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    Gestação: Preparação, pré-natal, parto e pós-parto

    17/03/2026 • Tempo de leitura 19 min

    Revisado pela Equipe de Redação da Medprev

    Ser mãe é o sonho de muitas mulheres de diferentes idades. Mas gerar uma nova vida é lidar com grandes transformações, principalmente biológicas.

    Para viver o sonho da gestação e da maternidade de forma saudável, é preciso preparar o corpo para receber esse momento tão especial.

    Por isso, é válido lembrar que os cuidados iniciados no pré-natal são tão importantes quanto a preparação antes da concepção, o período gestacional e o pós-parto.

    Para ajudar no processo desde o planejamento da gravidez até o pós-parto, criamos esse material de apoio que traz cuidados importantes para cada etapa.

    "Ser mãe é ver o coração correndo pela casa".

    1. CUIDADOS ANTES DE ENGRAVIDAR

    Seja esperada ou não, a gestação é um dos períodos mais especiais e delicados na vida de uma mulher.

    Contudo, nem sempre as futuras mamães sabem que é preciso começar a preparar o corpo e o organismo antes mesmo do início da tão desejada gravidez.

    Para que o bebê seja gerado e nasça saudável, é preciso começar o planejamento pelo menos seis meses antes da mulher engravidar.

    Acompanhe nesse guia da gestação, alguns cuidados necessários para quem deseja realizar o sonho de ser mãe.

    1.1 Mudanças de Hábitos

    Para viver de forma saudável, adotar bons hábitos é fundamental. E quando falamos de uma pré-gestação, isso não é diferente.

    Adequar a alimentação

    Os cuidados com a alimentação devem começar já no período pré-gestacional, pois a saúde e o bom desenvolvimento do embrião dependem diretamente da condição nutricional materna nesse momento.

    É muito importante ter o acompanhamento de um nutricionista para que tanto a mãe quanto o bebê tenham uma alimentação equilibrada e mais saudável.

    Realização de suplementação

    A ingestão adequada de nutrientes pela mãe é fundamental quando se planeja engravidar. Além de melhorar a fertilidade, o uso de suplementos antes da gestação traz diversos outros benefícios, desde que seja indicado por um especialista.

    Por exemplo:

    1. Previne doenças e melhora a saúde durante a gravidez;
    2. Proporciona um desenvolvimento cognitivo adequado da criança;
    3. Previne doenças no feto.

    Buscar acompanhamento profissional precocemente faz toda a diferença na gestação. Cada organismo possui suas próprias particularidades e necessidades, o que exige uma avaliação médica individual para evitar problemas de saúde.

    Evitar exposição a substâncias tóxicas

    Outro ponto importante durante uma pré-gestação, é evitar a exposição excessiva a substâncias tóxicas, como pesticidas e inseticidas.

    Além de atrapalhar o desenvolvimento dos folículos ovarianos, esse tipo de composto é um gatilho para o aparecimento de miomas uterinos e da síndrome dos ovários policísticos, condições que podem prejudicar a gravidez.

    Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.


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    Praticar atividades físicas

    Assim como acontece na saúde em geral, uma atividade física praticada com regularidade traz diversos benefícios também no período pré-gestacional.

    Além de melhorar o funcionamento do sistema cardiovascular e respiratório, um dos principais benefícios (segundo estudos), é o aumento da fertilidade.

    Mas atenção: antes de iniciar a prática de qualquer tipo de atividade física, é indicado consultar-se com um clínico geral ou cardiologista e realizar um check-up completo.

    1.2 Exames pré-concepcionais

    Fazer uma avaliação da saúde e cuidar do corpo é essencial para o sucesso de uma gestação. Nessa caminhada, os ⁣⁣exames pré-gestacionais são peças fundamentais.

    Através deles, é possível diagnosticar e prevenir alterações pré-existentes que possam causar pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, partos prematuros e outros possíveis problemas.⁣⁣

    Por exemplo:

    1. Papanicolau - essencial para detectar possíveis alterações no colo do útero, prevenindo a evolução de doenças precocemente;
    2. Ultrassonografia transvaginal⁣⁣;
    3. Tipagem sanguínea e Fator Rh⁣⁣;
    4. Hemograma ⁣⁣completo;
    5. Análise hormonal completa;
    6. Verificação dos níveis de vitaminas, minerais e também do funcionamento metabólico para diagnosticar possível resistência insulínica ou síndrome dos ovários policísticos (S.O.P.).

