Como lidar com a ansiedade durante a pandemia?

A pandemia de coronavírus nos colocou em uma situação atípica, pela qual nunca tínhamos passado até então. Evitar o contato pessoal com amigos e familiares, trabalhar em regime de home office, estudar a distância e sair de casa apenas para o necessário passaram a ser o “novo normal”. Neste artigo, vamos falar sobre como lidar com a ansiedade durante a pandemia.

Com tantas mudanças em tão pouco tempo, é natural que a ansiedade aflore com mais evidência. Quando essa situação terá um fim? Quando poderemos voltar a ter uma rotina normal novamente? Perguntas como essas, que por enquanto ainda não têm resposta, contribuem para nos deixar mais angustiados.

Porém, apesar de todos os contratempos, é possível lidar com essa situação de maneira mais equilibrada. Listamos aqui algumas dicas que podem auxiliá-lo a controlar a ansiedade e mantê-lo saudável mesmo que a vontade de sair de casa seja enorme.

1. Faça exercícios físicos

Deixar de sair de casa faz com que muitas pessoas deixem de praticar exercícios. Em muitas cidades as academias estão fechadas e caminhar em parque e praças não é uma alternativa recomendável. Entretanto, não se movimentar o suficiente durante o dia é outro extremo da balança e pode resultar em efeitos negativos para o organismo. A recomendação é realizar exercícios físicos em casa, de preferência com orientação profissional.

Dedicar ao menos 30 minutos todos os dias para se alongar e exercitar os músculos do corpo é fundamental para prevenir o surgimento de dores musculares e problemas cardíacos, respiratórios e de circulação. Os exercícios físicos são ainda uma forma de se desconectar da rotina e obter uma sensação de bem-estar.

2. Evite consumir muitas notícias negativas

O jornalismo é um reflexo da realidade e quando vivenciamos momentos de crise é natural que as notícias negativas dominem a pauta. Porém, passar o dia consumindo esse tipo de conteúdo pode funcionar como um gatilho para nos deixar mais ansiosos e angustiados. Portanto, a dica é filtrar aquilo que você lê ou assiste sobre o assunto.

Isso não significa deixar de consumir informações, pelo contrário. As notícias são essenciais para que você saiba mais sobre as formas de prevenção e contribua para a redução da propagação do contágio. Entretanto, não passe o dia em função disso. Tenha momentos específicos no dia para consumir essas notícias. Evite abrir as redes sociais o tempo todo e não propague notícias de procedência duvidosa.

3. Cuide da saúde mental

Por mais que tomemos todos os cuidados necessários, é natural que essa situação nos impacte de uma forma mais significativa neste momento. Conversar com outras pessoas, ainda que por videoconferência, é uma maneira de reduzir a sensação de isolamento e contribui para que possamos nos perceber como parte de um contexto social.

Se você mora sozinho ou não tem muitos amigos com quem conversar, uma boa solução é recorrer aos psicólogos e terapeutas. Diferentemente do que muitos possam imaginar, o momento de procurar uma terapia não é apenas quando temos algum problema. Dialogar com especialistas nos ajuda a ver as coisas sob outra ótica, permitindo uma compreensão além da nossa visão de mundo. Você pode agendar uma consulta com um profissional pelo Medprev.

4. Reserve um tempo para si mesmo

Estudar e trabalhar em casa e a sensação de estarmos presos sempre em um mesmo ambiente podem ser angustiantes. Há muitos relatos de pessoas que passaram a trabalhar mais horas ou de forma menos regrada ao longo do dia pelo simples fato de não saber como separar a vida pessoal da vida profissional. É importante que você tenha horários reservados para si mesmo.

Independentemente da sua atividade ou do seu horário de trabalho, separe pelo menos uma hora por dia para se dedicar a atividades que lhe deem prazer. Medição, yoga, jogos eletrônicos, assistir a filmes e séries, ler um bom livro… A escolha do que fazer é sua. Porém, é importante que a ação em questão seja relaxante e, de preferência, não tenha relação direta com sua atividade profissional.

5. Não descuide da alimentação

Estar em casa o dia todo pode fazer com que o seu corpo tenha um menor gasto calórico. Em contrapartida, isso pode fazer com que você coma mais ou menos, dependendo da maneira como você lida com a ansiedade. Das duas maneiras o resultado para a saúde não é positivo: alimentação ruim ou em excesso são problemas comuns reportados neste período. A solução é redobrar a atenção.

Procure fazer pelo menos seis refeições por dia, respeitando os horários de café da manhã, almoço e jantar. Evite consumir alimentos gordurosos ou com muito açúcar entre as refeições. Beba muita água e mantenha-se hidratado. Se possível, varie seu cardápio, incluindo nutrientes de todos os grupos alimentares ao longo da sua dieta semanal.

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Mesmo seguindo as dicas acima, eventualmente você pode se sentir angustiado. Além disso, a ansiedade pode desencadear outros problemas de saúde, mais difíceis de serem diagnosticados ou resolvidos por conta própria. Não existe uma receita de como lidar com a ansiedade durante a pandemia, mas se você perceber que a situação está indo além das suas forças, não hesite em procurar auxílio médico. Agenda uma consulta pelo app do Medprev com um profissional que possa avaliar com mais clareza o seu estado de saúde.

A epidemia de coronavírus que assola o mundo no início de 2020 já registra mais de 500 mil pessoas infectadas com a doença. As medidas de contenção para minimizar o contágio vem sendo adotadas por dezenas de países, incluindo o Brasil.

