O câncer de estômago, também conhecido como gástrico, é um dos tipos com maior índice de mortalidade. Raramente provoca sintomas, o que o torna muito difícil de ser diagnosticado precocemente.
Por essa razão, grande parte dos diagnósticos são feitos de forma acidental, quando o paciente busca explicação e tratamento para outra condição. Como consequência, mais de 80% dos cânceres de estômago são descobertos já em estágios avançados.
Saiba tudo sobre os 8 sintomas de câncer no estômago, seu diagnóstico e também as principais formas de tratamento disponíveis!
O diagnóstico precoce do câncer de estômago depende de alguns fatores, e um deles é a atenção a alguns sinais da doença.
Vale salientar que não existem sintomas específicos para o câncer de estômago e que grande parte destes sintomas são comuns a outras doenças e problemas gastrointestinais.
Portanto, diante de qualquer dor ou desconforto estomacal com mais de 15 dias ou mesmo uma azia crônica, por exemplo, deve-se buscar ajuda médica o quanto antes (como de um clínico geral, por exemplo).
Também é preciso lembrar da importância dos exames e consultas de rotina, que contribuem para um diagnóstico mais efetivo, aumentando assim as chances de cura.
A perda repentina de peso pode ser um sintoma de várias condições médicas. Algumas delas podem ser benignas, outras não. Em pessoas com câncer, este sintoma é muito comum.
Trata-se, na verdade, do primeiro sinal perceptível da doença.
Cerca de 40% das pessoas apresentam redução de peso repentina ao serem diagnosticadas.
Em indivíduos onde o câncer já atingiu o nível de metástase (se espalhou para o resto do corpo), este número sobe para 80%.
A perda de peso repentina está ligada a uma série de fatores, que incluem fraqueza, fadiga, perda de energia, falta de apetite e também fatores relacionados à própria localização do tumor.
Dependendo da localização, em alguns casos, a doença pode dificultar a passagem dos alimentos.
Juntamente com a perda de peso, outro sintoma bastante comum em pacientes com câncer gástrico são as náuseas e vômitos frequentes.
Estes sintomas são resultado do próprio tumor em si ou também dos tratamentos utilizados no combate à doença, como a quimioterapia e a radioterapia.
Existem dois cenários possíveis para o aparecimento de náuseas e vômitos.
O primeiro é quando ocorre a obstrução total ou parcial do trato digestivo pelo tumor, principalmente após as refeições.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
O segundo é o estímulo que o tumor pode causar no nervo vago, que está relacionado ao reflexo do vômito no corpo humano.
O desconforto estomacal pode se manifestar de diferentes formas e intensidades. Tudo depende do estágio e da localização do tumor.
Entre os principais desconfortos que as pessoas com câncer gástrico experimentam, estão:
A fadiga é caracterizada pela exaustão persistente, que tem impacto direto nas funções e atividades diárias do paciente.
Ela pode acompanhar o indivíduo em todo o processo: desde antes do diagnóstico, durante o tratamento e até por anos após a cura (remissão).
Costuma ser bastante severa e diferente da fadiga convencional, que é superada após um bom descanso ou uma noite de sono de qualidade.
Entre os principais sinais que indicam a fadiga, estão:
Algumas pessoas, juntamente com a fadiga, experimentam também fraqueza muscular e dificuldade de concentração.
Apesar de ser relativamente incomum (cerca de 10% a 15% dos casos), o paciente com câncer no estômago pode apresentar sangue no vômito e/ou nas fezes. Geralmente, nesse caso, é uma forte indicação de tumor já em estado avançado.
O sangramento se manifesta através de fezes escuras, com aspecto de borra de café (fator conhecido como melena). Isto ocorre quando o sangue presente no estômago é digerido.
O vômito com sangue é conhecido como hematêmese, e é resultado do sangramento na região do estômago e também do esôfago.
Vale salientar que a presença de sangue no vômito e nas fezes também pode indicar outras complicações, como o sangramento de uma úlcera causada pelo próprio tumor.
