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Revisado pela Equipe de Redação da Medprev
No Brasil, o câncer de mama é o segundo tipo da doença que mais acomete as mulheres.
A conscientização é uma das principais aliadas da prevenção. Por essa razão, conhecer mais sobre a doença é capaz de salvar vidas.
Conheça sobre o câncer de mama: o que é, sintomas e tratamento a seguir.
Câncer ou tumor maligno é a multiplicação anormal e descontrolada de células no corpo.
No caso do câncer de mama, a doença é causada pela multiplicação desordenada de células da mama, ou seja, elas adquirem características anormais causadas por uma ou mais mutações no seu material genético.
No início, essa alteração pode se localizar apenas na mama, porém, quando não tratado, pode migrar para a corrente sanguínea e se implantar em outros órgãos, o que é chamado metástase.
O câncer de mama é uma doença que pode se apresentar de maneiras diferentes no corpo da mulher.
Por isso, a doença é definida em alguns tipos (o que é determinante na escolha do tratamento adequado), como:
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
No início, comumente o câncer de mama não provoca sintomas, sendo muitas vezes diagnosticado apenas em exames de rotina.
Contudo, em estágio avançado, pode causar dor, geralmente associada a outros sinais como:
Apesar do nódulo na mama ser considerado preocupante por muitas mulheres, em grande parte das vezes (70%-80%), são benignos.
Caso perceba um nódulo ou qualquer alteração suspeita na mama, é recomendado consultar-se com um ginecologista ou mastologista.
O câncer de mama não tem uma causa única, pois vários fatores estão relacionados ao aumento do risco de desenvolvimento da doença.
Porém, é importante lembrar que ter um ou mais fatores não significa que a mulher terá câncer de mama.
Confira abaixo alguns dos fatores de risco para o câncer de mama.
Entre os fatores de risco que podem ser mudados ao longo da vida, estão:
Entre os fatores de risco que não podem ser mudados ao longo da vida, estão:
Vale lembrar que, embora seja influenciado por diversos outros fatores, o câncer é uma doença que tem um grande risco de ser transmitida entre as gerações por meio do DNA.
Por essa razão, é muito importante manter o acompanhamento médico ao longo da vida, inclusive, com o ginecologista.
Para prevenir o câncer de mama, além de controlar os fatores de risco, a mulher precisa atentar-se aos fatores de proteção.
Ações como: praticar regularmente atividade física, manter uma alimentação saudável, controlar o peso corporal evitando a obesidade e evitar o consumo de bebidas alcoólicas, pode reduzir em até 28% o risco de desenvolver a doença.
Outro fator de proteção é a amamentação, que além de proporcionar inúmeros benefícios para o bebê, estimula as glândulas mamárias diminuindo a quantidade de hormônios na corrente sanguínea.
Após a detecção de nódulos ou de outros sinais nas mamas (durante um exame clínico ou por exames de imagem como a mamografia), é realizada uma biópsia.
Neste procedimento, são retirados pequenos fragmentos do nódulo que são analisados por um médico patologista, responsável por diagnosticar se essa alteração é ou não um câncer de mama.
Existem vários métodos de tratamento para o câncer de mama, variando também em relação ao seu impacto no organismo. Entre os principais, estão:
Para a escolha dos procedimentos adotados, são levados em consideração vários aspectos da paciente, como idade, menopausa, doenças preexistentes e o próprio tumor.
Assim como outros tipos da doença, o diagnóstico precoce é de extrema importância para o sucesso do tratamento de um câncer de mama.
Quando diagnosticado em fase inicial, as chances de cura podem chegar a até 90%.
Por isso, é fundamental realizar check-up anualmente, além de consultar-se com um ginecologista.
A mamografia é um exame simples e de extrema importância para o diagnóstico precoce do câncer de mama.
Este é um exame radiológico, que por meio de imagens de alta resolução, consegue identificar nódulos, assimetrias e outras lesões nas mamas.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Mastologia, toda mulher com idade a partir dos 40 anos, mesmo sem qualquer sintoma, deve fazer periodicamente a mamografia.