Nesta semana, diversos estados e municípios declararam “estado de emergência” por conta da pandemia. A ideia é diminuir as aglomerações e o contato social e, com isso, reduzir as possibilidades de propagação da doença. Para isso, o comércio e as aulas foram suspensas e há uma recomendação para que as pessoas fiquem em casa até segunda ordem.

O que é “estado de emergência”?

Quando uma prefeitura, um governo ou um país declara “estado de emergência” isso significa que ele tem poderes para mudar algumas funções dos poderes executivo, legislativo ou judiciário provisoriamente. Trata-se de um mecanismo legal para que os estados possam comunicar aos cidadãos que eles devem ter uma conduta ajustada às necessidades das autoridades naquele momento.

No Brasil, o “estado de emergência” costuma ser aplicado em decorrência de catástrofes naturais, como quedas de barragem, enchentes ou chuvas em excesso. Internacionalmente, os casos podem envolver declarações de guerra, situações de desordem civil, terremotos, tsunamis, entre outros.

Por que as cidades declaram emergência?

Há diversos fatores técnicos e legais envolvidos em uma declaração de emergência. No caso específico da pandemia de coronavírus, os estados e municípios ficam desobrigados em 2020 a cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, que prevê que os gastos não podem superar a arrecadação. Como se trata de uma situação excepcional, a medida remove essa obrigatoriedade, permitindo que os governantes destinem recursos para conter a pandemia.

Além disso, a medida prevê ainda a possibilidade de que as autoridades adotem medidas excepcionais durante esse período, o que inclui isolamento e quarentena de pessoas contaminadas ou até mesmo a realização compulsória de exames, incluindo coleta de amostras e vacinação. O desrespeito às normas vigentes pode levar aqueles que descumprirem as ordens à prisão.

Por que é tão importante reduzir o contágio de coronavírus?

Não foi apenas o Brasil que adotou a quarentena como estratégia para reduzir a propagação da doença. Itália, Espanha, Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Coreia de Sul, Índia e muitas outras nações também restringiram os deslocamentos dos cidadãos e fecharam aeroportos a fim de tentar “achatar a curva de contágio”.

A explicação é simples: infelizmente, não há como evitar que, com o passar do tempo, milhares de pessoas sejam acometidas pelo vírus. Porém, se muitas pessoas ficarem doentes de uma só vez, os sistemas de saúde dos países não terão condições de atender a todos. Como muitos casos são graves e requerem internação por até duas semanas, as UTIs podem ficar lotadas resultando em falta de leitos hospitalares – e consequentemente mais mortes em razão da falta de atendimento.

É o caso da Itália, país em que o maior número de mortes foi registrado até o momento. Por lá já são mais de 8 mil vítimas fatais de Covid-19. Muitas dessas mortes poderiam ter sido evitadas se houvesse leitos hospitalares e ventiladores mecânicos suficientes para atender a toda a população. No entanto, mesmo nos países de primeiro mundo parece não haver equipamentos suficientes para atender toda a demanda se o isolamento não for realizado.

A tentativa de “achatar a curva de contágio”, portanto, nada mais é do que diluir o número de infectados no maior período possível, evitando que haja um colapso no sistema de saúde. Em algumas cidades, como São Paulo, leitos hospitalares extras vêm sendo construídos para poder dar conta de atender a demanda crescente nas unidades de saúde. Sem as paralisações, muito provavelmente estaríamos mais próximos de um colapso no atendimento.

Na última semana os brasileiros estão vivendo dias atípicos. Comércio fechado, restrições em aeroportos e trabalho remoto são as algumas das medidas adotadas pelo governo para conter o surto de coronavírus, pandemia declarada pela OMS e que já matou mais de 11 mil pessoas em todo o mundo.

Apesar das medidas preventivas serem recomendadas pelos especialistas, muitas pessoas ainda se perguntam se tudo isso é mesmo necessário. Para compreender a gravidade da situação, precisamos entender primeiramente por que o coronavírus se espalha tão rápido e quais são as consequências de não reduzir o contágio agora para o sistema de saúde.

Por que o coronavírus se espalha tão rápido?

Desde que o primeiro caso de Covid-19 foi registrado na província de Wuhan, na China, e, 12 de dezembro de 2019, se passaram pouco mais de três meses. De lá para cá já são mais de 260 mil pacientes infectados e 11 mil mortes em todo o mundo. A doença já foi confirmada em 118 países e tem provocado pânico na população.

Porém, o que mais contribui para que a pandemia se agrave é a rapidez com que o vírus se espalha. O principal problema é que mesmo pacientes sem sintomas são capazes de transmitir o vírus. Um estudo realizado por norte-americanos e chineses publicado no periódico Science apontou que dois terços das infecções foram transmitidas por pacientes sem sintomas.

Some a isso o fato de que o coronavírus é um vírus capaz de sobreviver até 72 horas em algumas superfícies, como plástico e alumínio. Isso torna as medidas de limpeza mais do que necessárias, mas só elas podem não ser suficientes para conter o avanço da pandemia.

Outra explicação: análises genéticas preliminares identificaram uma proteína na superfície do vírus que é capaz de infectar as células humanas com muita rapidez. O Covid-19 infecta as células atacando uma proteína chamada furina, a mesma atacada em casos de ebola e HIV. Como a furina está presente em vários tecidos humanos, isso significa que ela é capaz de atacar vários órgãos, especialmente os pulmões, o fígado e o intestino. 

Portanto, diminuir o contato social é a medida mais urgente para conter a propagação. Sem as medidas preventivas os números poderiam ser ainda mais alarmantes e gerar consequências insustentáveis para os sistemas de saúde em todo o mundo.

