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Caxumba: causas, sintomas, diagnóstico e como prevenir

A redução no número de pessoas que tomaram a vacina para caxumba fez com que ela voltasse a se espalhar. Saiba mais sobre essa doença infecciosa.

Caxumba é contagioso? É necessário tomar vacina para caxumba? A resposta para essas duas perguntas é sim. Apesar de muita gente ter a impressão de que essa doença quase não existe mais, a verdade é que a caxumba voltou a dar as caras no país.

Também conhecida como papeira, a caxumba é uma infecção causada por um vírus que geralmente atinge as glândulas salivares, principalmente as glândulas parótidas, que ficam atrás das orelhas.

A doença é mais comum entre crianças e adolescentes, mas também pode ser transmitida a adultos e afetar os testículos ou ovários. 

Assim como acontece com o sarampo, os casos de caxumba têm se tornado mais frequentes nos últimos anos, e o motivo para isso foi a queda na taxa de vacinação. 

De acordo com várias entidades internacionais de saúde, pelo menos 95% da população deveria estar imunizada, mas esse índice não chega a 75% das crianças em alguns estados, como Bahia, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo.

Causas e transmissão da caxumba

A caxumba é causada por um vírus do gênero Paramyxovirus, que tem preferência pelas glândulas parótidas, mas também pode atingir os outros dois tipos de glândulas produtoras de saliva (sublinguais e submandibulares).

A transmissão da doença ocorre principalmente por via aérea, por meio de gotículas de saliva produzidas por pessoas infectadas. Também é possível pegar caxumba por meio do contato com objetos contaminados com a saliva ou secreções nasais, embora seja mais raro.

É importante ter em mente que uma pessoa infectada com o vírus da caxumba pode transmitir a doença de 6 a 7 dias antes do surgimento dos primeiros sintomas e até 9 dias depois que eles desaparecerem.

Não existe um tratamento específico para a caxumba. O médico pode recomendar o uso de antitérmicos e analgésicos para aliviar os sintomas, e o paciente deve permanecer em repouso.

Sintomas da caxumba

Estima-se que cerca de 25% das pessoas infectadas com o paramixovírus não apresentam sintomas de caxumba. Para as demais, o período de incubação (intervalo entre o contágio e o surgimento dos sintomas) é de 12 a 25 dias.

Em geral, os sintomas da caxumba são mais intensos nos adultos do que nas crianças, mas eles são os mesmos em todas as idades, incluindo:

  • Inchaço e dor em uma ou ambas as laterais do pescoço devido ao aumento de volume das glândulas parótidas (ocorre em 70% dos casos);

  • Febre baixa ou moderada;
  • Dores para se alimentar;
  • Dores no corpo;
  • Perda do apetite;
  • Fraqueza e cansaço extremo;
  • Sensação de mal-estar geral.

Além desses sintomas típicos, a caxumba pode causar manifestações indicativas de complicações. Esses casos são raros, mas podem ser bastante graves, por isso é importante procurar ajuda imediata ao observar qualquer um destes sintomas:

  • Dor intensa e inchaço nos testículos (orquite) ou na região dos ovários (ooforite). Felizmente, não há prejuízo da fertilidade;
  • Rigidez do pescoço, dor de cabeça e vômitos, que podem indicar meningite;
  • Sonolência, convulsões ou coma, que são sintomas sugestivos de encefalite (inflamação do cérebro);
  • Dor muito intensa na parte superior do abdômen, indicativa de pancreatite.

Diagnóstico da caxumba

O diagnóstico da caxumba é feito basicamente na consulta médica, por meio do exame físico das glândulas salivares.

Se necessário, o médico pode solicitar exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico. Nesse caso, é possível realizar um exame de sangue para identificar a presença de anticorpos contra o vírus da caxumba e, assim, excluir a suspeita de outras doenças que podem apresentar sintomas semelhantes.

Como prevenir a caxumba

A principal forma de prevenção é a vacina para caxumba, que também inclui proteção contra o sarampo e a rubéola e é conhecida como vacina tríplice viral (SCR). A vacina é produzida com o vírus enfraquecido e é extremamente segura.

Para ser considerada imunizada contra a doença, a pessoa precisa tomar duas doses da vacina. Assim, a Sociedade Brasileira de Pediatria e a Sociedade Brasileira de Imunizações recomendam que a primeira dose seja feita aos 12 meses e a segunda entre os 15 e os 24 meses de idade.

Para a segunda dose, pode ser feita a vacina tríplice viral junto com a vacina da varicela ou a vacina tetraviral, que engloba a proteção contra essa doença também.

Para crianças mais velhas, adolescentes e adultos que não foram vacinados ou não têm certeza sobre a vacina, recomenda-se fazer duas doses com intervalo de um a dois meses entre elas. Quem teve caxumba na infância não precisa tomar a vacina, mas é preciso ter confirmação da doença. Em caso de dúvida, a imunização continua sendo recomendada.

Por isso, caso você tenha algum dos sintomas mencionados acima ou gostaria de saber se deve tomar a vacina da caxumba, agende sua consulta com o clínico geral ou o pediatra pelo aplicativo ou site do MEDPREV.

Fonte(s): Minha Vida, Drauzio Varella e Ministério da Saúde

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