Se durante as atividades do dia a dia o indivíduo sentir sensibilidade ou dores na região do estômago, é preciso buscar ajuda médica imediata.
Essa dor e sensibilidade podem ser causadas devido ao crescimento do tumor e sua invasão em tecidos adjacentes.
Dessa forma, à medida que sua massa aumenta, causa dor e sensibilidade no abdômen.
Este sintoma pode ter várias origens. Portanto, deve-se consultar um médico como o gastroenterologista para a realização do diagnóstico e tratamento.
A anemia é uma condição médica na qual a hemoglobina (glóbulos vermelhos) está em nível abaixo do que é considerado normal.
Os glóbulos vermelhos são responsáveis por transportar oxigênio pelo organismo.
Como consequência destes níveis baixos, diversos tecidos e órgãos do corpo passam a sofrer devido à falta de oxigenação, gerando sintomas diversos.
Na grande maioria dos casos, a anemia é causada por uma deficiência nutricional.
No câncer de estômago, essa condição está ligada a diversos fatores, como:
O tratamento para a anemia em casos de câncer de estômago envolve transfusões de sangue e administração de suplementos ricos em ferro, vitamina B12 e ácido fólico.
O fígado é um dos primeiros órgãos a ser atingido pelo câncer de estômago em situações de metástase.
Por ser um órgão com grande circulação sanguínea, ele facilita a disseminação das células cancerígenas para outras partes do corpo.
Além disso, outros sintomas avançados incluem crescimento de ínguas do lado esquerdo do pescoço, massa palpável em algumas regiões do estômago e nódulos próximos ao umbigo.
Neste estágio, o câncer já atingiu um crescimento muito alto, sendo necessária intervenção médica imediata.
O câncer no estômago é um tipo de câncer que se desenvolve no revestimento do estômago, gerando um crescimento celular descontrolado. Essa doença lidera os diagnósticos de tumores malignos em todo o mundo.
Ele se desenvolve em diferentes partes do órgão e, caso não seja tratado com eficiência, pode se espalhar para outras regiões do corpo e tecidos próximos (um processo chamado de metástase).
Existem, atualmente, diversos tipos de câncer no estômago, confira a seguir.
O adenocarcinoma representa mais de 95% dos diagnósticos de câncer no estômago. Ele é comum em indivíduos na faixa etária acima dos 50 anos e tem origem nas células do estômago.
Ao contrário do adenocarcinoma, o tumor carcinoide representa apenas 3% dos diagnósticos de câncer no estômago. Ele apresenta crescimento lento e não se espalha para os outros órgãos do sistema digestivo.
Entre seus sintomas, estão:
O linfoma é o segundo tipo de câncer que mais faz vítimas ao redor do globo. Ele afeta os linfócitos, ou seja, as células de defesa do organismo humano. Além do estômago, também manifesta-se também no intestino, nas axilas e na pele.
O leiomiossarcoma (LMS) trata-se de um tumor raro e que se origina de alguma musculatura lisa. Além de afetar o estômago, pode atingir também útero e vasos sanguíneos.
Quando surge, torna-se uma massa palpável visível, podendo atingir até 7 centímetros de comprimento. É totalmente indolor.
Como visto no post “8 sintomas do câncer no estômago”, a doença pode se apresentar de formas diferentes e ter duração variada de acordo com o estágio do tumor.
Devido ao fato destes sintomas se apresentarem já em estágios avançados, o câncer no estômago figura entre os tipos de cânceres mais letais.
Além dos exames de rotina, é importante ficar atento aos fatores de risco como forma de detecção precoce deste tipo de doença.
Entre os principais riscos estão a infecção por H. pylori, dieta inadequada, histórico familiar e estilo de vida pouco saudável.
Cuidados diários, consultas e exames preventivos são essenciais para manter a saúde e receber orientação de acordo com as necessidades do paciente.