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A partir de quantos meses o bebê pode usar repelente?

Por mais que existam versões para o público infantil, é preciso saber a partir de quantos meses o bebê pode usar repelente e tomar outros cuidados.

Proteger as crianças contra picadas de insetos pode ser um desafio no verão, pois eles se proliferam mais facilmente, o calor exige roupas que cobrem menos a pele e as janelas ficam abertas por mais tempo. A solução pode estar em produtos tópicos para afastar os mosquitos, mas a partir de quantos meses o bebê pode usar repelente com segurança?

Os pais têm razão em se preocupar: as picadas de inseto podem causar alergias, com sintomas como coceira, vermelhidão e inchaço, ou – pior ainda – podem transmitir doenças como dengue, zika, chikungunha e febre amarela.

Contudo, besuntar o bebê com repelente a todo instante não é a melhor solução, pois esses produtos são tóxicos e, quando usados de forma incorreta, podem causar alergias, irritação e outras complicações. Pensando nisso, nós elaboramos este guia para você proteger seu filho dos insetos sem colocar a saúde dele em risco.

A idade do bebê importa, mas não é só isso

De fato, existe uma idade mínima para iniciar o uso do repelente nas crianças: no Brasil, os produtos disponíveis são adequados para os pequenos somente depois dos 6 meses.

No entanto, além de saber a partir de quantos meses o bebê pode usar repelente, os pais devem se atentar ao ingrediente ativo do produto, à sua concentração e à forma mais segura de aplicá-lo em cada faixa etária.

Outro ponto que deve ser levado em consideração é que o efeito do repelente é limitado a algumas horas, uma dado que costuma vir indicado na embalagem do produto. Porém, não é recomendável reaplicá-lo mais de três vezes ao dia.

Confira as dicas de acordo com a idade do seu filho para utilizar o repelente de forma segura:

De 0 a 6 meses

Não se devem utilizar repelentes no bebê nessa idade, a não ser que explicitamente recomendado pelo pediatra, pois a pele e o organismo da criança ainda são muito sensíveis a esses produtos.

Embora existam alguns repelentes naturais, seu efeito costuma ser curto e bastante limitado, de modo que eles não são capazes de evitar picadas do Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue e da febre amarela urbana, entre outras doenças.

Por isso, nessa faixa etária, o ideal é proteger o bebê dos insetos aplicando óleo infantil, que mascara o odor natural da transpiração e confunde os mosquitos, e utilizando barreiras mecânicas, como roupas de mangas compridas, mosquiteiro e telas nas janelas.

De 6 meses a 2 anos

Nessa fase, o uso do repelente deve continuar sendo evitado ao máximo, mesmo que se trate de um produto infantil. Caso seja necessário, deve-se optar por produtos infantis que contenham o IR3535 como ingrediente ativo, em concentrações de até 20%.

Essa substância é menos tóxica que as demais (DEET e icaridina), mas seu efeito contra o mosquito da dengue é mais curto. Dessa forma, as barreiras físicas continuam sendo importantes.

Lembre-se de não aplicar o repelente na palma da mão da criança, pois ele poderá facilmente ser levado aos olhos e à boca, aumentando o risco de reações indesejadas.

De 2 a 7 anos

A partir dos 2 anos, podem ser utilizados repelentes que contenham icaridina com concentração de 25% ou DEET até 10%. Entretanto, é necessário fazer um teste de contato antes de aplicar no corpo todo, de modo a verificar se a criança apresenta algum tipo de alergia ao produto.

Embora a maior parte dos repelentes disponíveis no Brasil seja à base de DEET, a icaridina é menos tóxica e sua proteção contra o mosquito da dengue é mais duradoura. Mesmo assim, é recomendável aplicar o produto apenas ao entardecer, quando aumenta o risco de picadas. Além disso, prefira as versões em loção, que são mais seguras para os pequenos do que os produtos em spray.

O repelente deve ser aplicado por um adulto, e nunca pela criança sozinha. Dê prioridade às áreas que não são cobertas pelas roupas, inclusive o rosto, mas evite aplicar sobre machucados e em regiões próximas aos olhos e à boca.

De 7 a 12 anos

Os produtos recomendados são mesmos da faixa etária anterior, com a diferença de que é possível aplicar o repelente até três vezes ao dia. Nessa idade, a pele da criança já é mais resistente à absorção e menos suscetível a irritações.

A partir de 12 anos

Dessa idade em diante, não é mais necessário o uso de produtos infantis, podendo-se optar por repelentes comuns também utilizados por adultos. Contudo, a recomendação sobre aplicá-los no máximo três vezes ao dia continua valendo.

Outras dicas para o uso seguro do repelente infantil

Mesmo que o produto seja adequado para a idade, ele deve ser totalmente retirado com água e sabonete durante o banho, pois não é recomendável dormir com o repelente no corpo. Durante a noite, a movimentação da criança pode fazer com que ele passe para as roupas de cama, oferecendo o risco de atingir a boca e os olhos.

Em situações em que for necessário utilizar o protetor solar, aplique um produto adequado para a idade do seu filho e aguarde de 20 a 40 minutos para aplicar o repelente. Do contrário, o produto contra os insetos pode diminuir a eficácia do protetor.

Por fim, embora você já saiba a partir de quantos meses o bebê pode usar repelente, nunca utilize um produto sem antes consultar o pediatra, que está disponível pelo MEDPREV. Mesmo seguindo todas as instruções, cada criança tem necessidades diferentes, e somente um médico especialista pode orientar para o uso mais seguro.

Fonte(s): EBCSBPDelasProteste e Terra

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