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Revisado pela Equipe de Redação da Medprev
Estima-se que pelo menos 35% da população brasileira sofra de hipertensão. Essa condição, segundo o Ministério da Saúde, pode ser a responsável por cerca de 300 mil mortes todos os anos no país.
Ainda pior: pelo menos metade dos hipertensos não sabem que têm a doença. Como a manifestação de sintomas se dá somente em fases mais avançadas da doença, agendar consultas e exames periódicos continua sendo a forma mais eficiente de prevenção.
Para conscientizar a população sobre as características da doença e a importância da prevenção, no dia 26 de abril celebra-se o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. Vamos conhecer um pouco mais sobre essa condição e descobrir como evitar que ela se manifeste?
A hipertensão arterial é popularmente conhecida como “pressão alta”. Trata-se de uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados de pressão sanguínea nas artérias. Quando os valores de pressão arterial são maiores ou iguais a 140/90 mmHg, considera-se o início de um quadro de hipertensão.
A lista a seguir mostra as classificações de pressão arterial para pessoas acima de 18 anos:
Ainda que pessoas idosas e mulheres tenham maior risco de apresentar quadros de hipertensão, essa é uma condição que pode afetar pessoas de todas as idades. Fatores como má alimentação, estilo de vida sedentário e estresse são considerados potencializadores dessa condição.
A hipertensão pode se manifestar de forma isolada e, nesses casos, os sintomas podem ser leves ou inexistentes. Porém, quando a condição se torna frequente, se não for tratada ao longo do tempo pode desencadear outros problemas de saúde, como doenças cardíacas e AVCs. Um diagnóstico de hipertensão nos estágios 2 e 3 requer muita atenção por parte do paciente.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Nem sempre há sintomas em quadros de hipertensão, especialmente em estágio inicial. Por essa razão, a doença é considerada traiçoeira, pois muitas vezes o paciente só descobre a condição quando a situação já é mais grave. Porém, dor de cabeça e tontura estão entre os primeiros sintomas percebidos.
Alguns pacientes relatam ainda visão embaçada, zumbidos no ouvido e dores no peito. Se perceber qualquer um desses sintomas, busque auxílio médico para aferir a sua pressão arterial. Faça exames regulares e, se necessário, tome medicamentos prescritos por um médico.
Na ampla maioria dos casos, mudanças no estilo de vida e na alimentação são os aspectos mais importantes para reduzir os riscos de hipertensão. Após o diagnóstico, o médico poderá indicar medicação contínua para o tratamento da doença – e aqui é fundamental ter atenção às orientações do profissional de saúde.
Os remédios utilizados para estabilizar a pressão são de uso contínuo, ou seja, precisam ser tomados mesmo nos dias em que o paciente não apresenta sintomas. Parar de tomar o medicamento sem orientação poderá aumentar os riscos e causas complicações.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a hipertensão é uma das condições pré-existentes que colocam os pacientes no principal grupo de risco da Covid-19. Em outras palavras, hipertensos têm maior propensão de apresentarem versões mais graves da doença caso contraiam o vírus.
Sendo assim, não só durante a pandemia, mas principalmente agora, a atenção deve ser redobrada. Condições como diabetes, obesidade e problemas cardíacos também são fatores que contribuem para agravar o quadro de saúde. Por isso, não deixe de lado o acompanhamento profissional.
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A hipertensão é um doença que afeta grande parte da população e, ainda que muitos não apresentem sintomas, redobrar os cuidados é essencial. Agende uma consulta pela Medprev e faça exames de rotina para checar sua pressão arterial. Se for necessário tratamento com medicamentos, siga à risca as orientações do seu médico.