Contudo, mulheres com história familiar de câncer de mama devem começar antes dos 40 anos.
Existem dois tipos de exame de mamografia (tendo como diferença, a imagem gerada):
Durante a realização da mamografia, a paciente permanece em pé e segurando a respiração durante alguns segundos.
Com tempo de duração médio de aproximadamente 20 minutos, para que as imagens sejam capturadas, o seio é posicionado entre as duas placas do mamógrafo.
No dia do exame, é recomendado que a mulher não use talco ou desodorante na região das mamas.
Além da mamografia, existem outros exames que podem ajudar no diagnóstico do câncer de mama:
O estilo de vida saudável é muito importante para a redução dos riscos de câncer de mama e de muitas outras doenças.
Entre as medidas que podem ser tomadas para uma vida mais saudável, estão:
Embora a incidência seja baixa quando comparada com as mulheres (em torno de 1% de todos os casos) os homens também correm o risco de desenvolver a doença.
Assim como nas mulheres, há vários fatores de risco que podem aumentar as chances do aparecimento da doença como, por exemplo, a idade e os casos de câncer em familiares.
Entre alguns dos sintomas do câncer de mama em homens, estão:
Assim como ocorre com as mulheres, alguns exames podem ser realizados para diagnosticar o câncer de mama em homens:
Não. Qualquer mulher pode ser acometida pela doença, por essa razão, é muito importante a prevenção e o diagnóstico precoce.
Não. Inclusive, o autoexame ou o exame de toque (feito pela paciente ou médico) não é mais indicado como parte do diagnóstico.
Contudo, o exame clínico (avaliação das mamas e do histórico médico, por exemplo) pode ser realizado de forma complementar.
Não. A grande parte dos nódulos é benigna.
Não. Não existe estudos que apontem o uso do sutiã como fator de risco para o aparecimento da doença.
Porém, usar sutiã apertado com frequência pode contribuir para outros problemas de saúde, como irritação da pele e dores nos seios e/ou costas.
Não. Uma pancada forte pode dar origem a uma fibrose, mas não desencadear a multiplicação de células malignas na mama.
O exame de mamografia não é recomendado para gestantes devido ao risco da radiação interferir na formação do bebê, e também para mulheres antes dos 40 anos (somente em casos específicos e sob orientação médica).
Quando um paciente está em remissão, significa que os sintomas do câncer de mama estão reduzidos ou ausentes.
Quando esse período completa cinco anos ou mais, a doença pode ser considerada curada.
Contudo, em alguns casos, existe uma chance da doença voltar em algum momento.
A mastologia é a especialidade médica que cuida das glândulas mamárias.
Quaisquer condições que possam afetar os seios, como dores, inchaços, mastites ou a suspeita de um câncer de mama, são tratadas pelo mastologista.
A reconstrução mamária é uma cirurgia plástica reparadora que pode ser realizada após a retirada da mama, em decorrência do tratamento contra o câncer.
Normalmente, mulheres que passam pela mastectomia têm indicação para a reconstrução.
Existem diferentes técnicas de cirurgia para a reconstrução da mama, cada uma sendo indicada de acordo com a forma, tamanho e localização da retirada do tecido.
Na maioria dos casos, o câncer de mama não causa dor e, por ser comumente assintomático, a doença costuma ser descoberta em exames de rotina ou em estágios já avançados.
A campanha do Outubro Rosa mostra a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado do câncer de mama.
Além de reforçar a importância da conscientização sobre a doença e a necessidade do acompanhamento médico, a campanha alerta sobre os seus riscos.
Como mostrado no post "Câncer de Mama: o que é, sintomas e tratamento", a melhor forma de combater o câncer de mama é através da prevenção.
Entre as medidas que a prevenção abrange, estão a adoção de um alimentação equilibrada, a prática de atividades físicas, cuidados com a mente e, principalmente, o acompanhamento periódico de um médico especialista.