O que podemos fazer para não sobrecarregar o sistema de saúde?

Levando em consideração o que vem ocorrendo na Itália, os especialistas apontam que ficar em casa é a melhor maneira de evitar a propagação do vírus. No início da pandemia na Itália, um país com população predominantemente mais velha, já são mais de 4 mil mortos e mais de 38 mil casos ativos.

Não há leitos hospitalares suficientes para dar conta de tamanha quantidade de pessoas internadas ao mesmo tempo – isso sem contar os que estão hospitalizados por outras doenças. O resultado disso é que alguns estabelecimentos têm sido obrigados a escolher quais pacientes serão tratados ou não, deixando muitos outros em os cuidados necessários.

Por lá, as medidas de contenção como o fechamento do comércio e a restrição de circulação no país foram tomadas tarde demais, não havendo tempo suficiente para achatar a curva de contágio. A situação vem sendo comparada à de um período de guerra. Somente no dia 19 de março foram 675 mortes.

A experiência até agora tem mostrado que os países que foram mais eficientes para identificar e isolar os pacientes infectados obtiveram melhor êxito, vendo o crescimento da curva de contágio ser menor do que o de outras localidades. Coreia do Sul, Singapura e Hong Kong são exemplos de países que têm conseguido lidar relativamente bem com a situação.

No caso do Brasil, os primeiros dias de contágio mostram uma curva de transmissão muito parecida com a da Itália e, por essa razão, foi preciso ligar o alerta. A expectativa é que a suspenção das atividades comerciais reduza os deslocamentos e a velocidade de contágio, garantindo que não haja sobrecarga no sistema de saúde.

Entre as muitas ações que estão sendo implementadas para minimizar a possibilidade propagar o coronavírus, certamente você já está sabendo sobre a importância de lavar as mãos com água e sabão ou com álcool em gel para eliminar possíveis resquícios do vírus.

Entretanto, muitos não tem se atentado ao fato de que há outros dispositivos de uso frequente com os quais nos relacionamos e que também precisam de atenção. É o caso dos smartphones, tablets e computadores. Você sabia que eles também podem ser um elemento capaz de reter o vírus por um certo tempo?

Objetos manuseados também precisam ser limpos

Os eletrônicos podem se tornar “depósitos” de gotículas capazes de transmitir a doença. Um computador compartilhado, por exemplo, requer atenção redobrada por parte de todos que o utilizam. Higienizar os equipamentos com maior frequência, especialmente quando compartilhados, é também uma forma de se prevenir da contração ou da propagação do vírus.

Um estudo publicado pela revista científica New England Journal of Medicine apontou que o vírus é capaz de sobreviver até três dias em determinadas superfícies. Segundo a publicação, o coronavírus pode resistir até 72 horas sobre o aço inoxidável ou sobre o plástico; até 24 horas sobre o papelão; e até 4 horas sobre superfícies de cobre.

Portanto, para que a prevenção seja mais completa e eficiente, é preciso pensar também nos seus eletrônicos. Isso inclui o smartphone, o tablet, o notebook, o teclado, o mouse e o controle remoto, por exemplo. Todas essas superfícies podem servir como um agente de transmissão caso uma pessoa infectada com o vírus toque sobre eles.

Como limpar os eletrônicos para evitar o coronavírus

Cada equipamento eletrônico tem suas características particulares e é recomendado que o usuário siga as orientações do fabricante no manual de instruções do produto. No entanto, o mesmo álcool em gel que utilizamos para limpar as mãos também pode servir como arma para evitar de propagar o coronavírus.

Tudo o que você precisa fazer é molhar um lenço de papel com álcool em gel ou álcool 70% e passar em toda a superfície do eletrônico. De acordo com o infectologista Jean Gorinchteyn, do Instituto Emílio Ribas, em entrevista ao Estadão, a recomendação é fazer isso duas vezes pela manhã, duas vezes à tarde e duas vezes à noite, conforme a intensidade de uso.

O Conselho Federal de Química ressalta ainda que o álcool isopropílico, produto encontrado nas lojas de eletrônicos, é a opção mais adequada para a limpeza, pois a estrutura química do líquido dificulta a oxidação das peças. Entretanto, tome cuidado para não aplicar o produto em excesso. Por fim, recomenda-se desligar o celular enquanto a limpeza estiver sendo realizada.

Caso o produto em questão tenha sido manejado por outra pessoa, limpe-o imediatamente antes de tocá-lo, isso ajuda a minimizar o risco de propagar o coronavírus. Vale lembrar que tanto o dono do celular quanto quem manuseou o aparelho por alguns minutos devem lavar as mãos com água e sabão ou limpá-las também com álcool em gel depois do uso.

Redobre também a atenção com o teclado do computador e o mouse, seguindo a mesma regra. Por fim, não se esqueça dos aparelhos de telefonia fixa: o bocal e a parte de escuta são partes propícias para a propagação do vírus. Higienize-os sempre antes da utilização.

Prevenção ainda é a forma mais eficaz de combater a doença

coronavírus (Covid-19) é um tipo de vírus que pode causar infecções respiratórias que vão desde um simples resfriado até síndromes mais severas. Ele é transmitido por gotículas de saliva, espirro, tosse ou catarro, que podem ser repassadas em apertos de mão e no toque em objetos ou superfícies contaminadas.