    Alguns exames de imagem também podem ser realizados com a finalidade de mostrar a condição do útero e detectar precocemente alterações.

    2. CUIDADOS DURANTE A GESTAÇÃO

    2.1 Períodos Gestacionais

    O período gestacional de uma mulher, comumente dura aproximadamente 40 semanas, ou seja, 9 meses.

    Dividido em três trimestres, com suas características físicas e emocionais, cada estágio pode ser um desafio e deve ser acompanhado com atenção.

    Primeiro trimestre

    O primeiro trimestre corresponde aos três primeiros meses da gestação. Por ser um período delicado e onde o risco de um aborto é maior, muitos casais preferem aguardar o seu término antes de compartilhar as novidades com familiares, amigos e colegas.

    Alterações corporais e emocionais

    Acontecem muitas mudanças hormonais e comportamentais durante o primeiro trimestre, sendo um período em que as emoções estão mais intensas.

    O organismo da futura mamãe passa por muitas adaptações para manter e nutrir a nova vida que está sendo gerada. É um intervalo marcado por sintomas, como:

    • Enjoos;
    • Ganho de peso;
    • Aumento da barriga e dos seios;
    • Hipersonia, ou seja, a mulher se sente mais sonolenta e tende a dormir mais.

    Normalmente, é um período vivenciado com cautela pela maioria das mulheres.

    Desenvolvimento do bebê

    Os três primeiros meses da gestação são marcados pela formação de praticamente todos os órgãos do bebê, como:

    • Coração;
    • Pulmão;
    • Fígado;
    • Intestino;
    • Rins;
    • Medula.

    O feto começa a ganhar forma e o corpo da futura mamãe começa a mudar totalmente.

    Exames importantes

    Após a suspeita da gravidez, é hora de iniciar os primeiros exames. Entre os principais, estão:

    1. Dosagem sanguínea do Beta-hCG quantitativo para confirmar a gestação;
    2. Ultrassonografia obstétrica do primeiro trimestre, conhecido como transvaginal;
    3. Exame ginecológico;
    4. Exames laboratoriais.

    Segundo trimestre

    O segundo trimestre corresponde ao período entre o quarto e o sexto mês da gestação. Geralmente, é uma fase mais tranquila pelo risco de um aborto natural já ter passado.

    Alterações corporais e emocionais

    O segundo trimestre de uma gestação é a fase onde as mudanças no corpo são mais nítidas: a barriga torna-se saliente e as roupas geralmente deixam de servir.

    Além do aumento de peso, surgimento de inchaços e desconforto para andar e dormir, a libido pode reduzir drasticamente. Porém, os sintomas tendem a melhorar ao longo dos meses.

    Desenvolvimento do bebê

    É durante o segundo trimestre da gestação que é possível descobrir o sexo do bebê.

    Neste período, o bebê ganha identidade e a mãe começa a sentir seus movimentos na barriga devido ao desenvolvimento do sistema nervoso. Durante essa etapa o bebê começa a treinar deglutição, sucção e respiração.

    Exames importantes

    No segundo trimestre da gestação, os exames de pré-natal têm como objetivo avaliar o desenvolvimento do bebê e a saúde da gestante.

    Além da repetição de exames já realizados durante o primeiro trimestre, outros exames importantes também são realizados. Entre eles, podemos citar:

    1. Ultrassom morfológico;
    2. Altura uterina;
    3. Exame de toxoplasmose;
    4. Exame de VDRL - teste de identificação de sífilis, que causa a malformação do bebê ou o aborto.

    Terceiro trimestre

    O terceiro e último trimestre corresponde ao período entre o sétimo e o nono mês da gestação. Nesse período, é necessário se preparar para o encaminhamento da mãe para a maternidade e a finalização dos últimos itens do enxoval.

    Alterações corporais e emocionais

    No terceiro trimestre da gestação, tanto a mãe quanto a família lidam com uma grande ansiedade pelo nascimento do bebê.

    Por causa do aumento do volume de sangue no organismo, o coração da mulher trabalha mais do que o normal, deixando-a mais cansada e, muitas vezes, com falta de ar.

    Desenvolvimento do bebê

    O terceiro trimestre é um período onde o bebê ganha peso rapidamente, além de ser uma fase marcada pela finalização da formação de unhas, cabelo e do restante dos órgãos que estavam em desenvolvimento.

    Exames importantes

    A reta final da gestação é o período no qual é preciso redobrar os cuidados com a mãe e o bebê, além de também seguir o pré-natal à risca.

