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Coronavírus: as principais novidades sobre a pandemia

Até o início de maio foram registrados mais de 3,4 milhões de infectados e quase 250 mil mortes em todo o mundo.

No dia 11 de março a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou estado de pandemia em razão do coronavírus. A doença se espalhou por todos os continentes e até o dia 2 de maio já haviam sido confirmados mais de 3,4 milhões de infectados e quase 250 mil mortes em todo mundo.

No Brasil, os números também não são animadores. O país é o décimo mais afetado no mundo, tendo registrado mais de 92 mil casos e cerca de 6,5 mil mortes. Em alguns estados, como Amazonas, Ceará, Rio de Janeiro e Pernambuco, as instituições de saúde operam próximas do limite da capacidade de atendimento.

Por se tratar de um vírus relativamente novo – o primeiro caso foi diagnosticado em dezembro de 2019 -, os cientistas seguem em busca de respostas para muitas perguntas, mas ainda há muitas dúvidas sobre a doença. Neste artigo, compilamos as últimas informações relacionadas à pandemia da Covid-19.

Como está a corrida pelo desenvolvimento de uma vacina?

Diversas organizações e laboratórios em todo o mundo estão correndo contra o tempo na tentativa de desenvolver uma vacina que seja capaz de imunizar o coronavírus. O grande problema é que esse é um processo que costuma ser bastante demorado, levando pelo menos 18 meses.

As pesquisas foram iniciadas em dezembro de 2019 e, portanto, dificilmente teríamos uma vacina antes de junho de 2021. Contudo, muitos avanços foram conquistados em pesquisas na China e nos Estados Unidos. Por lá, uma vacina já está em fase de testes e nos próximos dois meses os cientistas deverão ter um resultado. Se ela funcionar, a produção em larga escala poderá começar ainda em 2020 – o que representaria um recorde em termos de velocidade de desenvolvimento.

Por que o uso de máscaras se tornou recomendado?

Inicialmente, a OMS havia definido que somente pessoas infectadas com o coronavírus deveriam usar máscaras. Porém, após diversos estudos, chegou-se à conclusão de que o uso de máscaras por toda a população é uma forma de diminuir a incidência de contágio, uma vez que pessoas sem sintomas também podem transmitir a doença.

Em diversas cidades brasileiras o uso de máscaras se tornou obrigatório, especialmente em locais públicos ou com grande fluxo de pessoas. Entretanto, para aqueles que estão infectados, a recomendação principal continua sendo a de não sair de casa pelo período de 14 dias, até que os sintomas da doença desapareçam.

Até quando a quarentena será obrigatória nas cidades brasileiras?

Ainda não há uma resposta para essa pergunta. Tudo vai depender da diminuição no número de casos. A ideia permanece sendo a mesma: achatar a curva de contágio de maneira que os hospitais possam dar conta de atender todos os pacientes. Porém, a situação é distinta entre os estados brasileiros.

No Amazonas, por exemplo, o sistema público de saúde já está sobrecarregado. Em outros estados, a capacidade de atendimento está próxima do limite. Os números de infectados e mortes seguem crescendo, o que é um indício de que ainda não atingimos o pico da doença. Especialistas afirmam que isso deve ocorrer na segunda quinzena de maio, mas essa é uma estimativa.

Há algum remédio disponível para o tratamento da Covid-19?

Embora os cientistas estejam testando diversas possibilidades, não há resultados conclusivos que permitam afirmar que um determinado remédio pode ser utilizado no combate ao coronavírus. A hidroxicloroquina é apenas uma entre pelo menos uma dezena de alternativas que vêm sendo testadas, mas ainda é cedo para afirmar que ela funciona ou não.

É importante ressaltar que nenhuma medicação deve ser tomada sem orientação médica, e até o presente momento não há nenhum remédio capaz de impedir a contaminação por coronavírus. O distanciamento social e as medidas de prevenção como lavar as mãos com água e sabão ou com álcool 70% continuam sendo as formas mais eficientes de evitar a Covid-19.

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