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Revisado pela Equipe de Redação da Medprev
Conhecida como urticária colinérgica, a alergia ao calor é um tipo de urticária que surge quando a temperatura corporal do indivíduo atinge níveis específicos. Ela causa sintomas similares aos da urticária comum: muita coceira e vermelhidão.
A reação ocorre em diferentes circunstâncias quando o corpo se aquece, seja pela exposição ao sol, banhos quentes, exercícios físicos ou mesmo devido ao estresse emocional.
Quer conhecer mais sobre o assunto? Descubra sobre a alergia ao calor (urticária colinérgica): o que é, sintomas e como tratar, a seguir.
A urticária colinérgica é um tipo de urticária que se manifesta na pele quando o corpo atinge determinadas temperaturas, geralmente mais altas do que a temperatura normal.
Ela pode ser desencadeada por situações que levam a alterações na pele, como reações anormais ao estímulo provocado pelo próprio calor ou também pelo suor (que, quando em contato com a pele, causa coceira e vermelhidão).
Trata-se de uma condição que não tem cura. O tratamento é focado na diminuição e alívio dos sintomas, de acordo com a orientação do clínico geral ou dermatologista.
Os sintomas da urticária colinérgica se assemelham aos da urticária comum, sendo os principais:
De forma geral, a maior parte da coceira e vermelhidão se concentra em locais onde há uma maior produção de suor, como peito, costas, pescoço e braços.
Além disso, a duração das erupções cutâneas é breve, desaparecendo algumas horas depois de se manifestar.
Porém, sua recorrência é alta, ou seja, basta a temperatura corporal aumentar para o sintoma aparecer novamente.
Embora os sintomas da urticária colinérgica não apresentem risco à vida ou ameacem a saúde do indivíduo, é importante que, se eles forem persistentes, o paciente procure ajuda médica para avaliação e tratamento adequados.
A urticária colinérgica é por um aumento de temperatura corporal.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Desse aumento, ocorre a liberação de acetilcolina, uma substância química que atua como neurotransmissor no sistema nervoso.
O porquê desta reação ainda não foi bem compreendido pela medicina.
Contudo, observa-se que algumas pessoas têm uma sensibilidade aumentada a esses estímulos, o que leva à liberação da substância.
O diagnóstico da urticária colinérgica é realizado pelo dermatologista.
Assim, por meio da combinação de histórico detalhado, exames físicos e, eventualmente, testes controlados, o médico pode confirmar o diagnóstico e elaborar um plano de tratamento mais apropriado para o paciente.
Vale salientar que o diagnóstico da urticária colinérgica é, na maioria das vezes, muito desafiador.
Isto ocorre, pois seus sintomas são semelhantes a outras formas de urticária ou condições dermatológicas.
A brotoeja, por exemplo, é um tipo de condição dermatológica que, muitas vezes, é confundida com a urticária colinérgica.
Ela causa bolhas avermelhadas na pele (sendo mais comum em crianças) devido à obstrução das glândulas de suor.
O teste de provocação é um dos exames geralmente realizados para o diagnóstico.
Nele, é feito um aumento de temperatura corporal no paciente por meio de banho quente, exercício físico moderado ou exposição a ambientes mais quentes, com o objetivo de observar a reação cutânea.
A urticária colinérgica não tem cura, mas tratamento por meio de medicamentos que visam aliviar os sintomas e evitar novos episódios desencadeados pelo aumento da temperatura corporal.
As principais estratégias estão descritas a seguir.
O agente causador da urticária colinérgica é o aumento da temperatura corporal.
Portanto, é essencial manter a temperatura estável. Isto pode ser feito usando roupas leves, evitando ambientes muito quentes e fazendo pausas frequentes durante a execução de exercícios físicos (ou ainda reduzindo a sua intensidade).
Os medicamentos anti-histamínicos são uma classe medicamentosa usada para tratar uma variedade grande de condições alérgicas, incluindo rinite alérgica, conjuntivite e urticária.
