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    Depressão pós-parto: o que é, sintomas e como superar

    25/09/2025 • Tempo de leitura 14 min

    Revisado pelo(a) Sr. Ari Henrique Faustino Batista, CRP/PR 0838955

    O intervalo entre a descoberta de uma gravidez e a chegada do bebê costuma ser um período de muitas alegrias. Contudo, para algumas mulheres, os primeiros dias após o parto costumam ser de tristeza e muito sofrimento.

    Mulheres de diferentes perfis podem estar suscetíveis ao desenvolvimento da depressão pós-parto, inclusive mães que já passaram por outras gestações.

    Infelizmente, essa condição afeta uma em cada quatro mulheres, e quando não diagnosticada e tratada, pode prejudicar a saúde da mãe e do bebê.

    Há uma série de fatores que contribuem para o surgimento da depressão pós-parto, que comumente é diagnosticada tardiamente, trazendo consequências que perduram por anos, principalmente no vínculo materno.

    A conscientização sobre o assunto é fundamental para que o puerpério seja um período saudável para toda a família.

    Portanto, saiba mais sobre ele lendo o conteúdo "Depressão pós-parto: o que é, sintomas e como superar" até o final!

    O que é depressão pós-parto?

    A depressão materna pós-parto (DPP), também conhecida por depressão perinatal, é uma condição que 1 a cada 4 mulheres que dão à luz apresentam (26,3% das mães, como apontou o estudo ELSA-Brasil em 2022).

    Essa condição é um transtorno do humor que, geralmente, se inicia nas primeiras semanas após o parto e, comumente, está relacionada ao desequilíbrio de hormônios reprodutivos nesse período.

    Ela se trata da extensão do baby blues que afeta cerca de 80% das mulheres nos primeiros 15 dias após o parto, período em que a mãe sente muito cansaço e alguma tristeza.

    Contudo, na depressão há outros sintomas como lentidão, tristeza profunda, culpas excessivas, perda de interesse ou prazer em atividades antes apreciadas, alterações significativas no apetite, alteração no sono e pensamentos recorrentes contra a própria vida.

    A depressão pós-parto começa branda e pode evoluir nos sintomas, intensificando os sentimentos negativos.

    Além da mãe, ela também pode afetar o bebê, interferindo no seu desenvolvimento social, cognitivo e afetivo.

    Os efeitos negativos podem se estender durante a infância e adolescência do bebê.

    No entanto, é muito importante ressaltar que a depressão é uma doença e não uma escolha.

    Por isso, para lidar com o problema, é necessário buscar informação a respeito e conhecer os possíveis tratamentos.

    Tipos de depressão pós-parto

    Há apenas um tipo de depressão pós-parto, mas é possível confundi-la com outras condições com sintomas mais leves (baby blues) ou mais graves (quando há evolução para psicose pós-parto).

    Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.


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    Conheça cada uma delas:

    • Tristeza materna - também conhecida como baby blues , atinge 50-80% das puérperas (American Pregnancy Association), sendo temporária e menos intensa do que a depressão pós-parto. Causa sintomas como mudanças bruscas de humor, choros frequentes e sem razão aparente, insegurança, irritabilidade e fragilidade. Normalmente não requer intervenção profissional, apenas apoio emocional, e costuma melhorar em poucas semanas;

    • Depressão pós-parto - é marcada, principalmente, pela melancolia e anedonia (desinteresse pela vida), sendo um quadro agudo que pode durar anos. Além de afetar a mãe, ela pode interferir no desenvolvimento do bebê e na criação do vínculo entre mãe e criança (40-60% dos casos);

    • Psicose pós-parto - mais rara, ela afeta 1 ou 2 a cada 1.000 (segundo a Postpartum Support International) mulheres. É marcada por sintomas como a mudança na percepção sobre a realidade, confusão mental, presença de alucinações (como as visuais e auditivas) e até mesmo o desejo de prejudicar o bebê (4% dos casos graves). Esses sentimentos se manifestam de forma intensa e os riscos de danos ao bebê são altos.