Para evitar o contágio você deve:

  • Cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal;
  • Lavar as mãos frequentemente, por pelo menos 20 segundos, com água e sabão;
  • Usar antisséptico de mãos (álcool gel), sempre que lavar as mãos não for possível;
  • Evitar contato com pessoas doentes;
  • Ficar em casa se apresentar sintomas leves de resfriado.

Os principais sintomas do COVID-19 são febre, cansaço e tosse seca. Alguns pacientes pode ainda podem apresentar dores, congestão nasal, coriza, tosse ou diarreia. A recomendação dos especialistas é procurar o serviço médico somente se o quadro de infecção respiratória se agravar, com sintomas como falta de ar, por exemplo. 

Pessoas idosas ou com doenças crônicas (como diabetes, pressão alta e doenças cardiovasculares) são mais vulneráveis ao vírus, que pode levar à morte. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a taxa de letalidade é entre 2% e 3% dos casos confirmados.

A pandemia de coronavírus chegou com força ao Brasil no mês de março. A crise ainda não tomou proporções tão drásticas quanto em países como Itália, Espanha e Estados Unidos, mas ainda assim o número de mortes por aqui já passa de 300.

Diferentemente do que acontece na Europa e na América do Norte, por lá estamos no final do inverno e início da primavera, enquanto no Brasil saímos do verão para entrar no outono. Como a tendência é que as temperaturas esfriem nos próximos dois meses, esse clima mais frio pode ser propício para agravar o contágio do coronavírus?

Clima frio e coronavírus: uma combinação incerta

O coronavírus que provoca a Covid-19 ainda é uma doença relativamente nova e, por conta disso, há poucos estudos conclusivos sobre o seu comportamento. Ao menos por enquanto, supor que o clima frio é mais propício para a propagação do coronavírus é algo sem nenhuma comprovação científica. Da mesma forma, muitos imaginavam que o clima tropical seria um fator redutor na propagação da doença, mas na prática isso não vem se confirmando.

Especialistas ouvidos por publicações nacionais e internacionais são taxativos em afirmar que os vírus, em linhas gerais, não respeitam temperaturas. Um exemplo disso foi o surto de H1N1, em 2009, que castigou a América do Norte especialmente durante o período de verão. Assim, afirmar que o clima tem alguma influência significativa na propagação desse vírus, ao menos por enquanto, não encontra fundamento em nenhum estudo realizado.

No caso específico do coronavírus, o que se sabe até agora é que a Covid-19 é uma doença de propagação rápida. Portanto, locais com maior densidade populacional ou com trânsito mais intenso de voos nacionais e internacionais estão mais susceptíveis a contaminações. Prova disso é que no Brasil os estados de São Paulo e Rio de Janeiro são os que apresentam até agora o maior número de casos.

Por que o inverno pode ser motivo de preocupação para os brasileiros?

Quando consideramos os casos de gripe, informações do Ministério da Saúde mostram que o inverno não é necessariamente o maior vilão. Dados do órgão indicam que o número de casos aumenta entre os meses de abril e junho nas regiões Norte e Nordeste, e entre junho e outubro no Sul e no Sudeste, especialmente por conta de períodos chuvosos ou invernos mais rigorosos.

Porém, não é a temperatura o fator preponderante nessa equação, mas sim o comportamento das pessoas. Nestes períodos do ano, a combinação de temperatura baixa com ar mais seco somada ao fato de que as pessoas ficam mais em ambientes fechados contribui para a proliferação dos vírus respiratórios, aumentando as chances de transmissão.

A baixa umidade do ar resulta em uma maior concentração de poluentes, favorecendo o aparecimento de doenças respiratórias. Pacientes com quadros de asma, bronquite, rinite e sinusite devem redobrar os cuidados nesta época, pois se tornam mais sensíveis à ação dos elementos alérgenos.

Por essas características, nesse período do ano os problemas respiratórios costumam se intensificar. Em 2020, se as projeções da OMS e do Ministério da Saúde estiverem corretas, o pico da pandemia de coronavírus no Brasil deve coincidir com esse período, o que pode resultar em hospitais sobrecarregados e falta de leitos hospitalares para o tratamento dos pacientes com casos menos graves.

Prevenção é o melhor remédio

Independentemente do clima, a prevenção é o melhor caminho para minimizar os riscos de contágio, tanto do coronavírus quanto da gripe e de outras doenças respiratórias. No caso da Covid-19, as medidas de isolamento social tem se mostrado eficazes para reduzir a velocidade de contágio, evitando que as unidades de saúde fiquem sobrecarregadas.

Já em se tratando da gripe e de outros problemas respiratórios, valem as regras de manter o ambiente sempre limpo, evitar aglomerações e locais muito fechados, abrir as janelas para arejar a casa, beber bastante água e umidificar o ambiente sempre que possível são medidas que auxiliam a minimizar os riscos. Para todos os casos, lavar as mãos com água e sabão com maior frequência também é uma importante medida preventiva.

Ao perceber sintomas como febre, tosse, irritação nos olhos, coceira no nariz e na garganta ou espirros, redobre os cuidados e consulte um médico. Em tempos de Covid-19, os sintomas podem ser um indício de outras complicações de saúde. Utilize o aplicativo Medprev para marcar uma consulta com um especialista e tirar todas as suas dúvidas.

Oficialmente, o primeiro caso de COVID-19 foi detectado na China, no dia 7 de janeiro. Desde então, pouco mais de 70 dias se passaram e o vírus se alastrou por todas as regiões do planeta. Já são mais de 215 mil casos confirmados em todos os continentes, com cerca de 9 mil mortes confirmadas.

