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Revisado pelo(a) Sr. Ari Henrique Faustino Batista, CRP/PR 0838955
A crise de ansiedade pode acometer pessoas de várias idades e em situações diversas.
Quando ocorre, seus sintomas físicos e psicológicos podem afetar significativamente a pessoa ansiosa, mesmo temporariamente.
Conhecer melhor sobre a crise e quando é preciso buscar ajuda profissional, é fundamental para evitar uma evolução do quadro.
Quer saber mais sobre o assunto? Confira, a seguir, os 10 principais sintomas de uma crise de ansiedade.
A ansiedade é uma reação natural do organismo e uma resposta a situações novas ou imprevisíveis, como:
Contudo, quando a ansiedade deixa de surgir ocasionalmente e se torna frequente (interferindo no bem-estar do indivíduo), pode evoluir para um problema de saúde, afetando a vida pessoal e profissional de quem convive com ela.
Nesses casos, ela passa a ser um transtorno de ansiedade e, por isso, é preciso acompanhamento profissional para identificar as suas causas e tratar de acordo com o quadro clínico do paciente.
A crise de ansiedade acontece quando uma pessoa manifesta os sintomas da ansiedade de uma forma intensa e geralmente aguda, mesmo que não saiba a causa dessa reação.
Ela também pode surgir devido à exposição a um gatilho ou estímulo que provoca uma resposta de medo ou desconforto intenso.
Enquanto a crise dura, a pessoa pode experimentar sintomas físicos e psicológicos que afetam significativamente seu bem-estar.
Os sintomas de uma crise de ansiedade são diversos e cada pessoa pode manifestar um ou mais durante a crise, ou seja, varia.
Contudo, há uma série de reações que surgem com mais frequência, como mostrado abaixo.
Dentre alguns dos sintomas físicos comuns em uma crise de ansiedade, estão:
Atenção: as informações apresentadas neste texto têm caráter informativo e não substituem a consulta a um profissional qualificado.
Em conjunto com os sintomas físicos, podem surgir sinais psicológicos que indicam que o indivíduo está enfrentando uma crise de ansiedade, como:
Conhecer a manifestação dos sintomas físicos e psicológicos de uma crise de ansiedade pode ajudar a identificar quando ela está acontecendo, para tomar medidas para amenizá-la.
Durante uma crise de ansiedade, os sintomas são intensos, mas comumente duram pouco tempo.
Para controlar os sintomas e evitar novas crises, inclusive quando já há a suspeita de um transtorno de ansiedade, é indicado buscar ajuda profissional do psiquiatra e do psicólogo.
Um especialista da área é capaz de analisar o histórico do paciente, sua saúde mental e física, ajudando a identificar possíveis causas para a crise.
Assim, o paciente pode aprender a lidar com elas, reduzindo seus impactos na sua qualidade de vida.
O psiquiatra também é o responsável por indicar as mudanças de hábitos necessárias (como de alimentação e sono) e os tratamentos adequados (como a psicoterapia ou medicações) para melhorar o quadro de saúde mental.
No caso de sintomas ansiosos leves, em que não há relação com um transtorno de ansiedade, é possível ajudar a reduzi-los com algumas dicas, como mostrado abaixo.
Há chás que possuem propriedades calmantes e que auxiliam em momentos de tensão e para dormir, levando ao relaxamento. Entre alguns exemplos, estão:
Contudo, é importante salientar que, devido às suas propriedades medicinais que podem ter contraindicações, é indicado consumir sob orientação de um profissional, como o nutricionista.
Os exercícios físicos têm grande impacto na saúde mental, uma vez que eles aumentam a disposição no dia a dia, reduzem o estresse, ajudam a aliviar pensamentos negativos, dentre outros.
Praticar atividades físicas regularmente ajuda a prevenir a ansiedade e amenizar os seus sintomas.
Práticas como ioga e dança conciliam mente e corpo, sendo muito indicadas para quem sofre com as crises frequentemente.
Dedicar-se a atividades e hobbies que tragam bem-estar, como ler, fazer artesanato, aprender um idioma, podem ter um impacto significativo na redução da ansiedade.
Além de ajudar a focar a mente em tarefas que trazem prazer, auxilia na formação de vínculos e melhora da saúde mental.
Como citado anteriormente, a ansiedade que é esperada em momentos novos ou imprevisíveis, é natural e temporária.
Contudo, quando passa a ser mais intensa e surgir de forma frequente, pode indicar que um transtorno de ansiedade está em desenvolvimento, ou seja, um quadro de saúde que exige diagnóstico e tratamento.
As crises de ansiedade são comuns nesse tipo de transtorno, mas podem se manifestar de forma específica para cada um.
O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) se trata de um distúrbio causado pela preocupação excessiva e difícil de controlar por, no mínimo, 6 meses.
A pessoa que apresenta o TAG está frequentemente preocupada e com medo, ainda que não haja indícios que possam justificar sua preocupação.