    Mas tanto a depressão pós-parto, quanto a psicose pós-parto necessitam de diagnóstico e tratamento profissional.

    É preciso que a mãe e aqueles ao seu redor estejam atentos à duração, intensidade e impactos dos sintomas, para identificar a necessidade de cuidados médicos. Sem tratamento, a depressão pós-parto pode durar anos.

    Por que ocorre o baby blues e a depressão pós-parto?

    Além dos aspectos hormonais e fatores de risco que contribuem para o surgimento do baby blues e da depressão, há uma grande mudança emocional durante o período gestacional.

    Desde o descobrimento da gravidez até o puerpério (intervalo entre o parto e a recuperação física completa), surgem diversos desafios, como início do pré-natal, preparo para o parto, amamentação e cuidados com o bebê.

    A mudança do corpo somada aos cuidados redobrados com o feto traz uma grande sobrecarga para a gestante.

    Além disso, após dar à luz, muitas mulheres enfrentam o receio da responsabilidade de ser mãe.

    Esse medo é piorado pela pressão social, já que as pessoas esperam que uma mãe esteja feliz com seu bebê, dê conta de cuidar dele, de si mesma e de outras tarefas, o que ela pode não conseguir fazer, principalmente quando não há uma rede de apoio.

    Além dessas, as causas que podem levar à depressão pós-parto e ao baby blues são:

    • alimentação inadequada;
    • transtornos mentais prévios;
    • falta de apoio da família e cônjuge;
    • isolamento social;
    • privação de sono, inclusive para cuidar do bebê;
    • sedentarismo, que pode ser causado pelo cansaço;
    • vício em drogas.

    Mesmo mulheres que já tiveram outros filhos estão suscetíveis a ter baby blues ou depressão pós-parto, principalmente quando há uma gestação de risco ou perda do bebê.

    Dessa forma, é essencial que a família ofereça suporte para a mãe durante todo o período e ajude a identificar possíveis anormalidades no seu comportamento.

    Se for necessário, profissionais da saúde recomendam terapias e receitam tratamentos medicamentosos para auxiliar na redução dos sintomas.

    Isso pode ajudar a melhorar significativamente a qualidade de vida de toda a família.

    A conscientização da família e da própria mãe do bebê também é fundamental para que a mãe não se sinta culpada e não tenha receio de buscar ajuda.

    Fatores de risco da depressão pós-parto

    A depressão pós-parto pode ocorrer com mulheres de diferentes perfis e idades, já que o período gestacional é marcado por uma grande mudança física e psicológica.

    Porém, há fatores de risco que podem aumentar as chances de desenvolvimento desse problema. Entre eles, estão:

    • desequilíbrio hormonal (queda de estrogênio/progesterona);
    • instabilidade emocional;
    • estilo de vida estressante e não saudável;
    • presença de outras doenças ou transtornos psicológicos;
    • má qualidade do sono (4 horas contínuas por noite);
    • ausência de rede apoio familiar;
    • consumo de álcool em excesso ou frequentemente (1 dose/dia);
    • tabagismo (mais de 10 cigarros ao dia);
    • histórico de depressão pós-parto em outros partos;
    • falta de apoio da família, cônjuge e pessoas queridas;
    • estresse, problemas financeiros ou familiares (renda menor que 2 salários mínimos);
    • gravidez não planejada (68% maior risco);
    • limitações físicas sofridas antes, durante ou após o parto;
    • quadro de depressão antes ou durante a gravidez;
    • histórico de depressão anterior;
    • possuir transtorno bipolar;
    • histórico de depressão ou outros transtornos mentais na família;
    • história de desordem disfórica pré-menstrual (PMDD);
    • tensão pré-menstrual (TPM) mais intensa;
    • idealização excessiva da maternidade;
    • violência doméstica.

    É importante lembrar que ter o suporte psicológico antes, durante e após a gravidez ajuda a prevenir a depressão pós-parto, controlar alguns fatores de risco e agilizar o acesso aos tratamentos, quando forem necessários.

