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Setembro Amarelo: como ajudar a salvar vidas

A cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio em todo o mundo. O dado alarmante é da Organização Mundial de Saúde (OMS), que classifica essa condição como um problema de […]

A cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio em todo o mundo. O dado alarmante é da Organização Mundial de Saúde (OMS), que classifica essa condição como um problema de saúde pública. Somente no Brasil são cerca de 12 mil casos todos os anos.

A ampla maioria desses casos poderia ser evitada. Estima-se que 96,8% desses problemas estejam relacionados com transtornos mentais, o que inclui depressão, transtorno bipolar e abuso de substâncias químicas. Conscientizar o público sobre a importância da prevenção dessas situações é o objetivo da campanha Setembro Amarelo.

O que é a campanha Setembro Amarelo?

Desde 2003 a OMS adotou o mês de setembro como o mês da prevenção ao suicídio, estabelecendo o dia 10 como o Dia Mundial da Luta Contra o Suicídio. A escolha da cor tem origem em um caso de suicídio ocorrido nos Estados Unidos em 1994. A comoção em torno do tema gerou uma campanha chamada “yellow ribbon” (fita amarela) e gerou um programa de prevenção com o mesmo nome.

No Brasil, a campanha Setembro Amarelo ganhou força a partir de 2014 com a participação de entidades como o Centro de Valorização da Vida (CVV), a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM). Ao longo de todo o mês, essas e outras entidades públicas e privadas promovem ações visando conscientizar da importância de se preocupar com o tema e buscar auxílio quando necessário.

O silêncio pode ser mortal

O tema suicídio ainda é um tabu na sociedade e muitas pessoas preferem evitar falar sobre o tema. Entretanto, o silêncio é um dos aspectos que mais contribuem para que casos como esses continuem acontecendo. Quando fatores de risco são percebidos e tratados ainda em estágio inicial, diminuem as chances de que os pensamentos suicidas se transformem em ação. 

A estimativa é que pelo menos em metade dos casos do suicídio o paciente não passou por nenhum tipo de tratamento com um médico especialista. Portanto, a ausência de diagnóstico e o receio de dialogar sobre o assunto são fatores apontados como agravantes desses números. A ideia da campanha é trazer o tema à tona e mostrar que dialogar sobre o assunto ou buscar ajuda não é nenhum motivo de vergonha.

Pessoas expostas a situações de assédio sexual, bullying, exclusão social, depressão ou abuso de substância químicas

Setembro Amarelo: como ajudar a salvar vidas?

Ainda que não seja possível identificar com clareza quando uma pessoa cometerá suicídio, algumas características são apontadas pelos especialistas como riscos potenciais para que casos como esses ocorram. Por exemplo, pessoas que já tentaram tirar a própria vida em algum momento são mais propensas a repetir esse comportamento em outras ocasiões.

Outro sinal de alerta são os transtornos mentais. Doenças como depressão, transtorno bipolar, alcoolismo ou dependência química, quando não diagnosticadas corretamente ou não tratadas de maneira adequada, podem evoluir a ponto de transformar o paciente em uma ameaça à própria vida. 

Você pode ajudar a salvar vidas identificando condições como essas em amigos e familiares e orientando-os a buscar auxílio profissional. Sinais como verbalizar pensamentos suicidas, isolamento ou rituais de despedidas merecem atenção redobrada. Não é nenhum motivo de vergonha ou fraqueza admitir esse tipo de comportamento e quanto antes houver ajuda médica, maiores são as chances de que o problema seja contornada.

É de suma importância oferecer todo o apoio necessário ao paciente neste momento, o que inclui acompanhamento às consultas, manutenção de contato frequente e disponibilidade para ouvir sem julgar. A ampla maioria dos casos de suicídio ocorre quando a pessoa se sente abandonada ou desvalorizada e a ausência de diálogo é considerada uma potencializadora dessa condição.

Outras ações importantes no combate ao suicídio

Além de identificar condições potencialmente perigosas em amigos e familiares, você também pode auxiliar no combate ao suicídio de maneira coletiva. Empresas, associações e instituições de ensino podem fazer ações internas, como distribuição de materiais informativos e promoção de palestras, visando esclarecer a população sobre o assunto.

Outro serviço importante é o prestado pelo CVV. A partir do site oficial, é possível conversar via chat, e-mail ou telefone (o número é o 188) com profissionais e voluntários que oferecem apoio emocional gratuito a pessoas que precisam dialogar sobre o tema e não têm com quem conversar. 

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Procurar ajuda profissional é fundamental para minimizar os riscos de morte. Se você perceber alguma condição alterada em você ou em um familiar próximo, a orientação é procurar um médico imediatamente. Localize a unidade Medprev mais próxima de você para agendar consultas com especialistas nas mais diversas áreas, incluindo psicólogos e clínicos.

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