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Complicações do diabetes: Dia Mundial do Diabetes alerta para riscos da doença

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes há pelo menos 12 milhões de pessoas no país com diabetes, ainda que nem todos tenham sido diagnosticados com a doença. A […]

dia mundial do diabetes

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes há pelo menos 12 milhões de pessoas no país com diabetes, ainda que nem todos tenham sido diagnosticados com a doença. A cada ano o número de pacientes acometidos por essa condição aumenta. Neste artigo você vai entender melhor a importância do dia mundial do diabetes na conscientização sobre a doença.

Cerca de 90% dos diabéticos tem o tipo 2 da doença, uma condição que se desenvolve graças a uma soma de fatores, incluindo sobrepeso, sedentarismo, níveis elevados de triglicerídeos causados por maus hábitos alimentares e hipertensão.

Quando o corpo não consegue produzir a quantidade suficiente de insulina ou, ainda, não consegue absorver a insulina necessária, o diagnóstico pode ser diabetes.

Orientar a população sobre a importância de se prevenir contra o diabetes é o principal objetivo da Federação Internacional de Diabetes (IDF) que, em parceria com órgãos de saúde, celebra todos os anos no dia 14 de novembro o Dia Mundial do Diabetes. A data foi criada em 1991 pela IDF em conjunto com a OMS (Organização Mundial da Saúde), em resposta às preocupações sobre os crescentes números de diagnósticos no mundo.

O que é o diabetes?

A insulina é o hormônio responsável regular os níveis de glicose no sangue, gerando energia para o organismo como um todo. Se os níveis de insulina estão acima do esperado, essas altas taxas podem causar diversas complicações de saúde. Quando o corpo não consegue produzir a quantidade suficiente ou não consegue absorvê-la, o resultado pode ser um quadro de diabetes.

Existem dois tipos de diabetes: o do tipo 1, hereditário, presente em 90% dos casos, e do tipo 2. Para ambos os casos não há cura da doença, mas existem diversas formas de controle que podem auxiliar o paciente a ter uma vida relativamente normal e praticamente sem sintomas.

O diabetes do tipo 1 se manifesta geralmente em adultos, mas pode ser diagnosticado na infância e na adolescência, e é caracterizado pela produção irregular de insulina. Como se trata de uma doença hereditária, filhos de pais diabéticos devem redobrar a atenção e realizar exames de sangue pelo menos uma vez por ano. 

Práticas de vida saudáveis ajudam a evitar a manifestação da doença. Porém, uma vez que o problema seja diagnosticado, pode ser necessário usar insulina ou medicamentos de controle diariamente pelo resto da vida, além de modificações na dieta de forma que o consumo de açúcar seja o mais reduzido possível. 

Já o diabetes do tipo 2 é diagnosticado quando o corpo consegue produzir a insulina necessária, mas não a absorve corretamente. Essa condição não é hereditária, mas sim causada por uma soma de fatores como sobrepeso, sedentarismo, níveis elevados de triglicerídeos causados por maus hábitos alimentares e hipertensão.

As principais complicações relacionadas ao diabetes

Quando o paciente com diabetes não faz o acompanhamento necessário dos índices de glicose no sangue, como consequência ele pode desenvolver uma série de complicações. As mais comuns são doenças renais, problemas de circulação nos membros inferiores (pé diabético) e ressecamento da pele dos pés, com aparecimento de calos.

Os altos níveis de açúcar no sangue comprometem o funcionamento dos rins, obrigando-os a filtrar muito sangue, deixando-os sobrecarregados. Nesse processo as moléculas de proteína acabam se perdendo na urina. Casos mais graves podem provocar falhas nos rins e os pacientes podem precisam se submeter a sessões de hemodiálise ou até mesmo a transplantes.

Os problemas de má circulação sanguínea também são recorrentes. pessoas com diabetes tendem a apresentar problemas de circulação, o que dificulta a chegada do sangue até os membros mais distantes do coração, especialmente os pés. Em consequência, essa região recebe menos oxigênio, o que prejudica a cicatrização e pode levar à morte do tecido, conhecida como necrose ou gangrena.

Em situações mais complicadas, pode ocorrer o chamado pé diabético, uma complicação caracterizada por uma ferida (úlcera) nos membros inferiores agravada por uma infecção, mas que também pode englobar qualquer alteração de origem neurológica, ortopédica ou vascular que afete essa região do corpo.

Contra o diabetes, prevenção é o melhor remédio

Ainda que não exista cura para o diabetes, os pacientes que possuem essa condição podem ter uma vida relativamente normal se adotarem um estilo de vida mais saudável. Praticar exercícios físicos regularmente, alimentar-se de forma saudável, evitar bebidas alcoólicas e cigarro e ter boas noites de sono é o básico. Por isso, o dia mundial do diabetes se mostra tão importante na luta contra a doença.

Além disso, o acompanhamento médico é fundamental para aqueles que já foram diagnosticados com a doença. Agende consultas pelo Medprev periodicamente com um clínico geral ou endocrinologista e faça exames de sangue com frequência maior para manter o controle dos níveis de glicose do sangue.

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