    Além das consultas e exames realizados nos trimestres anteriores, é indicado fazer exames complementares, como:

    1. Teste de intolerância à glicose, que tem como objetivo analisar o risco de diabetes gestacional;
    2. Ultrassom obstétrico, que é indicado para avaliar o crescimento do bebê, a quantidade de líquido amniótico e a placenta;
    3. Exame para infecção de estreptococos do grupo B, que tem como objetivo detectar a presença de bactérias que causam pneumonia e outras infecções no recém-nascido.

    2.2 Pré-natal e a sua importância

    A descoberta de uma gravidez pode gerar muitas alegrias, mas também preocupações. Assim que o resultado positivo é confirmado, o acompanhamento médico da gestante deve ser iniciado.

    Durante os nove meses seguintes, através da realização de uma série de exames e de um acompanhamento médico especializado, o pré-natal vai atuar na prevenção e/ou diagnóstico precoce de doenças que possam acometer a gestante e o bebê.

    O pré-natal possibilita, por exemplo:

    1. Diagnosticar doenças pré-existentes, como a diabetes, hipertensão e problemas da tireoide;
    2. Detectar problemas fetais, como más formações ou crescimento intrauterino retardado;
    3. Diagnosticar precocemente fatores de riscos que possam causar doenças, como a pré-eclâmpsia.

    2.3 A importância da alimentação

    Uma dieta equilibrada é essencial em qualquer fase da vida. Mas cuidar da alimentação durante o período gestacional é essencial para uma gestação tranquila e para diminuir as chances de desenvolver doenças como a diabetes gestacional.

    Uma vez que a gestante tem acesso a um plano alimentar personalizado, ela pode ter uma base nutricional completa, além de uma ingestão calórica adequada.

    Alimentos que não podem faltar no cardápio de uma gestante

    1. Ovos – alimento rico em colina, proteína e ferro;
    2. Legumes e verduras - alimentos ricos em fibras que ajudam no funcionamento do intestino;
    3. Frutas - fontes de vitaminas, esse tipo de alimento ajuda a manter o estoque de energia da gestante e tem um papel importante na formação de anticorpos;
    4. Raízes e tubérculos - além de ajudar na redução de enjoos, esse tipo de fonte nutricional contém carboidratos que são fontes de energia para a gestante e o bebê, sendo de grande importância para o desenvolvimento do sistema nervoso do feto;
    5. Carne - fonte de proteína, tem papel fundamental na formação da placenta.

    Além de ter uma alimentação balanceada, durante os nove meses de gestação, é fundamental manter a hidratação adequada. Entre as bebidas que podem ser consumidas, estão:

    • Água mineral;
    • Água de coco natural;
    • Sucos;
    • Chás.

    2.4 Fatores de risco

    Primeiramente, é importante entender que toda gravidez tem riscos. Contudo, existem alguns fatores que podem aumentar o risco de problemas durante a gestação.

    Idade da gestante

    A idade ideal para uma gestação sem riscos é entre 20 e 30 anos, pois nessa fase da vida da mulher o aparelho reprodutor está totalmente desenvolvido e a fertilidade está no seu ápice.

    Embora a gestação em mulheres com idade materna avançada esteja se tornando cada vez mais comum, após os 35 anos é mais difícil ter uma gravidez espontânea devido à diminuição do número e da qualidade dos óvulos.

    Além disso, a partir dessa idade eleva-se o risco de complicações gestacionais para a mãe e o feto. Podem surgir problemas, como o aumento do risco de parto prematuro e também a pré-eclâmpsia.

    Primeira menstruação

    Outro grande fator para uma gestação de risco, é engravidar durante os dois primeiros anos após a primeira menstruação. Isso acontece, porque antes dos quinze anos o corpo ainda não está totalmente preparado para a gestação.

    Altura e peso da gestante

    Existem estudos que comprovam que a altura e o peso da mãe podem influenciar no tempo e no risco de uma gestação. Mulheres com menor estatura e peso têm maiores chances de gerar bebês prematuros.

    Saúde mental

    Outro fator que influencia em uma gestação de risco diz respeito à saúde mental da mulher.

    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), do início ao fim de uma gestação, o risco da mulher sofrer algum tipo de adoecimento psíquico aumenta em 10% nas gestantes e em 13% nas mães que acabaram de parir.

    A depressão por exemplo, quando não tratada durante o período gestacional, pode levar a quadros de aborto espontâneo e comprometimento do desenvolvimento fetal.