    Sintomas da depressão pós-parto

    Muitas mães que têm depressão pós-parto se sentem culpadas pelas sensações de tristeza e medo após a chegada do bebê.

    Contudo, grande parte desconhece o problema, dificultando o diagnóstico e tratamento adequados, o que pode gerar muitos transtornos ao longo da vida.

    Muitas vezes, quem identifica os primeiros sinais do transtorno é a pessoa com quem ela é casada ou familiares próximos.

    Além de ansiedade e irritabilidade, uma mãe com depressão pós-parto pode apresentar outros sintomas, como:

    • vontade constante de chorar;
    • alterações extremas do apetite;
    • sensação de cansaço frequente (sentimentos de desesperança);
    • sensação de estranheza em relação ao bebê;
    • ansiedade e preocupações em excesso;
    • dificuldade de concentração;
    • problemas relacionados ao sono (dormir muito ou pouco demais);
    • inquietação e agitação;
    • indisposição contínua;
    • perda de prazer em fazer o que gostava;
    • perda de interesse em atividades diárias;
    • perda ou ganho de peso;
    • pensamentos sobre suicídio;
    • sentimento de culpa;
    • vontade súbita de fazer mal ao bebê;
    • pensamentos negativos em geral;
    • dores sem causa física identificada;
    • alterações gastrointestinais persistente;
    • dificuldade de vinculação (sensação de "estranhamento");
    • medo excessivo de ficar sozinha com o bebê;
    • evitação de cuidados (delegar excessivamente a outros);
    • preocupações obsessivas com a saúde do bebê;
    • sintomas dissociativos (sentir-se "fora do corpo");
    • episódios de pânico incapacitantes.

    Uma mãe que está sofrendo com depressão pós-parto está desmotivada e sente-se incapaz de lidar com questões mínimas.

    Por isso, é importante conhecer os sinais da doença e saber identificá-los quando uma mulher estiver os manifestando.

    Como é feito o diagnóstico da depressão pós-parto?

    O diagnóstico desse problema de saúde pode ser realizado por meio de avaliação clínica, que inclui a anamnese (entrevista com o paciente).

    Quando há a presença dos sintomas da depressão pós-parto por mais de duas semanas, é preciso realizar a análise da paciente, seu histórico médico, as consequências do parto na rotina e mudanças na qualidade de vida.

    Para que seja considerada depressão pós-parto, a condição deve surgir até 4 semanas após o parto.

    Além disso, o profissional de saúde responsável pela avaliação da paciente deverá solicitar exames de sangue.

    Isso porque há disfunções no organismo que também podem causar sintomas de depressão, como é o caso do hipotiroidismo.

    Portanto, antes de afirmar que é uma depressão pós-parto, é preciso descartar essas outras hipóteses.

    Para auxiliar na procura por ajuda médica, é muito importante que além da mãe, a família também ajude na identificação dos sintomas.

    Manter uma rede de apoio antes e depois do parto faz toda a diferença para preservar a saúde de mãe e filho.

    Qual é o tratamento para depressão pós-parto?

    Não há apenas uma forma de tratamento para a depressão pós-parto.

    Quando necessários, os medicamentos são prescritos de forma individual, conforme sintomas e histórico da paciente.

    Em geral, é importante combinar os remédios com a psicoterapia. Além disso, o Ministério da Saúde elenca a terapia hormonal como uma forma de combater a depressão pós-parto.

    Também é necessário focar no fortalecimento de vínculo entre mãe e bebê, para que a criança possa crescer saudável e, a mãe, sem culpa.

    O prazo para que os tratamentos façam efeitos também dependem da resposta de cada paciente.

    Por isso, é fundamental fazer acompanhamento médico para verificar os resultados e seguir à risca as orientações do profissional.

    A depressão pós-parto requer tratamento médico imediato. O diagnóstico precoce possibilita que o tratamento seja realizado ainda no começo dos sintomas, de modo que a recuperação seja mais rápida.

