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Doenças

As doenças respiratórias se agravam no frio?

Mais sensíveis, crianças e idosos estão mais sujeitos a sofrem dos males causados pelos elementos alérgenos.

Todos os anos a chegada do inverno acende um sinal de alerta com relação aos problemas respiratórios. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3,5 milhões de têm a saúde comprometida de alguma forma em razão do vírus da gripe.

Em 2020, por conta da pandemia de coronavírus, a situação pode ser ainda mais delicada. Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave cresceram no país como consequência da Covid-19. Com hospitais lotados, a falta de leitos pode ser preocupante e todo cuidado é pouco para reduzir as chances de contágio.

Porém, qual é a relação direta que as temperaturas frias têm com o aumento das doenças respiratórias? Vamos entender um pouco mais sobre o tema.

O frio causa mais doenças respiratórias?

Não há uma relação direta entre uma temperatura mais baixa e uma doença respiratória. Porém, o ar mais frio pode ressecar as vias aéreas com maior facilidade. Esse ressecamento pode causar inflamações que, consequentemente, fecham os brônquios. É por essa razão que pessoas que já têm algum problema respiratório, como rinite, tendem a sofrer mais nessa época do ano.

Além da baixa temperatura, os elementos alérgenos, como ácaros de poeira, mofo e poluentes, também podem agravar a situação. Em dias frios, costumamos passar mais tempo em ambientes fechados e úmidos, o que facilita a propagação desses elementos. Em contato com a mucosa ressecada, eles tendem a irritá-la com mais facilidade, desencadeando reações.

Crianças e idosos, cujas mucosas são mais sensíveis, tendem a ser as principais vítimas. Por isso, os ambientes que eles frequentam precisam receber cuidados especiais. Manter a limpeza em dia ou lavar roupas de frio que estão guardadas há muito tempo antes de usá-la são boas medidas preventivas que podem auxiliar a reduzir os índices de doenças.

Vírus se propagam com mais facilidade em ambientes fechados

Você já está ciente de todas as medidas que vem sendo adotadas para minimizar a propagação do coronavírus. Com o vírus da gripe não é diferente. O contágio se dá da mesma forma, ainda que o vírus não permaneça ativo por tanto tempo fora do corpo humano. É por essa razão que ambientes fechados podem ser causadores de problemas respiratórios.

Todavia, não é preciso ser infectado por um vírus como o da gripe para sofrer com os problemas relacionados ao clima frio. As alergias também podem desencadear problemas respiratórios como espirro, coriza, congestão nasal e tosse. Em maior escala, esses sintomas podem se agravar e levar o paciente a desenvolver outros problemas de saúde, causados muito em parte pela baixa imunidade.

Como reduzir as chances de desenvolver problemas respiratórios?

A higiene das mãos é um dos principais hábitos de saúde que você deve incorporar à sua rotina, mesmo depois que a pandemia de coronavírus passar. Ao lavar as mãos com água e sabão você reduz as chances de que vírus entrem em contato com as mucosas, seja dos olhos, do nariz ou da boca. Funciona da mesma maneira se você utilizar álcool em gel.

A limpeza dos ambientes é outro fator que deve ser observado. Roupas e cobertores que estão parados há mais de dois meses devem ser lavados antes de serem utilizados. Os filtros de ar-condicionado devem ser limpos seguindo a frequência recomendada pelo fabricante e os cômodos em que passamos mais tempo, em especial o quarto, devem ser limpos diariamente.

A ventilação também é importante. Durante o dia, abra as janelas por pelo menos uma hora, tanto no período da manhã quanto à tarde, e deixe o ar ser renovado. Se você utiliza ar-condicionado, desligue-o por uns instantes. Ainda que o frio possa parecer um problema, portas e janelas abertas ajudam a reduzir as chances de desenvolver problemas respiratórios.

Problemas respiratórios: como tratar?

Na grande maioria dos casos, problemas respiratórios causados por alergias tendem a desaparecer sozinhos em dois ou três dias. Ingerir muita água e fazer repouso são medidas que auxiliam a reduzir a intensidade dos sintomas. Porém, casos mais graves, como os vírus ou doenças que se aproveitem da baixa imunidade para se desenvolver, requerem orientação médica.

Evite a automedicação. Se os sintomas persistirem por mais de três dias, agende uma consulta e procure um médico, como um clínico geral ou um pneumologista. A partir de uma avaliação mais detalhada, que pode requerer até mesmo exames laboratoriais, o profissional indicará os medicamentos mais adequados para tratar o problema.

Algumas complicações de saúde, como a bronquite, além de causar falta de ar podem evoluir para situações mais graves, como pneumonia. Portanto, não deixe passar muito tempo com sintomas fortes: quanto antes você iniciar o tratamento correto, maiores são as chances de que ele não evolua para quadros mais complicados.

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