    DSTs

    As DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) são infecções transmitidas principalmente através do contato sexual desprotegido, podendo ser causadas por:

    • Bactérias;
    • Vírus;
    • Parasitas;
    • Fungos.

    Entre as DSTs mais comuns, estão:

    • HIV;
    • HPV;
    • Gonorreia;
    • Herpes;
    • Clamídia;
    • Sífilis;
    • Cancro mole.

    A maior parte das DSTs afeta tanto homens quanto mulheres, mas em muitos casos, podem trazer grandes riscos para a gestação.

    Um dos exemplos está relacionado à bactéria que causa a sífilis, já que pode atravessar a placenta e contaminar o bebê. Além de causar surdez, a contaminação por sífilis também pode levar à cegueira e retardo mental.

    2.5 Cuidados durante a gestação

    A gestação é um momento de transição. Durante nove meses, o corpo da mulher se prepara para a chegada de uma nova vida. Nesta fase, tomar alguns cuidados é indispensável para manter o equilíbrio e uma boa saúde.

    Atividades físicas

    Durante a gestação, o corpo e o organismo da mulher passam por inúmeras transformações, como a variação hormonal e o ganho de peso.

    Para vivenciar esse período com saúde, é essencial que a gestante pratique atividade física regularmente, respeitando suas condições.

    É comprovado que a prática de atividade física faz bem não apenas para a mamãe, mas traz diversos benefícios para o bebê.

    É importante lembrar que antes de iniciar a prática de qualquer atividade física durante a gestação, é preciso consultar um profissional e receber liberação médica.

    Vida sexual

    Na maioria dos casos, não existe contraindicação para o sexo durante uma gestação. Mesmo com a penetração, o pênis não tem como machucar o bebê.

    Nos primeiros meses, é normal que sintomas como cansaço, dor nos seios e estresse inibam o desejo sexual da mulher. Contudo é preciso atenção. No ato da relação, ao perceber qualquer tipo de sangramento, o médico que acompanha o pré-natal deve ser informado.

    Consumo de bebidas alcoólicas, drogas e cigarro

    Independente da gestação, o consumo de álcool, drogas e cigarro é prejudicial à saúde. Mas durante a gestação, as consequências podem ser ainda mais graves e afetar diretamente o bebê:

    1. Álcool - pode causar microcefalia, problemas cardíacos e deficiência intelectual;
    2. Drogas - pode causar aborto espontâneo, anomalias no cérebro, rosto, coração, intestino, olhos e órgãos genitais do bebê;
    3. Cigarro - pode causar a redução do crescimento intrauterino, além de graves problemas respiratórios.

    Tratamento químico para os cabelos

    Embora o uso de produtos químicos seja muito comum para manter a saúde e a aparência do cabelo, é preciso tomar cuidados específicos durante a gestação. Entre eles, está evitar nesse período procedimentos que usam amônia e alguns metais pesados.

    Devido a alterações na circulação sanguínea, a mulher passa a absorver componentes com mais facilidade no período gestacional, facilitando o contato dessas substâncias com a placenta. Por isso, utilizar produtos químicos pode significar um risco elevado para o bebê.

    Uso de medicamentos

    Se automedicar é contraindicado, já que pode causar inúmeros efeitos adversos à saúde. Mas durante uma gestação, as consequências são ainda mais graves.

    Tomar medicamentos sem prescrição médica durante o período gestacional pode provocar aborto ou malformações. Em alguns casos, também pode induzir contrações uterinas antes do tempo.

    Consumo de café

    Se a futura mãe consome café ou bebidas ricas em cafeína frequentemente, durante a sua gestação é recomendado fazer a substituição por opções descafeinadas.

    Isso é necessário, porque o feto não possui enzimas que metabolizam a cafeína, ou seja, ele não consegue eliminar essa substância. O acúmulo de cafeína no organismo do bebê pode afetar a sua formação, causando uma redução no peso ao nascer, ou em casos graves, levar ao aborto espontâneo.

    Consumo de chás naturais

    Durante a gravidez, a gestante deve ficar atenta ao consumo de chás, já que algumas ervas podem conter fitoquímicos prejudiciais ao desenvolvimento fetal.

    Entre as opções recomendadas e que não oferecem riscos ao bebê, estão:

    • Lavanda;
    • Camomila;
    • Melissa;
    • Erva-cidreira;
    • Gengibre.

