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Como identificar o câncer de pele?

Conscientizar a população sobre a importância de se prevenir com relação ao câncer de pele. Foi com esse objetivo que nasceu o “Dezembro Laranja”, uma campanha que reúne órgãos de […]

câncer de pele

Conscientizar a população sobre a importância de se prevenir com relação ao câncer de pele. Foi com esse objetivo que nasceu o “Dezembro Laranja”, uma campanha que reúne órgãos de saúde e profissionais do setor com o objetivo de mostrar ao público os perigos dessa doença.

Dados de 2016 do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para 2016, estimam que hoje no Brasil há cerca de 181 mil novos casos todos os anos, sendo 83.850 em homens e 97.580 em mulheres. Para se ter uma ideia, essa variação da doença corresponde a um terço de todos os casos de câncer registrados no país.

É possível identificar a doença com antecedência e evitar suas complicações? Em muitos casos, a resposta é positiva. Descubra quais são os sinais e saiba quando é hora de agendar uma consulta e buscar orientação médica com um dermatologista.

Câncer de pele: o que é e como funciona?

Existem pelo menos três tipos de câncer de pele: o carcinoma basocelular (CBC), o carcinoma espinocelular (CEC) e o melanoma. A doença é caracterizada pelo crescimento anormal e descontrolado das células da pele. Os dois primeiros tipos, CBC e CEC são os mais comuns, mas menos letais. Já os melanomas respondem por menos de 5% dos diagnósticos, mas são mais letais.

O CBC surge nas células basais, que se encontram na camada mais profunda da epiderme (a camada superior da pele). Ele tem baixo índice de letalidade e pode ser curado em caso de detecção precoce. Já o CEC se manifesta nas células escamosas, que constituem a maior parte das camadas superiores da pele. Ele pode se desenvolver em todas as partes do corpo, embora seja mais comum nas áreas expostas ao sol, como orelhas, rosto, couro cabeludo e pescoço.

Por fim há ainda os melanomas, o tipo menos frequente dentre todos os cânceres da pele, mas com o mais alto índice de mortalidade. Todavia, a detecção precoce da doença amplia as chances de cura para mais de 90%. Em todos os casos, a regra é clara: quanto antes a doença for diagnosticada, maiores são as chances de cura.

Como identificar o câncer de pele: principais sintomas

Pintas, eczemas, lesões ou manchas na pele podem ser sinais de que um câncer está em desenvolvimento. Porém, não é possível afirmar que se trata dessa doença apenas observando o local a olho nu. Um médico especializado, além de realizar exames mais apurados no local, também solicitará um exame de biopsia. É somente a partir desses elementos que o câncer de pele poderá ser diagnosticado.

câncer de pele

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), os sintomas mais comuns são os seguintes:

  • Uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;
  • Uma pinta preta ou castanha que muda sua cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho;
  • Uma mancha ou ferida que não cicatriza, que continua a crescer apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

Além disso, outros sinais como nódulos na pele, inchaço nos gânglios linfáticos, falta de ar, tosse, dores abdominais e cefaleias podem ser indícios de que o câncer avançou e já atinge uma área maior. Os profissionais de saúde empregam um método de análise chamado ABCDE, que consiste em verificar as manchas de acordo com assimetria, bordas, cores, diâmetro e evolução.

Câncer de pele: diagnóstico precoce é essencial

Como já mencionamos, o tratamento precoce é a melhor forma de aumentar os prognósticos de cura. Quanto antes a doença for identificada e combatida, maiores são as chances de recuperação do paciente. Entretanto, deixar a consulta com o dermatologista para depois, pode resultar em complicações irreversíveis.

Diferentemente do que se imagina, o tratamento do câncer quando em estágio inicial oferece diversas possibilidades. Elas vão desde cirurgias para remoção de tumores até processos de curetagem e eletrodissecação. A escolha do tipo de tratamento leva em consideração múltiplos fatores e a indicação é sempre responsabilidade de um profissional de medicina. 

Em termos preventivos, recomenda-se evitar a exposição prolongada ao sol, visando proteger a pele dos efeitos da radiação UV. Pessoas de pele clara, com sardas e cabelos claros ou ruivos estão mais propensas a contrair a doença e devem redobrar atenção aos sinais no corpo. 

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Ao perceber o menor dos sintomas, agende uma consulta via Medprev com um especialista em dermatologia e realize os exames necessários. A identificação precoce de tumores é essencial no combate à doença. Em casos mais agressivos, esperar seis meses entre o surgimento dos sintomas e o diagnóstico pode ser tempo demais.