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Hemodiálise durante a pandemia: o que muda?

A recomendação é evitar hospitais durante esse período, pacientes que necessitam de hemodiálise não têm essa alternativa e devem redobrar os cuidados.

De acordo com o último censo realizado pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), em 2018, há cerca de 133 mil pacientes que precisam realizar diálise com certa frequência. O país conta com 770 unidades de saúde espalhadas em 350 municípios aptas a realizarem esse procedimento.

Isso significa que muitas vezes os pacientes que precisam fazer hemodiálise durante a pandemia precisam se deslocar e percorrer grandes distâncias, além de obrigatoriamente terem que se expor ao risco de contaminação por coronavírus. A situação se torna mais grave se considerarmos pessoas do grupo de risco

Quais são as soluções para minimizar as chances de contaminação?

Boas práticas segundo a SBF

Desde que o segundo caso de infecção por coronavírus foi confirmado no país, ainda no mês de março, o Departamento de Diálise e a Diretoria da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) elaboraram um documento com recomendações para as unidades de diálise em todo o Brasil. É importante ressaltar que essas abordagens devem ser adaptadas ao contexto e à realidade de cada local, o que pode requerer esforços das prefeituras, dos governos estaduais e do Governo Federal.

Do ponto de vista dos pacientes, os cuidados são os mesmos em qualquer condição: higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel 70%, utilizar máscara e evitar tocar os olhos, o nariz e a boca. Além disso, recomenda-se manter uma distância mínima de outros pacientes. Porém, deixar de realizar a diálise, conforme a orientação médica, não é uma opção.

Já da perspectiva das instituições de saúde, a circulação de pessoas deve ser restringida para que se evite aglomerações. Os pacientes e colaboradores devem ser estimulados a, se possível, evitarem o transporte público e as superfícies nas quais houver contato devem ser limpas várias vezes ao dia. Os ambientes devem ser mantidos ventilados e arejados e, sempre que possível, reuniões devem ser realizadas somente por videoconferência.

Áreas isoladas devem ser disponibilizadas, mas nem sempre é possível

Além da SBN, a Associação Nacional de Centros de Diálise (Anadial) solicitou às autoridades de saúde medidas para que as áreas de hemodiálise pudessem ser isoladas das demais. Em muitas localidades, os pacientes que realizam diálise dividem o espaço com outros pacientes, inclusive contaminados por Covid-19.

Uma solução apontada foi a construção de hospitais de campanha, como forma de atender diretamente a população que requeira cuidados menos intensivos. Nem todas as regiões têm a infraestrutura necessária para disponibilizar aos pacientes neste momento, mas os cuidados a serem tomados devem ser os maiores possíveis.

Orientação médica continua sendo fundamental

Nenhum paciente deve decidir, por conta própria, deixar de se submeter a sessões de diálise por conta da quarenta imposta em diversos municípios brasileiros. Algumas pessoas chegam a realizar esse procedimento pelo menos três vezes por semana e só poderá haver redução na frequência se o médico responsável assim indicar.

A prevenção contra o coronavírus é importante, mas isso não significa deixar de lado o tratamento a outros tipos de enfermidades. Além disso, pacientes em condições debilitadas, quando contaminados, se tornam mais propensos a ter o quadro de saúde agravado. Por isso, é fundamental buscar meios de se manter saudável e com a imunidade alta durante esse período.

O Medprev orienta a todos os pacientes que necessitam de algum procedimento de diálise que, nesse momento, sigam rigidamente as orientações dos médicos responsáveis para que possam continuar realizando o tratamento conforme o indicado. Se você precisar, utilize o aplicativo do Medprev para agendar sua consulta online para obter mais informações.

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