    Além de saborosos, eles auxiliam na diminuição de enjoos, distensão abdominal e gases, sintomas comuns durante esse período.

    3. Parto vaginal ou cesárea?

    O momento do parto é único. Saber mais sobre os tipos de parto é fundamental para que a mãe entenda sobre as opções disponíveis e em quais casos cada uma é indicada.

    O parto pode ser:

    • Vaginal - nesse tipo, o nascimento do bebê ocorre pela vagina e sem intervenção cirúrgica. Esse parto possui variações, podendo ser normal, natural e/ou humanizado, por exemplo;
    • Cesárea - é uma cirurgia e é indicado quando o parto vaginal não é possível, em casos de riscos à vida da mãe e do bebê, ou por opção da gestante.

    3.1 O parto vaginal

    O parto vaginal ocorre de forma natural e possibilita uma recuperação mais rápida quando comparado à cesárea, além de oferecer baixo risco de complicações e de aparecimento de doenças respiratórias no recém-nascido.

    Sinais como bolsa estourando, contrações e dores são comuns antes do parto vaginal. Para ser realizado, é necessário que a mãe tenha a dilatação mínima para a passagem do bebê.

    3.2 A cesárea

    Na cesariana ou cesária, o nascimento ocorre através de uma incisão na parede abdominal e uterina, ou seja, é uma cirurgia bastante invasiva.

    Embora seja possível planejar o dia do nascimento do bebê e minimizar o desconforto das dores do parto, a cesárea tem um pós-operatório mais longo e aumenta significativamente os riscos de complicações, como infecções.

    De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o recomendado é que as cesarianas sejam realizadas apenas em casos em que exista comprovação de riscos.

    4. O PÓS-PARTO

    Uma informação que muitas mulheres não sabem, é que o pós-parto depende diretamente dos cuidados durante a gestação.

    Priorizar os cuidados durante a gravidez é uma das melhores formas de garantir um pós-parto tranquilo. Por essa razão, manter o acompanhamento médico desde o começo é muito importante.

    4.1 O puerpério

    O chamado puerpério é o período pós-parto, ou seja, fase em que o corpo da mulher se recupera do parto, podendo se estender ao longo dos próximos 45 a 60 dias seguintes.

    Durante este período, há transformações físicas, mudanças emocionais e hormonais (a queda nos níveis hormonais é uma delas), além de cansaço excessivo (independente do tipo de parto) e sangramento vaginal.

    Cuidados com a mãe

    Após o parto e principalmente nas primeiras semanas após ter tido o bebê, a mamãe deve tomar alguns cuidados com a sua saúde, como:

    1. Ficar atenta ao sangramento vaginal para ter certeza que ele está dentro da normalidade;
    2. Fazer leves caminhadas para para prevenir tromboses e melhorar a constipação intestinal;
    3. No caso da cesárea, higienizar a cicatriz com água e sabonete específico;
    4. Manter uma dieta saudável, evitando alimentos gordurosos e ricos em açúcar;
    5. Se manter sempre bem hidratada;
    6. Aguardar um período saudável para retornar às atividades sexuais (cerca de seis semanas, ou seja, o período do puerpério).

    Sinais de alerta na mãe

    Para evitar problemas de saúde e ajudar a diagnosticar doenças precocemente, é preciso observar os sinais do organismo. Entre os cuidados que precisam ser tomados, estão:

    1. Prestar atenção na frequência e intensidade do sangramento vaginal;
    2. Procurar orientação médica em caso de ardência constante ao urinar;
    3. Ficar atenta a possíveis alterações nas mamas, como dor, vermelhidão e endurecimento;
    4. Identificar o aumento significativo de desânimo e cansaço;
    5. Procurar orientação médica em caso de falta de ar ou dor no peito;
    6. Procurar orientação médica em caso de dor, inchaço e vermelhidão nas pernas (pode indicar risco de trombose).

    4.2 Primeiros cuidados com o bebê

    A chegada de um novo membro na família é sempre motivo de muita alegria. Mas nos primeiros dias de vida, os cuidados devem ser redobrados.

    Alimentação do bebê

    O leite materno deve ser o único alimento da criança durante, pelo menos, os seis primeiros meses de vida. Amamentar é o melhor alimento que um bebê pode receber no início da vida, já que o leite materno oferece todos os nutrientes necessários durante esse período.

    Como referência, é recomendado que um bebê saudável mame, pelo menos, de 8 a 12 vezes por dia.