Diante desse cenário tão assustador, as indústrias farmacêuticas e empresas de biomedicinas iniciaram o desafio de encontrar uma vacina que possa ser capaz de conter o avanço da doença. Em geral, pode levar alguns anos até que uma vacina passe por todas as fases de teste e seja autorizada a sua aplicação em seres humanos. No entanto, dada a gravidade da doença, é possível que algumas etapas sejam puladas e que os primeiros testes comecem ainda neste mês.

Vacina de coronavírus está em desenvolvimento

Muitas notícias falsas circularam na última semana com relação a uma possível “cura” para o coronavírus. Na prática, infelizmente, nenhum país ou laboratório conseguiu desenvolver uma vacina que seja capaz de barrar os avanços do vírus. Porém, isso não significa que nesse período os testes não tenham avançado de forma considerável.

Diversos laboratórios iniciaram projetos para tentar produzir a primeira vacina contra o coronavírus. Entre eles está a empresa norte-americana Moderna Therapeutics, que em tempo recorde conseguiu sintetizar uma possível vacina. Em um protocolo tradicional, os primeiros testes seriam realizados em animais.

Entretanto, dada a gravidade da situação, o laboratório já busca voluntários saudáveis, com idade entre 18 e 55 anos, para se submeterem aos testes. Cada pessoa receberá duas doses da vacina, com intervalo de um mês entre elas. Para isso, os voluntários receberão cerca de US$ 100 por visita ao laboratório (estima-se que durante todo o estudo serão necessárias cerca de 10 visitas por paciente). Os experimentos estão sendo conduzidos pelo Instituto de Pesquisas em Saúde de Seattle, nos Estados Unidos e os primeiros testes estão previstos para abril.

Os riscos e as expectativas da vacina contra o coronavírus

Não há consenso na comunidade científica sobre a forma como os testes da vacina estão sendo conduzidos. Muitos especialistas são contra a aceleração do processo, pois erros podem colocar em risco a vida dos voluntários. Além disso, há que se considerar que o mecanismo da imunização desenvolvido pela empresa é inédito, ou seja, não há nenhum registro de uso da mesma técnica, o que aumenta os riscos.

Para que você possa entender melhor, é preciso compreender primeiro como funcionam as vacinas. Elas podem ser de dois tipos: as que utilizam o próprio micróbio morto ou quimicamente atenuado ou as que utilizam uma proteína do micróbio. Ambos os mecanismos têm o mesmo objetivo: “ensinar” o corpo como reagir diante da infecção pelo vírus em questão. 

Já no caso da vacina concebida em 42 dias pela Moderna Therapeutics, o que ocorre é uma injeção de RNAm sintético, que induz o corpo a produzir proteínas idênticas às do coronavírus. Em outras palavras, o que ela faz é dar munição para as células fabricarem proteínas virais ao mesmo tempo em que o sistema imunológico reconhece os corpos estranhos e produz anticorpos. A empresa ressalta ainda que não foi possível fazer esse tipo de teste em ratos pelo fato de eles terem uma estrutura celular que se comporta diferente da nossa quando atacada. 

Todos contra o Covid-19: outras vacinas em desenvolvimento

Além do método desenvolvido pela Moderna Therapeutics, que parece ser o que está em estágio mais avançado até o momento, outros grupos de pesquisadores têm buscado alternativas para conter a pandemia do Covid-19. Há pelo menos oito iniciativas catalogadas e mais estruturadas em busca de uma resposta, porém sabemos poucos detalhes sobre elas.

A Johnson & Johnson está estudando uma alternativa que se baseia no vírus amenizado, enquanto a Clover Biopharmaceuticals, em parceria com a Universidade de Queensland, da Austrália, optou por utilizar a proteína do vírus na concepção de uma vacina. Os dois métodos são os mais tradicionais no desenvolvimento de vacinas, mas pode levar mais tempo até que todos os testes sejam realizados. 

Outras iniciativas buscam encontrar tratamentos que funcionem com os pacientes infectados utilizando medicamentos já existentes no mercado. A ideia é que explorar eventuais falhas na ação dos vírus. Contudo, os resultados são completamente incertos, pois os testes se baseiam em uma espécie de “tentativa e erro”, na expectativa de que o vírus seja vencido de alguma forma que ainda não sabemos qual é.

Prevenção é o melhor caminho

Ao que tudo indica, ainda que os resultados dos testes realizados sejam bem-sucedidos, ainda vai demorar um bom tempo até que vacinas do coronavírus cheguem ao mercado em escala comercial. Por essa razão, qualquer especulação sobre uma possível “cura” do vírus deve ser tratada com extrema cautela. De certo mesmo, o que se sabe é que a prevenção é o melhor caminho.

O coronavírus (COVID-19) é um tipo de vírus que pode causar infecções respiratórias que vão desde um simples resfriado até síndromes mais severas. Ele é transmitido por gotículas de saliva, espirro, tosse ou catarro, que podem ser repassadas em apertos de mão e no toque em objetos ou superfícies contaminadas.

Para evitar o contágio você deve:

  • Cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal;
  • Lavar as mãos frequentemente, por pelo menos 20 segundos, com água e sabão;
  • Usar antisséptico de mãos (álcool gel), sempre que lavar as mãos não for possível;
  • Evitar contato com pessoas doentes;
  • Ficar em casa se apresentar sintomas leves de resfriado.

Os principais sintomas do COVID-19 são febre, cansaço e tosse seca. Alguns pacientes pode ainda podem apresentar dores, congestão nasal, coriza, tosse ou diarreia. A recomendação dos especialistas é procurar o serviço médico somente se o quadro de infecção respiratória se agravar, com sintomas como falta de ar, por exemplo. 