    Se não tratada, essa doença pode prejudicar significativamente a interação entre mãe e bebê, afetando a formação do vínculo afetivo.

    Para tratar a depressão pós-parto, a procurar um psicólogo também é essencial.

    O clínico geral, obstetra e o psiquiatra são outros exemplos de especialistas que podem auxiliar a mãe durante esse período.

    Em alguns casos, é preciso agregar o suporte de terapia de grupo e o tratamento psiquiátrico com antidepressivos liberados para lactantes.

    COMO PREVENIR A DEPRESSÃO PÓS-PARTO?

    É possível prevenir a depressão pós-parto tomando algumas atitudes de cuidado com a saúde mental durante a gravidez e no pós-parto.

    Primeiro, é fundamental que a grávida ou mãe procure por auxílio profissional para tirar suas dúvidas e falar sobre seus medos.

    A realização de psicoterapia (terapia cognitivo-comportamental perinatal - TCC, terapia interpessoal - TIP, mindfulness e técnicas de regulação emocional) pode ajudar a trabalhar os sentimentos de insegurança e medo, fazendo com que seja mais fácil lidar com as mudanças que uma gravidez traz.

    Aquelas que puderem fazê-lo, encontrarão amparo em terapias de grupo, onde outras mulheres dividem o mesmo problema. Mulheres em grupos de apoio têm 30% menos risco de desenvolver DPP.

    Além disso, a mãe deve se informar sobre a maternidade, uma vez que é um período muito romantizado, que pode ser muito diferente na realidade.

    Por fim, também é recomendado que a mãe informe-se sobre o bebê e suas necessidades, para não ter medo e ansiedade ao tomar conta dele.

    O ideal é que os familiares também busquem saber sobre como é o período durante e após a gravidez, para aliviar a carga física e psicológica sobre a mãe.

    Diferença entre tristeza e depressão pós-parto

    É comum que a tristeza seja confundida com a depressão pós-parto devido à semelhança entre seus sinais.

    Mas saber qual é a diferença entre ambas é essencial para buscar suporte médico, quando for necessário.

    A depressão pós-parto é uma condição médica séria, em que a paciente precisa de auxílio profissional para que essa condição seja tratada adequadamente.

    Ao apresentá-la, a paciente sente todos os sintomas de uma depressão comum, dificultando que ela exerça suas atividades diárias normais ou até que cuide do bebê.

    Sua alimentação, sono, relacionamentos e outros aspectos importantes da sua vida podem ser prejudicados.

    Ela pode surgir até 4 semanas após o parto e seus sintomas se mantêm por mais de duas semanas, podendo se prolongar por meses e até anos.

    Quando uma mãe enfrenta essa condição, sua relação com o filho pode ficar abalada. Além disso, a criança fica prejudicada em seu desenvolvimento social, cognitivo e afetivo.

    Portanto, a depressão pós-parto é uma condição séria, que precisa de atenção quanto antes for possível, pelo bem da mãe e do bebê.

    Já a tristeza pós-parto, ou o baby blues, é um dos fatores de risco para que a depressão pós-parto aconteça.

    Ela se trata de uma condição comum no puerpério, onde estão presentes os mesmos sintomas da depressão, mas de uma forma branda.

    Além disso, ela dura pouco tempo e dentro de 2 semanas não há nenhum sintoma. Ou seja, ela é temporária e vai sumindo conforme a mãe se adapta à sua nova rotina.

    Depressão pós-parto e COVID-19

    A pandemia por COVID-19 gerou impactos significativos na saúde física e mental da população, inclusive afetando diretamente o bem-estar das gestantes.

    De acordo com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, houve um aumento de cerca de 38,8% de casos de depressão pós-parto no período pandêmico.

    Algumas causas para o crescimento de depressão pós-parto são:

    • incerteza sobre o futuro e a integridade física, principalmente do bebê;
    • falta da rede de apoio devido ao isolamento social;
    • contato constante com informações sobre a pandemia;
    • mudança drástica de rotina;
    • sobrecarga emocional e física da mãe;
    • conflitos familiares.