    Higiene do bebê

    Durante as primeiras semanas de vida, a pele de um recém-nascido, além de sensível, é fina e muito frágil. Por essa razão, é preciso atentar-se aos tipos de produtos usados, já que a alta absorção pela pele pode levar à intoxicação.

    Assim, na hora da higiene, é sempre bom seguir algumas recomendações, como:

    1. Não passar perfume;
    2. Não usar lenços umedecidos;
    3. Limpar as partes íntimas apenas com água e algodão;
    4. Usar apenas sabão neutro.

    Visitas ao pediatra

    De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a quantidade de visitas ao pediatra depende da idade da criança e das necessidades específicas para cada caso:

    • Recém-nascidos (entre 5 e 30 dias de vida) - duas a três consultas por mês;
    • Bebês entre 2 e 6 meses de idade - uma consulta por mês;
    • A partir dos 7 meses de idade - uma consulta a cada dois meses.

    4.3 Amamentação

    A amamentação é um dos momentos mais importantes para aumentar o laço afetivo entre mãe e filho, e proporciona grandes vantagens para ambos.

    Vantagens para o bebê

    O leite materno é o alimento mais completo que um bebê pode receber desde o seu nascimento, sendo recomendado até 6 meses de vida e complementado com outros alimentos até 2 anos de idade ou mais.

    Além de proteger a criança contra diversas doenças, ajuda a prevenir a má formação dos dentes e problemas na fala

    Vantagens para a mamãe

    Não é só o bebê que se beneficia com o leite materno. A produção do alimento também traz grandes benefícios para a mãe, como:

    1. Diminuição do sangramento no pós-parto;
    2. Otimização da perda de peso;
    3. Ajuda na prevenção da osteoporose;
    4. Facilita na recuperação do útero e sua volta ao tamanho normal;
    5. Previne a anemia materna;
    6. Reduz o risco de câncer de mama, ovário e endométrio.

    4.4 Depressão pós-parto

    Infelizmente, a depressão pós-parto é uma condição que afeta muitas mulheres.

    A depressão pós-parto é um transtorno do humor que geralmente se inicia nas primeiras semanas após o parto, e tem como principal causa o enorme desequilíbrio de hormônios reprodutivos nesse período.

    Se não tratada, pode trazer importantes prejuízos na interação entre mãe e bebê e na formação do vínculo afetivo. Para tratar a depressão pós-parto, o acompanhamento psicológico é essencial.

    4.5 A importância da Triagem Neonatal

    A triagem neonatal é um conjunto de testes e avaliações realizados nos primeiros dias de vida do bebê para identificar alterações que possam acarretar prejuízos à sua saúde e à sua vida.

    Entre os testes de triagem neonatal obrigatórios estão:

    Teste da orelhinha

    Também chamado de triagem auditiva neonatal, o teste da orelhinha tem como objetivo identificar alterações auditivas no bebê.

    Teste da linguinha

    Realizado por um fonoaudiólogo, o teste da linguinha tem como objetivo diagnosticar problemas no freio da língua dos recém-nascidos (condição popularmente conhecida como língua presa).

    Esta alteração na língua pode prejudicar a amamentação ou comprometer o ato de engolir, mastigar e falar.

    Teste do coraçãozinho

    Feito ainda na maternidade entre 24 e 48 horas após o nascimento, o teste do coraçãozinho avalia a oxigenação do sangue e os batimentos cardíacos do recém-nascido. É um teste realizado com o auxílio de um oxímetro (aparelho similar a uma pulseira pequena), que é colocado no pulso e no pé do bebê.

    Teste do pezinho

    Realizado entre o 3º e o 5º dia de vida do bebê, o teste do pezinho é feito a partir de gotas de sangue retiradas do calcanhar do bebê.

    Esse teste importante tem como objetivo identificar doenças genéticas e metabólicas, como:

    • Hipotireoidismo congênito;
    • Anemia falciforme;
    • Hiperplasia adrenal congênita;
    • Fibrose cística;
    • Deficiência de biotinidase.

    Teste do olhinho

    O teste do olhinho, também conhecido como teste do reflexo vermelho, é feito para detectar problemas de visão, como:

    • Catarata;
    • Glaucoma e estrabismo.

    CONCLUSÃO

    Para viver a experiência de uma gravidez saudável, os cuidados devem ser iniciados antes mesmo da concepção.

    Conte com a Medprev para ter um período gestacional e um pós-parto tranquilo e saudável.

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