Por temer situações ruins e viver sob tensão, é comum ter reações exageradas diante de acontecimentos rotineiros.
Esse transtorno tem como principais sintomas a irritabilidade, a agitação e a falta de foco, além de tensão muscular e distúrbios do sono, e pode se desenvolver em qualquer idade.
O transtorno do pânico é caracterizado pela presença frequente de crises de ansiedade, ou ataques de pânico, seguido de preocupação persistente sobre ter novos ataques ou mudanças significativas no comportamento relacionadas aos ataques.
Durante as crises, o corpo se prepara para lutar ou fugir, e o cérebro entende que há um perigo real, levando à sensação de medo intenso, além de desconfortos físicos e psicológicos.
É possível que o transtorno surja diante de situações de estresse e experiências traumáticas, mas também por motivo desconhecido.
Neste caso, a psicoterapia pode ajudar o paciente a investigar as causas relacionadas, além de oferecer ferramentas para lidar com as crises ansiosas.
O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) não é mais classificado como transtorno de ansiedade no DSM-5. Atualmente, ele pertence a uma categoria separada chamada "Transtorno Obsessivo-Compulsivo e Transtornos Relacionados", embora a ansiedade seja um sintoma central do quadro.
O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) é composto por pensamentos de obsessão (recorrentes, persistentes e invasivos que causam ansiedade) e ações compulsivas (comportamentos repetitivos que o indivíduo se sente compelido a executar para reduzir a ansiedade).
Para lidar com pensamentos obsessivos, o indivíduo adota rituais, compostos por regras e etapas que precisam ser seguidas à risca para oferecer alívio mental.
Contudo, a realização dos rituais pode intensificar essas ações, o que causa impactos em diferentes aspectos da vida, seja pessoal ou social, por exemplo.
Se não há a realização das ações, pode haver um aumento crescente da ansiedade, gerando um ciclo de reforço do comportamento compulsivo.
O TEPT atualmente é classificado no DSM-5 na categoria “Transtornos Relacionados a Traumas e Estressores”, não mais como um transtorno de ansiedade, embora a ansiedade seja um sintoma central. Ele surge quando uma pessoa vivencia situações de estresse extremo, como por exemplo, acidentes, traumas ou situações violentas.
Quando há um gatilho relacionado à causa do trauma, pode haver uma crise de ansiedade intensa, impactando tanto mentalmente quanto fisicamente.
O transtorno pode desencadear desde isolamento até contribuir para outras condições de saúde, como a depressão.
A síndrome de burnout é um distúrbio relacionado ao trabalho que tem como característica a exaustão extrema física e emocional, sentimentos de cinismo e distanciamento do trabalho, e redução da eficácia profissional de um trabalhador.
Ele acontece devido à cobrança e ao estresse contínuo no ambiente de trabalho e é comumente visto em profissões cuja responsabilidade é alta e/ou a quantidade de tarefas imensa, como ocorre com professores e médicos.
Quando o profissional se sente sobrecarregado, ele pode desenvolver um quadro de ansiedade que pode levar ao esgotamento mental e físico. O burnout não é classificado como um transtorno de ansiedade, mas como um fenômeno ocupacional de acordo com CID-11 e pode estar associado a sintomas ansiosos e depressivos.
A crise de ansiedade, embora seja temporária, quando ocorre é intensa e gera sintomas como falta de ar, taquicardia, sensação de perigo iminente, medo de perder o controle e tremores.
A ansiedade se manifesta de formas diferentes para cada pessoa, mas comumente pode levar ao aceleramento dos batimentos cardíacos, fraqueza muscular, formigamento das mãos, dores no abdômen e peito, sudorese, tontura, dentre outros.
O pensamento fica acelerado, focado em situações negativas e catastróficas, e há um receio de algo negativo ocorrer a qualquer momento.
A ansiedade pode fazer o coração acelerar; provocar dores musculares devido à tensão, além de estar associada a desconfortos intestinais, dores de cabeça, dentre outros.
Geralmente, elas costumam durar entre 5 e 30 minutos no caso de ataques de pânico. Contudo, podem durar mais tempo em outros casos ou ocorrer em sequência.
É muito importante buscar ajuda profissional ao notar o aumento da intensidade e/ou frequência dos sintomas.
Como mostrado neste post sobre os 10 principais sintomas de uma crise de ansiedade, cada pessoa pode manifestar sintomas diferentes durante a crise.
Quando a ansiedade é natural, não necessariamente exige cuidados específicos, com mudanças de hábitos, por exemplo, pode ser aliviada.
Contudo, quando a ansiedade se torna excessiva, persistente e interfere na vida diária (configurando um transtorno ansioso), é preciso acompanhamento profissional do psiquiatra e/ou psicólogo para diagnóstico e tratamento adequado.
Com orientação especializada, é possível melhorar a qualidade de vida e manter a saúde mental.