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Revisado pelo(a) Dra. Bárbara Ponce, CRM/MA 8911
Condição respiratória que afeta cerca de 40 milhões de brasileiros, segundo a ASBAI (Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia), a rinite alérgica é uma resposta do corpo ao entrar em contato com determinadas substâncias, afetando as mucosas do nariz.
No Brasil, cerca de 26% de todas as crianças apresentam sintomas de rinite alérgica.
Inclusive, caso os pais sejam alérgicos, existe a possibilidade de o filho também nascer com o problema (a chance é de até 70%).
A seguir, conheça os 8 sintomas mais comuns da rinite alérgica.
Uma vez inflamada, a mucosa nasal acaba produzindo diversas reações intensas, como espirros frequentes, coceira no nariz e também na garganta, além de coriza e congestão nasal intensa.
Existem pacientes que podem ainda desenvolver dores de cabeça e pressão no crânio durante as crises.
Os sintomas dificultam a respiração no dia a dia, prejudicando as atividades diárias e até o sono.
Vale salientar que, quanto maior a exposição aos alérgenos, mais intensa será a resposta do corpo. Ou seja, haverá uma manifestação mais intensa e frequente dessas reações.
Os espirros são um dos sintomas mais comuns em relação à rinite alérgica. Trata-se de uma resposta automática do corpo para expelir os alérgenos irritantes presentes no nariz.
Pacientes com rinite alérgica têm esta reação muitas vezes em salvas (vários espirros em sequência).
A congestão nasal se caracteriza pela sensação de nariz entupido ou bloqueado. Devido à reação alérgica, a mucosa do nariz inflama, levando ao inchaço dos tecidos e resultando na dificuldade em respirar pelo nariz.
A coriza é muito comum em pacientes com rinite alérgica. O nariz escorre, geralmente sendo um líquido claro e aquoso.
É o resultado da inflamação das membranas que compõem as mucosas nasais, o que leva à produção de muco excessivo.
A exposição aos alérgenos também pode levar ao lacrimejamento dos olhos. Eles ficam vermelhos e coçam bastante.
Além disso, alguns pacientes também apresentam uma maior sensibilidade à luz.
Às vezes, o líquido do gotejamento pós-nasal pode escorrer diretamente para a garganta, originando a tosse seca. Isso ocorre, pois o muco pode irritar a garganta.
A fadiga e a irritabilidade, na verdade, não são sintomas diretos da rinite alérgica. Eles aparecem como resultado do quadro.
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
A qualidade do sono, por exemplo, pode ser afetada devido à dificuldade que o paciente tem para respirar durante a noite.
Como consequência, o indivíduo acaba tendo fadiga diurna e também irritabilidade.
Muitas vezes, a congestão leva a uma sensação de "pressão na face", especialmente ao redor dos seios da face.
Como consequência, o paciente pode desenvolver dores de cabeça que podem atingir, por exemplo, apenas um lado da cabeça.
A rinite alérgica pode afetar o olfato e, indiretamente a audição, devido a diversos fatores.
Quando se trata, por exemplo, da diminuição do olfato, a inflamação nasal (que afeta o funcionamento dos receptores de odor do nariz) e o acúmulo de muco (que interfere na capacidade do nariz de detectar certos tipos de odores) são as duas principais causas para o problema.
Já quando o assunto é a audição, a congestão nasal e o acúmulo de muco podem afetar a ventilação das tubas auditivas, resultando em uma sensação de ouvidos entupidos.
Além disso, a rinite alérgica pode ainda dar margem a infecções secundárias, como a sinusite, que pode impactar diretamente a audição.
A rinite alérgica é uma doença inflamatória que afeta a mucosa nasal, desencadeada pela exposição do nariz a substâncias irritantes, conhecidas como alérgenos.
Quando uma pessoa, com certa predisposição genética, entra em contato com essas substâncias, o sistema imunológico reage imediatamente, levando a uma série de sintomas específicos.
O nariz, órgão do olfato e responsável pela entrada e saída de ar dos pulmões, atua como proteção inicial contra a inalação de substâncias tóxicas e irritantes.