Pessoas idosas ou com doenças crônicas (como diabetes, pressão alta e doenças cardiovasculares) são mais vulneráveis ao vírus, que pode levar à morte. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a taxa de letalidade é entre 2% e 3% dos casos confirmados.

Quanto tempo o coronavírus permanece em superfícies fora do corpo humano? Muitas pessoas têm se feito essa pergunta é não é por acaso. Ter a certeza de que determinados objetos estão livres de contaminação pode tornar mais simples o manuseio deles.

Baseado em estudos preliminares, afinal o vírus que causa a Covid-19 foi descoberto há pouco mais de quatro meses, é possível afirmar que tudo depende de uma série de fatores, o que inclui a superfície em que ele está instalado e até mesmo as condições do ambiente. Vamos entender um pouco mais sobre a capacidade de sobrevida do coronavírus.

Por quanto tempo um vírus sobrevive fora do organismo?

Um vírus é um micro-organismo extremamente simples e pequeno, composto apenas por uma cápsula proteica que envolve o material genético. Parasitas obrigatórios, sem um hospedeiro eles não resistem e deixam de existir depois de um certo tempo. Esse tempo varia de vírus para vírus. Enquanto alguns são mais sensíveis ao meio externo outros, como o coronavírus, se mostram mais resistentes.

Um estudo publicado em março deste ano na revista científica New England Journal of Medicine levou em consideração a sobrevivência do coronavírus em diversas superfícies. As pesquisas foram conduzidas por cientistas do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da Universidade da Califórnia, nas unidades de Los Angeles e Princeton.

Entre os materiais testados, os pesquisadores constataram que o coronavírus pode sobreviver até 72 horas (ou 3 dias) em superfícies como o plástico ou o aço inoxidável. Em contrapartida, quando dispersos no ar ou na poeira, o tempo de existência varia entre 40 minutos e 2h e 30 minutos.

  • Aço inoxidável – 72 horas
  • Plástico – 72 horas
  • Papelão – 24 horas
  • Cobre – 4 horas
  • Ar/Poeira – 40 minutos a 2 horas e 30 minutos

De acordo com a Agência France Press (AFP), um outro estudo conduzido por cientistas chineses constatou que o coronavírus estava presente no ar de banheiros de um hospital de Wuhan – cidade em que o vírus foi diagnosticado pela primeira vez. A causa, segundo os pesquisadores, seria a eliminação dos vírus por meio das fezes.

Maior resistência em outros materiais

Embora ainda não existam estudos específicos sobre o tempo de sobrevivência do coronavírus em outras superfícies, há que se fazer um alerta também com relação aos tecidos. Estudos similares feitos com outros patógenos sugerem que os materiais orgânicos podem resistir por até 96 horas nas roupas.

Um outro estudo conduzido na Alemanha, por pesquisadores da Universidade de Medicina de Greifswald e levando em consideração outros tipos de coronavírus, como o SARS-CoV e o MERS-Cov, concluiu a possibilidade de sobrevivência por até 5 dias em determinadas superfícies. É o caso do aço, do vidro, do PVC, da borracha de silicone, da cerâmica e do teflon.

Diferente do que se suponha empiricamente, não há comprovação que o vírus sobreviva por menos tempo em ambientes mais quentes, o que faz com que os cuidados precisem ser redobrados independentemente das condições climáticas.

Água e sabão destroem a cápsula de proteção do vírus

A partir do momento que um vírus é exposto ao ambiente, ou seja, que se encontra sem um hospedeiro, ele sofre um processo de desidratação, no qual a estrutura das biomoléculas é comprometida após um certo tempo, levando-o a um desmonte e à consequente impossibilidade de infectar células.

É justamente isso que ocorre quando lavamos as mãos com água e sabão ou com álcool em gel 70%. A mistura dessas duas substâncias quebra a cápsula de gordura que envolve o micro-organismo, desmontando-o e deixando-o exposto. Esse desmonte resulta na inutilização do vírus, que deixa de ter poder infeccioso.

Fonte(s): G1, Saúde Estadão

É bem provável que passar dias inteiros em casa não estivesse nos seus planos quando 2020 começou. Entretanto, a pandemia de coronavírus fez com que muitas cidades adotassem medidas de distanciamento social e quarentena como forma de reduzir o contágio. Neste artigo vamos discutir como manter a saúde em dia na quarentena.

Trabalhar, estudar e ter acesso a opções de entretenimento sem sair de casa felizmente é uma possibilidade para muitas pessoas. Entretanto, passar dias e noites no mesmo ambiente, sem contato pessoal com amigos e familiares ou mesmo sem poder fazer um passeio implica em adotar uma nova rotina completamente diferente.

A prática de exercícios fica comprometida sem podermos ir à academia ou caminhar em parques e praças. Com menor gasto calórico diário, a alimentação também sofre seus impactos. Comemos mais para driblar a ansiedade e comemos pior em razão da praticidade. Em outras palavras, prevenir-se da Covid-19 pode resultar em outros problemas de saúde.

Como fazer para minimizar os efeitos quarentena sobre o nosso organismo?

Movimente-se: exercícios físicos são essenciais

A falta de exercícios físicos é um fator que agrava os riscos de doenças cardíacas, diabetes, hipertensão e obesidade. Quando esse fator é combinado com uma alimentação desregrada os resultados podem ser nocivos para o organismo. Portanto, mesmo sem sair de casa, ficar sem se movimentar não é uma opção.

