstico de pré-diabetes ainda assim desenvolvam a doença, muito em razão da manutenção de um estilo de vida pouco saudável. Os especialistas reforçam que a prática de exercícios e a mudança de hábitos alimentares são fundamentais para prevenir a doença.

Os sintomas dos diabetes variam do tipo 1 para o tipo 2, mas alguns deles são comuns a ambas as formas da doença. Por exemplo, os diabéticos têm fome frequente, sede constante e vontade de urinar diversas vezes ao dia. Aos pacientes do tipo 1 acrescenta-se ainda perda de peso, fraqueza, fadiga, mudanças de humor e náusea. Já para os pacientes do tipo 2, são comuns as sensações de formigamento nos pés e nas mãos, infecções de pele, nos rins ou na bexiga, visão embaçada e feridas que demoram a cicatrizar.

Como prevenir e tratar o diabetes?

A adoção de hábitos de vida saudáveis é, sem sombra de dúvidas, a principal maneira de se prevenir da manifestação dessa doença. Isso inclui uma alimentação saudável, com ingestão de verduras, legumes e frutas diariamente, e redução do consumo de sal, açúcar e gorduras. A prática de exercícios físicos por pelo menos 30 minutos por dia também é uma recomendação, assim como evitar o fumo.

As formas de tratamento variam de acordo com o tipo de diabetes diagnosticado – e o acompanhamento médico é fundamental para que se defina qual será o procedimento em cada caso. Todavia, aqueles diagnosticados com o tipo 1 da doença podem precisar de doses diárias de insulina ou de medicamentos de uso contínuo para redução dos níveis de glicose.

Já os do tipo 2 também terão que recorrer a medicamentos de uso contínuo, como inibidores de alfaglicosidase, sulfonilureias e glinidas. Além disso, esses pacientes deverão redobrar os cuidados com a saúde, pois essa forma da doença geralmente vem acompanhada de outros problemas de saúde, como obesidade e hipertensão.

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Embora não tenha cura, o diabetes é perfeitamente evitável e, uma vez diagnosticado, controlável. Para isso, o paciente deve procurar auxílio médico, realizar exames de sangue anuais e seguir à risca os tratamentos prescritos. É possível ter uma vida normal e saudável mesmo a partir do diagnóstico da doença. Utilize o aplicativo do Medprev para agendar a sua consulta hoje mesmo e fazer um checkup completo.