A primeira resposta é a obstrução nasal, seguida de espirros e coriza, que não permitem que o agente infeccioso adentre os pulmões.
Essa é uma reação normal. Contudo, em alguns casos, torna-se exagerada e persistente, o que caracteriza a rinite alérgica.
Os alérgenos são substâncias externas consideradas ameaçadoras pelo organismo e que provocam uma resposta imunológica exagerada em algumas pessoas.
Para grande parte da população, essas substâncias são inofensivas. Contudo, para indivíduos alérgicos, essas substâncias desencadeiam uma série de sintomas.
Existem diversos tipos de alérgenos, como:
É fundamental sempre identificar os alérgenos específicos que desencadeiam as reações alérgicas, podendo assim evitar a exposição a estas substâncias sempre que possível.
Na verdade, não existe uma cura para a rinite alérgica. Contudo, os sintomas podem ser controlados pelo uso de medicamentos prescritos pelo médico, melhorando sua qualidade de vida.
É fundamental que o paciente siga a orientação médica para lidar com a doença. O clínico geral, otorrinolaringologista ou alergista define o tratamento de forma individualizada para a redução dos sintomas.
Pessoas que convivem diariamente com rinite alérgica sentem diversos incômodos durante o dia a dia.
Basta mudar o tempo, por exemplo, que as crises começam. Contudo, existem, sim formas de tratamento.
Vale salientar que, se não tratado e acompanhado, um quadro de rinite alérgica pode evoluir para outros tipos de doenças respiratórias mais complexas, como a sinusite e a asma.
As abordagens mais comuns no tratamento da rinite alérgica estão listadas a seguir.
De forma geral, costumam ser usados três tipos de medicamentos para o tratamento da rinite alérgica:
Todos podem ser usados a curto prazo para aliviar a congestão nasal, porém sempre com orientação médica.
Vale salientar que todo tratamento deve ser adaptado às necessidades específicas de cada paciente, levando em consideração outros tipos de medicamentos que podem estar em uso, assim como eventuais condições médicas.
O paciente com rinite alérgica deve prestar atenção ao ambiente no qual ele está inserido, evitando contato com agentes que possam desencadear crises.
Isso inclui, por exemplo, fumaça de cigarro, produtos químicos e de limpeza, poeira domiciliar, etc.
Uma opção válida é optar por produtos sem cheiro, incluindo os de higiene pessoal.
A imunoterapia é indicada em casos mais graves, em que os medicamentos não conseguem trazer o efeito desejado.
Ela consiste na administração gradual de alérgenos específicos para aumentar a tolerância do sistema imunológico ao longo do tempo.
Consultas regulares com o médico devem fazer parte da vida de um paciente com rinite alérgica.
Entre os profissionais médicos que desenvolvem este tipo de trabalho estão o médico alergista e o médico otorrinolaringologista. Eles ajustam o tratamento conforme o necessário.
Para aliviar os sintomas oculares e auditivos associados a rinite alérgica, podem ser prescritos colírios e gotas auriculares.
É fundamental que esses medicamentos sejam prescritos e administrados por um médico.
Como mostrado neste post sobre 8 sintomas da rinite alérgica, esta é uma doença que afeta milhares de pessoas ao redor do mundo e que tem impacto direto na qualidade de vida e bem-estar.
Além disso, tem como característica principal a inflamação da mucosa nasal, levando a sintomas como espirro e coceira.
A rinite alérgica não tem cura. Por isso, todo o tratamento é focado inteiramente no alívio dos sintomas.
O diagnóstico envolve uma avaliação do histórico clínico, exame físico, além de testes alérgicos específicos.
O paciente precisa dar uma atenção especial também às medidas preventivas. Isto inclui, por exemplo, evitar gatilhos conhecidos (uso de produtos químicos de limpeza fortes), além de manter o ambiente sempre muito bem ventilado.
O acompanhamento médico regular também garante um controle adequado dos sintomas, além de ajustes nos medicamentos, conforme for necessário.
Caso você esteja lidando com crises de rinite alérgica, não deixe de procurar ajuda médica (como do clínico geral ou otorrinolaringologista).