Independentemente das suas preferências, há uma lista extensa de exercícios físicos que podem ser feitos em casa, sem precisar de equipamentos específicos. Bastam alguns minutos por dia para que você garanta um melhor desenvolvimento da musculatura e o fortalecimento da sua capacidade cardiorrespiratória. Você pode encontrar muitos vídeos no YouTube com sugestões de exercícios e práticas para todos os níveis e idades.

Não deixe a alimentação saudável de lado

Estar em casa o dia todo é um convite para que possamos “beliscar” alimentos não tão saudáveis assim ao longo do dia. E mais: como há menos movimento, muitas vezes as necessidades calóricas são menores. A reação à quarentena pode ser bastante distinta: há aqueles que por ansiedade comem sem parar, enquanto outros se alimentam menos do que o necessário.

O fato é que manter uma alimentação regrada e saudável é fundamental para evitar problemas de saúde. Alimentos gordurosos, como salgadinhos, bolachas e refrigerantes devem ser evitados. Não deixe de lado as três refeições principais – café da manhã, almoço e jantar – e faça pelo menos outras três refeições mais leves ao longo do dia. Inclua frutas, castanhas e alimentos não processados na sua dieta.

Não deixe de lado as boas noites de sono

O período em que estamos dormindo serve para repor as nossas energias. Além do descanso propriamente dito, ele é responsável pela manutenção do equilíbrio geral do organismo, pela consolidação da memória e pela regulação da temperatura corporal. Dessa forma, dormir menos do que oito horas por dia certamente significará indisposição, em maior ou menor grau, no dia seguinte.

Embora seja possível trabalhar ou descansar “a qualquer momento”, é mais saudável manter uma rotina de horários de alimentação, trabalho e descanso. Quando o organismo não tem essa referência as chances de que você se perca e descuide em qualquer um desses aspectos é muito maior. Durma em um quarto escuro, sem luzes artificiais, arejado e confortável.

Tenha cuidados redobrados com a higiene

A chegada do inverno é propícia para agravar as doenças respiratórias. Isso ocorre porque ambientes fechados são convidativos para a proliferação de mofo, ácaros e outros micro-organismos capazes de irritar as nossas mucosas. Essas inflamações podem resultar em espirro, coriza, tosse e comprometer o nosso sistema imunológico, reduzindo as defesas contra vírus e bactérias.

Mantenha os ambientes arejados, abrindo as janelas pelo menos duas vezes ao dia por uma hora. Cobertores e roupas de frio que estiverem há muito tempo sem uso devem ser lavadas antes de serem utilizadas. Os cômodos em que passamos mais tempo, como o quarto, a sala e o escritório, devem ser limpos com maior frequência.

Vitamina D: deixe o sol agir no seu corpo

A principal maneira do corpo humano absorver Vitamina D é por meio da exposição à luz solar. Ela é importante não apenas para o bom funcionamento do organismo, mas também para o fortalecimento dos ossos e dos dentes. Nas mulheres esse elemento é ainda mais importante, especialmente após a menopausa.

Tomar banhos de sol por cerca de 15 a 20 minutos por dia, sempre utilizando protetor solar, em fora dos horários de pico – antes das 10h e após as 15h – já é suficiente. Se essa exposição não for possível, inclua na sua dieta alimentos ricos nessa substância, como gema de ovo, queijos, salmão, cogumelos e bife de fígado.

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O coronavírus não deve ser a sua única preocupação durante a quarentena. Estar em dia com os demais aspectos de saúde é o que garante um corpo saudável para o trabalho e para o lazer. Se você não estiver se sentindo bem, procure um médico e descreva os seus sintomas para que ele possa diagnosticar se há algum problema de saúde mais grave. Utilize o app do Medprev para agendar sua consulta.

No dia 11 de março a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou estado de pandemia em razão do coronavírus. A doença se espalhou por todos os continentes e até o dia 2 de maio já haviam sido confirmados mais de 3,4 milhões de infectados e quase 250 mil mortes em todo mundo.

No Brasil, os números também não são animadores. O país é o décimo mais afetado no mundo, tendo registrado mais de 92 mil casos e cerca de 6,5 mil mortes. Em alguns estados, como Amazonas, Ceará, Rio de Janeiro e Pernambuco, as instituições de saúde operam próximas do limite da capacidade de atendimento.

Por se tratar de um vírus relativamente novo – o primeiro caso foi diagnosticado em dezembro de 2019 -, os cientistas seguem em busca de respostas para muitas perguntas, mas ainda há muitas dúvidas sobre a doença. Neste artigo, compilamos as últimas informações relacionadas à pandemia da Covid-19.

Como está a corrida pelo desenvolvimento de uma vacina?

Diversas organizações e laboratórios em todo o mundo estão correndo contra o tempo na tentativa de desenvolver uma vacina que seja capaz de imunizar o coronavírus. O grande problema é que esse é um processo que costuma ser bastante demorado, levando pelo menos 18 meses.

As pesquisas foram iniciadas em dezembro de 2019 e, portanto, dificilmente teríamos uma vacina antes de junho de 2021. Contudo, muitos avanços foram conquistados em pesquisas na China e nos Estados Unidos. Por lá, uma vacina já está em fase de testes e nos próximos dois meses os cientistas deverão ter um resultado. Se ela funcionar, a produção em larga escala poderá começar ainda em 2020 – o que representaria um recorde em termos de velocidade de desenvolvimento.

Por que o uso de máscaras se tornou recomendado?

