BLOG MEDPREV

Como fazer para evitar a intoxicação alimentar no verão?

Saiba reconhecer os perigos e fique livre da intoxicação alimentar no verão.

Assim como temperaturas, os riscos de contrair uma intoxicação alimentar no verão também são mais elevados. Esta é uma consequência do próprio calor, que facilita a proliferação de bactérias e acelera a deterioração dos alimentos.

Os sintomas da intoxicação alimentar incluem diarreia, dor abdominal, náuseas, vômitos, febre e até mesmo coceira na pele. Como eles podem levar até 72 horas para se manifestar, nem sempre é possível identificar qual alimento estava contaminado.

Na maior parte dos casos, a intoxicação é leve e seus sintomas desaparecem em três ou quatro dias. Contudo, quadros mais graves podem necessitar de internamento hospitalar, principalmente quando o problema atinge crianças, idosos, gestantes ou pessoas com doenças autoimunes. Saiba como reconhecer e evitar essa ameaça:

1. Observe as condições dos produtos de geladeira no supermercado

Ao fazer compras, verifique se os produtos como iogurtes, requeijão, manteiga e congelados estão devidamente armazenados nos refrigeradores do estabelecimento.

Caso haja sinais de que a temperatura do freezer está desregulada, como acúmulo de líquidos em seu interior e gotículas de água nas portas, é melhor não arriscar.

2. Mantenha seus alimentos devidamente refrigerados

Os produtos de geladeira adquiridos no supermercado devem ser armazenados no refrigerador doméstico o mais rápido possível, evitando a deterioração causada pelo calor e o descongelamento.

Essa regra também vale para alimentos que não foram totalmente consumidos nas refeições, que devem ser colocados na geladeira em até 30 minutos, mesmo que ainda estejam quentes. Já em viagens ou passeios, alimentos e bebidas devem ser acondicionados em bolsas térmicas ou embalagens de isopor.

3. Leve lanches práticos para a praia

Levar seu próprio lanche para a praia é uma alternativa que ajuda a evitar a intoxicação alimentar. As melhores opções nesse caso são alimentos embalados e que não necessitam de refrigeração, como biscoitos e salgadinhos.

Frutas frescas e sanduíches também podem ser boas escolhas. Para isso, sempre higienize todos os alimentos e acondicione-os em embalagens fechadas antes de colocá-los na bolsa térmica. É importante deixar de lado ingredientes que se deterioram com mais facilidade, como presunto e maionese.

4. Tenha cuidado ao consumir alimentos e bebidas em quiosques

Se você optar por adquirir petiscos ou bebidas em quiosques ou barraquinhas na praia, é preciso estar preparado para identificar possíveis riscos à saúde e evitar a intoxicação alimentar. Conheça os principais cuidados:

  • Observe a higiene do local: as condições de limpeza de panelas, eletrodomésticos, pias, balcões e até mesmo do piso já dão uma boa ideia sobre a segurança dos alimentos servidos pelo quiosque;
  • Atente-se para a apresentação dos atendentes: observe se os funcionários estão com os cabelos presos e unhas limpas e se eles utilizam aventais em bom estado. Fique de olho se a pessoa que lida com o dinheiro é a mesma que prepara os alimentos;
  • Identifique o risco de contaminação cruzada: durante o preparo, utensílios que entraram em contato com alimentos crus não devem ser utilizados para manipular itens já cozidos. Nesse caso, esses objetos podem transferir bactérias a alimentos que não vão mais passar por nenhuma etapa capaz de destruí-las;
  • Saiba quais produtos evitar: molhos, patês, maionese, alimentos gordurosos e frituras pré-preparadas oferecem maior risco de contaminação e devem ser evitados;
  • Tenha cuidado com as bebidas: observe se as garrafas e latinhas estão com o lacre intacto e dentro do prazo de validade. Para sucos e drinques, verifique se os ingredientes são higienizados e se eles são preparados com água mineral ou da torneira.

5. Compre apenas produtos confiáveis dos vendedores ambulantes

Além de observar se os vendedores ambulantes apresentam identificação e cadastro nos órgãos de fiscalização, procure adquirir apenas alimentos devidamente embalados e transportados em bolsas térmicas.

Evite sanduíches com molhos ou maionese e produtos que já venham cozidos ou fritos. É mais seguro consumir um espetinho de camarão assado na hora do que um que já venha pronto, pois não se sabe por quanto tempo aquele produto ficou exposto.

6. Mantenha-se alerta no restaurante por quilo

Nos buffets, a intoxicação alimentar acontece principalmente quando falta controle do tempo de exposição de um alimento, tornando-o mais vulnerável à deterioração pelo calor e à contaminação pelos próprios clientes ao tossir, falar ou deixar cair fios de cabelo sobre a comida. Nesses locais, os cuidados a serem seguidos são:

  • Observe a frequência com que os pratos são trocados no buffet;
  • Verifique se alimentos que devem ser mantidos em baixa temperatura, como saladas cruas e maionese, são servidos em um compartimento refrigerado ou sobre uma bandeja de gelo;
  • Não consuma pratos quentes se houver sinais de exposição prolongada, como o ressecamento de molhos ou do caldo do feijão;
  • Evite o consumo de peixes crus e carnes vermelhas cruas ou malpassadas;
  • Consuma frutos do mar apenas em locais de confiança.

7. Lave ou higienize as mãos antes de comer

Um cuidado que deve ser mantido independentemente da estação do ano é a lavagem das mãos antes de comer. Em locais como a praia, onde não há uma pia com água e sabão por perto, é possível higienizar as mãos com o álcool em gel – desde que não haja sujeira visível.

Quando procurar o médico

A maior parte das intoxicações se resolve em poucos dias com cuidados como reforçar a hidratação, seguir uma alimentação leve e fazer repouso. Porém, é recomendável procurar o clínico geral ou o gastroenterologista – ambos disponíveis pelo MEDPREV – se houver sintomas como:

  • Diarreia mais de 4 vezes ao dia por mais de 3 dias;
  • Diarreia ou vômito com sangue;
  • Dores abdominais muito fortes;
  • Febre alta (acima de 38 graus);
  • Sinais de desidratação como fraqueza, tontura, boca seca e sede aumentada.

Embora a maioria dos casos não seja grave, o melhor mesmo é seguir esses cuidados e evitar a intoxicação alimentar no verão para aproveitar a praia e a piscina com muito mais saúde.

Fonte(s): Minha VidaHoje em DiaExtraBOL e G1

posts relacionados
Casos de meningite aumentam durante o inverno: saiba como se prevenir
Leia mais...
Dia do Cardiologista: 7 dicas para manter o coração saudável
Leia mais...