    Também é importante citar que um dos fatores que influenciaram no desenvolvimento da doença foi a ausência de parentes no pós-parto, como as avós, consideradas como apoio essencial no puerpério e na adaptação aos cuidados com o recém-nascido.

    Mães, bebês e avós (comumente parte da terceira idade) são alguns dos grupos de risco do coronavírus, lidando com desafios ainda maiores durante a pandemia.

    De acordo com a mesma pesquisa, há uma relação direta entre o aumento dos sintomas da depressão pós-parto e o fluxo intenso de informações sobre a COVID-19.

    As mães que apresentaram pensamentos com tendências suicidas tiveram maior contato com as notícias em relação às outras mães neste período.

    Outro ponto a ser considerado a respeito da maternidade na pandemia, é o acúmulo de tarefas e responsabilidades, inclusive para mulheres que já eram mães.

    Muitas tiveram que conciliar rotina profissional e familiar, enquanto várias outras enfrentaram a perda do emprego.

    Entre alguns dos principais sintomas presentes, foram a ansiedade e pessimismo, resultando na necessidade de acompanhamento médico.

    FAQ (PERGUNTAS FREQUENTES)

    Confira as respostas para as principais perguntas relacionadas à depressão pós-parto!

    Como fica uma pessoa com depressão pós-parto?

    Abalada, abatida, apática, desinteressada em relação a atividades que antes gostava, afastada de pessoas que ama, desconcentrada, sentindo medo e tristeza.

    Quais são os três tipos de depressão pós-parto?

    Na verdade, não há 3 tipos de depressão pós-parto, mas sim 3 condições distintas que podem ocorrer no período pós-parto, com características próprias:

    • baby blues (sentimentos leves de tristeza);
    • depressão pós-parto (doença instalada);
    • psicose pós-parto (quadro gravíssimo de depressão, com risco para mãe e bebê).

    Quanto tempo dura a tristeza pós-parto?

    Os sintomas da tristeza pós-parto são mais amenos e não costumam ultrapassar duas semanas. Se isso acontecer, o ideal é procurar um médico para avaliação.

    O que a depressão pós-parto pode causar no bebê?

    A depressão pós-parto pode causar danos ao desenvolvimento social, cognitivo e afetivo do bebê, que podem se estender durante sua infância e adolescência.

    Quais os sinais de alerta no puerpério?

    Alterações de apetite e humor, variação de peso, alterações no sono, desinteresse, distanciamento social, indisposição contínua, sentimento de culpa, pensamentos negativos constantes, dentre outros. É importante que puérpera e família se atentem a eles.

    Qual a diferença entre depressão clássica e depressão pós-parto?

    A depressão pós-parto está relacionada ao nascimento do bebê, às mudanças na rotina e aos hormônios. Por sua vez, a depressão clássica tem como causa outros fatores, que podem ser individuais ou não.

    É normal ficar chorando no puerpério?

    É normal chorar no puerpério devido ao cansaço, à adaptação à rotina e ao medo de não conseguirem lidar com a nova fase, por exemplo.

    Entretanto, não é normal quando isso se estende por longas semanas e quando provoca sentimentos intensos de tristeza, culpa ou outros sintomas de depressão. Nesses casos, a atenção profissional é necessária.

    CONCLUSÃO

    Como mostrado no post "Depressão pós-parto: o que é, sintomas e como superar", essa depressão é uma condição que atinge milhares de mulheres no puerpério.

    Ela pode começar com sintomas leves e uma tristeza branda, conhecida como baby blues, mas ao se estender por muito tempo e ter seus sintomas intensificados, prejudica mãe e bebê.

    É muito importante tentar evitar que a depressão pós-parto aconteça. Isso é possível ao adotar medidas preventivas, como cuidar da saúde mental e se informar sobre a realidade de ter e criar um bebê.

    Contudo, se mesmo assim a depressão acontecer, apenas um médico psiquiatra, em conjunto com um psicólogo, conseguirão fornecer o tratamento correto para o problema.