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7 mitos e verdades sobre a gripe H1N1

A vacina causa gripe? Dá para tratar com erva-doce? A carne de porco aumenta o risco dessa doença? Esclareça esses e outros mitos do H1N1 e saiba como se prevenir contra a gripe suína.

A gripe H1N1 é causada por um vírus que leva esse mesmo nome. Essa doença, também chamada de gripe suína, assustou o mundo todo em 2009. Porém, como o número de mortes triplicou no Brasil no último ano, continua sendo muito importante esclarecer os mitos do H1N1 e saber como evitar essa ameaça.

Confira nossa lista de mitos e verdades sobre a gripe suína, suas formas de prevenção e seu tratamento:

1. É preciso tomar a vacina da gripe todos os anos


Verdade. Os vírus causadores da gripe, conhecidos como influenza, possuem uma altíssima capacidade de mutação. Dessa forma, um vírus que causou surtos de gripe no ano passado pode se modificar e não ser mais suscetível à vacina – e isso não é diferente para o H1N1.

Além disso, a imunidade conferida pela vacina dura cerca de 12 meses, de modo que a pessoa ficará desprotegida se não tomar uma nova dose depois desse tempo.

Por esses motivos, as vacinas contra a gripe são atualizadas todos os anos, e mesmo quem já recebeu uma dose no ano passado deve tomá-la novamente

2. A carne de porco transmite gripe suína


Mito. A gripe suína ganhou esse nome porque a linhagem do vírus causador surgiu entre criações de porcos, como resultado de uma mistura de genes de microrganismos que afetam esses animais, as aves e os seres humanos.

O consumo de carne de porco de boa procedência, porém, não oferece risco de transmissão dessa doença. De qualquer maneira, o cozimento em temperaturas acima de 70 °C destruiria o H1N1 e outros agentes patogênicos.

Além disso, embora tenha havido transmissão do vírus entre animais e humanos na ocasião do surgimento da doença, isso acontecia pelo contato com secreções contaminadas, e não pelo consumo de produtos da suinocultura. Hoje, a transmissão se dá apenas de pessoa para pessoa.

3. Quem está gripado não pode tomar a vacina


Mito. Pessoas gripadas podem receber a vacina desde que não apresentem febre. Apesar disso, ela é contraindicada para quem tem alergia grave ao ovo de galinha ou apresentou reações alérgicas a doses anteriores. Nesses casos, é preciso conversar com o médico antes de fazer a imunização.

4. O H1N1 é mais perigoso que outros vírus da gripe


Depende. O vírus H1N1 em si não é mais agressivo que outros tipos de vírus causadores de gripe, de forma que todos eles podem causar complicações em pessoas com algum comprometimento do sistema imunológico.

Contudo, como esse vírus específico surgiu há pouco tempo, grande parte da população ainda não desenvolveu resistência a ele. Por isso, ele representa uma ameaça maior que o vírus da gripe comum.

5. A vacina pode causar gripe e levar à morte


Mito. A vacina da gripe é a medida mais eficiente para a prevenção dessa doença e suas complicações. Por ser produzida com vírus mortos, ela não tem como provocar a doença em quem a recebe.

Como qualquer outra vacina, sua aplicação pode causar desconfortos temporários, como vermelhidão, endurecimento e dor no local da injeção, mas eles tendem a passar em até 48 horas.

Além disso, as afirmações de que essa vacina pode levar à morte por conter substâncias tóxicas não passam de boato, de forma que ela é totalmente segura (exceto pelos casos de alergia grave ao ovo).

6. Mulheres que estão grávidas ou amamentando podem tomar a vacina


Verdade. Inclusive, as gestantes e as mulheres que deram à luz há menos de 45 dias fazem parte do grupo prioritário do Ministério da Saúde, tendo direito a ser imunizadas pela rede pública nas primeiras etapas da campanha de vacinação.

Como as crianças menores de seis meses não podem tomar a vacina, a única forma de proteção é receber, por meio do leite materno, os anticorpos produzidos pelo corpo da mãe. Portanto, as mulheres que estão amamentando também podem e devem procurar a vacina contra o H1N1.

7. É possível tratar a gripe H1N1 com chá de erva-doce


Mito. O tratamento da gripe suína costuma ser feito com um medicamento chamado Tamiflu, e o chá de erva-doce não pode substituí-lo. Esse mito já havia circulado no país em 2009 e voltou a ganhar força em áudios e textos compartilhados pelo WhatsApp.

De acordo com a Roche, fabricante do Tamiflu, seu princípio ativo é uma molécula que existe no anis (Illicium verum) – uma planta que muitas vezes é confundida com a erva-doce devido ao nome científico desta última,  Pimpinella anisum.

Isso, porém, não significa que o anis ou a erva-doce possam combater o H1N1, pois a molécula que é utilizada na fabricação do medicamento tem origem sintética, ou seja, é produzida em laboratório, não extraída de plantas. Além disso, mesmo que essa substância seja encontrada no anis, ela não está em sua forma purificada e não aparece em quantidades suficientes para curar a gripe suína.

Dessa forma, nenhum chá pode substituir o tratamento convencional, embora tanto o chá de anis quanto o de erva-doce possam ser utilizados como medidas complementares para hidratar o corpo e estimular a expectoração.

Agora que você conhece esses mitos do H1N1, procure colocar em prática as medidas de prevenção como tomar a vacina todos os anos, manter os ambientes bem ventilados, lavar as mãos com frequência e evitar o contato com pessoas que apresentem sintomas de gripe. Em caso de dúvidas, sempre busque atendimento médico.

Fonte(s): Tuasaude, BondeGrupochama, Saudeestadao, Revistaencontro

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