Inicialmente, a OMS havia definido que somente pessoas infectadas com o coronavírus deveriam usar máscaras. Porém, após diversos estudos, chegou-se à conclusão de que o uso de máscaras por toda a população é uma forma de diminuir a incidência de contágio, uma vez que pessoas sem sintomas também podem transmitir a doença.

Em diversas cidades brasileiras o uso de máscaras se tornou obrigatório, especialmente em locais públicos ou com grande fluxo de pessoas para tentar amenizar a pandemia. Entretanto, para aqueles que estão infectados, a recomendação principal continua sendo a de não sair de casa pelo período de 14 dias, até que os sintomas da doença desapareçam.

Até quando a quarentena será obrigatória nas cidades brasileiras?

Ainda não há uma resposta para essa pergunta. Tudo vai depender da diminuição no número de casos. A ideia permanece sendo a mesma: achatar a curva de contágio de maneira que os hospitais possam dar conta de atender todos os pacientes. Porém, a situação é distinta entre os estados brasileiros.

No Amazonas, por exemplo, o sistema público de saúde já está sobrecarregado. Em outros estados, a capacidade de atendimento está próxima do limite. Os números de infectados e mortes seguem crescendo, o que é um indício de que ainda não atingimos o pico da doença. Especialistas afirmam que isso deve ocorrer na segunda quinzena de maio, mas essa é uma estimativa.

Há algum remédio disponível para o tratamento da Covid-19?

Embora os cientistas estejam testando diversas possibilidades, não há resultados conclusivos que permitam afirmar que um determinado remédio pode ser utilizado no combate ao coronavírus. A hidroxicloroquina é apenas uma entre pelo menos uma dezena de alternativas que vêm sendo testadas, mas ainda é cedo para afirmar que ela funciona ou não.

É importante ressaltar que nenhuma medicação deve ser tomada sem orientação médica, e até o presente momento não há nenhum remédio capaz de impedir a contaminação por coronavírus. O distanciamento social e as medidas de prevenção como lavar as mãos com água e sabão ou com álcool 70% continuam sendo as formas mais eficientes de evitar a Covid-19 e amenizar os efeitos da pandemia.

Um dos maiores temores dos órgãos públicos é que a pandemia de coronavírus sobrecarregue o sistema de saúde. Para evitar que isso aconteça, é aconselhável que pessoas com sintomas leves não procurem uma unidade de saúde imediatamente neste momento.

Desde o início da pandemia no Brasil, o Ministério da Saúde recomenda que aqueles que fizeram viagens para o exterior nos últimos 15 dias façam isolamento domiciliar por pelo menos sete dias, se não apresentarem sintomas, ou 14 dias se apresentarem sintomas leves. 

Porém, quando falamos desse tipo de isolamento, há que se pensar que muitas vezes as pessoas compartilham o espaço com outras, o que pode tornar as coisas um pouco mais complicadas.

Isolamento por coronavírus: o que você precisa saber

Quando se fala em isolamento domiciliar há que se pensar em cuidados específicos quando o paciente divide o local com outras pessoas. Em primeiro lugar, atenção aos objetos de uso pessoal: eles não devem ser compartilhados em hipótese alguma. Se possível, o indivíduo com sintomas deve dormir em um quarto separado. O banheiro, se compartilhado, deve ser limpo imediatamente após o uso.

Os riscos de contágio para as pessoas que convivem com suspeitos ou diagnosticados com Covid-19 aumentam consideravelmente. Em muitos casos, a orientação é até mesmo para que, se possível, as demais pessoas deixem a casa de forma que o paciente possa cumprir o seu período de isolamento sem a possibilidade de infectar outras pessoas. Nem sempre isso é possível, é claro, mas nesse caso os cuidados precisam ser redobrados.

É importante ainda que o cômodo com o paciente isolado fique o tempo todo com a porta fechada. As janelas devem ficar abertas para ventilação e entrada de luz solar. Ainda, é importante salientar que o paciente infectado deve trocar a própria roupa de cama diariamente, colocando-a em um saco plástico fechado antes de colocar na máquina de lavar.

A pessoa infectada não deve ficar circulando pela casa. É recomendável ainda adicionar uma lixeira ao lado da cama e o saco de lixo só pode sair do quarto se estiver fechado. A recomendação geral é ficar a pelo menos dois metros de distância do paciente com Covid-19, e nunca compartilhar o sofá ou o colchão.

Cuidados adicionais para evitar infecção

Além desses cuidados básicos, as pessoas infectadas devem utilizar máscara o tempo todo. Quando estiverem sozinhas, devem cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, com um lenço ou com o antebraço. Quem não está infectado não deve passar o dia todo com uma pessoa infectada.

A primeira recomendação dos agentes de saúde é que pessoas que convivem com alguém que foi diagnosticado com Covid-19 procurem passar 14 dias em outro ambiente, como a casa de parentes ou amigos. Essa é a forma mais segura de não ser infectado com o vírus, pois caso contrário as chances aumentam significativamente.

Se você foi diagnosticado com Covid-19, por exemplo, e convive com pessoas que fazem parte do grupo de risco, a recomendação é não se aproximar delas e nem mesmo conviver com elas no mesmo ambiente durante todo o período. 

Em linhas gerais, é como se o paciente com coronavírus estivesse internado, mas utilizando a residência em vez de um quarto de hospital. Quem está infectado não deve sair de casa ou se relacionar com outras pessoas. A transmissão pode se dar por gotículas de saliva durante a fala, algo impossível de se perceber a olho nu.