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Exame médico para usar piscinas: cuidados dermatológicos para você aproveitar melhor o verão

Entenda o que é avaliado no exame médico para usar piscinas e como esse procedimento é essencial para que seus filhos possam curtir a estação mais quente.

Cenas de terror para qualquer pai ou mãe: seu filho quer muito dar uns mergulhos, mas não é possível entrar no clube sem ter um carimbo na carteirinha e não há ninguém disponível para realizar o exame médico para usar piscinas. Ou seja, garantia de muita frustração para toda a família.

Algumas vezes, o famoso exame exigido para o uso de piscinas coletivas em locais como clubes, resorts, parque aquáticos, termas, academias e até mesmo condomínios realmente pode parecer um inconveniente.

Contudo, na verdade esse procedimento é crucial para garantir a qualidade da água e preservar a saúde de todos os banhistas, principalmente dos pequenos.

A importância do exame médico para usar piscinas

Enquanto relaxar em uma piscina é um convite irrecusável para os adultos em dias de calor intenso, as crianças querem mesmo é dar pulos infinitos, descer pelo tobogã a toda velocidade e curtir muitas brincadeiras na água.

Além disso, mais do que recreação e lazer, a piscina é um excelente local para a prática de atividades físicas para todas as idades, seja durante a aula de natação ou de hidroginástica.

Porém, apesar de seus benefícios, a utilização das piscinas exige alguns cuidados, pois elas podem ser um meio muito propício para a transmissão de doenças, especialmente infecções causadas por fungos (as famosas micoses), bactérias e vírus.

Embora a aplicação de cloro na higienização da piscina ajude a eliminar esses microrganismos e a reduzir o risco de contágio, a transmissão ainda pode acontecer em lugares que estão continuamente úmidos, como vestiários, duchas, chuveiros e lava-pés.

Assim, além de realizar o tratamento da água, é dever dos clubes e de outros locais responsáveis pela manutenção de piscinas adotar medidas como exigir um exame médico de todos os seus frequentadores (incluindo banhistas e empregados), de modo a evitar o acesso de pessoas com doenças de pele contagiosas e prevenir a disseminação dessas infecções.

Como é feito o exame médico para usar piscinas

Esse procedimento se trata de um exame dermatológico rápido, indolor e relativamente simples, mas que deve ser realizado por um médico devidamente habilitado – afinal, é preciso ter olhos treinados para diferenciar manchas inofensivas de uma infecção de pele.

De acordo com o Conselho Federal de Medicina, recomenda-se fazer o exame cada três meses em indivíduos saudáveis, mas as normas podem variar conforme o regulamento de cada administrador de piscina.

Muitas vezes, os clubes e complexos aquáticos oferecem esse serviço no próprio local. Nesse caso, ele sempre deve ser realizado em uma sala que ofereça as mesmas condições do consultório, incluindo privacidade, temperatura confortável e iluminação adequada.

Para que o médico possa realizar o exame, os frequentadores devem ser orientados a comparecer utilizando trajes de banho e sem maquiagem ou esmalte.

O procedimento é feito por meio da inspeção de mãos, pés, unhas, espaços entre os dedos, orelhas, axilas, virilhas, tronco e membros em busca de lesões que indiquem uma micose ou outro tipo de infecção.

Para diferenciar uma doença contagiosa de sinais inofensivos na pele, o médico leva em conta a presença de manchas, cicatrizes, nódulos ou placas e avalia características como cor, textura, formato e distribuição pelo corpo.

Caso seja identificada uma infecção, como micose de unha e de pés (frieira), candidíase inguinal (nas virilhas), foliculite e impetigo, entre outras, o paciente não obterá a permissão para utilizar a piscina, devendo ser encaminhado para o tratamento.

Dicas e cuidados para evitar doenças transmitidas em piscinas

Além de verificar a exigência de exame médico para usar piscinas, o ideal seria ter acesso aos protocolos de desinfecção de todos os ambientes e aos resultados dos testes de qualidade da água, mas esses dados dificilmente estão à disposição dos banhistas.

Mesmo assim, ainda existem alguns cuidados que você pode seguir para reduzir o risco de contrair uma doença infecciosa em piscinas e aproveitar o verão com muita saúde. Conheça os principais:

  • Observe as condições de higiene da piscina: água cristalina e que permite a visualização do fundo é sinal de piscina limpa, enquanto água turva indica que pode haver contaminação. Além disso, as bordas e os azulejos não devem apresentar lodo nem estar escorregadios ou pegajosos;
  • Verifique se a água está sendo filtrada: procure identificar se há barulho proveniente do motor de filtragem, o que indica que a água da piscina está constantemente passando por filtros que retêm grande parte das impurezas;
  • Utilize chinelos fora da água: locais que estão sempre úmidos, como vestiários, saunas, chuveiros e lava-pés, são favoráveis à multiplicação de microrganismos, por isso sempre utilize chinelos ao frequentá-los. Essa dica também vale ao caminhar ao redor da piscina, pois o cloro evapora rapidamente nessa região, permitindo a proliferação de fungos;
  • Evite o contato direto com cadeiras: as espreguiçadeiras que ficam em volta da piscina e as bancadas das saunas também podem abrigar microrganismos causadores de doenças. Para se prevenir, cubra-as com uma toalha ou canga antes de se sentar;
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal: itens como toalhas, escovas, pentes, bonés e chinelos não devem ser compartilhados, pois eles podem servir como meio de transmissão de doenças;
  • Passe pela ducha antes e depois de usar a piscina: as duchas disponíveis devem ser utilizadas tanto para remover impurezas do corpo antes de entrar na água quanto para eliminar contaminantes ao sair dela;
  • Tome banho assim que possível: além da ducha, tome um banho completo o mais rápido possível depois de sair da piscina, pois isso ajudará a remover microrganismos que tenham se instalado na sua pele. Além disso, você evita permanecer com a roupa de banho molhada por muito tempo, o que também favorece as infecções;
  • Faça o tratamento completo em caso de doença: o tratamento de frieiras leva cerca de 3 meses, enquanto o de micoses de unha leva até 6 meses para as mãos e 12 para os pés. Mesmo que haja uma melhora aparente, o uso dos medicamentos deve ser mantido conforme a orientação médica, pois o fungo pode voltar ainda mais forte.

Além dessas dicas, saiba que é possível agendar uma consulta com o dermatologista diretamente pelo aplicativo do MEDPREV. Assim, você terá uma avaliação completa incluindo o exame médico para usar piscinas e a verificação de sinais que podem evoluir para doenças mais graves, como o câncer de pele. Vale a pena se prevenir e aproveitar o verão!

Fonte(s): CRM-PR, Portal Medico, Portal Medico e BBC 

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