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Qual é melhor: adoçante ou açúcar?

O açúcar tem mais calorias, mas os adoçantes são produtos artificiais. Entre adoçante ou açúcar, qual é melhor para emagrecer e ter uma boa saúde?

Sempre que precisamos emagrecer ou queremos levar uma vida mais saudável, apostamos na substituição do açúcar por versões artificiais. Mas será que isso funciona mesmo? Afinal, adoçante ou açúcar: qual é melhor?

De fato, o açúcar realmente é um dos grandes vilões da perda de peso e da saúde em geral. Contudo, nem sempre conseguimos acostumar nosso paladar ao café, aos chás e aos sucos não adoçados, como a maior parte dos especialistas recomenda, e acabamos recorrendo aos adoçantes artificiais.

E isso não acontece apenas com o açúcar em si, mas também com produtos industrializados como refrigerantes, achocolatados em pó, geleias e uma infinidade de outros alimentos e bebidas que existem nas versões diet, ou seja, que levam adoçantes artificiais em sua composição para substituir o açúcar.

Se este é o seu caso, está na hora de descobrir se essa substituição vale a pena para o emagrecimento e para o bom funcionamento do nosso organismo.

Açúcar: uma paixão nacional

O açúcar mais comum na nossa alimentação é o refinado, que é facilmente encontrado em qualquer supermercado e tem o preço mais acessível. Porém, esse produto passa por muitas etapas de processamento e perde mais de 90% de seus nutrientes, de forma a oferecer apenas calorias.

De acordo com um estudo da Organização Mundial de Saúde, os brasileiros consomem 50% mais açúcar do que o recomendado, o que aumenta as chances de doenças como obesidade, diabetes, síndrome metabólica e até mesmo alguns tipos de câncer.

Porém, apenas cortar o açúcar do cafezinho depois do almoço não vai adiantar, pois a maior quantidade desse componente vem dos produtos industrializados. Esses alimentos contêm muito açúcar adicional em sua composição, que muitas vezes passa despercebido pelo consumidor. Dessa forma, além de restringir a ingestão do açúcar em pó, precisamos também controlar o consumo de alimentos processados.

Adoçantes: menos calorias e maior poder adoçante

Os adoçantes artificiais foram desenvolvidos como uma alternativa para as pessoas que sofrem de diabetes e não podem consumir açúcar. Pouco tempo depois, eles também passaram a ser utilizados por quem deseja emagrecer ou controlar o peso – e a mesma coisa aconteceu com os produtos diet.

Enquanto um sachê de chá de açúcar tem 24 calorias, um sachê dos adoçantes aspartame, ciclamato, sacarina e sucralose tem 3 calorias e um de estévia tem 0,81 caloria. Vale lembrar que os sachês de açúcar costumam ter 6 gramas e os de adoçante têm apenas 800 mg, pois as versões artificiais são muito mais doces. Já os adoçantes líquidos não apresentam quantidades significativas de calorias.

Essa diferença pode se refletir no valor calórico dos alimentos e bebidas que levam adoçantes em sua composição: enquanto uma lata de refrigerante tem cerca de 150 calorias, a mesma medida de um refrigerante diet, light ou zero não fornece nenhuma. A redução do valor calórico também acontece com os achocolatados em pó (80 kcal x 37 kcal por porção) e geleias (70 kcal x 25 kcal), entre outros produtos.

Como o consumo de calorias está diretamente ligado ao acúmulo de gordura, os adoçantes e os produtos adoçados artificialmente realmente são úteis para quem deseja manter o peso ou emagrecer. Contudo, é preciso observar alguns cuidados.

Os adoçantes artificiais causam câncer?

Há alguns anos, pesquisas feitas com ratos associaram o consumo de sacarina e ciclamato a um risco mais elevado do surgimento de tumores malignos. Porém, o que aconteceu foi que esses animais receberam doses altíssimas dessas substâncias, muito acima do limite tolerável – e até mesmo do limite que uma pessoa seria capaz de consumir.