Sua ação é bloquear ou reduzir a ação da histamina (substância liberada pelo organismo durante as reações alérgicas, levando a sintomas como coceira, inchaço e vermelhidão).
Existem dois tipos de anti-histamínicos: os de primeira e os de segunda geração.
Os de primeira geração têm efeito sedativo e podem levar à sonolência.
São eficientes no alívio dos sintomas alérgicos, mas seu uso deve ser limitado.
Já os de segunda geração são menos propensos a causar sonolência.
Eles foram desenvolvidos para ter menos efeitos no sistema nervoso central do paciente.
Esses medicamentos podem ser administrados por via oral, em forma de cápsulas ou xaropes.
Estão disponíveis também na forma de cremes e pomadas (lembrando que é fundamental iniciar o uso somente sob orientação médica).
Os medicamentos corticosteroides são uma classe que contém hormônios esteroides em sua composição.
Eles possuem propriedades anti-inflamatórias e imunossupressoras, sendo usados para tratar diversas condições médicas e doenças inflamatórias.
Eles podem ser do tipo tópico (na forma de cremes, pomadas, loções ou sprays) ou sistêmicos (administrados via oral, injetável ou por via intravenosa).
Devido aos seus efeitos colaterais, assim como os medicamentos anti-histamínicos, é fundamental seguir as orientações médicas à risca durante todo o tratamento.
A resposta ao tratamento costuma variar para cada pessoa.
Assim, é essencial o trabalho conjunto de médico e paciente para encontrar a abordagem mais eficaz e gerenciar o quadro de forma adequada.
Além disso, existem ajustes que podem ser feitos ao longo do tratamento, como o aumento da medicação, por exemplo.
Para prevenir a manifestação da urticária colinérgica, é indicado evitar seus gatilhos e também tomar alguns cuidados complementares:
Essas estratégias podem ajudar a aliviar os sintomas da urticária colinérgica.
No entanto, é importante lembrar que cada pessoa é única, por isso, tanto o tratamento quanto os gatilhos para os sintomas variam.
Ambas se tratam de condições dermatológicas distintas, mas que podem ter relação em alguns casos.
A alergia de pele é uma reação do sistema imunológico a substâncias que, geralmente, são inofensivas para a grande maioria das pessoas.
Ela se manifesta sob diversas formas (incluindo erupções cutâneas, vermelhidão, coceiras, bolhas ou descamação) e pode estar localizada em uma área específica ou por todo o corpo.
Os sintomas variam de acordo com a gravidade da reação e da sensibilidade individual.
Já a urticária colinérgica é um tipo específico de urticária, sendo caracterizada por vergões vermelhos e coceira intensa.
Ela é causada pela liberação de acetilcolina em resposta ao aumento de temperatura corporal.
Em suma, a alergia da pele é uma categoria mais ampla, que abrange diferentes tipos de reações alérgicas na pele, enquanto a urticária colinérgica é um tipo específico de reação alérgica, que tende a se manifestar temporariamente.
Assim, nem toda reação alérgica na pele se apresenta como urticária, apesar de a urticária ser considerada uma manifestação da alergia na pele.
Como mostrado neste post "Alergia ao calor (urticária colinérgica): o que é, sintomas e como tratar", esta condição representa uma condição dermatológica desafiadora, que pode afetar significativamente a qualidade de vida daqueles que a enfrentam.
Seu aparecimento está ligado diretamente ao aumento da temperatura corporal e à liberação da substância acetilcolina, desencadeando uma erupção cutânea específica, além de coceira intensa.
Para auxiliar no controle da doença, podem ser necessárias medidas como mudanças no estilo de vida, prevenção de gatilhos conhecidos e gerenciamento do estresse.
Além disso, medicamentos anti-histamínicos também podem exercer um papel fundamental no alívio e combate aos sintomas.
É essencial salientar que a busca por orientação médica especializada é crucial para um tratamento personalizado e eficaz.