De acordo com a Anvisa, a ingestão diária aceitável (ou seja, segura) varia conforme o tipo do adoçante e o peso do indivíduo:


  • Acessulfame-K: 15 mg/kg de peso corporal;

  • Aspartame: 40 mg /kg de peso corporal;

  • Ciclamato: 11 mg/kg de peso corporal;

  • Estévia: 5,5 mg/kg de peso corporal;

  • Sacarina: 2,5 mg/kg de peso corporal;

  • Sucralose: 15 mg/kg de peso corporal.

Além disso, vale lembrar que, quando ingerido em excesso, o açúcar está comprovadamente ligado a um risco aumentado do desenvolvimento de tumores. Portanto, seja adoçante ou açúcar, é preciso ter moderação independente de qual é melhor.

Cuidados no uso dos adoçantes

Embora a diferença calórica seja bastante significativa e eles não aumentem os riscos de câncer, isso não quer dizer que os adoçantes e os produtos dietéticos possam ser consumidos de forma indiscriminada.

No caso dos refrigerantes, por exemplo, as versões diet, light e zero não fornecem calorias, mas são riquíssimas em sódio, de forma que elas favorecem a retenção de líquido e são desaconselhadas para pessoas com pressão alta. Os chocolates diet, por sua vez, contêm menos açúcar, mas podem ser até mais calóricos do que os tradicionais por terem mais gordura.

Dessa forma, sempre que nos deparamos com um produto diet, light ou zero, é preciso observar o rótulo para descobrir qual componente está em quantidade menor e comparar seus valores nutricionais com aqueles apresentados por um produto tradicional. Somente assim você poderá garantir que o produto atende às suas necessidades, seja para emagrecer, reduzir o consumo de açúcar ou evitar o sódio.

Além disso, alguns adoçantes são desaconselhados para determinados grupos de pessoas: o acessulfame-K não deve ser consumido por quem tem problemas renais, o ciclamato de sódio é contraindicado para os hipertensos e o aspartame deve ser evitado por pessoas com fenilcetonúria. Ainda, crianças, adolescentes, gestantes e lactantes devem ter a orientação de um médico ou nutricionista antes de consumir adoçantes artificiais.

Mais alternativas ao açúcar refinado e aos adoçantes

Se você não consegue deixar de consumir açúcar, não quer usar adoçantes ou não consegue se acostumar com o gosto residual desses produtos, é possível substituir a versão refinada por alternativas mais saudáveis.

O açúcar mascavo, por exemplo, tem uma quantidade maior de cálcio e ferro por não passar pelos processos de branqueamento, cristalização e refino – o que também faz com que seus grãos sejam escuros e mais grossos. Outra opção ainda é o açúcar demerara, que é parecido com o mascavo, mas tem grãos um pouco mais finos.

Já o açúcar light consiste em uma mistura de açúcar refinado com adoçantes artificiais que oferece menos calorias e mascara o gosto metálico.

A saúde e o emagrecimento dependem de outros fatores

Trocar o açúcar pelo adoçante pode ajudar você a ingerir algumas calorias a menos, mas uma verdadeira melhora na saúde e uma perda de peso significativa dependem de outros fatores.

Para isso, é preciso adotar uma dieta equilibrada, dar preferência a frutas, verduras e legumes, reduzir o consumo de produtos industrializados e manter uma rotina de atividades físicas. Assim, mais do que decidir qual é melhor entre adoçante ou açúcar, devemos apostar em um estilo de vida saudável, não apenas em uma substituição do produto que vai adoçar nossos alimentos e bebidas.

Fonte(s): Mais Equilíbrio, Conquiste sua vida, Época Negócios, G1 e VIX

Tags: Saúde, cuidado do corpo, medprev, hospital, clínicas, agendamento, adoçante, açúcar, alimentação

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